quinta-feira, 19 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: TODOS OS NOMES

SINOPSE: O romance Todos os Nomes, de José Saramago, conta a história do Sr. José, homem de meia-idade, metódico, que vive sozinho em uma casa ao lado da Conservatória Geral do Registo Civil, onde trabalha. Como auxiliar de escrita, seu trabalho é registrar o nome de todas as pessoas que nascem e morrem. Com isso o protagonista adquire um hobby: colecionar recortes com informações sobre pessoas famosas que morrem. Certo dia, um fato muda sua rotina: chega às suas mãos a ficha de uma mulher não famosa, e o protagonista se interessa em saber de que ela havia morrido. O leitor irá acompanhar o Sr. José em sua obcecada investigação.


Impressões Pessoais: Olá, leitores! Trouxe para vocês mais um clássico e desta vez foi da literatura portuguesa contemporânea. Vale ressaltar que José Saramago é o mais importante escritor da literatura portuguesa. Ele tem obras maravilhosas, como: Ensaio sobre a cegueira, Intermitências da morte, O ano da morte de Ricardo Reis, e inúmeras outras obras nos mais diversos gêneros literários. José Saramago tem uma escrita peculiar e muito interessante. Em seus textos, você notará que há uma grande subversão no uso de sinais de pontuação. Ele utiliza apenas a vírgula e o ponto; sem travessões ou aspas e com um pouco de verbos dicendi (como perguntou, respondeu, etc.), as vozes das personagens se misturam à voz do narrador. Os parágrafos costumam ser longos ou curtos, seguindo uma lógica interna. Assim temos uma escrita diferente, que se aproxima mais da oralidade e que exige um leitor atento. No geral, Saramago parte de premissas absurdas para construir suas obras fictícias. Mas, são obras de conteúdos reflexivos, filosóficos e carregados de críticas em relação aos comportamentos sociais e que, muitas vezes, criam atmosferas surrealistas. Caro leitor, não se engane o estilo de escrita, a profundeza psicológica dos personagens de José Saramago e a construção das suas narrativas fluem, no momento, da leitura de uma impressionante.


E no romance Todos os Nomes, como mencionado na sinopse, o leitor acompanhará o Sr. José - única personagem que tem nome em toda a obra -, que é solitário e muito metódico, mas um funcionário exemplar que tem uma função subalterna e burocrática que é auxiliar de escrita. Ou seja, seu trabalho é registrar o nome de todas as pessoas que nascem e morrem, bem como as datas de nascimento e morte delas. Com o hábito de colecionar recortes com informações sobre pessoas famosas, chega às suas mãos a ficha de uma mulher não famosa. Ele parte em uma verdadeira investigação sobre ela, chegando a usar documentos falsos em nome da Conservatória para entrevistar parentes dela. O Sr. José não imagina que à medida que ele recolher informações sobre a mulher ele terá uma grande surpresa. Que eu não revelarei para que vocês descubram. Saibam que essa é uma obra vale muito a pena ser conhecida por tratar de questões, como: vida, morte, suicídio, honestidade, felicidade, pela busca do desconhecido e pela realização de sonhos pessoais.


Sobre o autor: José Saramago (1922-2010) nasceu em Golegã, uma pequena cidade de Portugal. Quando jovem, não pôde cursar a universidade por falta de recursos. Além de tornar-se escritor, exerceu diversas profissões, como mecânico, desenhista técnico, funcionário público e jornalista. Em 1995, ganhou o Prêmio Camões e em 1998, o Nobel de Literatura. Tornou-se o mais conhecido escritor de língua portuguesa em todo o mundo. Entre os gêneros que cultivou estão o romance, o teatro, o conto e a poesia. Ele faleceu no ano de 2010, nos deixando um rico acervo de produções literárias.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão

22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: O DEMONOLOGISTA


SINOPSE: David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.




