quinta-feira, 9 de maio de 2019

RESENHA: DOMINANTE

SINOPSE: Rebecca Young sempre soube da existência de lobisomens, mas após ter contato com o outro lado do sobrenatural se vê tentada a se tornar parte desse mundo encoberto dos humanos. Becca tenta viver uma vida em alcateia, mas por causa de vários incidentes ela percebe que ela nunca conseguiria fazer parte de uma. Sua insubordinação e espírito rebelde são rotulados de dominância, e assim ela parte de onde estavam seus últimos laços com família e amigos. Porém, ser uma fêmea sozinha tem seus perigos e consequências no mundo lupino. Em seu caminho para se encontrar, ela se defrontará com vários oponentes, sejam eles vampiros, outros lobos e principalmente um Alpha poderoso e controlador que fará de tudo para tê-la sob seu comando.


“Mas aposto — ela me interrompeu — que ele não lhe contou que você está virando uma de suas escravas...” 

A resenha de hoje é de um livro que no começo você não dá muita atenção, pois me lembrou um pouco com a história de Crepúsculo.  Aí você pensa: “Mais um livro clichê...” Mero engano o meu. Nele conhecemos Rebecca Elise Young, uma humana que se envolve com um vampiro, chamado Bernard. Rebecca cresceu sem pai, já que o mesmo morreu em acidente quando ela ainda era pequena e uma mãe 100% alcoólatra que nem lembrava que tinha filha. Temos ainda Corrie, sua amiga lobisomem e uma das poucas amigas que a jovem tem. Corrie faz parte de uma alcateia de lobos que segue rigorosamente a hierarquia de comando e namora Christian, um dos dominantes da alcateia.


“— Vou transformá-la...”

Quando Rebecca se envolve com Bernard, logo se apaixona e se entrega ao amor, deixando que seu amado sugue seu sangue livremente como prova de amor. Sempre que estão juntos, ela sonha com o dia em que se tornará uma imortal, mas esse dia nunca chega. Com os olhos cegos nessa paixão, ela não percebe que os vampiros tem a tendência de amar várias mulheres ao mesmo tempo e que de todas eles sugam seu sangue, tendo-as como “escravas”. Sua amiga Corrie, sempre a alertou sobre isso, mas Rebecca achava que com ela seria diferente. Como era o sonho de sua amiga ser imortal, Corrie decide transformá-la em lobisomem e assim poder fazer uma surpresa para seu amado e viverem felizes. 


“Você tem que falar com o Aidan, Becca. Você precisa....”

As coisas não saem bem como planejadas e numa das visitas de Rebecca até a casa de Bernard ela o encontra com outra mulher. E assim começa seu plano de vingança que após executado faz com que ela se mude para outra cidade. Agora sendo uma lobisomem deverá seguir com algumas regras e ela como uma loba dominante não se dá bem em obedecer. Rebecca sempre foi sozinha e independente, se fosse seguir as regras da alcateia seria um fardo muito grande. Por isso, ela parte para um local desconhecido para tentar viver sua vida imortal. Se muda então para cidade que seu pai cresceu, Columbus. Lá ela conhece Scarlet, uma selvagem que se transforma em raposa e Luke, o quarto filho mais dominante do Alfa dos Alfas dos lobisomens.


“... De repente a cabeça do lobo avermelhado virou em minha direção, achando meus olhos azuis, mesmo escondido atrás de folhas e galhos...”

Em Columbus, Rebecca arruma um trabalho que paga o suficiente para sobreviver. Ela nunca visou luxo e sim poder viver livremente. Rebecca, passou 6 meses nessa nova localização, ainda sem se  comunicar a alcateia que comandava aquela região. Gostava de sua liberdade e sua parte loba adorava a ideia de ser livre sem ter que seguir ninguém. Scarlet foi a amiga que Becca precisava, porém sempre a alertando que uma lobisomem fêmea não poderia andar livremente sem estar numa alcateia e podendo correr o risco de sofrer por essa decisão. Becca adiou como pode a conversa com Aidan, O Alfa e chefe da Alcateia de Columbus, mas quando decidiu ir, já era tarde demais, ele a encontrou antes e automaticamente deduziu que ela era uma loba solitária que está procurando bagunça em sua região. 


