quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MATÉRIA ESPECIAL: DIFERENÇAS E CURIOSIDADES SOBRE O LIVRO E OS FILMES IT – A COISA

SINOPSE: Nesse romance o mestre do terror nos leva de volta ao tempo em que acreditávamos mais em nossa imaginação, em nossos sonhos e também em nossos pesadelos... Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do amor, da união. época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças. Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.


Autor: Stephen King
Número de páginas: 1104
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror

Fala galera! Hoje vamos falar sobre algumas curiosidades sobre o livro It – A Coisa, de Stephen King e faremos alguns comparativos entre os filmes e o livro! Para começarmos é necessário dizer que o livro foi lançado em 1986, época em que o autor estava lutando contra as drogas, principalmente bebidas e até mesmo cocaína. Costumava sujar a máquina de escrever com sangue que pingava do nariz, e foi nessa loucura que o livro foi escrito, o que explica bastante coisa. Ele ficava sóbrio por aproximadamente 3 horas por dia nessa época. Sua esposa se acostumou a encontrá-lo desmaiado em poças de vômito. E foi nesse estado que King escreveu IT, Misery, Christine, Pet Sematary, Cujo e os primeiros volumes de A Torre Negra, entre outros best-sellers. Existe até livros que ele não lembra de ter escrito, tamanha a sua confusão. King já declarou, por exemplo, que não se lembra de ter escrito Cujo.


CURIOSIDADES SOBRE O LIVRO X FILMES

No livro It, a trama se passa em dois períodos – o primeiro entre 1957 e 1958 e depois entre 1984 e 1985. No segundo filme do remake de IT: A Coisa veremos os personagens principais adultos e como suas vidas mudaram dentro e fora de Derry em pleno 2016. No primeiro filme, com eles ainda crianças, a história se passa em 1989, época em que Batman e Máquina Mortífera 2 estão em cartaz no cinema de rua. Já no livro, filmes dos anos 50 são citados como A Múmia e I Was A Teenage Werewolf. Pennywise muda sua forma de acordo com o medo de suas vítimas. Com a mudança na cronologia, algumas formas apresentadas pelo palhaço para as crianças foram modificadas no filme. No livro, Ben vê uma múmia parecida com as que podiam ser vistas no filme de Boris Karloff que estava em cartaz na década de 50; em IT: A Coisa, o garoto vê uma pessoa de aparência monstruosa, consequência da explosão na Siderúrgica de Derry décadas atrás. Já Richie, ao invés de ser atormentado pelo lobisomem de I Was A Teenage Werewolf, que também estava em cartaz na época em que a trama se passava no livro, acaba se vendo dentro de uma sala cheia de esculturas de palhaços e o próprio Pennywise. 



Na cena do quarto dos palhaços, quando o claustrofóbico Richie Tozier (Finn Wolfhard) tem que enfrentar seus medos, há um boneco com a aparência do Pennywise de Tim Curry no ambiente. Finn Wolfhard realmente tem medo de palhaços, como seu personagem. Mike no livro vê um pássaro gigante enquanto no filme, vive o pesadelo da morte dos pais. As cenas da Beverly no banheiro e a aparição do Pennywise para Eddie no filme foram mais fiéis ao livro. E enquanto o longa dirigido por Andy Muschietti foca na história enquanto os personagens são ainda jovens e só no segundo filme mostrará eles adultos, no livro (e no telefilme de 1990) as duas épocas se intercalam ao longo da narrativa (jovens e adultos). 



O maior choque do livro It é que, em seus primeiros dois terços, ele é totalmente urbano e aí, no final, vira outra coisa. Sim, nós sabemos que a Coisa é sobrenatural, afinal ela é capaz de mudar sua forma de acordo com o que suas vítimas mais temem. Mas, ao longo do livro, a Coisa parece estar delimitada por regras bem mundanas: ela vive nos esgotos, sai deles em pontos específicos e só ataca crianças quando elas estão sozinhas. Também sabemos, devido às investigações de Mike Hanlon, que a Coisa já mora em Derry há muitos anos e que seu ciclo de violência se repete a cada 27 anos (aproximadamente) pelo menos desde o século 18. Tudo isso sinaliza uma espécie de ordem no caos que é a Coisa. Isso induz ao leitor a pensar que há algum fundamento pouco fantasioso no monstro. Seria um palhaço que morreu de forma terrível e virou essa criatura? Seria um demônio conjurado pelos cidadãos preocupados de Derry? 