"Eis outra característica de um ser errante: emoções tão grandes que requerem superstição para explicá-las. Esse é o cerne do meu campo de estudos, no fim das contas. O medo - da morte, da perda, de ser abandonado - é a gênese da crença no sobrenatural." (O Demonologista)

Que livro! Resolvi ler esta obra, apesar das recomendações em contrário (ou talvez justamente por conta delas), porque gosto de manter meu ecletismo sempre em dia. E tem funcionado muito bem. Em "O Demonologista", como o próprio nome sugere, temos uma obra que trata de demônios, mas é muito mais que isso. É mais que a típica luta do "bem contra o mal". Narrado em primeira pessoa, o livro traz uma série de desdobramentos, descobertas, reflexões e muito mistério. Aliás, eu diria que temos mais mistério e suspense que terror. David Ullman é um cético professor universitário, ateu por convicção, que se vê confrontado por aquilo que mais luta para desmistificar: A existência do sobrenatural, de seres conscientes e sedentos de poder, dominação e vingança. Especialista em mitologia e narrativa judaico-cristã e também estudioso da obra de John Milton, "Paraíso Perdido", David considera a figura do Diabo e demais seres sobrenaturais apenas mitologia.




Convidado a viajar à Veneza a fim de observar um fenômeno "supostamente" sobrenatural, David aceita o convite unicamente para aproveitar os dias de folga com a filha Tess. Acontece que "existem mais coisas entre o céu e a terra, do que julga nossa vã filosofia". Nosso herói se confronta com uma realidade nunca imaginada. Acontecimentos trágicos e dramáticos, o obrigam a ingressar numa jornada assustadora e perigosa. David precisa decifrar pistas escondidas na obra que mais estudou em sua brilhante carreira, o "Paraíso Perdido". Lá ele encontrará as respostas para salvar sua filha do "Inominável" e do inferno.




"Tem sido uma maneira engraçada (os devotos podem até chamar de hipócrita) de ganhar a vida: passei minha carreira dando aulas sobre coisas nas quais não acredito. Um ateu estudioso da Bíblia." (O Demonologista)

Além do suspense e das passagens eletrizantes em que nosso herói precisa desvendar os enigmas escondidos na obra de Milton, o que mais me prendeu a atenção foi o drama pessoal vivido por David, desde sua infância até a vida adulta. São inúmeros os acontecimentos que o transformam num homem melancólico e fechado, imerso no trabalho e completamente cético em relação a tudo que não seja palpável. Temos ainda uma personagem marcante no livro, sua melhor amiga, O'Brien, que o acompanha em sua jornada. Sem seu apoio emocional e sua inteligência prática, David não teria ido tão longe. Próximo de seu desfecho final, David defronta-se com seu passado e descobre o verdadeiro nome do demônio que o acompanha e atormenta. Um livro repleto de citações, trechos de obras e exemplos históricos, o que torna o texto ainda mais interessante e traz uma atmosfera realista.




"A mente é onde eles habitam, e nela podemos fazer do inferno um paraíso, do paraíso um inferno." (O Demonologista)

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES

40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

terça-feira, 17 de abril de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: ETERNIDADE - A ADAGA DE EDWAN

SINOPSE: Taylor Harper só queria ser normal, mas ela era uma Vampira Branca, com o poder sobre o elemento fogo, herdeira de uma Profecia e a única capaz de matar o Vampiro das Sombras, o mais poderoso vampiro que já andou sobre a terra. Desde que abrira os olhos pela primeira vez, Taylor soube que sua vida não seria nada fácil. Nascida em meio a uma guerra na qual os vampiros de sua espécie eram forçados a fugir e se esconder, esquecendo até mesmo como usar a sua magia interior como arma, Taylor acaba se vendo dividida entre salvar aqueles que ama e salvar o mundo inteiro.


Olá pessoas, tudo bem? Espero que gostem dessa resenha. Eu tive a oportunidade de fazer as Primeiras Impressões do livro Eternidade – A Adaga de Edwan e tenho que dizer que preciso ler esse livro completo! Eu fiquei impressionada com esse livro e as páginas passaram tão rápido que eu necessito saber o que vai acontecer com os personagens e como será o final. O livro conta a história de uma vampira branca chamada Taylor e uma profecia que a persegue: ela está destinada a ir para o inferno porque fez um pacto com o Vampiro das Sombras para salvar sua mãe que está presa lá há 10 anos. Ela é uma garota especial digamos assim, é a única que pode matar o Vampiro das Sombras com a Adaga de Edwan.


