quinta-feira, 21 de junho de 2018

RESENHA: DAVID COPPERFIELD

SINOPSE: Oitavo romance de Dickens e o mais autobiográfico deles, David Copperfield é uma narrativa em primeira pessoa sobre a educação e o desenvolvimento de seu protagonista do nascimento à maturidade, mas é também uma longa meditação sobre seus anos de aprendizagem e formação como escritor. A “história e experiência pessoais” de David, anunciadas desde o título, abrigam um grande número de enredos secundários em uma complicada trama que envolve ainda uma inesquecível galeria de personagens a que a imaginação de Dickens deu forma e que se tornaram figuras familiares para uma legião de leitores.


Impressões Pessoais: Olá, leitores! Hoje compartilho com vocês mais um clássico da literatura inglesa. E que clássico! Escrito no século XIX “David Copperfield” é um clássico com mais de 1300 páginas (edição da extinta Cosac Naify) lido por autores Dostoiévski, Tolstói, Kafka e Orwell “David Copperfield” é uma história de iniciação e de aprendizado da difícil arte de viver; é também uma narrativa sobre afeto, desamor, amizade e perda, sobre escolhas morais e sobre os percalços e desafios que se apresentam ao narrador-protagonista no caminho da educação de si mesmo para a vida em sociedade. No ato da escrita, rememora os momentos felizes, revive os traumas, para dessa forma redescobri-los e conferir-lhes novos significados. A escrita autobiográfica – a narrativa de uma vida – implica esse acerto de contas com o processo de formação do sujeito e precisa encarar a experiência. Considerado por alguns críticos como um relato semi-autobiográfico de Charles Dickens, David Copperfield, com perspicácia e sensibilidade precoce, narra as dificuldades da sua infância, que incluiu a perda dos pais na morte, dos maus-tratos sofridos nas mãos do seu padrasto e sua irmã, os senhores Murdstone, irmãos sinistros, agressivos e manipuladores. Que com um forte poder de argumentação conseguem manipular Clara, mãe de David, e convencê-la de que ele é um menino mau e que deve ser colocado em colégio interno. Entretanto esse colégio usa da violência física e bárbara para ensinar e disciplinar os seus alunos. A mãe de David entra em depressão logo após ter um bebê e com a ausência dele ela e seu recém-bebê acabam falecendo. E meio a tudo isso Coperfield contará apenas com o apoio e consolo de Peggotty, empregada da casa que o ama muito.


Depois do funeral, seu padrasto e sua irmã decidem que David deve ser enviado para trabalhar em uma fábrica. Mesmo sendo uma criança ele terá que lidar com trabalho infantil, solidão, dificuldades financeiras e deslocamento social. Até que ele consegue fugir e depois de horas e horas viajando a pé ele consegue chegar até a casa da senhora Betsey, sua tia-avó e única parente viva, que é uma viúva que desapareceu da vida dos Copperfield depois de descobrir que a criança que Clara Copperfield dera à luz era um menino (David Copperfield) e não uma menina. E ela convencida pelo seu criado Dick decide ajudar e criar David e até expõe “frente a frente” as maldades e intuitos dos irmãos Murdstones. Com a passagem do tempo, demais personagens (uns 50 até o final da narrativa) vão aparecendo e encantando o leitor. A trama do romance se torna, assim, complexa, com as frequentes mudanças de cenário e paisagem e com os diferentes conflitos que arma – as dificuldades financeiras dos Micawber, o alcoolismo do sr. Wickfield, a prostituição de Emily e Martha, a ambição e vilania de Uriah Heep, a irresponsabilidade de James Steerforth, os dramas do dr. Strong e esposa. Passamos a está diante de aquele que se caracteriza não pelo tom ou pela presença de personagens cômicas, mas pela incorporação do herói à sociedade e o correspondente isolamento dos que não devem se integrar à ordem social.