“... Meu Deus Rebecca — Scarlet exclamou em um sussurro abafado, pondo suas mãos na cabeça em desespero...”

Como sendo uma loba dominante, lutou bravamente, pois não iria desistir assim tão fácil, mas era uma luta contra vários lobos, ela não teria chance e acabou sendo capturada por Aidan e sua alcateia. Mas Aidan se mostrou ser um Alfa que só quer o bem de todos e Becca acaba se familiarizando com ele e sua alcateia. Quando as coisas começaram a melhorar para Becca, vem uma notícia que abala a toda população de lobisomem. Uma vampira está caçando em sua região e o estrago já feito por ela é grande. 


“Fale alguma coisa — Minha Loba pressionou, ela parecia muito animada.” 

Ao meu ver, a autora soube trabalhar muito bem os detalhes entre as conversas de Rebecca com sua loba. Muito engraçado que durantes as discussões entre as duas, realmente pareciam duas pessoas diferentes, e não uma que vivia junto com a outra. Para não comentar demais e estragar o desfecho... (risos), só digo uma coisa, é um livro que quando você começa a ler, não da muita atenção, porém a autora soube nos prender em diálogos que me fez querer ler para chegar ao final rapidinho e dar um desfecho na história. E com uma surpresa no final!


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terça-feira, 30 de abril de 2019

RESENHA: QUANDO ELA DESAPARECER

SINOPSE: Uma garota de dezesseis anos desaparece durante uma excursão escolar. Mas não se trata de qualquer garota. Dois anos atrás, ela esteve à beira da morte, e quando foi encontrada, ninguém acreditou que sobreviveria. Agora, há dois meses desaparecida, não restam dúvidas de que esteja morta. Rastros de sangue e um colar arrancado são as únicas pistas. Pressionados, os policiais estão desesperados por respostas, mas ninguém na longa lista de suspeitos parece ter forte motivação para cometer um crime. Até que o caso vira de cabeça para baixo e segredos muito bem enterrados emergem para revelar o lado cruel de um lugar aparentemente tranquilo. No meio de tantos possíveis culpados, os inocentes é que estão mais aflitos… porque alguns deles começaram a morrer.


Kika perdeu o pai, o mecânico Manuel, muito cedo em um acidente. E eles tinham uma conexão muito forte, tanto é que "papa" foi sua primeira palavra. Depois da morte do pai, coube a sua mãe, Maria João, criar a filha da melhor maneira que pode. Kika cresceu e tornou-se uma linda jovem, foi até eleita Miss Guarulhos Juvenil. Ela despertava o amor nos garotos e a raiva nas garotas. Seria inveja? Sabe aquela história de Ame ou Odeie? Era assim com Kika. Durante a fase escolar teve que lidar com muitos problemas e situações em que as pessoas riram quando ela foi humilhada. Tudo começa quando ela consegue uma bolsa de estudos através do diretor Sandro (mais conhecido como Sandrão) para estudar numa das melhores escolas particulares da cidade. Numa excursão, Kika desaparece sem deixar rastros, apenas um colar manchado de sangue é encontrado. E ninguém sabe, ninguém viu onde Kika foi parar. Muito menos quem a levou...


A investigação comandada pelo delegado Lauro demora alguns meses até ser solucionada. E a pressão popular e cobertura midiática torna tudo ainda mais tenso. O desaparecimento de Kika escancara alguns segredos que estavam guardados e revela coisas sobre os moradores da cidade que ninguém jamais esperava. Novas evidências aumentam a lista de suspeitos. Kika está viva? Quem é o sequestrador? Por que fez isso com a garota? Essas perguntas se fazem presente o tempo todo. Dois anos antes, a jovem sobreviveu milagrosamente a uma tragédia que lhe causou diversas cirurgias. Sobreviveria novamente?


"Quando ela desaparecer" é um livro-reportagem feito por Sarah como forma de homenagem a um dos personagens. Ele mistura passado e presente, recortes de jornais e revistas, trechos de depoimentos, gravações, entrevistas, fotos e as ações do detetive Bardelli, já presente em outras obras de Bonini (Colega de Quarto e O Casamento). É um livro avassalador, cruel e chocante. Um suspense irretocável. Merece todos os prêmios e aplausos. Não posso falar muito para não dar spoilers, mas o que garanto é: você pode até pensar que sabe o que encontrará nessas páginas, mas garanto que as revelações desse livro irão te surpreender até a última página.


