sexta-feira, 24 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O ENLACE DO DUQUE DE RESCOT

SINOPSE: Richard Thompsom, o atraente e recluso Duque de Rescot carrega no olhar severo o peso da dor. Impetuoso, selou em seu coração de pedra a promessa solene de nunca amar. Ao conhecer a jovem Lady Lilian Wymond, encontra em seus olhos gentis a suavidade que tanto faltara em sua vida. Contudo, descobre em Lilian uma personalidade forte e impulsiva que o leva a rever seus conceitos. Conseguirá Lilian desfazer as amarras de seu coração ardiloso?


Ooooolá pessoas! Hoje trazemos para vocês a resenha de um romance de época de uma autora nacional. Na verdade, O Enlace do Duque de Rescot foi o primeiro romance de época que a Amy Campbell escreveu. Este livro faz parte de uma série intitulada Amores Arrebatadores. O segundo livro, A Redenção de Sir Williams já está sendo postado no Wattpad. Então, agilize suas leituras aí pra poder se atualizar no Wattpad também!


O Enlace do Duque de Rescot conta a história de Richard e Lilian. Richard, o Duque de Rescot, sofreu desde pequeno por suas perdas. E quantas não foram as pessoas que perdeu! O duque é um cavalheiro centrado, determinado a não se apaixonar e a não ter ninguém em sua vida que possa fazê-lo sofrer novamente. Qual não é a surpresa de Richard ao conhecer a nossa querida espevitada mocinha?!


“[…] a última lágrima de Richard rolou por seu rosto. Secou-a com as costas das mãos e ali selou uma promessa em seu coração. Jamais amaria novamente quem quer que fosse.”

Do outro lado temos Lily que é filha de conde, criada para ser uma lady e se casar com um bom lorde. Lily é uma jovem feliz, bem humorada e companheira de suas irmãs (ela tem duas irmãs que se fazem bem presentes em sua vida). O problema é que Lily é meio complicadinha e não está muito preocupada em se casar, muito menos em agradar alguém.


“Não queria admitir, mas quando sentiu o toque daquele cavalheiro em sua pele, este a conduziu para além daquela dança. Ele a levou rumo aos mais sórdidos pensamentos, e agora, enquanto estava ali sozinha, sentia falta do calor daqueles braços.”

Entre desafios e confrontos, Lily e Richard começam a ter mais contato entre si e isso nos leva a situações bem engraçadas e bem amorzinho também. Lily é impagável! O livro é escrito em terceira pessoa e nos traz palavras não tão usuais (confesso que tive de olhar o dicionário uma vez ou outra), ponto positivo por isso! Por ser o primeiro romance de época da autora, o livro também traz algumas inconsistências em relação aos costumes da época, no entanto, isso não prejudica a qualidade do livro. Se eu o recomendo? É claro!

VITAMINAS:


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RESENHA ESCRITA POR: TATI DE ROSSI MAZO
Tati tem 33 anos, mora em Campinas - SP, é bióloga, trabalha na pesquisa do câncer e é louca por livros (não só científicos! Rs)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: O ABISMO

SINOPSE: James era um fenômeno literário dos Estados Unidos. Seu rosto estampava jornais e revistas.  Eleito umas das pessoas mais influentes, da América. Todos queriam ler suas histórias. Suas palavras causavam um efeito hipnótico nos leitores. Mas além dos holofotes da fama, que inegavelmente merecera, sua vida estava sendo destruída, estava em completa ruína. Um casamento fracassado e uma relação obtusa com sua filha. James estava perdendo o jogo. E o seu vicio, passara a dominá-lo. Nada conseguia atingi-lo, em sua bolha de egocentrismo em que se escondia. Mas sua ilusão de sucesso se desfez quando sua filha desapareceu. Noites se seguiram diante de seus olhos para revelá-lo, uma verdade irrefutável. Estava tudo acabado. Sua filha estava morta, brutalmente assassinada, e o assassino está à solta. James, o escritor mais amado da América, quer vingar-se. Em uma busca implacável, descobrirá até onde será capaz de ir, por vingança.


Fala meus queridos, aqui quem fala é Pedro de Roche do Vitamina Livros direto para os seus cérebros zumbis que devoram livros e mais livros, hoje com um projeto novo que logo de cara eu fiquei chateado, sabe por quê? Porque é Primeiras Impressões! Só foram disponibilizados alguns capítulos para serem avaliados, eu adoro avaliar, mas o que você acharia desse título se eu disser que a temática é um bom clássico criminal, não sei se encaixa na categoria de suspense, mas está próximo disso? O PP se chama James, ele é simplesmente o maior fenômeno do mundo literário que existe na atualidade, ele tem tudo, conforto, dinheiro, sucesso e realizações pessoais, porém, ele é humano e como todo bom humano, nós não somos passiveis de problemas.


