segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

RESENHA DO LEITOR: EM BUSCA DO PARAÍSO

Muito bom dia pessoas! Já começo deixando bem claro a todos vocês que esta será uma resenha apaixonada. Portanto, se você tem algum problema com açucares, leia com moderação! Em Busca do Paraíso é o terceiro livro da série Lendas de Amor da Nana Valenttine. É também o livro mais bonito da série. “É verdade esse bilete"! Me faltam adjetivos para classificar a história de Lilly e Oliver. É envolvente, apaixonante, aconchegante... Viu, me faltam palavras! Eu tive a experiência de fazer uma leitura beta desse livro, que demorou 2 anos para ser concluído (até que enfim Nana!) e, felizmente posso afirmar que a espera valeu a pena.


O livro conta a história de Oliver e Lilly, personagens que tiveram quase nenhuma visibilidade nos livros anteriores da série, mas não se deixe enganar, esses personagens irão te envolver logo de cara. Oliver, ou melhor, o Marquês de Heavenstone é mais conhecido como o proprietário da casa de jogos “Coração de Vênus”. É um homem que se sente melhor na pele de uma pessoa normal do que na de um lorde inglês. Oliver tem problemas familiares e por isso vive afastado de sua família, sem assumir seu papel como aristocrata. Mas, ao conhecer Lilly, essa história muda... Lilly, ou Apenas Lilly, ou Sobrancelhuda, ou ainda Floco de Neve é uma jovem mocinha com a experiência de vida e carga emocional de uma senhora de 70 anos. Lilly é a órfã que ganhou meu coração! Lilly é tão incrível, tão surpreendente, tão cativante que eu gostaria que ela fosse da minha família. 


A história de Lilly e Oliver começa no Coração de Vênus e se desenrola em Millicent, a propriedade rural do Marquês. E é lá em Millicent que a segunda história de amor acontece: a história de Lilly e Wendy, irmã de Oliver. É sério, Wendy precisa de seu próprio livro. Eu me apaixonei tanto por essa personagem que cheguei a sonhar com ela. E sonhos com personagens literários são raros em minha vida. Toda a história de Oliver/Lilly/Wendy se desenvolve basicamente em Millicent e conta com a presença da mãe bruxa dos dois irmãos. A marquesa é o cão chupando manga, mas tá valendo porque é ela (e uma outra certa pessoa) quem vai causar muitas das situações dramáticas/constrangedoras da história.


A escrita da Nana evoluiu muito nesse livro e a carga sentimental presente nele também está bastante aumentada. Dá até pra achar que a autora virou poeta em alguns momentos... Eu que não sou muito de destacar trechos em e-books, tenho meu quinhão de destaques... Aí vai um deles:

“De que cor eram nossos sonhos? Eu não me lembro. Na dúvida, pintei eles com todas as cores, afinal, não fazem mal ter sonhos cor de arco-íris, não é mesmo?”

Mais outro porque eu não me aguento:

“— Um dia.… quando eu estiver confortável com isso, e quando eu acreditar que estou pronta o suficiente, eu vou chamá-lo pelo seu nome. Pode parecer algo mínimo, mas para mim, é uma ruptura em meus muros. Mas é a verdade. Um dia, o chamarei pelo seu nome. É uma promessa. — Ela afirmou. Seus olhos estavam fechados e sua voz já era apenas um sussurro naquele momento.”

E a resposta do Oliver a essa fala da Lilly é tão linda... 


Eu não vou falar muito da história porque preferi falar sobre sentimentos. Como Em Busca do Paraíso me fez sentir e o que eu desejo que vocês sintam ao lerem essa história incrível. Espero que sejam arrebatados por Lilly e Oliver. E também não se esqueçam de Wendy! <3 

ATENÇÃO: a capa apresentada nesta resenha é provisória. Eu vi a prévia da nova capa e tá linda!

VITAMINAS:



PARA LER OS OUTROS LIVROS DA SÉRIE CLIQUE NOS NOMES ABAIXO:


RESENHA ESCRITA POR: TATI DE ROSSI MAZO
Tati tem 33 anos, mora em Campinas - SP, é bióloga, trabalha na pesquisa do câncer e é louca por livros (não só científicos! Rs)

ENTREVISTA COM A. T. SERGIO, AUTOR DE ELES

SINOPSE: O que deveria ser um dia festivo, durante a promoção de aniversário de uma loja de doces, se transforma em caos quando criaturas atraídas pela reflexão da luz invadem a pequena e interiorana cidade de Santa Clara da Paciência, durante o verão de 1994. Adalberto Flores Masseiro, um comerciante de quarenta anos, sedentário e apegado a uma rotina tranquila, precisa se adaptar para sobreviver em meio ao desparecimento de habitantes e o surgimento de situações em que suas capacidades física e mental são levadas a extremos perigosos. Quem são “eles”? De onde vieram e o que procuram? Essas são as perguntas que o acompanham e levam a escrever seu relato pessoal e sombrio, descrevendo os acontecimentos dos meses em que passou em fuga. Ele sabe que precisa “não olhar para ver” e monta um plano para tentar se livrar desses seres sinistros. Será que ele conseguirá escapar?