Os personagens desse livro são tão adoráveis! O Jack é o humano que gosta da Taylor e ele se mostra tão corajoso por estar ao lado dela no meio de vários vampiros e mesmo com medo ele está ali para apoiá-la. A Claire é a irmã adotiva que cuida do grupo a Resistência que é formado por vampiros brancos órfãos e existem os vampiros negros que são humanos que foram transformados por vampiros. Já os brancos nasceram assim, os brancos nascem às vezes com habilidades de controlar um dos quatro elementos. Também tem o Scott que eu diria que é aquele amigo irônico, que diz sempre a verdade com um pouco de sarcasmo digamos assim, mais é muito gente boa.


Bom, as 42 páginas que eu li devo dizer que o livro simplesmente consegue te prender pra saber o que vai acontecer, se eles vão conseguir achar a adaga, se vão salvar a mãe da Taylor, se o Jack sairá vivo dessa e se conseguirão destruir o vampiro das sombras. Muitas perguntas que me deixaram curiosa para ler o restante do livro e saber todo o desfecho dessa história! É um livro bom de ler porque tem uma escrita fácil de interpretar e porque a história é direta, mas tem aquele suspense legal que a mantém a agradável e que faz o leitor querer continuar. Eu super recomendo e espero que assim como eu vocês fiquem impressionados. Até a próxima.

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RESENHA ESCRITA POR: THALIA CAROLINI
20 anos, geminiana, ama astrologia, o meu tempo é dividido em viajar nas estrelas, nas musicas e nos livros. Amo um bom clichê e histórias de perder o fôlego, minha maior alegria é um livro novo na estante. Dentro desse universo aprendi que sonhar é bom, mais ler é essencial.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: SANGUE DE SEREIA

SINOPSE: Santa Serena é uma cidade muito misteriosa e que guarda muitos segredos. Luan volta à cidade após 20 anos junto com seus dois filhos gêmeos, Pedro e Júlia, para visitar seu avô que está muito doente. O que ele não esperava era descobrir que as criaturas mitológicas realmente existem e agora precisa correr para salvar sua vida e das pessoas que ama.


Se prepare para mergulhar em um mundo onde sereias são muito diferentes do que estamos acostumados. Se geralmente essas figuras mitológicas são retratadas como belas criaturas que vivem no fundo do mar, em Sangue de Sereia elas são os monstros da história. Coloque A Pequena Sereia de lado e se prepare para se surpreender com essa história que mistura aventura, suspense e terror.


Luan é um pai viúvo que cria sozinho seus dois filhos gêmeos, Pedro e Júlia. Ele cresceu em Santa Serena e foi ensinado a acreditar nas antigas histórias de sereia que cercam os pescadores da cidade. Na família dele, quase todos os homens tem histórias com sereias. Elas são quase um legado que corre pelas gerações de sua família. Quando cresceu, Luan deixou de acreditar nas velhas historias de sereias e se tornou um biólogo. Em Santa Serena, interior de São Paulo, poucas coisas são levadas tão a sério quanto os mitos de sereias. As famosas histórias de pescadores estão repletas dela, fazendo que a cidade tenha um folclore rico e único. Se essas historias são reais ou não? Bem, depende de para quem você pergunta. 


Muitos anos após sua partida, Luan volta a Santa de Serena com seus filhos, que mal podem esperar por uma aventura. O que nem Luan, nem seus filhos sabem é que o avô possui um livro antigo, o Livro dos Condenados. Esse livro possui um tipo de magia, que Jaime, o avô de Luan, esta ansioso por usar. Enquanto Julia e Pedro começam a ver estranhas mulheres no jardim da propriedade e Luan lida com uma antiga paixão, ficamos cada vez mais próximos de desvendar esse mistério. Em Sangue de Sereia, nós temos um ponto de vista novo em uma história muito antiga, cercado por uma das mitologias mais fascinantes de todos os tempos. Uma história rica e bem escrita que tem tudo para surpreender e encantar leitores de todos os gêneros.