A explicação do livro revelada quando os garotos inalam fumaça para ter visões. Dois deles têm um flashback de Derry na pré-história e testemunham a Coisa caindo do espaço em uma bola de fogo. Ela veio de algo chamado macroverso e passou milênios esperando os humanos colonizarem a cidade para poder, enfim, começar seu ciclo de violência. Quando as crianças descem ao esgoto para confrontar a Coisa, o monstro não é a única coisa que encontram lá. Também existe uma tartaruga cósmica, Maturim, cuja origem não é explicada, que se mantém quieta e retraída em seu casco. Essa tartaruga é nada menos que a criadora do mundo – nosso universo foi vomitado por ela em uma crise de dor de barriga. Ah, e ainda existe uma terceira entidade, que criou a tartaruga. Todos esses elementos são simplesmente jogados em IT e, para entendê-los, é preciso ir além no universo de Stephen King.


A tartaruga é um personagem importante em A Torre Negra, onde é explicado que ela criou todo o universo em que se passam os livros do autor. É uma história meio viajada, mas que faz sentido dentro do contexto de fantasia de A Torre Negra. No entanto, para um livro como IT, que se passa quase todo em cenários urbanos e apresenta problemas nada fantasiosos como bullying, pais negligentes e abuso infantil, o salto entre uma coisa e outra causa espanto. Na obra literária, é a Tartaruga quem informa ao jovem Bill como se defender do Pennywise. King faz da Coisa, no livro, uma entidade cósmica contrária a tudo que a tartaruga representa, ou seja, se a Tartaruga é a criação, a Coisa é a destruição. No filme, apenas easter eggs foram apresentados e muito provavelmente foram notados por quem leu o livro – há uma rápida menção a tartarugas no lago em que os garotos tomam banho e também uma tartaruga feita de LEGO no quarto do Georgie ou quando as crianças encontram uma tartaruga enquanto tomam banho no rio.  Há ainda uma teoria dos fãs que a Tartaruga estaria presente numa das primeiras cenas do filme – que também está presente no trailer – em que o irmão de Bill corre atrás do barquinho de papel.


Uma das mudanças mais gritantes do filme é quando as crianças desistem de perseguir a Coisa, porém acabam mudando de ideia quando Bev é pega pela criatura e elas partem ao seu resgate. Muita coisa muda nessa cena, incluindo o fato de que Pennywise se mantem na forma de palhaço (um grande alívio para os aracnofóbicos). Bev também protagoniza uma cena que faz referência a uma do futuro no livro, quando a esposa de Bill é capturada e fica flutuando. Nesse caso, Bev assume o papel. A Coisa é uma criatura que pode assumir diversas formas. No entanto, sua aparência original é muito perturbadora para a mente humana, fazendo com que nós só enxerguemos algo parecido com uma aranha.


No livro, há uma cena de orgia entre a garotada com a justificativa de mantê-los unidos para conseguir sair do esgoto. Na obra original, após lutarem com Pennywise as crianças enfraquecem seus dons - cada um possuía uma habilidade interessante, como por exemplo uma grande noção de rastreamento - e acabam perdidos em meio a um local que vai desmoronar. A solução encontrada por Bev foi reacender a ligação entre eles e a única maneira que ela conseguiu pensar foi fazendo sexo… com todos eles! Tanto no telefilme da década de 90 quanto no It: A Coisa de 2017 a cena não foi gravada; no filme, para sair do esgoto, eles tiveram de travar a batalha final com o Pennywise. 



Stephen King já falou em entrevistas que sabe o quanto o assunto é sensível, que há debates sobre isso hoje em dia – diferente daquela época – e que certamente se o livro fosse escrito nos dias atuais essa cena talvez não fizesse sentido estar ali escrita: “Eu não estava pensando muito no aspecto sexual do ato. O livro lida com infância e vida adulta – 1958 e Crescidos. Os adultos não se lembram de sua infância. Nenhum de nós se lembra do que nós fizemos quando éramos crianças – achamos que lembramos, mas não nos lembramos do jeito que realmente aconteceu. Intuitivamente, os Otários sabiam que precisavam se unir novamente. O ato sexual conecta a infância e a vida adulta. É outra versão do túnel de vidro que conecta as bibliotecas infantil e adulta de Derry. Os tempos mudaram desde que eu escrevi essa cena e hoje há mais sensibilidade em relação a essas questões”. Um outro exemplo nunca adaptado, assim como a orgia, é quando Henry Bowers e seus comparsas estão acendendo seus peidos com chamas de isqueiro e um deles começa a masturbar Henry. 