Não passam despercebidas as privações dos Micawber, apesar de seu incontornável otimismo e de sua fé de que vai “aparecer alguma coisa” para tirá-los dos apuros e embaraços financeiros; não nos devem escapar as adversidades dos Peggotty e a condição de dependência de Rosa Dartle – todas elas personagens de poucos meios e cuja fragilidade do ponto de vista social não pode deixar de ser destacada. Rememorar também indica relembrar dores e sofrimentos, como os impostos pelo seu antagonista Uriah Hepp que é um criminoso, ambicioso, ressentido, falso, ardiloso, e seu caráter parece traduzir-se perfeitamente na sua aparência física, nos olhos vermelhos e “meneios de cobra”. E relembrar a decepção com o seu idolatrado amigo Steeforth, que eu deixarei vocês descobrirem. O leitor também acompanhará as aventuras de David Copperfield, os seus estudos de Direito e a descoberta do seu grande amor. Deixarei vocês descobrirem o que a vida reservava a David e as surpresas que a vida lhe pregou. Garanto a vocês que esta é uma leitura rica, fluida, com personagens muito bem construídos e profundos, e com grandes lições sobre: amor, amizade, determinação e solidariedade!



Sobre o autor: Charles Dickens nasceu em 1812, em Landport, perto de Portsmouth. Seu pai era escriturário do departamento financeiro da Marinha. A família mudou-se para Londres em 1815 e para Chatham em 1816. Ali, Dickens passou os anos mais felizes de sua infância. Os Dickens retornaram a Londres em 1822, mas as finanças familiares estavam severamente comprometidas. Charles foi tirado da escola e em 1824 começou a trabalhar num depósito de graxa para sapatos gerenciado por um parente. Seu pai foi preso por dívidas. Essas experiências afetaram profundamente o futuro romancista. Mas assim que a situação financeira do pai melhorou, Dickens voltou à escola, que deixou aos quinze anos para trabalhar sucessivamente como escriturário de advogado, repórter taquígrafo nos tribunais e repórter parlamentar. Em 1833, começou a publicar contos em jornais e revistas, depois editados como Sketches by Boz. O último romance completo, Our Mutual Friend, foi publicado em 1864-65. Edwin Drood foi deixado incompleto com a morte de Dickens em 9 de junho de 1870.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

RESENHA DO DIA: TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

SINOPSE: Este livro conta a história de Virgile - anti-herói distraído, contraditório e solitário, que um dia chega em casa do trabalho e ouve em sua secretária eletrônica um recado duro, seco e forte de alguém terminando com ele, sem ter a menor ideia de quem seja essa pessoa. O autor, então, explora o pânico que toma conta de Virgile diante de evidências que o aproximam de uma suposta ex-namorada. Quem, afinal, era Clara? Só, ansioso e deprimido, Virgile decide - em uma reviravolta - recuperar essa mulher que desconhece.


“Como as relações sexuais, a morte também requer preliminares.”

Desde o primeiro parágrafo já consegui me identificar em muitas coisas com o protagonista. Virgile é um rapaz que está numa fase em que a ansiedade, a depressão e o isolamento são seus fiéis parceiros de vida, assim como o pânico por morrer. De inicio já presenciamos essa paranoia da não existência, do mundo se abrindo sob seus pés depois de receber uma mensagem em sua secretária eletrônica de uma mulher chamada Clara, da qual ele nunca soube de sua existência e é ai que começa o desenrolar das aventuras e reflexões do nosso personagem.


“Não escapara da morte, mas sim, por algum tempo, da ideia da morte, e a ideia da morte é mais grave do que a própria morte, pois nos persegue a vida inteira.”

Sobre Virgile: Abandonou o circo dos pais para morar em Paris e ter sua própria vida. Mesmo sem curso ou especialização nenhuma conseguiu uma vaga numa agência de publicidade, na qual se recusa imensamente a aceitar uma promoção de cargo (isso vai ser uma das coisas a qual vai trazer certo impacto no decorrer da história). Tem alguns amigos, mas uma única amiga que considera imensamente e é bem excêntrica, Armelle. Por ter depressão, Virgile ao mesmo tempo em que reluta em lutar para saber mais sobre Clara, resolve fazer dessa mulher, seu objetivo de vida e reconquistá-la. 


“Só existe uma forma de não nos arriscarmos a perder aqueles que poderíamos amar. É não permitindo que eles entrem em nossa vida.”