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RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 21 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: O CEMITÉRIO

SINOPSE: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um 'simitério' no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.



Nunca havia lido nada do autor, peguei para ler Joyland, mas achei-o clichê, com o final previsível demais, apesar de muitos comentários dizendo ser um dos melhores livros do autor. Comprei O Cemitério, pois vi várias resenhas falando muito bem do livro e sobre sua forma de abordar a morte e o luto. Realmente, não houve desapontamentos. O livro, para mim ao menos, teve uma pegada muito mais psicológica do que com o terror em si. Logo de inicio você se depara com uma família feliz, indo morar num lugar mais calmo e tranquilo, que para mim é a primeira característica de que coisas muito erradas podem acontecer, principalmente sabendo do currículo de tal autor.


Os personagens, membros da família feliz, conhecem o novo vizinho, Jud, que os auxilia na mudança, fala-lhes sobre a cidade e sobre o “Simitério dos Bichos”, aonde as pessoas vão/iam enterrar seus animaizinhos queridos e que era preservado pelas crianças da cidade, que iam ao menos uma vez ao mês para aparar os matos que porventura cobriam o caminho e colocar mais flores nos pequenos túmulos (não se sabe muito, pois assim como nunca mostra a passagem das crianças fazendo o trabalho de preservação da trilha, também não mostrou nenhuma pessoa indo até enterrar algum animal, lembrando que na maioria dos túmulos eram de anos atrás, como se este estivesse abandonado). Além de contar-lhes o fato, a família vai até o mesmo para conhecê-lo. A partir deste ponto veremos alguns traumas e questões serem feitas sobre a morte, principalmente em relação a filha e a esposa de Louis, que será destrinchado dentre os vários capítulos.


“... não sou eu quem dita as regras.
— Quem é então? — ela perguntou, e com infinito desprezo acrescentou: — Deus, não é?
Louis reprimiu o ímpeto de rir. Aquilo era bastante sério.
— Deus ou alguém — disse ele. — Os relógios também param... Isso é tudo que eu sei. Não temos garantia de nada, querida.”

Bem, logo em seguida há uma cena um tanto perturbadora que ocorre no hospital, justo no primeiro dia de trabalho de Louis, protagonista/antagonista (ainda não consegui defini-lo), no hospital da Universidade. – Não vou descrever aqui a cena, acho que ter a experiência completa de todos os fatos do livro em primeira mão vai te fazer entrar totalmente nessa atmosfera, ao mesmo tempo maligna e ingênua, demoníaca e triste – Esse fato não só perturba o personagem como nos deixa com um que de querer saber mais, mas que é desmitificado nas próximas páginas. Uma mensagem que seria ignorada, mas que viria a trazer grandes consequências. Louis, um médico cético, assim podemos dizer descobre mais sobre o tal “Simitério dos Bichos” num momento de descontração ao lado de Jud, o que o aterroriza por momentos, mas deixa passar... Até que o gato da família é atropelado por um caminhão na estrada que divide sua casa da de seu vizinho de porta. Este fato é estritamente relevante para outros acontecimentos.


“— O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode... E cuida do que plantou.”

Jud pede a Louis levar o gato para uma trilha além do “Simitério”, para enterrar o gato em terras indígenas cheia de poderes ocultos, uma trilha que atrapalha os sentidos e te deixa a desejar saber o que realmente está acontecendo e o que pode acontecer... Alguém estaria mentindo? Depois desse embaraço, lembrando que a família de Louis não presencia esse fato, o gato retorna a casa, como se nada tivesse acontecido na noite anterior ao seu enterro. O que faz de Louis um homem assombrado e ao mesmo tempo fascinado pelo acontecido. Mais que isso seria spoiler! Os demais acontecimentos são uma mistura de dor, medo, medo da morte e do desconhecido, alucinações, premunições e até se entranha nos limites da loucura, mas aí está à questão! Seria todo um poder do lugar? Das terras obscuras e desconhecidas? Seria a dor da perda ultrapassando a razão? Ou seria apenas um surto momentâneo? Quando que ter poder de brincar de Deus é valido? Quando que é possível interferir nas questões da vida, como a morte? É possível se livrar de um trauma de infância? É possível passar sem sofrimento e dor pelo luto? É possível continuar em paz depois que um ente querido falece? E quando ele volta? Leiam esse livro maravilhosamente perturbador. Super recomendo!