Na obra literária It, Mike continua morando em Derry e vira bibliotecário e um historiador da cidade. Ele cataloga todos os incidentes na cidade e cria o livro “Derry: A Look Through Hell’s Backdoor”. No filme, o livro já existe e na verdade quem é o único atento aos acontecimentos estranhos da cidade é Ben, que o procura na biblioteca para estudar mais afundo a história de Derry. Enquanto no telefilme de 1990 o pacto de sangue nunca existiu – eles apenas dão as mãos e prometem voltar a Derry caso a Coisa retorne – no filme a cena foi bastante fiel ao livro, exceto por uma pequena diferença; em It: A Coisa, vemos Bill pegar um pedaço de vidro e cortar as mãos de cada membro do Clube dos Perdedores para fazer o juramento, enquanto no livro quem pega o pedaço de vidro e faz todo o procedimento é Stanley (ironicamente, o único que após adulto não retorna para Derry para combater a Coisa novamente). No livro, quando George é atacado por Pennywise, seu braço é arrancado e o menino é encontrado morto, com metade para dentro e metade para fora do bueiro, pelo policial Adam. Isso serve para o policial ficar obcecado e reparar na familiaridade dos eventos 27 anos depois. Já no filme, o garoto desce pelo bueiro e Adam não existe. Inclusive, isso abre uma brecha para Bill acreditar que o irmão ainda está vivo.


A mudança de época do filme acarretou em outras mudanças ao longo da trama e uma delas foi a “atualizada” do álbum de foto para slides. A cena, que inclusive aparece nos trailers, ficou boa, mas há um terror maior em uma foto que se mexe e corta o dedo das crianças. Enquanto no livro Patrick é o último a se juntar à gangue de Henry e tem seu comportamento bem explorado, no filme ele aparece logo de cara apenas para morrer em sua segunda cena. Ele morre na obra de Stephen King, mas só depois de mostrar sua psicose. Patrick era um maníaco, que chegou a matar o irmão mais novo quando tinha apenas 4 anos e agora estava matando animais de toda a vizinhança. Talvez por conta da censura, o roteiro do longa não explora tão bem os preconceitos como a obra original. Enquanto King não tem medo de ousar e colocar pais batendo abertamente nos filhos, crianças cometendo atos horríveis de violência e chamando Mike de Crioulo quando o persegue apenas pela sua cor, o filme acaba cortando boa parte desses preconceitos. A trama ainda se foca nisso, mas fica bem ameno. Por sinal, Henry não quebra o braço de Eddie, ele quebra ao cair do segundo andar de uma casa onde são atacados.


Por incrível que pareça, Henry (Nicholas Hamilton) é ainda mais cruel na literatura. Além da perseguição racista a Mike (Chosen Jacobs) e dos cortes em Ben (Jeremy Ray Taylor), ele envenena o cachorro do primeiro, quebra o braço de Eddie (Jack Dylan Grazer) e agride Stanley (Wyatt Oleff). O relacionamento com o parceiro sociopata Patrick Hockstetter (Owen Teague) tem um lado sexual e seu pai também não é policial e sim um ex-militar racista e psicótico que agride a esposa. A queda de Henry no poço é outra novidade. No livro ele é preso ainda em 1958 pela série de mortes em Derry e foge em 1985 obcecado em assassinar todos os Otários, sob forte influência maligna de Pennywise. Eddie o mata em legítima defesa. No filme, vemos como Pennywise manipula Henry Bowers em matar e perseguir o Clube dos Perdedores. No entanto, no livro, ele assume a forma da Lua para instigar a matança de Henry. Na versão impressa, podemos entender também que a criatura pode assumir formas familiares aos personagens para manipulá-los, ou prometendo desejos e até através de influência subliminar. Em um trecho do livro, Pennywise ameaça até causar câncer em um personagem.


O livro narra as duas ocasiões em que o Clube dos Otários enfrentou a Coisa: em 1958, quando eram crianças, e em 1985, já adultos. Em ambas, o grupo usa o mesmo recurso para enfrentar o monstro: o Ritual de Chüd. Trata-se de um ritual nativo-americano em que é preciso morder a língua da Coisa e fazê-la rir. No livro, esse ritual não é interpretado literalmente, e sim figurativamente: assim como a Coisa se alimenta do medo das crianças, a arma para vencê-la é usar a criatividade. Efetivamente, quando as crianças passam a imaginar que podem ferir a Coisa, elas conseguem. Isso não impede, porém, que a batalha seja psíquica, com Bill se vendo em um plano universal e prendendo a língua da Coisa com sua própria boca. Para vencer, ele repete o treino que usa para vencer a gagueira – “Ele soca postes de montão e insiste que vê assombração”. Dá certo nas duas vezes: em 1958, eles machucam a Coisa, que foge. Em 1985, eles finalmente a matam.