Você já parou para pensar no mal que a bebedeira causa? Não! Então eu explico, ela causa problemas, muitos problemas, na vida de James isso não é diferente pois poderemos ver no decorrer do livro como o pacato professor de universidade se torna um bêbado inveterado, sua esposa e filha são as que mais sofrem, não há mais uma família, apenas mãe, filha e James, só que tudo isso muda quando enfim um trágico acidente recai sobre a cabeça de James e ele inicia uma saga de vingança atrás da pessoa que foi responsável por assassinar sua linda filha a sangue frio.


A narração eu julgo como 7/10 por ser em terceira pessoa, eu não sou tão adepto de tal escrita, mas o modo em que Sergio encaixa a cena em pequenos parágrafos torna a leitura mais dinâmica e centrada, outras vezes, essa narração em terceira pessoa alterna para primeira pessoa e nisso é possível que ele use diálogos sem a necessidade de quebrar os parágrafos e inseri-los, ele simplesmente os adequa ao meio da descrição e isso fica realmente interessante, pois você faz três coisas ao mesmo tempo: Le, sente e vê o que acontece por trás das câmeras (haha). Essa matéria não vai durar muito, mas a lembrança das poucas cenas que vi no livro sim, quero continuar a leitura se for possível, eu também quero recomendar para os amantes de suspense, policial e drama familiar. Aqui é Pedro de Roche para o Vitamina L, até a próxima.


RESENHA ESCRITA POR: PEDRO A. PEREIRA (PEDRO DE ROCHE)
Pedro tem 19 anos, atualmente mora em São Paulo - SP, Escritor, técnico de informática e futuro diretor de tecnologias, é apaixonado por livros de sci-fi e séries.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: DOM CASMURRO

SINOPSE: Seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende “atar as duas pontas da vida”, ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama. Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império, se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de “Dom Casmurro”, daí o título do romance. Machado de Assis o escreveu utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e sobretudo a peça Otelo de Shakespeare.


IMPRESSÕES PESSOAIS: Olá, caros leitores! Vamos para mais uma resenha de um clássico da nossa amada e riquíssima literatura brasileira. Antes de mais nada, informo que esta releitura de "Dom Casmurro", foi um verdadeiro deleite. Primeiro, porque tive a oportunidade de lê-la e trocar ideias, olhares e impressões com o grupo "Além da Leitura", grupo de incentivo à leitura protagonizada por acadêmicos da Universidade Federal do Tocantins, que é também um Projeto de Extensão. Segundo, eu tive a oportunidade de assistir à minissérie produzida e exibida na televisão aberta, no ano de 2008. Uma verdadeira obra-prima da teledramaturgia brasileira. Vamos às impressões pessoais! Caros leitores, saibam que essa é uma obra genial e que eu considero o Machado de Assis, o maior escritor brasileiro. Autor que produziu "Dom Casmurro", uma obra emotiva, persuasiva com o excessivo ciúme doentio de Bento Santiago. É óbvio, que eu não poderia deixar de comentar sobre o "maior mistério" da literatura brasileira: Capitu traiu ou não o Bentinho?


Essa grande questão discutida no Ensino Médio, nos cursos de Letras e Direito, onde até mesmo alguns professores organizam o famoso julgamento da Capitu. Tudo bem, que isso pode ser um recurso pedagógico eficaz no ensino-aprendizagem, mas será que os docentes não percebem que com essa prática estão atribuindo excessivos juízos de valores sobre uma personagem "sem fala", e que na verdade eles já tomaram a sua posição a favor de Bento Santiago, mesmo que de forma inconsciente, por dar-lhe créditos, julgando inclusive ser importante levar Capitu a júri? Que me desculpe quem pensa o contrário, mas desenvolver esse tipo de prática docente é apropriar-se de um discurso de alguém que é obsessivo e misógino com inúmeros pensamentos desordenados, e é ignorar o fato desse narrador produzir vários elementos linguísticos, presentes no seu texto oral, que provam que essa narrativa é repleta de verdades e inverdades. Leitores, saibam que eu não considero essa uma questão tão relevante quanto alguns pensam. Não concordo que se deve julgar algum personagem literário, mas se fosse para julgar, seria bem melhor julgar personagens como, o José Dias, agregado da casa de Dona Glória, que era um impostor ao fingir-se de médico e que por inúmeras vezes visava os seus interesses egoístas, por semear discórdias e dúvidas entre os personagens.