Mas aviso: esse não é um simples romance francês, por isso se chama “Talvez Uma História de Amor”. Por mais que no início seja um pouco parado, a leitura vai fluindo rapidamente e com uma leveza, com uma filosofia de vida que é impossível resistir. E o final... É simplesmente caloroso! Podemos dizer que de moral, o livro nos traz uma busca sobre si mesmo, sobre o merecimento das coisas boas da vida, sobre se reprimir para não parecer melhor, sobre não aceitar ser melhor por ter baixa autoestima, mas dizer que a vida é assim e pronto. E o mais importante: não se deixar estagnar, pois podemos estar perdendo o melhor de nossas vidas.


“A vitória não é algo reconfortante. Virgile estava convencido disso: na vida, é preciso se esforçar ao mesmo tempo para não perder e para não ganhar. O exercício é delicado, já que os dois polos têm alto poder de atração.”

PS: Tem filme desse livro maravilhoso, mas com um final alternativo. E com um elenco sensacional brasileiro! 
“O ser humano obedece para não morrer [...] Acabamos descobrindo, no fim, que se trata de uma bobagem, mas isso funciona por muito tempo.”

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

terça-feira, 19 de junho de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: SEM CASCA


SINOPSE: Maçã,
vermelha, quente
lábio e coração,
pecado de mulher
que seduz
desde o início...
de Eva até mim
e você que me vê.
Com faca afiada retira a pele
e a essência antes dela
se espalha.
Sua casca como
palavras sussurradas
são deixadas para que o tempo as leve
aos ouvidos
ao peito de quem as quiser... Sinopse: Maçã,
vermelha, quente
lábio e coração,
pecado de mulher
que seduz
desde o início...
de Eva até mim
e você que me vê.
Com faca afiada retira a pele
e a essência antes dela
se espalha.
Sua casca como
palavras sussurradas
são deixadas para que o tempo as leve
aos ouvidos
ao peito de quem as quiser...


“Se o sentimento se tornar palavra e ela virar emoção, então vivi.”

Começamos com uma frase de impacto, pois o sentimento é a base de tudo, através de onde suprimos todas as energias e necessidades para seguirmos em frente. Thelma nos leva através de versos e poemas para outros lugares, onde simples palavras representam muito significado. Como o próprio nome diz SEM CASCA. Me leva a pensar que somos apenas casca por fora sem a parte boa por dentro??? Será que realmente somos assim???  E o que podemos fazer para melhorar isso???  Somos pessoas que vivemos num mundo onde cada dia as coisas mudam. Hoje a tecnologia está em alta, vivemos sempre correndo e nos esquecemos de como as cosias chegaram a ficar assim. Como é bom conversar com pessoas mais velhas e escutar como era na época deles! Não que não tivesse preocupação, sim eles tinham e não eram poucas, mas o gostoso é conversar e perceber como eles faziam para sobreviver a cada dia. Podemos ver em alguns poemas que nossa autora se inspirou em obras de um talentoso fotógrafo Sergio Santoian. 


“Sociedade bestamente bitolada

Intolerante servil
Sem nem olhar para si
Esmaga o que vê
Sem pensa
Sem sentir...”

Nos faz pensar que se realmente uma coisa existe, porque quando outra pessoa fala que não existe, ainda nos faz pensar se realmente estamos enganados. Um dos poemas que me tocou bastante, de nome NÃO PUDE TE DIZER ADEUS. Quantas vezes deixamos para amanhã o que podemos fazer hoje, ou o quanto estamos ocupados com coisas banais que nos esquecemos de falar o quanto sentimos saudades de uma pessoa, nem que seja apenas para ligar e falar: “Oi, tudo bem?”? O amanhã não chegou a existir... Como aconteceu com as palavras do poema... Não deu tempo... De dar um Abraço, um Carinho ou uma simples palavra de Encorajamento.  Como o hoje não deu tempo, vai ficar apenas nas lembranças os momentos que foram curtidos juntos.


“Como podia saber que era certo
Aquilo tudo que eu ouvia?
Como eu ia saber que seu amanhã
Não chegaria?

RESENHA ESCRITA POR: VANESSA RANDO
31 anos, enfermeira, moro em Piracicaba (interior de SP) e os livros são minha vida. Quando não estou cuidando da saúde das pessoas, gosto de entrar em um mundo imaginário e esquecer os problemas da vida real.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

RESENHA DO LEITOR: NIMONA

SINOPSE: Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão. Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo. Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro.