No confronto final com a Coisa em 1985, os garotos, agora crescidos, voltam ao lar do monstro e encontram ovos. São os filhos da Coisa, ou algo assim. Não se sabe quanto tempo eles levariam para se desenvolver e nem o que eles se tornariam exatamente. Mas não há tempo para descobrir: Ben os pisoteia com violência e o monstro sente os golpes. No final, além de derrotar a Coisa, também somos certificados de que todos os ovos foram exterminados. Ou será que não? Há indícios de que a Coisa ainda esteja viva ou então, algum de seus filhos. 


No livro Dreamcatcher, que também se passa em Derry, o vilão é o alienígena Mr. Gray. Ele deseja colocar esporos no sistema de água da cidade para infectar o município com o vírus alienígena e, posteriormente, o mundo. Ele deseja saber onde está a caixa d’água da cidade, mas o protagonista do livro, Jonesy, diz a ele que ela foi destruída em 1985 (nos eventos narrados no final de It). A certo ponto, Mr. Gray encontra uma placa que diz: “A todos aqueles perdidos na tempestade / 31 de maio de 1985 / E para as crianças, todas as crianças / De Bill, Ben, Bev, Eddie, Richie, Stan e Mike, com amor / O Clube dos Otários”. E embaixo da placa, escrito em grafite vermelho, há o seguinte dizer: “PENNYWISE VIVE”. Além disso, em A Torre Negra, há um personagem chamado Dandelo que se alimenta das emoções dos outros. Muitos fãs acreditam que Dandelo e a Coisa sejam a mesma criatura ou, então, da mesma espécie. Como a Coisa botou ovos no final de It e Derry meio que serve como um portal para a Torre, não é absurda a possibilidade de Dandelo ser um dos filhos da Coisa.


CURIOSIDADES SOBRE O REMAKE DE 2017

The Duffer Brothers foram considerados para assumir a direção de It – A Coisa, mas não assumiram a função por não serem ainda reconhecidos o suficiente. Então, eles criaram a magnífica Stranger Things (2016), uma série baseada no universo infantil bastante similar aos trabalhos de Stephen King. O autor Stephen King viu o filme seis meses atrás, no primeiro tratamento, e disse que os realizadores fizeram um excelente trabalho. Recentemente, fez questão de vê-lo novamente, satisfeito pela adaptação que ele considerou genuína.


27 é um número mágico para a produção. O longa está sendo lançado 27 anos depois da minissérie, e a Coisa costuma hibernar por essa quantidade de anos até voltar a saciar sua fome. O ator Jonathan Brandis, que fez o papel de Bill na minissérie de 1990, morreu aos 27 anos. Adivinha quantos anos tem o ator que interpreta o novo Pennywise, Bill Skarsgard? Como foi feito com Tim CurryBill Skarsgard se manteve afastado do elenco mirim até sua aparição oficial nas filmagens para causar o desconforto necessário. Alguns dos pequenos chegaram a chorar nos bastidores com medo do palhaço, o que fez o ator até pedir desculpas. No entanto, Sophia Lillis (que interpreta a jovem Beverly) deu risada na primeira vez que viu Skarsgard caracterizado como o vilão.


A cidade de Derry, onde o filme acontece, existe e fica nos EUA. O local é cenário de várias outras histórias de Stephen King, como "O Corpo", "O Apanhador de Sonhos" e "Janela Secreta". Os fãs do original sugeriram que o elenco adulto fosse composto por aqueles que atuaram como criança na minissérie – à exceção, claro, do falecido Jonathan Brandis. É uma ideia que está sendo estudada, sendo que alguns atores já demonstraram interesse em reprisar o papel, cerca de 27 anos depois. Em 2009, quando o projeto começou a ser discutido, Chloe Grace Moretz foi considerada para o papel de Beverly. Quando as filmagens começaram, a atriz havia acabado de completar 19 anos, e a acabou sendo substituída por Sophia Lillis. Depois ela faria o remake de Carrie, também de King.