“Oz, O Gande e Teível!”

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

terça-feira, 10 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: A BATALHA DO APOCALIPSE


SINOPSE: Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana - é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heróicas, magia, romance e suspense.




Que livro incrível! Quando comecei a ler "A Batalha do Apocalipse" não sabia exatamente o que iria encontrar e que grata surpresa! Anjos, demônios, feiticeiras e seres sobrenaturais em meio a uma guerra iminente. Profecias bíblicas que se cumprem numa batalha de forças titânicas, onde o bem e o mal se abraçam em luta eterna. Uma viagem no tempo e no espaço. Do Brasil moderno à antiga Constantinopla; da lendária Atlântida à China medieval; do Egito aos mundos etéreos. Uma odisseia que encanta e emociona. Dividido em três partes, o livro conta a saga de Ablon, um Querubim expulso do céu por Miguel, Príncipe dos Anjos, que aproveitando o "descanso" de Deus no Sétimo Dia, usa Seu nome para cometer atrocidades contra os humanos e comandar com mão de ferro as legiões angelicais. Num jogo de alianças secretas, céu, terra e inferno entrelaçam-se numa luta invisível aos humanos, mas sentida por aqueles mais sensíveis, como Shamira, a feiticeira de En-Dor, amiga e aliada de Ablon.


Lúcifer, a Estrela da Manhã, também tem seu papel no desenrolar do conflito que culminará com a batalha final, o Apocalipse. O céu, dividido em três poderosos exércitos, compostos pelos seguidores de Miguel, Lúcifer e Ablon, é testemunha de conspirações e traições, mas também de amizades sinceras e amores inabaláveis. Com um final de tirar o fôlego, a mistura de suspense e ação oferece ao leitor uma carga extra de adrenalina. A escrita do autor é leve, clara e se desenvolve de forma instigante, levando o leitor a uma viagem no tempo e no espaço, mesclando passado e futuro, ao mesmo tempo em que descreve seres e lugares de forma tão detalhada que é possível visualizá-los. No final do livro encontramos uma linha do tempo que descreve os Sete Dias da criação, revelando seu significado e o que foi criado em cada um deles. Confesso que esta é uma das minhas partes preferidas. O glossário também merece atenção, já que descreve cada uma as personagens da obra (e são muitas), portanto, é um interessante suporte ao longo da leitura. A Batalha do Apocalipse continua na obra Filhos do Edén - Herdeiros de Atlântida. Recomendo muito!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES

40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: CAMINHANDO SOZINHO

SINOPSE: O que fazer quando de uma hora para outra tudo que você mais é arrancado brutalmente dos seus braços? Apenas quem já sentiu na pele sabe, o quão doloroso pode ser. Gabriel é um jovem que se encontra exatamente nessa impiedosa situação. Após perder seus pais num acidente de carro, ele se depara com um mundo novo e ao mesmo tempo estranho, tentando viver cada dia sem desmoronar por completo, sem deixar que a dor o consuma de vez. Ele terá o apoio de sua família para lidar com essa repentina mudança mudança de vida, principalmente da prima, que acabou tornando a irmã que o rapaz não teve, e também das novas amizades que encontra em sua jornada. Caminhando Sozinho traz uma envolvente história de superação, com um toque de romance, uma pitada de humor e um final incrivelmente inesperado.


Depois de perder os pais num acidente de carro, Gabriel se vê sozinho, tendo que recomeçar a vida. Precisa lidar com sentimentos à flor da pele, com as responsabilidades que passou a ter e com toda a sua perspectiva de futuro indo por água abaixo. Tendo que enfrentar a vida, pois ela sempre tem que continuar, Gabriel busca apoio nos avós maternos e nos parentes próximos; uma dessas pessoas é Stacy, a prima alto-astral que sempre foi sua amiga, e que depois de tudo o que ele passou se torna meio que uma irmã com quem pode contar. (Confesso que shippei muito esses dois a princípio, mas quando vi o nível de cumplicidade deles, desisti e aceitei a irmandade mesmo... rsrs)