Título: Nimona

Autora: Noelle Stevenson
Ilustrações: Noelle Stevenson
Tradutora: Flora Pinheiro
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Gênero: Ficção Americana
Páginas: 272


Olá pessoas... Conheci esse livro graças a uma assinatura mensal de um box literário, o que foi maravilhoso porque se eu fosse a uma livraria não iria me interessar por uma HQ (Graphic Novel). A história é sobre uma menina metamorfa chamada Nimona, o maior sonho dessa personagem é tornar-se parceira do Lorde Ballister Coração-Negro, um supervilão famoso cujas maldades sempre dão errado. Com muita teimosia e insistência características dessa garota, o vilão aceita ser seu comparsa quando percebe que ela pode se transformar em animais e até em outras pessoas quando desejar.


Lorde Ballister se tornou um vilão após se sentir traído por Ambrosius Ouropelvis, seu antigo amigo e atual arqui-inimigo. Lendo essa história vamos perceber que o vilão não é tão mal assim, na verdade ele não aceita a forma que a "instituição de heroísmo e manutenção da ordem" trata o povo e então resolve intervir... Nimona acaba sendo muito útil apesar das inúmeras vezes em que os planos dos dois dão errado (pra variar).


Confesso que foi uma grata surpresa e eu acabei gostando muito mais do que imaginei, primeiro por não ser uma história clichê, e depois por ter uma menina forte, decidida, cheia de atitude e longe do tipo princesinha como protagonista. O formato agradou inclusive meu filho de dez anos que leu tudo em um dia, provando que quando o livro é bom agrada a todas as idades. Vale a pena a leitura. O livro é lindo, colorido, engraçado, a capa é maravilhosa e o conjunto da obra impecável.


Sobre a autora: Noelle Stevenson é autora, ilustradora e quadrinista. Pela criação de Nimona, foi premiada com um Eisner Award e finalista do National Book Award, ganhou o Slate Cartunist Studio Prize de Melhor Web Comic e foi indicada para o Harvey Award. Autora best-seller do New York Times, é também cocriadora da aclamada série de quadrinhos Lumberjanes e já colaborou com publicações da Disney, da Marvel e da DC Comics. Formada pelo Maryland Institute College of Art (MICA), mora em Los Angeles. 

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KELLY GONÇALVES
28 anos, paulistana, casada, apaixonada pelos livros, futura técnica em radiologia. Apenas uma mãe tentando por em dia as suas séries favoritas.

ENTREVISTA COM CLÁUDIA LEMES SOBRE INFERNO NO ÁRTICO

SINOPSE: Assassinatos bizarros abalam a cidade de Barrow, Alasca, durante o período de dois meses de noite polar. A detetive brasileira Barbara Castelo desconfia que seu primeiro caso de homicídio tem ligações com ocultismo, e precisa superar suas diferenças com o parceiro, Bruce Darnell, além de sua fobia do escuro, para encontrar o serial killer antes que ele consiga completar sua missão macabra.

Vitamina Livros: Qual foi o momento mais marcante na sua carreira de escritora?
Cláudia: Acho que o momento em que você vê seu livro numa livraria pela primeira vez é sempre marcante para o autor. A primeira Bienal como escritora também foi muito boa.

Vitamina Livros: Como surgiu a ideia de escrever "Inferno no Ártico"?
Cláudia: Eu queria trabalhar com "medo", quase como um personagem numa história, e também sempre quis escrever sobre um lugar bem frio, bem inóspito. Aí as coisas foram se juntando. O melhor lugar para uma protagonista com fobia de escuro seria Barrow, no Alasca, onde durante 65 dias o sol não aparece. A ambientação ficou perfeita para a história.

Vitamina Livros: Quanto tempo demorou para a história ficar pronto "Inferno no Ártico"?
Cláudia: Foi o livro mais demorado que já escrevi, levando um total de quatro meses.

Vitamina Livros: O que o leitor pode esperar de "Inferno no Ártico"?
Cláudia: O mesmo estilo direto de Eu Vejo Kate e a maturidade de escrita de Um Martini com o Diabo. Inferno no Ártico é um thriller de investigação com todos os elementos que amamos em thrillers: personagens complexos e com histórias de vida interessantes, um assassino com motivações perversas, uma ambientação exótica, surpresas e um bom plot twist.