Qual foi o momento mais marcante na sua carreira de escritor?
O momento mais marcante é o que estou vivendo agora. Aprovado em 10 antologias literárias, passando de terror/suspense, por policial e poesia, estou vivendo um período criativo importante e muito interessante. E agora com o lançamento de meu livro solo através do Wattpad e do Sweek, além de outros projetos que estão sólidos para 2019 mas que eu ainda não posso falar abertamente, estou sim em um momento extremamente especial de minha carreira.

Como surgiu a ideia de escrever "Eles"?
Eu estava vivendo uma inércia literária quando deixei um copo cair no chão. Ele bateu no tapete, sem sofrer um arranhão. Quando levantei o recipiente de vidro em direção aos meus olhos e vi minha imagem refletida tive a ideia de escrever sobre algo que descrevesse a reflexão de imagens e luz. A alma trevosa se manifestou e “eles” nasceram quase instantaneamente.

O que o leitor pode esperar de "Eles"?
O livro tem muitos segredos. Há detalhes importantes escondidos na história que irão se revelar com o passar do tempo. Apenas os leitores mais atentos conseguirão perceber que determinadas situações e cenas são fundamentais para o entendimento da trama. Não posso dizer muito mais para não estragar a diversão.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
Leio muito e de tudo o tempo todo. Isso é parte de ser autor. Há muitos autores nacionais que eu admiro como André Vianco, Cláudia Lemes, Soraya Abuchaim, Cesar Bravo, entre outros. Dos internacionais não posso deixar de citar o mestre Stephen King, uma grande influência em meu estilo de escrita. Lembro muito bem do dia em que entrei em uma livraria e encontrei o livro “Os Sete”, do André. A partir daquele momento, lendo a sinopse, defini que em algum momento da minha vida seria escritor e ambientaria minhas histórias em ambientes exclusivamente brasileiros.

Se "Eles" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?
A história contém viradas importantes, com ação, suspense e terror, mas com um teor às vezes melancólico que somente os grandes clássicos podem representar. Eu associaria uma parte do “Requiem” de Mozart ao livro, mas não necessariamente a parte mais triste e sim a mais sombria.


Como é sua rotina de escrita? Você escreve diariamente? Tem algumas técnicas que utiliza para facilitar o processo de criação?
Eu escrevo todos os dias e não necessariamente uma história apenas. Gosto de variar os temas e viajo muito por diversas áreas ao mesmo tempo. Agora, por exemplo, além do meu romance em curso, estou escrevendo contos para duas antologias, além de algo mais longo e intrincado voltado aos leitores de romances policiais. Como membro da Hardcover, um clã de escritores formado pelo mestre André Vianco, através da Vivendo de Inventar, aprendi que para evitar bloqueios o essencial é escrever todos os dias sem limitações de temas. Isso funciona muito bem!

Quais gêneros você tem vontade de se aventurar um dia e escrever?
Eu sou muito trevoso e gosto de escrever suspense/terror, mas tenho pensado muito em fazer algo ligado à uma investigação, envolvendo um detetive particular ou algo no gênero. Estou participando de uma antologia com esse tema, mas pretendo escrever uma história mais complexa, um romance mesmo, nessa linha. O meu detetive do conto, o inspetor Nogueira, irá voltar em grande estilo. Aguardem!

Qual personagem de "Eles" você mais se identifica? E por quê? 
Eu seria a Clara, com certeza. Ela é dinâmica, esportista, esperta, mas sensível da sua forma e atenta para tudo o que está acontecendo. Mesmo assim, em determinado ponto do livro ela... Ops! Quase um spoiler! 😉

Deixe uma mensagem para nossos leitores:
Amo todos vocês. Sério! Não estaria aqui escrevendo se vocês não estivessem aí desse lado lendo e se interessando por minhas histórias. Há quem diga que o mercado está passando por uma crise e coisas nesse sentido, mas a cada leitura que meus escritos recebem percebo que isso não é absolutamente verdade. Vocês estão por aí, lendo, comentando, indicando, vivendo cada uma das viagens que eu coloco em telas e no papel a cada dia. Então só posso agradecer e reforçar que enquanto existirem pessoas lendo o que escrevo, continuarei divulgando o que se passa em minha mente e em meu coração!