VITAMINAS:

segunda-feira, 29 de abril de 2019

RESENHA: JOHN DON

SINOPSE: “Um rótulo Ambulante: louco, doido de pedra, parafuso a menos... Mas para os médicos, só mais um esquizofrênico, não que a vida tenha sido um mar de rosas, porquê não é e nem foi. Se você olha bem, talvez encontre algo útil. Ou não, afinal se eu fosse você não daria muita bola pra mim, não sou lá muito confiável. Há uma alteração em meu cérebro, os meus neurônios produzem mais ligações do que um cérebro "normal", o que faz com que eu ouça vozes, veja coisas que não existam, as vezes posso ser um pouco paranoico. Mas está tudo bem, levei um tempo para perceber isso, mas eu entendi. Meu nome é William e eu sou esquizofrênico.”


“É estranho quando sua vida em questão de segundos pode mudar e ainda assim continuar sendo a mesma.”

É meio difícil acompanhar uma história quando se trata do assunto esquizofrenia, ainda mais para quem já assistiu Uma Mente Brilhante. Você nunca sabe quando quem é que está sendo enganado, quem está no mundo real ou apenas na sua cabeça? Quem que está alucinando agora? A autora conseguiu me fazer cair direitinho em algumas armadilhas da mente, onde existe o ponto em que a realidade já não é tão confiável assim. E em outros momentos, me fez refletir sobre o jeito em que eu ando levando a minha vida, até onde eu vou para me sentir normal e o quanto isso me afeta.


Tainá nos apresenta um personagem que inicio parece mais que um ser humano “normal”, esclarecendo que não existe um acordo no conceito normalidade aqui, e que já de início podemos concluir que o fato de ele estar em uma clinica psiquiátrica é apenas um mero engano médico e que se o conhecêssemos o levaríamos embora. No entanto, William é esquizofrênico, e conforme os capítulos passam, há cada vez mais fortes indícios disso. Principalmente quando falamos de John.


John é um espécime raro para William, uma pessoa reservada, sábia demais para alguém “doente”. John vira seu objeto de estudo, e mais que isso, seu único amigo dentro daquele lugar sufocante. Mas quem seria John? Ele era parte de William? Sempre foi William? Ou sempre foi apenas outra pessoa que queria de verdade o ajudar?


“John é meu abismo. O que me tornarei se continuar olhando para ele?”

Essas perguntas ainda continuaram depois que eu terminei de ler o livro. Você quer acreditar no personagem, mas não tem provas para fazê-lo. Será que ele merece estar ali? Qual foram os diversos motivos? Um a gente sabe. William não deixa esconder seu passado amoroso frustrante, suas inúmeras tentativas de agradar seus familiares, o pedido de casamento que se tornou seu carma. Nós sabemos de tudo isso. Mas não sabemos nada John.


Termino enfatizando que o livro é viciante, muito bem escrito e elaborado, e o melhor, você se torna parte da história, mas cuidado! Você pode ser o próximo! Já tomou seus remédios hoje?



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RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
22 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

RESENHA: O MAR INFINITO

SINOPSE: Cassie Sullivan e seus amigos sobreviveram às quatro ondas de destruição provocadas pelos Outros. Agora, com a raça humana quase exterminada e a 5ª Onda encobrindo a Terra, os sobreviventes devem escolher: encarar o inverno e esperar o retorno de Evan Walker ou partir à procura de abrigo antes que o inimigo os alcance. Porque o próximo ataque é mais do que possível ele é inevitável. Os homens ainda não viram as profundezas até onde os Outros podem descer nem os Outros viram a que alturas a humanidade pode se erguer. Esta é a derradeira batalha entre vida e morte, esperança e desespero, amor e ódio.


Hello queridos leitores, aqui quem fala é Pedro de Roche para a análise de “O Mar Infinito”, o segundo livro da série A 5ª Onda de Rick Yancey. Se você não leu a resenha completa do primeiro livro, clique aqui e leia-a antes de começar esse para não pegar spoilers indevidos! Bem, assim como a primeira obra, a segunda e a terceira também foram aclamadas pela crítica e pelo New York Times, pela qualidade literária entregue nesse espetáculo de terror. Terror no sentido de que, se uma invasão alienígena em escala global e imparável como a descrita em A 5ª Onda, de maneira que, a esse ponto, a humanidade está morta, a terra está morta e você se sente como se fosse a última pessoa da terra, acontecesse aqui, você iria preferir a morte.