Na narrativa, o protagonista vai apresentando uma série de provas ou contraprovas por meio de relatos, sobre a possível traição de Capitu. Dividindo os leitores em dois grupos, segregados entre os que acreditam na traição de Capitu e os que acreditam na paranoia de Bentinho. É triste vê que alguns desconsideram tantos outros pontos interessantes dessa obra e se concentram apenas nesse. Parecem não compreender que o mais importante em torno desta questão é a problematização levantada por Machado de Assis,  colocando a "dúvida como protagonista", provocando assim o leitor. Essa fruição literária é muito mais prazerosa do que ficar promovendo a condenação ou absolvição de Capitu, atribuindo a ela juízos de valores, às vezes tão supérfluos. Se fosse necessário julgar alguém, por que não optam por julgar José Dias, que desde o início da obra se demostra um oportunista, extremo capitalista e fanfarista que se fingia de médico? Será que julgam Capitu simplesmente por ela ser mulher? Não seria isso uma tendência e visão machista? E se fosse o contrário, se o possível "traidor" fosse o Bentinho, será que fariam tantos julgamentos e atribuições de valores morais? Uma questão a se pensar.


Eu vejo esse livro como uma narrativa do ciúme e da obsessão e que tem "a dúvida", como protagonista. É isso mesmo, eu vejo esse livro apenas como uma relato ou discurso de ciúmes do Bento Santiago. Sabemos que o foco narrativo dessa obra é em primeira pessoa e o narrador silencia os demais personagens, inclusive Capitu, não dando-lhe o direito de defesa. Esse detalhe me faz lembrar o livro "Uma Criatura Dócil", de Fiódor Dostoiévski. Que incentivo você a conhecer e compará-la com "Dom Casmurro". Dom Casmurro é uma obra polêmica desde o século XIX, quando foi publicada. Lembrando que Machado de Assis inaugurou o Realismo Brasileiro com a obra "Memórias Póstumas de Brás Cubas", que assim como "Dom Casmurro" se caracteriza como um livro de memórias. E nesse romance, como em tantas outras obras do Machado de Assis, há perguntas sem respostas sobre adultério, amizade, suicídio e religião, levando os leitores a inúmeras interpretações. Sempre acho incrível Machado de Assis embutir no seu leitor várias leituras e interpretações, seja da estrutura das suas obras ou a respeito das atitudes dos seus personagens.


Desde o início da obra, o leitor vai percebendo a riqueza psicológica dos principais personagens, característica do Machado de Assis e que ele foi amadurecendo à medida que os seus contos e romances foram ficando mais "acabados". À medida que o narrador-personagem, Bentinho, vai rememorando o seu passado, por contar a sua história, o leitor vai sentindo os seus sentimentos, pensamentos, verdades e inverdades sobre a sua relação tão conturbada com Capitu. Vale acrescentar que Bentinho age como um juiz, advogado e "vítima". Um exímio manipulador da realidade ao seu redor. Com rompantes de ciúmes desde a adolescência, como mostrado no capítulo LXII intitulado "Uma ponta de Iago". Assim como William Shakespeare, com a sua famosa frase em "Otelo - O Mouro de Veneza", "meu Senhor, livrai-me do ciúme! É um monstro de olhos verdes, que escarnece do próprio pasto que o alimenta", Machado de Assis também faz referência ao ciúme e aos olhos, principalmente por José Dias colocar na cabeça de Bento Santiago que Capitu tinha "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Vale ressaltar, que Capitu era curiosa, persuasiva, inteligente e apaixonada como toda mulher forte e destemida. 


Acho injusto os que amam julgá-la ignorar o fato de que essa mulher, apesar de todas as circunstâncias adversas, cumpriu a sua promessa de casar-se com o seu amor. Mostrando a sua força e fidelidade, independentemente das circunstâncias. Como diria Bentinho "Capitu era Capitu, isto é, uma criatura mui particular, mais mulher do que eu era homem." Um dos meus capítulos favoritos é o LXII, que é uma referência direta ao vilão da tragédia "Otelo", Iago, até o nome nos faz lembrar de Bento SantIAGO, que com suas intrigas, consegue despertar o ciúme de Otelo, que acaba matando a sua esposa, Desdêmona, absolutamente inocente. Machado de Assis, nos mostra assim que "Dom Casmurro", é uma narrativa do ciúme obsessivo, da intriga e discórdia amorosa. Um leitor atento verá que a visão de Casmurro é totalmente tendenciosa e insegura, pois desde o início da narração ele tenta transmitir ao leitor a imagem de que ele, desde a infância, era um menino puro, ingênuo e imaturo, "diferente" de Capitu que ele tenta descrever como esperta e articulada, que desde a adolescência já se preparava para algum "golfe matrimonial". E que por ser "um casmurro", ele é um sujeito teimoso que não aceita a opinião de outros em oposição a sua. 