Sem rumo, Gabriel passa uma temporada com seus avós para tentar colocar a vida no lugar. Lá ele conhece Monique – a vizinha gente boa – e se tornam amigos. (Já quero dizer aqui que eu tenho uma opinião formada sobre ela, e não é das melhores... kkkkk) Depois de algum tempo “observando de longe a sua vida passar”, ele decide tomar as rédeas e seguir em frente. É quando a história do livro começa de verdade. Gabriel conhece o advogado de seu pai, começa a trabalhar num emprego novo, volta para a faculdade e conhece gente nova – que inclusive acredito que tenha bastante influência no decorrer da história... 


Será que Gabriel realmente está “Caminhando Sozinho” como o livro sugere? Eu não sei, mas acho que o título do livro deve ter mais a ver com o fato dele se sentir sozinho depois de tudo o que aconteceu. Tô bem querendo saber como vai se desenrolar essa história... Se as pessoas que estão entrando na vida dele depois que “seguiu em frente” terão influência no final do livro... Quem leu inteiro, me chama no privado e me conta! Hahahaha
RESENHA ESCRITA POR: JAMILLY LEIMAN
25 anos, uma paraense que foi criada no interior da Bahia. Coração dividido entre a música e os livros, é cantora e apaixonada desde criancinha pela leitura. 

quarta-feira, 4 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: O RISO DA MORTE


SINOPSE: Policial de Houston há quase quinze anos, John Hale nunca conseguiu manter um parceiro por mais de três meses, por conta dos inexperientes recém-saídos da academia com quem tinha que trabalhar. Quando isso finalmente muda, tem que receber Payne Hastings como parceira. Apesar de ter a mesma patente que a sua, tem o pavio curto, nenhuma papa na língua e, é tão cheia de mistérios quanto ele mesmo. Em meio à inúmeras divergências, são convocados a trabalhar em um novo caso e se deparam com um corpo fantasiado, o rosto pintado de forma extremamente peculiar, com parte da pele removida pelo assassino, em plena época onde a cidade estava dominada pelas decorações de Halloween.  O que eles mal esperavam, é que essa era só a primeira vítima.


Primeiras Impressões: Olá, leitores! Hoje, trago para a apreciação de vocês um livro que promete causar no mundo da literatura policial. Eu não poderia deixar de começar esta resenha elogiando a autora desse romance, Débora de Mello, pela sua escrita tão criativa, cativante e envolvente. Uma autora extremamente talentosa apesar de tão jovem. Esse é daqueles livros que deixa você chocado com o desenrolar e o desfecho da narrativa. Ao final, como todo bom romance policial o leitor sente o quanto as pistas estavam na sua frente, mas a autora simplesmente o ‘’cegou’’.


Assim que você começar a ler O Riso da Morte você notará que se trata de um romance policial tão bom quanto os livros da Agatha Christie - a Rainha do Crime – e os livros do Conan Doyle - criador de Sherlock Holmes. Arrisco em afirmar que a autora é uma admiradora de pelo menos um desses autores ou dos dois autores. Mas, não se enganem por acharem que estou falando de plágio. Débora de Mello criou uma história que encanta o leitor em todos os sentidos, seja os personagens, o enredo e as reviravoltas da trama. Como um bom livro de suspense a história o prende por começar com um sequestro que deixa o leitor angustiado e curioso para saber o desenrolar dele, por querer saber quem é o sequestrador, quem é exatamente a vítima, o motivo do sequestro e que fim levou esse crime.


Em seguida, o leitor é apresentado aos tenentes Payne Hastings e Jhon Hale. Payne era uma mulher linda, forte e decidida sempre autêntica e de opiniões acertadas, que já atuava há anos em departamentos de investigações, que agora teria de trabalhar ao lado de Hale, que também era detetive com 15 anos de experiência. Logo de início o leitor, consegue perceber que Hale gostou dela por ela ser diferente e por tê-la enfrentado logo no primeiro dia, numa unidade onde ela, mesmo nunca tendo pisado os pés antes, já demonstrava soberania e altivez. Justamente por isso haverá entre eles certos atritos há medida que os dias forem passando e as investigações forem avançando. Isso porque logo no primeiro dia, eles terão que lidar com um homicídio peculiar.