Vitamina Livros: Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
Cláudia: Admiro muitos autores, como Frank McCourt e Kurt Vonnegut, mas os que me inspiraram mais foram Anne Rice, Stephen King, Karin Slaughter e James Ellroy.

Vitamina Livros: Se "Inferno no Ártico" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?
Cláudia: Inferno menciona muitas músicas porque a protagonista, Barbara, tem na música uma válvula de escape. Como ela escuta muito rock, algumas das músicas do livro são Fear of the Dark (Iron Maiden), Cemetery Gates (Pantera) e Lord of this World (Black Sabbath). Para escrever ouvi muito a trilha sonora do filme Copycat.
Vitamina Livros: Como é sua rotina de escrita? Você escreve diariamente? Tem algumas técnicas que utiliza para facilitar o processo de criação?
Cláudia: Eu não escrevo todo dia por realmente não conseguir encaixar a escrita na minha rotina. Parece bizarro para um autor, mas a realidade do escritor brasileiro é outra, mais relacionada a sobrevivência. Escrevo quando tenho tempo. Em alguns meses isso é todo dia, mas às vezes não. Uso fichas para organizar cenas e faço um outline baseado em algumas ideias e na estrutura de Nigel Watt, mas durante o processo de escrita todo o planejamento vai mudando. Eu tento sempre fazer imersão para me aproximar das personagens. A Bárbara chupa pirulitos compulsivamente, então eu também fiz isso até arrebentar meu céu da boca. A Kate se sentia atraída por violência então eu via muitas fotos e vídeos de crimes reais. O Ryan entende como pedófilos agem então eu fiz um curso sobre sexologia forense. Aprendi a atirar com uma pistola. O Reno Santiago (de um livro ainda inédito) sabe lutar, então eu comecei a lutar. A Mariana entende de flores então eu pesquisei flores e me cerquei delas por meses. Coisas assim ajudam muito no processo de criação de personagens.

Vitamina Livros: Quais gêneros você tem vontade de se aventurar um dia e escrever?
Cláudia: Eu gosto de escrever de tudo, mas já percebi que sou conhecia pelos thrillers investigativos e romances policiais, então pretendo me manter nesses gêneros, embora sempre escreva contos e novelas de terror. Mas já escrevi não-ficção, dramas eróticos e até um western.

Vitamina Livros: Qual personagem dos seus livros você mais se identifica? E por quê?

Cláudia: Me identifico muito com o Ryan, do Eu Vejo Kate. Sou analítica e curiosa como ele, e embora seja um amorzinho, tenho um lado B meio sinistro. Me vejo facilmente agindo como ele age nas histórias.

Vitamina Livros: Deixe uma mensagem para nossos leitores:
Cláudia: Não tenham medo de se aventurar em gêneros que não conhecem bem e autores que nunca leram. Descubram sempre tipos de livros que te tiram da zona de conforto, e não tenham medo dos nacionais. Muita coisa boa está sendo escrita e publicada por aí.

Cláudia Lemes é conhecida pelos seus romances policiais Eu Vejo Kate (Ed. Empíreo) e Um Martini com o Diabo (Ed. Empíreo), e seu trabalho de não-ficção, Santa Adrenalina: Um Guia para Quem Quer Escrever Thrillers (Ed. Lendari). Inferno no Ártico marca sua volta à publicação solo e segundo a autora "É o meu melhor trabalho até hoje."

"Um thriller corajoso, selvagem e realmente impressionante" - Cesar Bravo

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quarta-feira, 13 de junho de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: A SOMBRA DE UMA PROFECIA - O NASCIDO DA LUZ

SINOPSE: Ivan Taylor, acabou de assumir a coroa, como se não bastassem os desafios de se tornar o novo rei, ele tem muito o que se preocupar quando Riley, o último oráculo, lança uma profecia que volta a agitar os grandes reinos. Ela está levando os antigos seguidores do líder caído chamado Delfos a se reagruparem e fazendo as pessoas acreditarem que o filho recém-nascido do Rei é o nascido da luz, responsável por combater Delfos quando chegar o dia de sua volta. Dividido entre proteger sua família e defender seu reino, ele vai descobrir que nem os mais fieis servos são confiáveis.