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: NUNCA VI A CHUVA

SINOPSE: Lucas foi adotado por uma família rica e apesar de ter uma vida aparentemente perfeita, está prestes a se suicidar. Ele teria se jogado de um prédio, não fosse a mensagem recebida naquele exato instante. O canal de vídeos do gêmeo idêntico o qual ele simplesmente não conhecia.  Depressivo e ainda desmotivado a viver, Lucas decide viajar para o Rio de Janeiro atrás de Rafael e acaba vivenciando o início de uma amizade que poderá mudar sua vida para sempre.


Olá pessoal,  tudo bem? As Primeiras Impressões de hoje é de um livro que contém muita emoção e te faz pensar muito em o que se passa na cabeça de pessoas que tentam se suicidar. Eu li somente os primeiros capítulos e preciso dizer que me emocionou muito. Nunca Vi A Chuva conta a história de Lucas, um garoto que mora em Portugal e já tentou se matar quatro vezes. Essas 9 páginas que li não falam muito, ao contrário elas dão uma base do que se passa pelo o livro, e deixa você com aquela sensação de eu preciso ler tudo.


Pelo o pouco que eu li consegui sentir que o livro transmite uma mensagem boa no decorrer das páginas, ele nos faz enxergar que podemos sim conseguir mudar a vida de alguém que quer cometer suicídio, bom eu espero que alguém consiga ajudar o Lucas a passar por isso. E como isso envolve muitas questões na cabeça da pessoa. Espero ler o livro inteiro em breve, para que eu possa matar essa vontade de saber mais e descobrir o que vai acontecer com o Lucas e tudo, bom essa é a resenha de hoje. Obrigada e até mais.


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RESENHA ESCRITA POR: THALIA CAROLINI
20 anos, geminiana, ama astrologia, o meu tempo é dividido em viajar nas estrelas, nas musicas e nos livros. Amo um bom clichê e histórias de perder o fôlego, minha maior alegria é um livro novo na estante. Dentro desse universo aprendi que sonhar é bom, mais ler é essencial.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ENTREVISTA COM OSCAR NESTAREZ, AUTOR DE BILE NEGRA

SINOPSE: Uma pandemia se espalha por bairros, cidades e países. Sorrateira, é causada por uma perigosa substância, que age como um verme que fatalmente conquista a vida do hospedeiro. E Vex, um jovem tradutor, precisa recrutar todas as suas forças para conter este avanço. Com origem na Teoria Humoral segundo a qual o bom funcionamento de corpos e mentes depende do equilíbrio entre humores, o romance explora o excesso do mais saturnino deles: a bile negra, ou melancolia — do grego mélas (negro) e cholé (bile). Bile negra (do grego μελαγχολία, ou melagcholía, onde μέλαγ = mélas, “negro”, e χολή = cholé, “bile”): um dos quatro humores que, de acordo com a Teoria Humoral (séc. IV a.C. – séc. XII), regiam a saúde física e mental do ser humano.


Como foi a sensação de ser indicado para o Prêmio Aberst e depois ser um dos vencedores?
Em primeiro lugar, agradeço ao Vitamina Livros pela oportunidade de falar do meu trabalho. É quando paro pra pensar a respeito dele, o que me permite realizar balanços muito enriquecedores. Quanto ao prêmio: não posso negar que tenha causado a melhor sensação possível. Lembro-me de quando soube que a Aberst tinha planos de criar um prêmio específico para a literatura de gênero; já na época me empolguei, porque nosso sistema literário nunca deu espaço a mecanismos sólidos de reconhecimento nesse campo — ao contrário do que acontece lá fora, onde encontramos prêmios como o Nebula, o Bram Stoker, e tantos outros. Lembro-me de ter pensado: “tomara que essa premiação se consolide por aqui, e tomara que um dia eu consiga inscrever, nela, algo competitivo”. Não que eu não considerasse Bile Negra competitivo: acontece que a história é de foro bastante íntimo e surgiu de uma experiência pessoal. Por isso, não imaginei que ela pudesse ter o alcance que vem tendo. Então, foi com surpresa e muita alegria que recebi a notícia de que estava entre os finalistas. E levar o prêmio foi mesmo espetacular. Não esquecerei a tarde de 27 de outubro de 2018.