Assim que Cary Fukunaga desistiu de dirigir It – A Coisa, o cineasta Mike Flanagan (de Ouija: A Origem do Mal, 2016) demonstrou muito interesse em assumir a cadeira, chegando a telefonar para os realizadores pela possibilidade. Quando Andy Muschietti (de Mama, 2013) assinou a direção, ele pretendia seguir o roteiro inicial, que estava nas mãos de Cary Fukunaga. Contudo, resolveu fazer algumas mudanças estruturais para torná-la mais adequada ao público, como a retirada da cena em que Henry Bowers fazia sexo com uma ovelha e ejaculava sobre um bolo de aniversário, e a tentativa de estupro do pai de Beverly. Também incluiu mais referências ao livro original, tirando apenas a cena em que Mike e Richie imaginam a chegada da Coisa à Terra, devido à necessidade de efeitos especiais mais caros, e trocou a guerra de fogos de artifício pela de pedras. A cena da “orgia de crianças” também foi ignorada para evitar uma censura mais alta e o incômodo dos atores mirins.


Foi opção do diretor substituir as versões da Múmia e Lobisomem, de It, para outras criaturas, a fim de surpreender os leitores do livro. No roteiro que Cary Fukunaga iria dirigir, os nomes dos personagens haviam sido todos trocados: Bill Denbrough seria Willy Denbrough; Henry Bowers se transformaria em Travis Bowers; ‘Belch’ Huggins passaria a ser ‘Snatch’ Huggins; Patrick Hockstetter teria o nome Patrick Hockstettler; Will Hanlon se chamaria Leroy Hanlon e Greta Bowie para Gretta Bowie. Andy Muschietti voltou a usar os nomes originais, mantendo apenas ‘Leroy‘ e ‘Gretta‘. Antes de Skarsgard assumir o papel de Pennywise, vários outros foram considerados: Johnny Depp, Tilda Swinton e Channing Tatum. A produtora Barbara Muschietti está seriamente considerando a atriz Jessica Chastain para o papel de Beverly, tendo, inclusive, sido aprovada pela Sophia Lillis, que a interpretou como criança nessa refilmagem. Os demais atores mirins, em entrevista, também apontaram quem eles acham que deveria assumir a sua versão adulta: Finn Wolfhard (Richie Tozier) imaginou Bill Hader; Chosen Jacobs (Mike Hanlon) sugeriu Chadwick Boseman; Jack Dylan Grazer (Eddie Kaspbrak) pensou em Jake Gyllenhaal; Wyatt Oleff (Stanley Uris) queria Joseph Gordon-Levitt; Jeremy Ray Taylor (Ben Hanscom) sonhou com Chris Pratt; e Jaeden Lieberher (Bill Denbrough) gostaria de ver Christian Bale. Tim Curry foi realmente convidado para voltar a assumir o papel de Pennywise na refilmagem. Mas, devido a saúde debilitada do ator, os realizadores tiveram que fazer audições para a escolha.



Entre as diversas formas da Coisa, ela afirma que seu nome é "Robert Gray". Além disso, no livro, existem capítulos específicos que nos mostram seu ponto de vista e motivações. Os ciclos quando A Coisa acorda são normalmente representados por violência extrema. No entanto, as pessoas tendem a esquecer isso graças à influência da criatura na cidade de Derry. O diretor Andy Muschietti, no entanto, já confirmou que a versão amadurecida de Mike será um bibliotecário, indo de encontro às palavras de King. Único a ficar na cidade assombrada, o órfão será não apenas o guardião do conhecimento em relação às ações de Pennywise, como também o responsável por tentar encontrar uma maneira de derrotá-lo. Mais sombrio, o personagem terá sérios problemas com drogas na Parte 2, algo que não está na história original.


E você? Leu o livro? Viu o filme de 1990 ou o de 2017? Conta  pra gente nos comentários!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: PRINCESA DAS ÁGUAS

SINOPSE: Uma releitura da história da Pequena Sereia, com a marca de Paula Pimenta, uma das mais importantes autoras brasileiras da atualidade Arielle Botrel é uma nadadora famosa, prestes a viver o maior desafio de sua vida - participar das Olimpíadas pela primeira vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja. Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com uma vida diferente, onde possa ser livre. Até que um dia um acidente faz tudo mudar. Arielle é apresentada a um mundo diferente... E nele existe alguém que vira sua vida de cabeça para baixo. Porém, para conquistá-lo, ela terá que abrir mão de sua voz. Será que Arielle vai conseguir conquistar esse príncipe sem palavras? E se no coração dele já existir outra princesa?