Eis que temos uma fantasia! No melhor estilo do gênero, temos gigantes, bruxas, magia, profecias, portais mágicos e a clássica luta entre luz e trevas. Samuel, vive na mais perfeita normalidade, o que para um adolescente de 17 anos significa ir à escola, sofrer bullyng, estar apaixonado pela garota mais popular e ter um ou dois melhores amigos. Não fosse pelo fato de não ter conhecido sua família e de não saber qual a sua origem, nada mais o incomodaria seriamente. Adotado por Selena, não imagina o que se esconde em seu passado. Filho do rei Ivan e da rainha Emily Ducart, do reino de Kyendra, nosso herói foi salvo da morte e arrancado de seu mundo e de sua família, já que forças malignas tentariam a todo custo assassiná-lo. Tal perseguição justifica-se na profecia do Último Oráculo, segundo a qual Delfos, um ser das trevas, retornaria para disputar o destino do mundo com o "nascido da luz".


Sendo Samuel, filho do rei Ivan, o qual era neto de Bram Taylor, tido como o "salvador", o maior rei que Kyendra já possuíra, caiu sobre este o peso da profecia. Em mais um dia rotineiro, Samuel retorna da escola e se depara com Selena morta e um estranho visitante. O homem se apresenta como Joshua e se mostra disposto a eliminar nosso herói de uma vez por todas. O que vem a seguir os próximos capítulos revelarão, mas de já fica desperta a curiosidade do leitor. Os dois primeiros capítulos foram suficientes para me prender à história e me identificar com o protagonista. Escrito em terceira pessoa, o livro empolga pelo clima de ação, suspense, além de toda a carga dramática que envolve o passado e o presente do protagonista. De escrita clara e de fácil entendimento, o que aliado a fluidez dos fatos, leva a uma leitura rápida e dinâmica. Sim! É uma boa trama, um bom enredo, bons personagens e uma boa escrita. Recomendo!


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

terça-feira, 12 de junho de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: O MENTALISTA

SINOPSE: Você sabe até onde sua mente pode te levar? O Jovem Eddy descobriu ser capaz de controlar os próprios sonhos. Mais que isso, percebeu que podia sair do próprio corpo em forma translúcida podendo vagar livremente enquanto dormia. Em uma dessas experiências, conhece Tomaz e descobre que suas habilidades podem levá-lo ao Drenworld, um esquadrão de espionagem militar. Mas controlá-las não será uma tarefa fácil, principalmente com inimigos perigosos se aproximando. Mesclando ficção com realidade, doses de suspense, ação e humor o autor nos leva a uma aventura fascinante pela mente humana.



Fala pessoal! Aqui é Pedro de Roche, para quem não me conhece, eu sou resenhista quinzenal aqui do Vitamina, mas ando meio sumido devido ao trabalho que está consumindo muito do meu tempo. E para quem já me conhece, já sabe que hoje tem Primeiras Impressões de um livro cujo a temática desde sempre me interessou, que é os mistérios da nossa mente. Até onde a nossa mente, limitada, alienada pelos séculos e séculos de informações desencontradas pode chegar? Se você parar para pensar, isso parece absurdo, mas nós ainda temos muito o que descobrir sobre a nossa própria mente. Mas e se eu te disse que o livro de John Keller aborda isso de uma forma diferente?


Eu não tive tempo para analisar o livro por completo, foram apenas 15 páginas, mas a introdução que ele deu ao livro já me deixou curioso, tanto pela curiosidade de saber como ele desenvolverá uma habilidade peculiar de sair do seu corpo enquanto dorme e seguir praticamente para onde quiser nesse plano. Bom, duvido que seja nesse plano já que ele não possui um corpo físico enquanto está viajando pelo espaço. A história começa com o protagonista – A quem eu e seu sobrinho chamamos apenas de “Eddy” e o seu amigo Tom apelido para “Tomaz” que possui a mesma habilidade que ele e provavelmente é alguém com bem mais idade do que aparenta. As primeiras impressões que temos, é que o protagonista se trata de um rapaz curioso e que é capaz de desbravar o mundo ao seu redor com pouco ou nenhum temor.