Esse foi um dos maiores questionamentos de Cassiopeia Sullivan durante o livro 1 onde passa um bom tempo andando sozinha buscando cumprir a promessa que fez ao irmãozinho. Já em O Mar infinito, o clima de desconfiança muda um pouco já que Cassie agora se encontrou com outros sobreviventes e eles precisam traçar um plano para acabar com a invasão alienígena e a 5ª onda que se aproxima. Não há a introdução de novos personagens, sendo que os antigos agora ganham novas funções e outros até mesmo o protagonismo temporário, como é o caso da personagem Especialista/Marika. Ela não chega a virar A protagonista, mas a grande parte do segundo livro gira em torno dos personagens continuarem se movimentando por esse mundo estranho e distópico na tentativa de sobreviver o maior tempo possível com cada um fazendo alguma coisa importante.


A partir daí, a quarta onda se torna mais sufocante e imponente sendo que quem está vivo, agora não confia em ninguém, isso porque todos enlouqueceram. É como se a humanidade se estranhasse ainda mais. Com um pouco mais de humor e deixando a seriedade de lado, nós somos introduzidos a personagens mais questionadores, sorridentes, leves e até um pouco mais vulneráveis emocionalmente como no caso da Esp que ganha destaque ao se aventurar sozinha pelo mar infinito que é a terra. Assim como o primeiro livro, a narração continua em primeira pessoa alternando os personagens a cada capitulo, o vilão se mostra mais impiedoso ao usar de todos os artifícios para caçar os poucos sobreviventes. Pessoas do passado dos protagonistas se revelam, e um grande plano começa a aparecer daí.


A minha opinião pessoal é que o livro manteve a fluência e a consistência da história nos fazendo questionar a determinação de cada personagens e que tipo de ação ele poderia tomar logo em seguida. Também notamos que, ao decorrer dessa segunda história, os alienígenas se mostram mais “humanizados” e não os terroristas que mataram 99% da humanidade para tomar o planeta. Eles também tinham uma história e essa história tanto motivou a vinda deles para a terra quanto guiou o leitor a simpatizar com a causa deles, mesmo questionando se o método poderia ter sido mudado. Não, não poderia, ok? Ao invés de atacar a terra cinco vezes, eles poderiam ter jogado uma pedra grande e acabado com tudo, não é verdade? A história conta que seria mais difícil.


Enfim, com o término da segunda história, novamente outros questionamentos são deixados em aberto, mas agora, ao passar para o terceiro livro, nós certamente veremos mortes de personagens importantes e conclusões acerca de quem vai dominar a terra sendo que o nome do terceiro livro é “A Última Estrela”. E é sobre ele que falaremos na próxima parte dessa maratona da saga A 5ª Onda. Eu sou Pedro de Roche, direto para o Vitamina Livros.


VITAMINAS:


POR: PEDRO ALVES PEREIRA
21 anos, escritor e técnico de informática. Nascido e criado em são Paulo, grande apreciador de arte e literatura. Escritor de outros 11 livros ainda não publicados. Começou no ramo bastante tarde, engajado a inovar e criar mundos fantásticos que até então não existiam.

terça-feira, 23 de abril de 2019

ANTOLOGIA SOMBRAS DA NOITE

SINOPSE: Coisas estranhas acontecem na cidade de Independência quando a noite chega. Mas nada que os habitantes daquela cidadezinha já não estejam acostumados. Convivendo com aquelas criaturas todas as noites, os moradores acabam tendo muitas histórias para contar na jornada em busca de abrigo, confiança e proteção até o nascer do sol.


Fala galera! Hoje vou falar sobre a Antologia Sombras da Noite que tive o prazer de organizar junto com o Marlon Souza e que foi publicada pela Editora Rouxinol. Quando recebi o convite fiquei muito animado com o projeto, afinal, gosto muito de histórias com essa temática e sabia que receberíamos contos incríveis. A princípio a antologia abordaria seres que atacariam os humanos quando a anoitecesse. Aí sugeri que criássemos um universo só nosso, uma cidade com 13 bairros, em cada bairro teria um ponto turístico e os autores poderiam escolher um deles para criar suas histórias. Assim surgiu Independência (nossa Silent Hill brasileira), inspirada em Paranapiacaba. E não paramos por aí: até um mapa foi criado por Monise Magalhães para o leitor entrar ainda mais nessa atmosfera.