Olá pessoal! A resenha de hoje é de um livro bem fofinho – e meio adolescente, que eu li já faz tempo. Então, sou meio (completamente) maluca nas princesas da Disney, então quando a autora Paula Pimenta começou a escrever a série Princesas Modernas. Como o próprio nome já indica, os livros são releituras dos clássicos que mais amamos. Fazem parte da série os livros Cinderela Pop e Princesa Adormecida. Em Princesa das Águas, o leitor é apresentado a Arielle, uma das maiores estrelas do time de natação profissional do país. Ela já tem vaga garantida nas Olimpíadas do Brasil, sendo ainda uma jovem adolescente de apenas 16 anos. Além de ser uma das promessas de medalha para o Brasil, a jovem Arielle também tem um lindo dom para a música como suas irmãs. Porém a diferença é: as irmãs seguiram a carreira de musical, formando a banda Mermaid Sisters, E a Arielle? Sua vida é treinar! Grande parte do seu tempo Arielle passa nas piscinas.


“Não quero assistir a narrativa de outras pessoas, e sim fazer a minha própria história!”

Mesmo levando uma vida incrível, cheia de vitórias, Arielle não se sentia tão incrível assim... Com uma família super protetora e com tanta visibilidade na mídia, ela não consegue fazer coisas que adolescentes “comuns” costumam fazer. Até que um certo dia a vida resolver pregar uma peça inesperada, e a jovem nadadora se vê frente a frente com um verdadeiro príncipe encantado.


“Sabe quando você tem certeza de que está prestes a fazer uma coisa da qual vai se arrepender profundamente, mas mesmo assim não resiste e acaba fazendo por impulso? Pois é…”

Esse encontro faz Arielle repensar muita coisa e querer viver coisas que só conhecia de sonhos. O que a faz repensar diversos aspectos de sua vida. O ponto alto da história é: como Arielle fará para conseguir se concentrar na maior competição de sua vida e ainda tem que conquistar o garoto dos seus sonhos.


"Ele tinha que conhecer quem eu era de verdade. Eu queria que ele gostasse do meu jeito, das minhas ações, dos meus gestos."

Princesa das Águas é uma história infanto-juvenil e evidencia os dilemas da adolescência – saudades desses “problemas” kkkk. Mesmo sendo uma leitura adolescente, creio que qualquer pessoa possa se deliciar com essa história... Princesa das Águas é uma história para curtir no feriado ou final de semana. Adorei o fato da edição do livro trazer além da história em si colocar matérias da imprensa sobre a Princesa das Águas, os posts publicados no blog de uma das personagens e trocas de mensagens pelo celular. Tais elementos deixaram a história com mais dinâmica e com cara de adolescente rs. Toda a diagramação do livro é linda! O que falar da capa? Ma-ra!!! Gostei muito da história. E vocês, já conheciam a Princesa das Águas? Curtem histórias assim também? Beijos até mais!

VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: CAIR DAS TREVAS

SINOPSE: Segundo livro da trilogia, mistura fantasia sobre imortais a uma história de jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama, protagonizada pela imortal Nastasya. No último outono ela buscou refúgio em River's Edge, uma espécie de retiro espiritual onde ela e outros imortais tentam estabelecer a paz com seu passado tortuoso. Porém, em vez disso, tudo o que Nastasya descobriu - além de que detesta acordar cedo numa cama dura para catar ovos de galinhas furiosas - é que ela não está segura em lugar nenhum. Nem mesmo ao lado do cara/viking/deus grego mais gato do mundo, Ryen, que ela ainda não descobriu se é sua ruína ou sua última chance de ter um amor.


Você pode correr, mas não pode se esconder. Quem nunca ouviu essa frase? Em Cair das Trevas, Nastasya aprende o quão dolorosamente verdadeira ela é. Depois de fugir de Ince e seus amigos na Inglaterra e encontrar paz em Rivers’s Edge por um tempo, ela acreditava que finalmente estava livre de seu passado sombrio e de sua magia das Trevas. O que ela não imaginava que tudo poderia dar tão errado em tão pouco tempo. Quando o Yule, um evento como as festas de final de ano, chega,  a magia de Nastasya parece fora de controle e destinada a ferir. Como se não bastasse os problemas com sua magia, ela tem que lidar com os sentimentos ambíguos e confusos que tem em relação a Reyn.


Reyn: a pedra no meu sapato, pesadelo do meu passado, destruidor da minha família, a constante irritação do meu presente. E o cara mais lindo que eu já vira em 450 anos de vida. Aquele cujo os beijos febris eu revivi incessantemente em minha cama.