Quanto aos vilões, inicialmente nós nos deparamos com 3 misteriosos “seres”, a princípio não podemos distinguir se são homens e mortais como nós ou seres que pertencem a aquela dimensão de sonhos, mas o que sabemos logo é que eles serão o maior problema que “Eddy” terá que enfrentar. Os cenários são outro ponto chave se você curtir imaginar, nós somos elevados a ter a visão do personagem, tudo o que ele vê nós veremos da forma que o autor descreveu graças aos bons detalhes e o bom senso que ele teve de dar cor e brilho ao mundo de sonhos que muito se parece com o meu. A minha primeira impressão do livro foi que ele tem futuro, além de ser uma obra já publicada, o autor deve ter devotado um bom tempo desenvolvendo cada detalhe dessa novidade. Caso você goste, é um livro de ficção para se ler comendo pipoca porque você de certo vai se sentir como se em um filme. E é isso pessoas, eu sou Pedro de Roche, para o blog do Vitamina livros.


RESENHA ESCRITA POR: PEDRO ALVES PEREIRA (PEDRO DE ROCHE)
19 anos, Futuro Escritor Profissional, Técnico em TI e amante de Livros.
“Sonho em espalhar a minha palavra para quem quiser ouvi-la”.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: TEU PECADO

SINOPSE: Uma garota que foi assassinada de forma brutal é encontrada boiando no lago do parque do Ibirapuera. As investigações levam os oficiais de justiça a acreditarem que estão diante do crime perfeito, até que uma pequena prova é encontrada durante a autópsia. Um papel com uma letra e dois números: R67. A garota é Amanda Fortes, uma stripper do Babylon Night Club, e seu assassinato se torna uma incógnita nas mãos da polícia. Enquanto as investigações prosseguem, as pessoas que a conheciam tentam entender quais motivos alguém teria para fazer algo tão hediondo com a garota e, então, segredos de um passado não tão distante começam a vir à tona, fazendo com que mais mentiras sejam contadas. Ninguém é tão inocente quanto aparenta ser, e o assassino de Amanda sabe disso. Qual terá sido o seu pecado? Teu Pecado é o livro de estreia de Wellington Budim e promete prender o leitor do começo ao fim neste suspense policial.


O romance de estreia de Wellington Budim é simplesmente fantástico e a capa é lindíssima. Quero muito um exemplar desse livro. Budim se aventura em um campo muito complexo que é o thriller policial e como estreante não deixa nada a desejar aos grandes mestres do estilo. No Prólogo encontramos Amanda Fortes, uma dançarina do Babylon Night Clube e a nossa vitima. Mesmo sendo uma stripper, Amanda sonha com o dia em que encontrará o homem perfeito, educado e carinhoso, que a faça se sentir valorizada e não um objeto de desejos obscuros. E quando ela recebe um lindo buque de rosas vermelhas com um bilhete anônimo pedindo para encontrar seu admirador secreto nos fundos do Babylon, Amanda nem imagina que essa vai ser a pior escolha de sua vida.



Já no Capítulo 1 temos a oportunidade de conhecer nosso assassino, uma pessoa com uma mente doentia que acredita ter sido proclamado por Deus o Salvador dos pecadores. E há também Vitória, uma mulher bem-sucedida como profissional, esposa e mãe. Vitória é casada com um policial e acredita ter a vida perfeita, perfeita demais... Mas ao assistir na TV que o corpo de Amanda Fortes foi encontrado, ela percebe que seu mundo perfeito pode começar a ruir. Que segredos ela esconde? Teu Pecado é o livro perfeito para quem curte um bom romance policial e para quem quer se aventurar nesse estilo, ele vai prender você do começo ao fim.


Tive a oportunidade de conversar com o Wellingnton Budim e descobri uma pessoa apaixonada por livros e que expressa essa paixão nesse livro de estreia. Wellignton Budim nasceu em 10 de março de 1979 em São Paulo e é graduado em Letras e cursou Roteiro no SENAC. Já trabalhou no acervo do Jornal O Estado de São Paulo e hoje atua como pesquisador iconográfico na Editora Abril. Tenho certeza que os próximos livros dele irão nos surpreender. Então não deixem de comprar Teu Pecado!