Qual foi o momento mais marcante na sua carreira de escritor?
Pensando aqui, acho que foi o lançamento do meu primeiro livro: Poe & Lovecraft - um ensaio sobre o medo na literatura. Aconteceu em meados de 2013, na Livraria da Vila da Vila Madalena, em SP, e eu estava terrivelmente nervoso. Eu trabalhava ali perto, no prédio que sedia o Instituto Tomie Ohtake, e fui caminhando até a livraria. Para aplacar a tensão, comprei uma garrafa de vinho no caminho, e já cheguei lá aéreo. Como serviram vinho no lançamento, você pode imaginar meu estado em dado momento. Dedicatórias confusas, apagão na hora de escrever nomes, expressões tortas nas fotos… enfim. Mas foi uma noite absurdamente feliz. Lembro-me de que, depois do evento, ainda fui tomar outras, e chorei pra valer. No dia seguinte, além da ressaca, tive uma certeza: queria fazer de novo.

Como surgiu a ideia de escrever Bile Negra?
A história nasceu de uma intersecção. De um lado, havia a minha convivência de longa data com uma pessoa que sofria de depressão, o que me impressionava e assustava: não conseguia entender as oscilações de humor “sem motivo aparente”. Precisava explicar a mim mesmo, até para conviver melhor com essa pessoa. Por outro lado, houve meu contato com a antiga teoria humoral de Hipócrates, a dos quatro humores (este artigo tem uma breve explicação http://www.ocultura.org.br/index.php/Quatro_humores). Eu estava cursando mestrado em meados de 2014, e conheci a teoria numa disciplina. Marcou-me muito descobrir que, para os antigos, a “bile negra” era agente da melancolia e da tristeza.  Então, a partir desse cruzamento de experiências, comecei a me perguntar “e se…”. De especulação em especulação, fui desenvolvendo a história.

O que o leitor pode esperar de Bile Negra?
Uma narrativa de horror psicológico, antes de tudo. Tanto no enredo -- pois a matriz da trama é a luta de personagens (em especial, do protagonista Vex) contra o enlouquecimento, ou seja, contra os terrores de suas próprias mentes — quanto no enunciado, já que procurei contar a história de forma a provocar a imaginação do leitor, a instigá-lo, convocando, quem sabe, também seus medos e traumas para constituir o relato.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
São muitos os ídolos, e ainda mais numerosos os que me inspiraram e inspiram a escrever (essas influências renovam-se a todo momento, sempre que descubro um novo mago das letras). Entre as referências, no entanto, existem três principais: Poe, Lovecraft e Clive Barker, sendo o primeiro o maior de todos. Sou apaixonado pela obra e pela figura de Edgar Allan Poe desde a pré-adolescência, a ponto de tê-lo estudado na especialização, depois no mestrado e, agora, no doutorado.  Lovecraft marcou-me para sempre quando descobri a estética do horror cósmico: foi ao ler Nas montanhas da loucura que descobri que nada — nem filmes, nem jogos — poderia ser tão assustador quanto palavras organizadas sabiamente no papel de modo a provocar nossa imaginação.  Quanto a me inspirar a escrever, de fato, esse papel coube a Clive Barker. Nunca mais fui o mesmo depois de ler os volumes de Livros de sangue. Foi depois da leitura desses contos magníficos, tão livres, que resolvi levar o trabalho da escrita um pouco mais a sério.

Se Bile Negra pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?
Boa pergunta. Como a narrativa “transita” por vários humores e busca despertar sentimentos diversos, ficaria com as canções que, direta ou indiretamente, são mencionadas no texto:
Round Midnight — Thelonious Monk


Moon River — Henry Mancini e Johnny Mercer


Nierika — Dead Can Dance


Dominion — Sisters of Mercy


Mr Self Desrtuct — Nine Inch Nails


Show Must Go On — Queen


Como é sua rotina de escrita? Você escreve diariamente? Tem algumas técnicas que utiliza para facilitar o processo de criação?
Tento escrever todos os dias, seja ficção ou não-ficção. Para isso, criei uma rotina e preciso ser muito disciplinado para conseguir realizar os compromissos que incluo nela. Porque costumam ser vários: aulas no doutorado, produção literária, escrita de artigos, preparação de palestras e tarefas da empresa (tenho um pequeno negócio de marketing de conteúdo). Se eu não organizar tudo com cuidado, perco o controle num instante.  Por isso, durante a semana, costumo acordar cedo, por volta das sete da manhã. A minha sorte é que trabalho de casa — ou do escritório, que fica a quatro quarteirões dela. Então, invariavelmente, às sete e meia já estou trabalhando. A partir daí, escoltado por baldes de café, procuro "compartimentar" as tarefas diárias: trabalho cerca de uma ou duas horas em narrativas ou artigos literários, depois alterno para a escrita de textos para clientes (geralmente artigos para blogs, e-books etc). Vou virando esta chave ao longo do dia, tentando dar conta de todas as tarefas. Sigo assim até umas 18h ou 19h, geralmente. Às vezes, avanço noite adentro.