Quando as coisas começam a piorar para o lado de Nastasya, ela apela para sua alternativa para todas as coisas que não pode resolver. Ela foge.  Por uma coincidência, não tão feliz assim, ela acaba encontrando com Incy. Apesar de seu receio inicial ao lembrar dos motivos que a fizeram fugir dele, Nastasya acaba decidindo lhe dar uma segunda chance. Afinal Incy foi seu amigo por séculos e sempre esteve lá por ela em seus piores momentos. Juntos os dois, se encontram com outros velhos amigos e voltam a sua rotina de festas. Para Nastasya voltar ao conforto dos hotéis de luxo e festas badaladas vem naturalmente e em pouco tempo ela volta a ser a Nasty de sempre e seu tempo em River’s Edge parece uma manchinha em seu passado.


— Você se importa com o que eu visto. Falei, as únicas vezes que Reyn mencionou minha aparência não foi pra elogiar.
— É claro. Você é uma garota bonita, deveria estar vestida de cetim e veludo. Fazia muito tempo que ninguém me chamava de bonita. Percebi que Incy realmente fazia com que eu sentisse que beleza estava ao meu alcance.

Mas aos poucos, mesmo levada pelo conforto de sua vida antiga, ela começa a perceber como Incy está diferente e inconstante. Ele sempre pareceu um pouco possessivo em relação a ela, mas o que antes parecia cuidado, está começando a assustá-la. Agindo contra seus instintos ela continua saindo como Incy e é só quando ele a leva a um clube onde Imortais sugam a energia de mortais é que ela se revolta. Decidida a abandonar Incy e voltar para a casa de River, Nastasya sai do clube em disparada. Ela não vai muito longe, já que Incy tem planos para ela. Obcecado com a magia da amiga, Incy recorreu a uma magia antiga e perigosa para roubá-la para si mesmo. Nastasya agora precisa achar um jeito de liberar a magia que passou tanto tempo prendendo, ou ela pode não sair viva dessa aventura. 


— E você. Prosseguiu Incy, apontando o dedo para mim. —Você tem um poder adorável, mas se ofereceu para compartilhá-lo comigo? Não! Você fugiu e deu seu poder a estranhos! E eles nem ligam para você, eles não te amam como eu amo.

Apesar de seguir o mesmo ritmo divertido e intenso do primeiro livro da trilogia, Cair das Trevas deixa um pouco a desejar na trama da história. Toda a natureza das coisas que Incy faz fica confusa e deixa muitas questões em aberto, que eu espero que sejam solucionadas no último livro. Ver o romance entre Nastasya e Reyn florescer, mesmo que lentamente, é gratificante, depois de tanto sofrimento esses dois merecem um final feliz. Apesar dos contras vale a pena ler o livro, se você estiver em busca de boas risadas, mas não espere muito se quiser uma história profunda e bem desenvolvida. Espero que o fechamento no último livro colo que os pingos nos ‘is’.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

ENTREVISTA COM REBECCA CRUZ, AUTORA DE SOB SEU DOMÍNIO

SINOPSE: Instigados pelo desejo e pela paixão, Cristine e Sharker passam a viver um romance intenso e avassalador. Envolvidos estrategicamente, ele sabe que a tem completamente, afinal, Cristine Brandt assumiu seus sentimentos e aquilo fortaleceu mais ainda, aquela relação. Mas agora ela queria mais! Queria o amor de Sharker, aceitou todos os desafios, sobrevivendo a cada um com sucesso. Amá-lo não era mais um risco. Sharker aceitou seu amor e confessou que a queria tanto quanto. E para provar, mostrou-lhe todo seu mundo, desnudou toda sua história. Agora o conhecia. Agora, descobriu o passado vil de Roland Sharker. Obstinada a aprofundar naquele oceano gélido, Cristine terá que decidir se aceita ou não ficar. Partir seria como apagar o que viveu com ele, deixando claro sua aversão a tudo o que descobriu, provando o quanto Sharker não merecia seu maior sentimento. Mas, e ficar?  Significaria abrir mão do que acreditava ser amor? Sua decisão tinha um peso, ela sabia. Partir ou ficar - poderia machucar a ambos e marcar para sempre suas vidas. Agora estava em suas mãos, o poder de decidir entre a felicidade ou o inferno. E pagar para ver era um risco que ela não estava disposta a correr.



Como surgiu a ideia de escrever "Sob Seu Domínio”? Eu tinha a ideia em minha mente e precisava de uns encaixes para transformar em uma história que fascinasse, então busquei inspirações e adorei que deu certo o resultado.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Aproximadamente 1 ano entre revisão, diagramação etc.