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RESENHA ESCRITA POR: FÁTIMA GISLENE GENOVÉSIO
Tenho 50 anos, mas até me esqueço disso. Meu apelido é Gi, mas também sou a tia Gigi. Leio desde os 14 anos, era rata de biblioteca, e li tudo o que tinha de bom, quando acabou meu pai virou meu fornecedor de livros! Já trabalhei em duas livrarias e fiz feira do livro. Amo indicar livros e fico realizada quando vejo uma criança descobrindo o gosto pela leitura. E tenho muito ciúmes dos meus livros.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

RESENHA DO LEITOR: ORGULHO E PRECONCEITO


SINOPSE: Orgulho e preconceito é o livro mais famoso de Jane Austen e possui uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.


Ei gente! Como vocês estão? Espero que bem! Hoje vamos conversar sobre um clássico da literatura. Siiim! Vamos falar da diva Jane Austen e sua obra Orgulho e Preconceito. Fiz a releitura do livro durante a leitura compartilhada promovida pelo pessoal do Clube do Farol - http://www.clubedofarol.com/ - Bom, vamos lá?


"O orgulho é um defeito muito comum. Por tudo que já eu li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito, e muitos poucos dentre nós não nutrem um sentimento de complacência para consigo mesmos, sob pretexto de uma outra qualidade, real ou imaginária. Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora sejam palavras usadas muitas vezes como sinônimos. A pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho está mais ligado à opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade ao que os outros pensam de nós." (p.30)


Em Orgulho e Preconceito, vamos conhecer Elizabeth Bennet (Lizzy), ela mora em Longbourn com seus pais e suas quatro irmãs. Durante toda a leitura o leitor pode conhecer os costumes da época. Se eu tivesse nascido na época de Lizzy, com toda certeza seria como ela. Ela é inteligente, bem humorada, e principalmente ela é sincera. Mesmo sabendo que a única maneira de garantir um bom futuro, ela não sai por aí se jogando para qualquer carinha, ela não quer um relacionamento que não a fará feliz amorosamente.


E Mr. Darcy? Ele é um homem que no começo desperta o quê? Pouca simpatia!! Maaaaaas, aos poucos ele vai mostrando que possui sim boas qualidades e é dono de um caráter magnífico. Tais fatos vão sendo construídos no decorrer do livro, de maneira que fica impossível não gostar dele no final do livro.


Tá Renara, e como eles se conhecem? Vou contar agora! Durante uma das festas promovidas por uma das Darcy e seu amigo Bingley que eles conhecem as irmãs Bennets. Bingley logo se vê interessado pela irmã Bennet mais velha – Jane. Lembra que falei que no começo do livro Mr. Darcy era meio antipático? Pois ele era. Sabe que ele fez? Falou que não só as irmãs logo descarta, não só Bennets como todas as outras, não mereciam uma segunda olhada. Com isso, Lizzy fica como? Com raiva dele, claro! Acreditando que ele é a pessoa mais orgulhosa que ela já conheceu.


Porém, Bingley e Jane ficam cada vez mais próximos fazendo que Darcy e Elizabeth tenham que conviver, mesmo que com opiniões tão diferentes um do outro. Com a convivência, Darcy passa a enxergar Lizzy de maneira mais agradável, e Lizzy passa a enxergar Darcy de maneira mais tolerável. Quando Bingley deixa Netherfield Park para voltar à cidade, e Jane fica com o coração partido. Claro que Elizabeth fica triste pela irmã, mas ela fica muito feliz por achar que não verá mais Darcy.


Entretanto, Lizzy se vê errada. Pois ela continua a rever Darcy mais do que esperava, até chegar ao ponto que ela deseja vê-lo mais do que pode. Sendo assim, ela percebe que seu julgamento em relação a Darcy está equivocado. E o Mr. Darcy, se pega totalmente apaixonado pela jovem Lizzy. O que posso falar dos personagens? Eles são extremamente encantadores e bem construídos. A maneira como os personagens vão se moldando, mostra toda a genialidade de Jane Austen.


Mesmo sendo uma leitura mais densa, o leitor se envolve facilmente com a história. Outra coisa que ajuda muito é o fato dos capítulos serem bem curtinhos. Duvido que alguém não vá se apaixonar por Lizzy e Darcy. E vocês? Já leram? O que acharam? Compartilhe com a gente! Beijos, Renara.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!