A cidade de Independência é cercada pela Floresta do Éden e os 13 bairros são divididos em Parte Alta e Parte Baixa. Composta por 7 bairros, a Parte Alta, como é conhecida, possui os seguintes:
Novo Eusébio: Aqui temos uma Estação de Trem desativada.  Também nesse bairro, em frente a Rua Rouxinol, fica a Praça das Namorados.
Pedra Branca: Localização do Hospital da cidade.
Jardim Planalto: A tradicional Igreja da cidade fica aqui.
Colônia: A escola da cidade e a biblioteca estão localizadas nesse bairro.
Lagoa Redonda: O Mercado Municipal se encontra nessa parte.
Pantanal: O misterioso Cemitério está aqui.
Lua Nova: Aqui passa o rio que cruza a cidade e acima dele temos a Ponte da Liberdade.
Já a Parte Baixa é composta pelos bairros: Cascavel, Jardim Roschel, Cipó, Barbalha, Russas e Ipê. 


Antologia tem 126 páginas, 19 contos e 1 prefácio. A capa foi feita por Isabelle Reis, a revisão por Jhonã Magnane e a diagramação (que está M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A) por Bruno Lira. Temos ainda um booktrailer sensacional feito pela Grifauro. Confira!
E para completar, ainda temos os comentários das divas Cláudia Lemes e Soraya Abuchaim sobre a coletânea:



O meu conto, "A Cidade dos Amaldiçoados", explica sobre a maldição que envolve Independência e mostra como isso acontece na vida de um escritor que vem para cidade em busca de inspiração. O conto "A Filha da Noite" de Emersoon Lima se passa na Floresta do Éden e mostra um rapaz tendo que enfrentar seu pior pesadelo enquanto sofre nas mãos de outros rapazes. Outro conto que também utiliza a floresta como pano de fundo, é "A Floresta do Éden" de Guilherme Cepeda. Na história conhecemos o youtuber Hunter, que para comemorar seus 3 milhões de inscritos no canal resolve cumprir o desafio de passar uma noite na floresta, mas tudo sai fora de controle...No conto "A Maldição dos Mil Corpos" de Mari Ferreira, conhecemos Julius, um trabalhador que se vê obrigado a passar pela cidade junto com seus amigos quando seu ônibus quebra.


"As crianças sem sorriso" de Fernanda Egger é um conto forte que revela porque as crianças da cidade sempre estão com a expressão séria. Em "Barulho Sangrento" de Daniela Matos, conhecemos um ser que se alimenta do sangue e do medo das pessoas. "Cael" de Gabriela Bilangieri aprendemos que nem na Biblioteca estamos seguros das criaturas de Independência. Em "Dentro da Névoa" de Carlos Asa, nossa protagonista tem um encontro com as verdadeiras criaturas que assolam a cidade. Já no conto "Ladrão de Almas" de Jhonatam Bueno, o casal Jéssica e Pedro terão que enfrentar o terrível Migno. Em "La Lacrimosa" de R. A. Tsuchiya, Jonas e Mirella precisam fugir desse ser que coloca medo até na Chorona. "Mortem Aeternam" de Mauro Plastina mostra um encontro de um homem com a morte ao tentar o suicídio na Ponte da Liberdade. 


Mariana Albano Mello tem apenas 12 anos, mas escreveu o incrível conto "No canto do quarto" que surpreende ao contar a história de um menina e um monstro que a persegue. "O caso dos corações roubados" de Rafael Danesin traz zumbis de um jeito bem assustador num conto imperdível. "O Pega Corpo" de Waldir L. Santos traz uma das criaturas mais assustadoras atacando um grupo de jovens que resolvem passar uma noite na cidade. "Purgatório" de Rafael Santos mostra o encontro de Lucas com seus demônios do passado ao voltar para Independência. "Revelações Sombrias" de Érico Silva mostra como Bal-Bal e o Corvo atacam os moradores. O conto "Solitários" de Alia Borelli e Miguel Dracul apresenta a linda amizade de Destiny e Kiel tendo que enfrentar a Mulher de Branco. "Última Viagem" de P. Cezar somos apresentados a três amigas fugindo de um vampiro. E para encerrar a antologia temos o assustador "Um forasteiro para o jantar" de A. T. Sergio que mostra um homem fugindo das criaturas de Independência durante sua passada pelo Mercado Municipal.