O que o leitor pode esperar de  "Sob Seu Domínio? Bom, é uma história erótica, com cenas quentes, mas um conteúdo muito interessante que aborda traumas e superações. O final é fascinante.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Sem duvida, Norah Roberts. Inclusive, amo escrever na terceira pessoa por causa da paixão pela escrita Dela. E  sim, ela me inspirou muito.

Se “Sob Seu Domínio” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? O livro tem uma trilha sonora. Pearl Jam com Black principalmente.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Não. Tenho outra profissão. Ainda (risos).

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Rebecca Cruz tem 37 anos e mora em Campinas - SP.

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O SILÊNCIO DAS MONTANHAS

SINOPSE: Dez anos depois do aclamado O Caçador de Pipas (que ganha agora edição comemorativa pela Globo Livros), o escritor afegão Khaled Hosseini volta à cena literária com O silêncio das montanhas. O romance, que chega às livrarias em 21 de maio, traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens. Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O caçador de pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes. Segundo o próprio Hosseini, o novo título “fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especialmente os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O silêncio das montanhas tanto quanto eu os amo”. Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia –, a história se expande, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.


Tradução: Claudio Carina
Páginas: 352
Formato: 16cm x 23cm
Data de lançamento: 09/10/2013
ISBN: 9788525054081
Preço: R$ 39,90

Oi minha gente! Hoje vamos de resenha de um livro de um autor que eu adorooo! Khaled Hosseini. Se você quer imaginar como é o Afeganistão, esse é o autor perfeito para isso. Ele descreve com tanta precisão e amor, mesmo em meio a guerra (no Afeganistão) que é praticamente impossível não se apegar as histórias. O Silêncio das Montanhas é o terceiro livro que li dele e foi o mais complexo. Meu preferido é o Cidade do Sol, chorei horrores. E para quem já leu O Caçador de Pipas (pode conferir nossa resenha clicando aqui) sabe do que estou falando. Ele é um autor muito denso e seus romances sempre envolvem muitos personagens e um emaranhado bom de histórias.


Neste livro é narrada uma triste história dos irmãos Abdullah e Pari, eles são separados ainda na infância. Pari é muito pequena. E devido à dificuldade que a família está passando no momento na aldeia onde moram em Cabul, ela acaba sendo vendida a um casal que “sonha em ter um filho", é levada para França onde é criada cercada de mimos, boa educação, mas não sabe que não pertence de fato aquela família. No início do livro há uma pequena história, uma fábula que irá ser o ponto de ligação para essa história da “venda de Pari”.


Como disse, é um livro complexo, pois há muitas histórias cruzando com o drama dos irmãos. Khaled com uma vasta imaginação faz com que os personagens de alguma forma se conectem. Por isso, exige muita atenção do leitor, isso é meio maçante, a narrativa é dividida entre presente e passado e por hora o narrador também se altera, cada um com uma voz, um olhar para os acontecimentos. Essa divisão é feita nos capítulos. Tem que ser uma leitura direta corrente, se não você perde o fio da meada mesmo. Desculpa a expressão gente, sou velha.


Pari é cercada pelo carinho da mãe, que vive praticamente pra ela. Abdullah trabalha desde cedo. E em meio há muitas dificuldades cuida da família atualmente através de seu restaurante. Muitas histórias se cruzam: as irmãs gêmeas, em que uma tem ciúmes da outra. Uma esposa que não tem mais paciência para o casamento e trai o marido. Um médico que prometeu auxiliar vítimas da guerra após um trauma. Se não me engano os acontecimentos são narrados por cada personagem, ou seja tem muita  história pela frente.


Abdullah sempre se lembra da irmã. O futuro dos irmãos são bem diferentes. De todos os livros do autor foi o que menos gostei. A história é bonita, mas são muitas mini histórias e quando há o desfecho de algumas histórias parece meio abrupto. De todo modo é um bom livro, pelo tipo de linguagem. E o que vale mais a pena é a conexão cultural entre os países citados entre eles: Afeganistão, França, Estados Unidos. É a melhor parte. Ele é um ótimo escritor, a leitura é agradável, a linguagem também é cheia de expressão alternando entre a região e a época de cada personagem. A reflexão é de como nossas escolhas e atitudes podem mudar completamente nosso curso pela vida. Espero que gostem!!! 

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: GREISI SILVA
28 anos, administradora e artesã nas horas vagas, apaixonada por leitura e artes, não vivo sem música, poesia e cinema. Descobri que viajar é preciso e comer pipoca é fundamental para se ter boas ideias.