Esse crime deixara a vítima com o rosto todo desfigurado de tal forma que o sorriso contornava-o de orelha a orelha de uma forma macabra, os olhos sem pálpebras e a pele esfolada da região da maça do rosto até as sobrancelhas, de forma circular ao redor do olho, com as órbitas oculares expostas que pareciam prestes a saltar, removendo o coração da vítima. Assim o assassino ‘’desenha’’ um sorriso em suas vítimas. E a cena do crime é completada com uma peruca amarela e cacheada de fios de nylon e uma roupa completa de palhaço de circo. Logo se nota que o ‘’assassino ou assassina’’ é muito peculiar, desejando passar uma ‘’mensagem’’ e dando indícios de que fará mais vítimas. Jhon e Payne não medirão esforços em desvendar esse mistério e colocarem o assassino na cadeia.  A descrição da cena do crime e das demais cenas do livro são fantásticas! A autora faz com que o leitor crie um quadro mental fazendo-o imergir na história até o último capítulo.


Atrelado a tudo isso, você conhecerá os demais personagens e suspeitos desse crime e dos demais que aparecerão na trama. Você conhecerá as personagens, um pouco do seu passado, os conflitos com os quais eles têm que lidar, e os motivos do porquê eles poderiam ser executores ou mandantes dos sequestros, assassinatos e ocultação de cadáveres com requintes de crueldade. Essa obra de suspense consegue criar conexões incríveis dando entre os personagens, entre os crimes que acontecem e os suspeitos, todos carregados de conflitos e com motivos para praticarem os crimes.


Não querendo dar spoilers sobre essa narrativa resolvi enumerar 8 motivos que você tem para ler O Riso da Morte:

Originalidade da obra – Essa não é apenas uma obra onde o leitor precisa desvendar quem é o assassino. Ele notará que é uma narrativa que trata de relação familiares, sociais e amorosas. Onde a autora coloca essas subtramas dentro da trama principal aumentando as suspeitas das personagens;
Detetives com fortes personalidades e com profundidade de conhecimento – Tanto Jhon quanto Payne têm defeitos e qualidades que se encaixam muito bem dentro da história.
Nessa obra todos os personagens são suspeitos e criados de forma muito bem estruturada – Há momentos que o leitor desconfiará até do médico legista, Robert Hodges, que trabalha no Necrotério e que ajudará nas investigações. Os demais personagens têm caracterizações psicológica, mergulhados em seus dramas pessoais, repletos de aflições, tristezas, desapontamentos e expectativas.


Escrita fluida – como os bons romances policiais você ler muitas páginas em pouco tempo, por ter muitos diálogos.
O Riso da Morte possui capítulos curtos e envolventes – Com capítulos curtos e intitulados de forma peculiares a autora criou capítulos que produzem as famosas ‘’amarrações’’ e que jogam o leitor para o próximo capítulo, porque todos eles tem pontos relacionados a trama principal que instigam o leitor na solução do mistério.
Um livro com descrições impecáveis que ajudam o leitor a imaginar os cenários muito bem criando verossimilhanças.
Uma obra com um assassino cruel que não tem escrúpulos ou pudores no momento de assassinar suas vítimas.
Um desfecho de deixar o leitor ‘’no chão’’- Ao chegar na solução final e na descoberta do assassino o leitor ficará perplexo com a engenhosidade da autora e conectar todos os pontos soltos desse mistério. 


Enfim, leitores, saibam que na verdade há muitos mais motivos para se conhecer essa obra, mas nos faltaria espaço para descrevê-la a altura das emoções que ela proporciona aos leitores. Essa é uma obra que vale muito a pena ser conhecida, que o prende deste o primeiro capítulo até o último que o faz ver o quanto no Brasil ainda há bons escritores e romancistas policiais, que merecem todo o sucesso. O livro é indescritível! Muito difícil de falar a respeito dele pela criatividade da autora. O elejo com 5 vitaminas.



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RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.