E por seu ponto de vista silenciar os demais personagens ele vai falseando os fatos a seu favor, pois a sua perspectiva e abordagem beneficia a si mesmo. Neste ponto, Machado de Assis parece fazer uma crítica àqueles que com suas habilidades jurídicas e orais, adquiridas no curso de Direito, as usam para beneficiar a si mesmo por meio do discurso. É evidente o fato de que Casmurro sofre da dor emocional e de sentimentos negativos, envenenado pela hipótese da infidelidade de Capitu. Não se pode desconsiderar que na narrativa, o protagonista vai apresentando uma série de provas ou contraprovas por meio de relatos, sobre a possível traição de Capitu. Dentro dessa obra, o leitor vai percebendo a ironia, o pessimismo, o espírito crítico e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira. Por exemplo, é relevante o fato de Dona Glória, mãe de Bento Santiago, e José Dias insistirem para Bentinho se tornar padre. Entretanto, é nítido notarmos que Bentinho não tinha nenhuma vocação para o celibato. Assim fica a dúvida "nasce-se ou tornar-se padre"? 


Nessa releitura, eu me atentei a alguns fatos isolados que o Machado de Assis vai soltando na escrita. Por exemplo, antes eu achava que o capítulo LXXXIII intitulado "O retrato", poderia ser usado fortemente para defender a coincidência de Ezequiel, filho de Capitu e Bentinho, parecer-se com Escobar. Pois nessa passagem da narração é mencionado que "Capitu era parecida com o retrato", da mãe de Sancha, amiga de Capitu. Também se diz que "as feições eram semelhantes, a testa principalmente e  os olhos. Quanto ao gênio, era um; pareciam irmãs." E alguém disse "na vida há dessas semelhanças assim esquisitas." Na primeira leitura, eu considerava que todas essas falas eram do Bentinho, e que assim como Capitu se parecia com a mãe de Sancha, mera coincidência da vida, Ezequiel poderia se parecer fisicamente com Escobar. No entanto, ao reler esse capítulo com mais atenção, vi que na verdade Bento diz que "um dos costumes da sua vida foi sempre concordar com a opinião provável do seu interlocutor, desde que a matéria não o agravasse, aborrecesse ou o impusesse. ANTES de examinar se efetivamente Capitu era parecida com o retrato, Bento Santiago foi logo respondendo que sim." Ou seja nesse trecho, parece que Bento nem sequer olhou ou o retrato apenas confirmou com a opinião de Gurgel e das pessoas que achavam Capitu parecida com falecida mãe de Capitu. Assim os que defendem Capitu precisam atentar-se ao fato de que Bento nunca disse de fato que a mãe de Sancha era parecida com Capitu, ele só concordou com a opinião de Gurgel, sem se atentar. Assim não tenham esse capítulo como uma auto-condenação de Bentinho. Mas, é claro que ele continua sendo uma prova a favor de Capitu.


Posso ressaltar, que esse livro é como "verdadeiro romance policial", e só com uma releitura você vai percebendo as inúmeras pistas que passaram despercebidas durante a primeira leitura. E outras que saltam aos olhos. Mas essa bela história vai além disso, por abordar temas como: amizade, amor, compaixão, obsessão, suicídio, suposto assassinato e, tantos outros assuntos que perpassam na sociedade há séculos. E por destacar que o amor quando verdadeiro vence obstáculos. Eu considero esse clássico como um dos maiores romances psicológicos da literatura brasileira. Uma verdadeira obra aberta que permite ao leitor produzir o seu desfecho com base na sua experiência literária e de vida. Incentivo vocês a lerem "Dom Casmurro", ou a relê-lo e sentir o quanto esse livro é um verdadeiro monumento da literatura clássica. E termino essas impressões pessoais com as célebres frases escrita por Ítalo Calvino que disse "um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer." "Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira. Ler pela primeira vez um grande livro na idade madura é um prazer extraordinário: diferente (mas não se pode dizer maior ou menor) se comparado a uma leitura da juventude."