Quais gêneros você tem vontade de se aventurar um dia e escrever?
Não se trata de um gênero, mas de um formato: gostaria de me aventurar nas crônicas. Admiro quem é capaz de singularizar o cotidiano e a trivialidade por meio das palavras — como o Ruy Castro. Acho-o um mestre incontestável nesse campo, ainda que as crônicas recentes dele estejam mais concisas — ou preguiçosas, diriam alguns. Mesmo assim, acho que ele não encontra rivais neste exercício de alçar os acontecimentos miúdos às alturas da boa literatura, graças ao domínio da linguagem.

Qual personagem de Bile Negra você mais se identifica? E por quê?
Em praticamente todos há algo de mim, mas é do Vex que participo mais. Porque, como disse, Bile negra surgiu de uma vivência muito particular — então coloquei, no personagem, boa parte de meus pontos de vista em relação a essas experiências. Além disso, ele é responsável por expressar o meu maior medo: o de perder conscientemente o controle da minha mente. O de enlouquecer lucidamente, por assim dizer.

Deixe uma mensagem para nossos leitores:
Agradeço pela leitura da entrevista até aqui. Espero que se interessem por Bile Negra e por outros trabalhos meus, como a coletânea de contos Horror adentro. Caso queiram conversar sobre esses textos, ou sobre literatura em geral, estou sempre à disposição. Afinal, como dizia o escritor polonês Witold Gombrowicz, “a arte serve para perturbar os satisfeitos e satisfazer os perturbados”. Então, sejamos perturbados ou satisfeitos, juntemo-nos no território do assombro!

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: SILHUETAS NA PENUMBRA - SEMENTES DE ÂMBAR

SINOPSE: Há milênios a humanidade é usada como peça de uma guerra oculta. De um lado, forças angelicais lutam para defender a Criação, enquanto legiões demoníacas arquitetam planos para reinar sobre a dimensão dos mortais. Entre as duas forças, as entidades de Fantás’ya tentam preservar o equilíbrio, mas o empate entre Ordem e Caos reviveu uma promessa já esquecida. Após anos em um orfanato, Elisa é adotada por uma renomada artista plástica e vê sua vida mudar ao chegar em uma cidade repleta de mistérios e mansões. A estreia do espetáculo circense desencadeia acontecimentos que levam a garota descobrir que existem verdades escondidas em seus pesadelos corriqueiros. O destino de inúmeras vidas estará em uma única escolha. Série premiada na categoria “Contadores de Histórias” do Wattys 2017.


“Desejou estar em mais um de seus sonhos sem sentido, tentou acordar, mas tudo era tangível demais para ser uma ilusão.”

Um romance cheio de mistérios, que com certeza vai cativar muita gente! O autor soube muito bem dar inicio a trama, primeiro com um parágrafo cheio de questões, como um prólogo cheio de suspense que prende o leitor já nas primeiras palavras. Depois se inicia um capítulo confuso, que mistura sonho com a realidade e te deixa encabulado, sedento por saber mais. Na história, Elisa é uma menina de dezesseis anos que foi adotada por uma artista plástica famosa internacionalmente, e com isso, nossa protagonista precisa sempre mudar de escola a cada exposição de arte de sua nova mãe. Na noite para o primeiro dia de aula, Elisa tem um sonho aterrador que a faz sentir certo receio do dia que está por vir, e de um simples sonho/pesadelo, ela começa a ver sentido em cada passo que dá durante o dia na escola.


“O asfalto banhou-se no sangue da humana, enquanto a mulher abissal pronunciava seu nome em meio à risada gutural reverberando na noite.”

Um rapaz de olhos cinza e de espírito vibrante que parecia possuir asas. Um trio circense que acabara de chegar à cidade que tem mera semelhança com as pessoas de seu sonho. Intrigas nas novas amizades e ouvir palavras soltas que mais pareciam ser de uma profecia intrigantemente diabólica, fazem com que ela se empenhe em tentar ligar as coisas ao mesmo tempo em que se esforça para parecer normal para ela mesma. E porque Elisa não consegue tirar Laura, sua nova amiga, da cabeça mesmo tendo tantas teorias malucas para se preocupar? É isso que eu quero muito descobrir! O autor até agora trouxe um ótimo suspense com doses altas de romance, mesmo tendo alguns pontos clichês que reconhecemos de filmes e outros livros que envolvem o sobrenatural num romance, mas não podemos julgar por esses pequenos elementos, são muitas páginas a frente e tenho certeza que há muito para se surpreender!