Viram como essa Antologia é imperdível? Lembrando que ela está em pré-venda no site da Editora por apenas R$20,00 e você pode comprar seu exemplar clicando aqui!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

ENTREVISTA COM P. H. MARQUES, AUTOR DE THE LAST GAME

SINOPSE: E se o fim do mundo não for exatamente como imaginávamos que seria? E se fossem escolhidas menos de trinta pessoas para representar toda a humanidade em uma guerra extravagante e cheia de sangue, tendo como tabuleiro todo o planeta terra, figuras de diversas mitologias e crenças... obrigando cada ancião (os participantes) serem cruéis em escala genocida, para que somente um deles possa vencer para que assim prossiga o ciclo da existência? A guerra que está predestinada a acontecer será a última a ser jogada na terra e assim findará a humanidade e o mundo que tanto massacramos.


Como surgiu a ideia de escrever "The Last Game"?
A ideia surgiu lá em 2013 quando eu estava concluindo o ensino médio. Eu sempre andava irritado com tudo e então comecei a colocar esse estresse nas palavras. Porém esse universo teve cinco fontes de inspirações: O Apocalipse Bíblico, Jogos Vorazes, Endgame e os animes Fate Stay Nigth e Mirai Nikki, muita coisa né? Mas é de onde o The Last Game surgiu.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta?
Demorou uns 4 anos. Eu terminei a primeira versão em 2014 e postei no Wattpad, de onde recebi um público fiel e que me incentivou a continuar, então vi que a história era muito maior do que eu tinha contado, por esse motivo reescrevi e decidi dividir em 3 volumes, num processo de mais 2 anos.

O que o leitor pode esperar de "The Last Game"?
O leitor pode esperar uma trama épica e envolvente com bastantes lutas, ação, caos, destruição, magia e se ver torcendo por seus Anciões (participantes do The Last Game) favoritos. E entender que o fim do mundo acontece todo dia, de diferentes formas.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
Pergunta difícil, porque eu adoro muitos autores e autoras, mas vamos lá. Eu acredito que tenho um carinho especial por Makus Zuzak por ser dele o primeiro livro que li e me fez se apaixonar pela leitura com a Menina que Roubava Livros. Mas um que, com certeza, me inspirou a escrever foi C.S.Lewi, que me levou para conhecer Nárnia.

Se "The Last Game" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?
Legal essa pergunta, porque um dos meus modus operandi é escutar músicas enquanto escrevo, com o TLG não foi diferente. Mas durante o processo de escrita desse livro específico escutei diferentes tipos de músicas até encontrar as melhores, que foram instrumentais épicos como "Dystopia" do Hi-Finesse. E se eu pudesse escolher uma música para estar na trilha sonora, com certeza qualquer uma do grupo M83, em especial "Outro". Eles têm uma vibe mágica!
Qual personagem de "The Last Game" você mais se identifica? E por quê?
É sabido que escritores sempre colocam um pouco de si em seus personagens, porém dessa vez, coloquei um fragmento da minha personalidade em todos os 24 protagonistas do livro, escolher um em específico é difícil, mas acredito me identificar mais com Ariana. Ela sempre está irritada com tudo e todos, é imatura e apaixonada por tecnologia, adora ocasionar o caos por onde passa... Quase uma versão minha do sexo oposto (risos).

Deixem uma mensagem para nossos leitores:
Para os leitores do Vitamina Livros deixo um convite para mergulhar de cabeça no universo insano e inesperado do The Last Game com a garantia que no mínimo eu vou te fazer odiar ou amar essa loucura. E que todos os dias, eu e vocês, enfrentamos o TLG sem descanso desde o dia que nascemos, sem jamais desistir. Lutamos bravamente com aquilo que de mais importante nos foi dado como armas para lutar. Nossos sentimentos e desejos, que são como combustível diário para nos tornar vencedores e campeões.

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