Biografia de Machado de Assis: Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), é considerado o maior nome da Literatura Brasileira. Ele foi um escritor completo: escreveu vários romances, além de contos, teatro, coletâneas de poemas e mais de seiscentas crônicas. Ele também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, como também o seu primeiro presidente. Ele nasceu numa chácara no morro do Livramento, Rio de Janeiro, em 21/06/1839. Era filho de um pintor, José Francisco Machado de Assis, e de uma lavadeira, Leopoldina Machado de Assis. Sua família era humilde e ele foi criado pela madrasta após perder a sua mãe ainda na infância. Estudou em escola pública, trabalhou como aprendiz de tipógrafo, revisor, funcionário público e colaborou em algumas revistas da cidade (Gazeta de Notícias, Jornal do Comércio e Revista Ilustrada). Publicou seu primeiro poema em 1855 na revista Marmota Fluminense. Casou-se com Carolina em 1869.  Morreu de câncer em 1908, no Rio de Janeiro, deixando-nos o legado de uma obra literária monumental.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: FELIPE MARANHÃO
21 anos. Graduando do 5° período de Letras da Universidade Federal do Tocantins, e leitor voraz de literatura estrangeira.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: ALICE CARTER E O THEATRO DE VAMPIROS

SINOPSE: Alice, uma jovem aprisionada em um castelo sombrio. Sem conhecer as verdadeiras razões do seu confinamento, já havia aceito o duro destino, pois todas as suas tentativas de fuga foram em vão. Quando aconteceu ou como aconteceu, foram perguntas que ela fez a si mesma diariamente, durante muito tempo. Nunca conseguiu lembrar da sua vida anterior ao castelo. Apesar de tudo, ainda acreditava em sua liberdade, que seus sonhos se realizariam e seus dias de solidão chegariam ao fim. Carregava consigo, a pequena, mas ainda acesa, chama de esperança. Seus únicos contatos ‘humanos’, eram os encapuzados, que a vigiavam dia e noite, cuidando de sua prisão. Nos dias atuais, passou a sonhar seguidamente com o mesmo rapaz misterioso. Ele estava disposto a ajudá-la fugir, enfrentaria perigos e obstáculos, sem pensar nas consequências, só para vê-la livre. Mas, Alice estaria disposta a se arriscar? Confiaria em um desconhecido? Além das muralhas, um novo mundo será revelado, ela desafiará o inexplorado e sua odisseia terá início. Na busca por uma lenda, embarcaremos com ela nessa aventura. Uma jornada repleta de magias e mistérios. Alice descobrirá o valor da amizade, do amor e da confiança. E enfrentará, talvez, o seu maior desafio: acreditar em si mesma!


Seu nome era Alice, Alice Carter. Talvez, esse nem fosse seu verdadeiro nome, mas era o único do qual se recordava. Há quase dez anos vivia aprisionada, contudo, já havia cansado de contar o tempo. Apesar disso, ainda guardava consigo o pequeno caderno, no qual outrora riscava a lápis os dias que encerravam. Ela nunca soube o exato momento ou como fora parar ali, já que não lembrava o seu passado. Para ela, sempre foi um mistério..., um dia simplesmente havia acontecido.

As Primeiras Impressões de hoje vai para o livro de Lisa Lopes. Alice se lembra apenas dos seus últimos dez anos, devido o fato de viver aprisionada em um castelo, sem poder sair para ver o mundo externo,  via apenas o sol e as estrelas através da janela. Seu único contato com as pessoas são aquelas que a “servem” sim, o castelo tem serviçais que a ajudam no preparo do seu banho, sua alimentação e sua educação. Como não sabe seus nomes ela os apelida de:
Tina: Que a ajudava com as tarefas básicas.
Tora: Que cuidava de sua educação.
Mãe: Que a vigiava. Embora, diversas vezes, a deixava sozinha, parecendo ser de propósito.
Vulto: Que aparecia e desaparecia de repente.
Pianista: Que a ensinava tocar.
Ranzinza: Que quase não conversava com Alice, mas quando se dirigia a ela, era extremamente grosseiro.


Ela não sabe os motivos que a fizeram parar aí, porém a única coisa que sabe é que o responsável pela sua prisão era um feiticeiro das sombras, temido por todos os serviçais. Alice em sonhos, ouvia vozes que a faziam trilhar caminhos e truques para fugir do castelo, a imagem por trás da voz às vezes parecia distorcida, então apenas gravava o som dessa voz e memorizava as possíveis estratégias de fuga. Certa noite ouviu essa voz e a mesma orientava a seguir alguns passos e assim conseguir sua liberdade. Poderia Alice confiar nessa voz usando apenas um anel que lhe fora entregue e algumas palavras mágicas ou permanecer aprisionada? Diante de sua situação, ela se achando louca por seguir a voz, consegue através de magia passar despercebida pelos guardas e assim sentir o cheiro de sua liberdade. Alice consegue então sair pelas portas do castelo e novamente aquela voz aparece em sua cabeça lhe mostrando os caminhos a seguir até se encontrar com o dono dessa voz.