“No décimo oitavo ano de existência, o ser amaldiçoado se revelará para um mundo, até então, desconhecido.”

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RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
22 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

RESENHA DO LEITOR: SEGREDOS REVELADOS

SINOPSE: Kate e Alex Rocket são abençoados com um casamento maravilhoso e uma casa adorável. Apesar de Kate ser incapaz de ter filhos, ela e Alex cuidam de Sara e Emily, as afetuosas filhas de seus bons amigos Don e Debbie Winter, como se fossem da família. Com uma ligação, tudo muda. Sara acusa Alex de um crime hediondo, criando uma briga entre os casais. Em um único momento, a vida deles se tornou um pesadelo sem fim. Kate só pode observar, impotente, enquanto seu marido inocente é condenado e mandado para a prisão. Quando uma tragédia ainda maior acontece, Kate não tem escolha a não ser transformar sua dor em raiva… 



"Se ao menos pudesse voltar ao passado, aos bons tempos. Maldição! Se pudesse voltar no tempo apenas uma hora. Um súbito mal pressentimento o envolveu como uma manta. A partir daquele momento, as mãos do tempo mudaram rapidamente o curso da vida como ele conhecia. Daquele segundo em diante, a vida como ele conhecia nunca mais seria a mesma."

Quem busca por romance, intrigas, suspense e traições encontrará neste livro tudo que precisa. Confesso que algumas personagens são clichês, mas a trama carrega em si um paradoxo entre o trivial e o inusitado. A autora soube construir cada personagem perfeitamente, dando a cada um a dose necessária de detalhes físicos, psicológicos e emocionais. Narrado em terceira pessoa, temos aqui um livro que surpreende pelos detalhes e pela temática: Abuso infantil, alcoolismo, conflitos em família, e a luta por justiça. Kate e Alex são casados, apaixonados e vivem uma vida feliz. Don e Debbie são amigos do casal e pais de Emily (15 anos) e Sara (12 anos), que apesar de irmãs, não se dão bem, mas têm algo em comum: Adoram passar as férias na casa de Kate e Alex. 


Como sempre, as aparências enganam e por trás desse panorama tranquilo existe inveja, intriga, traição e desejo de vingança. Quando menos esperam, Kate e Alex são surpreendidos com uma grave acusação. Sara acusa Alex de abuso sexual e a partir daí uma gama de acontecimentos transformam num inferno a vida do feliz casal. Entre advogados, audiências e lágrimas, o leitor é levado a perceber a história pelos olhos de uma personagem diferente a cada capítulo, dando assim a visão de cada um a respeito dos fatos. Até o final do livro não se sabe se as acusações de Sara são verdadeiras ou se algo mais a motiva, assim como também não se sabe em quem confiar. As revelações no decorrer da trama são surpreendentes e transformam a vida de Kate num mar de lama e mentiras.


O desfecho é imprevisível, mas serve de alívio para tanto sofrimento e caos pelos quais passam os protagonistas. Diria que é uma forma de compensação, mas espere, não é o final feliz que todos imaginam. Ele também surpreende. Enfim, o livro é uma caixinha de surpresas e nos leva numa viagem com todos os tipos de emoções. Encontros, desencontros e relacionamentos inusitados são outro ponto forte da história. É uma típica história americana, com muitos detalhes e revelações impactantes, mas ao mesmo tempo é diferente pela construção e amadurecimento de cada uma dos personagens da trama.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: ALYS - ELEMENTO ALFA


SINOPSE: Em 2033 nosso mundo não é mais o mesmo. Misteriosos metais alteraram o planeta até nas mínimas partículas, como o nosso DNA. Os humanos continuam suas vidas, com seus dois corações e tecnologia muito avançada, sem conhecer sua verdadeira natureza: a Mágica. Alys é só uma adolescente tentando se livrar das garras do pai superprotetor. Em uma rara incursão, ao tocar em um misterioso cajado, seus olhos se abrem para as responsabilidades de ser a única pessoa capaz de manter os metais em segurança. Agora, ela precisará desenrolar o emaranhado de segredos em que sua vida foi mantida e aprender a dominar seus poderes antes que a escuridão chegue.