E qual sua surpresa ao chegar ao seu destino e ver um rapaz envolto num capuz. E que a voz pertencia a um dos homens que a serviam, cujo apelido fora Ranzinza. Sem ter para onde ir ela decide seguir o que seu “salvador” diz. Em sua cabeça existem muitas perguntas não respondidas e todas as vezes que ela faz alguma pergunta, ele não diz nada e diz que quando chegarem, ela terá suas respostas.

“Era irônico que a única pessoa a se arriscar para ajudá-la fosse ele. Alice sabia, ele parecia legal, mas seu humor instável a deixava maluca. Ainda assim, sentia gratidão pelo desconhecido.”


— Você fala demais! – E suspirou.
— Desculpe, Sr. Ranzinza!

— Por que se deu tanto trabalho?
— Você não se contenta mesmo, não é?
— Eu preciso saber!
— Bom, por hoje chega! Estou cansado e vou dormir. Se quiser, fique próxima da fogueira. Estarei ali, perto da árvore. Boa noite, Alice.
— Boa noite, Ranzinza.
— Meu nome é Benjamin.
Ela riu. Ele se foi

Ao chegarem ao seu destino, qual foi sua surpresa ao atravessarem um portal e poder ver uma casa, uma casa não, uma mansão. Na entrada da mansão, antes da escada com corrimão branco, estava em relevo na grama o desenho de um espiral feito com pequenos blocos. A porta dupla era de madeira escura e envernizada. Ao adentrarem a casa, uma feiticeira de cabelos acinzentados, óculos quadrados, vestes longas e sapatos pretos curvados pra cima, de nome Amon foi ao seu encontro e abraçou a ambos. Alice que não se lembrava da sensação de ser abraçada, queria permanecer nessa mesma posição por tempos.

“— Finalmente vocês chegaram! Estão atrasados! Já ia enviar uma equipe de busca! – Sua voz era resoluta e realmente demonstrava preocupação.”


“Veja, Alice. – Disse Amon, quando todos terminaram. – Cada uma dessas mesas representa um elemento. A Água, o Fogo, a Terra e o Ar.”

Alice já instalada em seu quarto, de banho tomado decide sair e procurar pelas pessoas da mansão, novamente é surpreendida ao ver várias pessoas sentadas em mesas diferentes e todas olhavam pra ela.

“Seja bem-vinda! – Disse um homem alto, esguio, com olhos castanhos, cabelo loiro e curto. Apesar das ostensivas olheiras, seu rosto era bonito. Usava um sobretudo preto. – Meu nome é Sebastian, mas pode me chamar de Stan.”

Após alimentada voltou ao seu quarto com a certeza que no dia seguinte todas as suas perguntas seriam respondidas. Ao olhar pela janela, pode olhar admirada um rapaz sem camisa, seu cabelo comprido e branco como a neve que treinava arco e flecha, mas o que mais lhe chamava a atenção era que seu arco era flamejante e a flecha ardente em chamas, prevendo que ele sabia que ela o estava espiando se escondeu assim que ele olhou pra cima. Tentou dormir e colocar em sua cabeça que o dia seguinte seria de respostas. Finalmente ouviria as histórias, saberia o que realmente estava acontecendo e o que esperavam dela. Convido você querido leitor para embarcamos nessa viagem junto com Alice que possui milhões de perguntas e nenhuma resposta. E juntos saberemos o que o destino espera pra ela.


RESENHA ESCRITA POR: VANESSA RANDO
31 anos, enfermeira, moro em Piracicaba (interior de SP) e os livros são minha vida. Quando não estou cuidando da saúde das pessoas, gosto de entrar em um mundo imaginário e esquecer os problemas da vida real.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O SÍMBOLO PERDIDO

SINOPSE: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana - o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.



"Nós dois lemos a Bíblia dia e noite, mas tu lês negro, onde eu leio branco."
(Willian Blake – pág. 425)

Ainda fico intrigada com o fato dos livros de Dan Brown serem tão parecidos e tão diferentes ao mesmo tempo. Ok. O Símbolo Perdido tem mistério, enigmas, rituais, conspiração, aventura, informações históricas e religiosas (que para mim são a melhor parte), entre muitas outras coisas que também estão presentes em O Código Da Vinci, Inferno e Anjos e Demônios. No entanto, digo com prazer que apesar das similaridades, são livros totalmente peculiares e distintos.


Robert Langdon parte mais uma vez rumo ao inusitado. Com seus profundos conhecimentos em história, simbologia, religião e tudo o mais que se relacione ao passado, o Professor Langdon terá que correr contra o tempo para salvar a vida de seu amigo e mentor Peter Solomon. O sequestrador de Peter, Mal'akh, busca um tesouro em Whashington, escondido por seus fundadores maçons, um tesouro capaz de conferir poderes sobre-humanos a quem o possuir. Assim, Langdon e Katherine (irmã de Peter e cientista, estudiosa de uma ciência conhecida como Noética), se veem envoltos em verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos.


Dan Brown, mais uma vez consegue despertar no leitor não apenas curiosidade, mas um interesse profundo em novos e antigos conhecimentos (Ciência Noética, Teoria das Super Cordas, obras de arte, etc). Recomendo!

"O tempo é um rio... e os livros são barcos. Muitos volumes navegam por essas águas e acabam naufragados e irremediavelmente perdidos em suas areias. Pouquíssimos são aqueles que suportam os rigores do tempo e vivem para abençoar as épocas futuras." (pág. 423)


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

sábado, 18 de novembro de 2017

ENTREVISTA COM GABRIELLE M. F. DE SOUZA, AUTORA DE BLACKWATER

SINOPSE: Jacqueline Blackwater é a capitã do navio pirata mais conhecido em todos mares, Cursed Mermaid. Destemida, ela comanda uma tripulação composta somente por mulheres e com uma regra muito clara: não é permitido homens a bordo. No entanto, o destino a faz salvar um náufrago do mar. Assim que percebe que se trata de um homem, a primeira coisa que Jacqueline quer fazer é jogá-lo de volta para se afogar, mas acaba sendo convencida a deixá-lo ficar. Jacqueline é obrigada a conviver, depois de tantos anos de pirataria, com alguém do sexo oposto, e a sensação de que o conhece parece apenas piorar a situação toda. O último lugar no mundo em que Adrian gostaria de estar era num navio pirata. Nobre vindo das Colônias, tudo o que ele queria era poder voltar para casa, mas, pelo visto, o destino gosta de pregar peças. Sem opção, além de não se matarem, capitã e prisioneiro terão que aprender a conviver juntos. Sem saber qualquer informação sobre ele além de seu nome, a capitã decide que investigará a origem do estranho para saber se ele pode ter algum valor. Porém, um segredo é descoberto no meio da investigação. O aprendizado acaba se tornando ainda mais desafiador. Um romance sobre a força do amor e da mulher, e sua capacidade de enfrentar todos os desafios por aqueles que ama.


Como surgiu a ideia de escrever "Blackwater"? Na verdade foi uma mistura de histórias. Eu sempre gostei muito do tema pirata e a ideia base do navio mulher surgiu com o sucesso dos primeiros filmes de Piratas do Caribe. A imagem da Elizabeth Swan como pirata era muito interessante, então não podia deixar passar! HAHAHA Mas pra tudo isso acontecer, eu tinha que ter um bom enredo pra justificar o estilo da minha protagonista. E foi aí que entrou uma história de uma familiar minha, que estava noiva quando nova e o noivo foi para o exterior. Mas ele se casou lá e mandou uma carta para ela, desmanchando o noivado. Ela tinha tudo pronto, enxoval e tudo! A inspiração para a Jacqueline surgiu daí! Já o nome da personagem foi o mais inusitado: eu estava vendo vídeos no Youtube sobre piratas e uma usuária comentou falando que o nome dela (Blackwater) parecia o de uma pirata do vídeo. O nome todo da moça era Jacqueline Blackwater e aí minha mente deu um clique e gritou "olha ela aí!" HAHAHHA

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? A história em si acho que demorou uns 2 ou 3 anos. Mas eu revisei e mudei várias coisas, então ao final acho foi um total de uns 5 anos! HAHAHA Eu sou uma pessoa meio perfeccionista, então nunca achava que estava bom!