Olá pessoal vitaminado, aqui quem fala é o Pedro de Roche. Recentemente estive um pouco distante das resenhas e desse mundo publicitário por motivos de trabalho, o que dificultou que eu tivesse contato com as obras para fazer novas resenhas e primeiras impressões, mas com um tempo em aberto eu consegui ler as primeiras páginas de um livro que eu já comecei gostando pela capa, os detalhes, a aparência da personagem em si. Esse livro se chama “Alys, Elemento Alpha” da escritora brasileira Priscila Gonçalves. Para começar a nossa visão geral desse título que mistura ficção e fantasia, posso relacionar a estrutura do livro a apenas duas palavras “Apocalipse Zumbi”.


Não! Não se trata de um livro sobre apocalipse zumbi com aquela temática de um mundo destruído e contaminado por um vírus ou humanos transformados em criaturas pavorosas, mas sim de seres humanos transformados em criaturas “evoluídas”. Podemos dizer que a evolução no livro de Alys – cujo a protagonista tem esse nome – se trata de um salto na evolução humana. Tudo começou com o surgimento de misteriosos metais na terra que conhecíamos antigamente. Esses metais tinham a habilidade de se fundir e se transformar no que futuramente seria conhecida como “a tecnologia”. É igual a evolução que estamos experimentando hoje com os nossos robôs e trololós.


Em Alys, o futuro da terra é esculpido pelos “Metais”, eles são a base de tudo e estão em todos os locais, chamados de “Nytrifis” – Particularmente acredito que possam ser alienígenas (risos). Entre essas esculturas, estamos nós, os seres humanos que não escapamos da fusão entre a carne e o metal. Todas as pessoas que nasceram após a época dos metais ganhou alguma habilidade e mudanças no corpo, temos dois corações, cabelos e olhos coloridos e tal. A história se desenvolve ao redor de Alys, a típica adolescente que É diferente e NASCEU diferente das demais pessoas. Eu não tive tempo para me aprofundar na obra, mas acredito que ela seja um daqueles tipos de pessoas que possuem um conjunto de habilidades únicas, nesse caso, a habilidade de manipular metais raros e esculpir o seu destino. Destino esse que Alys parece carregar em seu próprio DNA, quem sabe ela possa ser “a única” ou “a salvação”.


O quote da história começa a se desenvolver depois que ela descobre um misterioso cajado, e esse misterioso cajado é o estopim para disparar sonhos estranhos dos quais não consegue acordar – É nesse momento onde aparentemente o vilão aparece, e também as habilidades dela. Eu amo livros em primeira pessoa, e esse é o santo graal, pois se passa totalmente em primeira pessoa com uma narração bem humorada da Alys e do seu amigo Kyer, o típico nerd legal que até então é o único que realmente a conhece. Eles demonstram uma incrível amizade e uma conexão inquebrável já que assim como os outros, Kyer também foi exposto aos metais.


O quote, a narrativa e a ortografia da escritora são incríveis, pois há cenas em que podemos realmente sentir e observar o que se passa ao seu redor, talvez não mais apenas por ser em primeira pessoa, o que limita a sua visão geral. É um livro para quem procura distopia, um algo impossível de se encontrar na vida real, certo? Recomendo-a também se for um fã do místico e do sobrenatural, pois dezenas de detalhes são dessa arcada. Bem, com isso finalizo o meu parecer acerca desse livro inédito e interessante. Boas leituras.


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RESENHA ESCRITA POR: PEDRO ALVES PEREIRA

20 anos, escritor, leitor e técnico de informática. Nascido e criado em são Paulo, grande apreciador de arte e literatura. Escritor de outros 10 livros ainda não publicados, começou nesse ramo bastante tarde, engajado a inovar e criar mundos fantásticos que até então não existiam.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

ENTREVISTA COM ANTONIO RONDINELL, AUTOR DE O RELICÁRIO

SINOPSE: Depois de vinte e oito anos sofrendo a culpa por seu grande amor tirar a própria vida ao descobrir sua traição, o bon vivant Nicholas Guedelha tem a chance de voltar no tempo dias antes da tragédia que impossibilitou seu casamento e impedir a morte de Valentina. Para isso, precisará mudar o passado e descobrir grandes segredos que envolvem a perda da mulher que ama. Conseguirá ele salvá-la e viver esse amor?


Como surgiu a ideia de escrever "O Relicário"?
Sempre tive fascinação por histórias de mundos paralelos. A volta no tempo é um tipo de realidade paralela, e que ainda é justificada pela física quântica. Como não curto muito escrever realismo fantástica, vi um meio de misturar mistério e fantasia de um modo mais real, procurando ser coerente com meu estilo. Outra motivação foi escrever uma trama mais leve, de amor, que trouxesse uma tônica mais poética, distanciando-se das minhas obras anteriores, que se aproximam mais do drama.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta?
Aproximadamente 7 meses.