O que o leitor pode esperar de "Blackwater"? Uma história bem dinâmica e girlpower. Quando pensamos em piratas imediatamente a imagem que surge é de homens sujos e grosseiros. Bem, parte da sujeira e da grosseria ainda está lá (não tem como!), mas eu quis justamente dar uma visão diferente da parte masculina. Existiram muitas mulheres piratas, mas a gente nem mesmo sabe (como tudo o mais que existe sobre mulheres né?)! Tem lendas piratas no meio, tem romance, traição, explosões e drama! A Jacqueline é uma personagem muito querida, ainda mais porque esteve comigo por tantos anos. Ela é ativa, boca suja, briguenta, teimosa, decidida e preocupada com o bem-estar da tripulação e das mulheres que ela cuida.



Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Vish, são muitos! HAHAHA A maioria são mulheres Eu sou apaixonada por Jane Austen e Sarah J. Maas (acho que com todas as pessoas que falo eu sempre acabo recomendando as duas). Elas são muito boas na minha opinião, são capazes de criar enredos maravilhosos... Se algum dia tiver um quinto do talento delas eu vou ser muito feliz!

Se "Blackwater" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Na verdade, eu já pensava nisso fazia um tempo, então eu tenho uma playlist q acho q combina com a história e a protagonista hahaha quem quiser ouvir, é esse link aqui!

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Eu sou advogada também, além de revisora de textos. Um dos meus clientes que revisei seu conto até está concorrendo a um prêmio de prosa!

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Se você tem um livro que adoraria ler, mas que não existe, esse é o livro que você deve escrever! Vai em frente!


Gabrielle M. F. de Souza tem 23 anos e mora no ABC Paulista em São Paulo.

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: PROMETO FALHAR

SINOPSE: “Prometo Falhar” é um livro que fala de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. Em crônicas desconcertantes, Pedro convida o leitor a revisitar suas próprias impressões sobre os relacionamentos humanos. A linguagem fluida, livre, sem amarras, faz querer ler tudo de uma vez e depois ligar para o autor para terminar a conversa . Medo, frustração, inveja, ciúme e todos os sentimentos que nos ensinaram a sufocar são expostos sem pudores. Mergulhe de cabeça numa obra que mostra que é possível sair ileso de tudo, menos do amor. Você escolhe a ordem em que vai ler as crônicas do jovem escritor que tem 21 obras publicadas e é sucesso de vendas em Portugal.


Oi minha gente! Tudo bom? Eu demoro, mas volto. Bom, vamos falar da resenha (na verdade essa não é bem uma resenha) de um romance do escritor português Pedro Chagas Freitas. Esse livro tem estampado em sua capa como fenômeno de vendas em Portugal. No entanto, não me apaixonei tanto assim por ele e fiquei me culpando por não estar gostando dele. Como assim é fenômeno de venda e eu não gostei?!


Até começar a entender que não se tratava de um livro muito comum. Na verdade, é um livro que fala de amor. O amor em todas as esferas e por todas as pessoas que passam por sua vida ou na vida das pessoas que são descritas entre os capítulos. É uma mistura de crônica, poesias, declarações. Ressaltando sempre como sentir o amor dentro de si se torna importante para manter-se vivo. Sem amor nada tem sentido.


Eu sou romântica sim e adoro ler um romance, mas achei meio difícil ler uma história que não tem começo, meio e fim e também não possui personagens concretos. A narrativa é boa, no sentido da escrita, melhor dizendo o vocabulário é muito diverso (palavras difíceis até palavrões). Bom, algumas partes as narrativas possuem conotação sexual, é bom avisar caso não queria se deparar com este tipo de vocabulário. Não é nada grave como um todo, é mais no sentido do: “eu te amo tanto p***”, entendeu? (risos).


Alguns trechos são emocionantes, te deixam pensativo, outras histórias, confesso que me perdi um pouco no desfecho. Algumas narrativas são feitas em primeira pessoa. E por esta mistura de história e tipos de interações o acho muito criativo.  Gostei do livro, mas é bom se preparar, pois não há uma história central – a não ser sobre o amor, amar. Para quem gosta de crônica ou de coisas desconexas é uma boa dica. De todo modo será uma boa leitura. É que eu estava com outras expectativas quando iniciei este livro. Lembrando que como originalmente o livro é escrito com o português de Portugal, foram feitas algumas adaptações para o português do Brasil. Mas, fiquem tranquilos o Pedro escreve muito bem, e tenho certeza que será uma leitura proveitosa independente do tipo de história que encontrar no caminho. Espero que gostem. Até a próxima!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: GREISI SILVA
28 anos, administradora e artesã nas horas vagas, apaixonada por leitura e artes, não vivo sem música, poesia e cinema. Descobri que viajar é preciso e comer pipoca é fundamental para se ter boas ideias.