O que o leitor pode esperar de "O Relicário"?
Uma grande história de amor, com pintadas de poesia acerca da existência humana e de sua vivência ou não do momento presente. Uma reflexão sobre o tempo em nossa vida. Mas sobretudo, um mistério a ser desvendado, a maior característica das minhas obras. Um quebra-cabeças a ser montado pelo leitor, recheado de suspense página a página.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
Tenho alguns autores que me inspiram sim. Para esta história especificamente, me inspirei nas tramas do Nicholas Sparks. Inclusive, dei seu nome ao meu personagem principal.

Se "O Relicário" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?
Podem ser três músicas? (risos) Último Trem - Raimundo Fagner (Mas na voz de Marcos Lessa), Making Love Out Of Nothing At All -  Air Supply, Goodbye - Air Supply. As letras dessas três músicas estão dentro da história e embalam o meu protagonista. Isto é, o Relicário tem sim uma trilha sonora. ;-) 
Qual personagem de "O Relicário" você mais se identifica? E por quê?
Gosto mesmo do meu protagonista, o Nicholas. É um cara bem humorado, que inicialmente está perdido de valores, mas que aprende e se reconstrói durante a trama. Trata-se de um herói mais próximo do real é quase um anti-herói.

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Quer fazer esquecer o tempo? Ame! (Pe. Fabio de Melo) Convido todos a se envolverem no tecido poético que compõe O Relicário, entregando-se ao presente precioso, o amor. Um grande beijo afetivo em todos os leitores.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

ENTREVISTA COM ÁGATA FERREIRA, AUTORA DE EFEITO MADNESS

SINOPSE: Como está o seu coração? O de Mad não está nada bem. Ela está passando por uma fase terrivelmente ruim de sua vida. Todas as suas tentativas amorosas deram errado. Foram mais de onze desde que ela descobriu o que era amar. Hoje seu coração está aos frangalhos e ela não sabe o que fazer com tantos pedaços. Davi está disposto a juntar todos esses pedaços simplesmente para descobrir mais sobre a garota de olhos foscos. Sua vida agora se resume a olhar Mad fixamente durante as quatro horas em que eles estão presos na mesma sala de aula, mas será que ele pode olhar tão de perto assim e não perder nenhum pouco do brilho de seus próprios olhos? Davi está inteiro, e Mad se encontra aos pedaços, mas nada dura para sempre.


Como surgiu a ideia de escrever "Efeito Madness"?
A ideia veio de uma música que acabei por descobrir aleatoriamente no YouTube, eu estava de férias e totalmente entediada a música apareceu e a ideia surgiu como um passe de mágica. Os personagens surgiram tão nitidamente na minha mente que tive que escrever a história.


Quanto tempo demorou para a história ficar pronta?
A história original demorou três dias, a primeira edição uma semana e a segunda edição demorou três/quatro meses para ficar na versão final. Tudo muito rápido na verdade.


O que o leitor pode esperar de "Efeito Madness"?
Lágrimas (risos), acho que tudo o que eu consigo pensar quando lembro dos meus amigos que leram o livro são pessoas chorosas vindo me bater. A história em si foi bem carregada emocionalmente, fiz algo que até eu (a rainha do drama) não conseguisse resistir. Até eu mesma chorei ao escrever meu livro então acho que espero que os leitores chorem ou fiquem com raiva (risos).


Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
Acho que Amy Zhang que escreveu "Quando Tudo Faz Sentido" e Stephanie Meyer autora de "Crepúsculo". Elas são as principais inspirações pra mim e minhas autoras favoritas, gosto da forma como elas descrevem as emoções.

Se "Efeito Madness" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?
Hearts A Mess do Gotye que foi a música que mencionei antes, e acho que Nigthmare do Flora Cash também seria uma boa escolha.

Qual personagem de "Efeito Madness" você mais se identifica? E por quê?  

Hum, é uma pergunta um pouco difícil... não sei quem escolher porque todos eles tem um pouquinho de mim. Mas acho que eu prefiro a Mad, ela tem um pouquinho da melancolia que eu tenho.

Deixe uma mensagem para nossos leitores:
Espero que Efeito Madness consiga trazer uma sensação boa para vocês. Espero que o Davi e a Mad aqueçam o coração de vocês e que gostem da história. Esse casal nasceu de uma música e veio ao mundo para mostrar como é o amor mais puro. Atenciosamente, a Autora <3.

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