quarta-feira, 1 de agosto de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: O LADO IMPROVÁVEL DO AMOR

SINOPSE: "É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela. (Nietzsche)". Duas pessoas marcadas por um passado de dor e decepções no amor. Miguel acreditava ter a vida perfeita ao lado de Rebeca, mas seu mundo desabou quando percebeu que ela não havia superado o passado. Ele perdeu a mulher que amava de uma maneira cruel e irreparável. Samantha achava ter conhecido um príncipe encantado, mas descobriu que príncipes podem ser os maiores vilões das histórias. Assim, o seu "felizes para sempre" virou uma vida de tortura e violência. Eles só queriam esquecer, apagar o caos em que suas vidas haviam se transformado. Eles se encontram... Quebrados, com medo e sozinhos... Será que o amor que feriu, pode ser capaz de curar? Quantas lágrimas serão necessárias até chegar ao sorriso? É possível que o improvável aconteça e a felicidade apareça? Eles conheceram o lado avesso do amor. Agora vão descobrir que, quando o amor quer existir, ele acontece até da maneira mais improvável.



“Que a gente descubra e entenda que o único amor realmente capaz de salvar alguém é o próprio”. 

O livro para as Primeiras Impressões de hoje é O Lado Improvável do Amor da autora Dresa Guerra. O que me deixa triste ao fazer as primeiras impressões, é que eu fico na expectativa junto com os leitores sobre como será o final (risos)... Vamos começar por dizer que me parece um livro bem intrigante, pois fala de uma realidade que vivemos hoje, abuso doméstico, assassinato, violência e aborto. De um lado temos Miguel, advogado e noivo de Rebeca, por quem é apaixonado, porém sua noiva ainda ama Lucas (seu ex-namorado). Sim, Rebeca ama Miguel de uma maneira diferente, sabe que pode contar com ele, mas ainda não superou seu antigo amor, um amor que destrói e que é capaz de não nos deixar enxergar a frente e nos fazer cometer erros terríveis e trágicos. 


“Nunca penseis que o amor fosse capaz de ferir”

Rebeca por amar tanto, acaba ferindo diversas pessoas ao seu redor, principalmente Miguel e devido um ato de vingança, muda completamente o rumo de todos. Deixando Miguel desolado e ainda apaixonado por ela. Porém depois de sua sentença, ela deixa claro que não quer vê-lo mais e que ele deve continuar vivendo sua vida e que não feche seu coração. Mas como seguir em frente se tudo o que ele planejou em questão de dias foi destruído? Do outro lado temos Samantha que sempre lutou pelo que queria, se apaixonou como toda mulher sonha e achava que tinha encontrado sua alma gêmea, Victor. Mas como nem tudo são flores, o conto de fadas vira violência e abuso, fazendo com que nossa delicada personagem sofra além dos limites. Victor era um cara, sonho de consumo de toda mulher, se apaixonou por Samantha e fez de tudo para ficarem juntos, eram felizes até seu lado doentio ganhar essa batalha e fazer com que sua garota sofresse de diversas maneiras.


“Um dia você vai encontrar um amor que vai curar seu coração, vai apagar as dores e cicatrizes que te causei”.

Samantha, ao perceber o monstro com quem havia se apaixonado já era tarde demais, no começo, ela se responsabilizava pelos ataques de Victor, pois a pressão psicológica que sofria era tão grande que não conseguia mais enxergar a realidade, pois tinha medo de tudo. Isso me fez pensar, que no mundo em que vivemos quantas mulheres tem um Victor em casa, e com medo do que possa acontecer acaba por aceitando essa vida. Ela viveu o que muitas mulheres vivem caladas com medo até da própria sombra, sem saber se no dia seguinte estaria viva ou qual marcas iria ter que esconder pelo corpo.


“Eu preciso fugir para poder viver, ou tenho medo de que o homem que mais amei e que dizia me amar seja capaz de me matar”. 


Cansada de sofrer, Samantha tenta fugir novamente do seu agressor e nessa fuga vai para Campinas, na casa de uma amiga de nome Débora que lhe dá todo apoio que necessita, não a deixando sozinha e ajudando a fazê-la voltar a sorrir. Débora é secretária de Miguel, e num ato desesperado pede que ele seja o advogado que sua amiga precisa, pois assim que ela chega em Campinas, descobre estar grávida da pessoa que quase tirou a sua vida. 


“Preciso que me ajudem a conseguir autorização para fazer um aborto”.

Lembrem-se que se você for vitima de violência a mulher você pode ligar nos números abaixo:
Central de Atendimento à Mulher no Brasil – Ligue 180
Direitos Humanos -Ligue 100

Lei Maria da Penha é o nome dado a uma legislação brasileira que garante a proteção das mulheres contra qualquer tipo de violência doméstica, seja física, psicológica, patrimonial ou moral.


E juntos os dois tentarão um meio para resolver essa situação. E não poderão negar que nos lugares mais improváveis o amor pode surgir.

RESENHA ESCRITA POR: VANESSA RANDO
31 anos, enfermeira, moro em Piracicaba (interior de SP) e os livros são minha vida. Quando não estou cuidando da saúde das pessoas, gosto de entrar em um mundo imaginário e esquecer os problemas da vida real.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

RESENHA DO LEITOR: PRIMEIRO AMOR


SINOPSE: O primeiro amor, esse sentimento avassalador e intoxicante, que paralisa e faz sofrer, se desdobra, nas mãos de Ivan Turguêniev, em infinitas histórias que na verdade são uma só: a história de um amor platônico. O grande autor russo abraça esse sentimento universal como ninguém e cria um dos seus mais festejados livros. Vladimir Petróvitch, um garoto de 16 anos, cai de amores pela vizinha, Zinaída Alexándrovna, de 21 anos, filha de princesa e dona de uma beleza arrebatadora. Mas o destino de amores platônicos todos sabem qual é. E Turguêniev, na sua genialidade, soube ir além. Publicado em 1860, Primeiro amor reflete todo o lirismo e o frescor da primeira vez que o coração acelera por alguém.


Impressões Pessoais: Olá, leitores! Hoje trouxe para vocês as minhas impressões sobre este clássico da literatura russa. De tanto ouvir falar da Rússia nesses tempos de Copa do Mundo fiquei desejoso de ler algo da literatura russa. Primeiro amor foi escrito e publicado em 1860, quando Turguêniev tinha 42 anos. Havia ganhado projeção nos anos anteriores com a publicação dos contos de Memórias de um caçador (1852) e dos romances Rúdin (1856), Ninho de nobres (1859) e Na véspera (também em 1860). Todos esses livros têm forte cunho social e político. Basta dizer que, após a publicação de Memórias de um caçador, Turguêniev ficou preso por um mês e, em seguida, foi confinado em sua propriedade rural por mais de um ano. Mas nessa novela, o autor não apresenta o mesmo teor de observação e de análise social e histórica patentes em seus livros anteriores.


Neste texto, o autor parece abstrair a história presente e concentrar suas energias no terreno dos afetos. Não que nos demais livros do autor essa dimensão seja irrelevante ou secundária. Ao contrário. A observação matizada dos movimentos da vida interior sempre constituiu um dos grandes trunfos do escritor. Uma das chaves da técnica de Turguêniev reside na construção de uma perspectiva que estabelece uma distância entre os protagonistas e o que se passa de fato à sua volta. Incompreensão, ingenuidade, frustração, aspirações desmedidas, indecisão — são vários os mecanismos com que Turguêniev instaura e regula essa distância. Em especial, recorre à hesitação como um instrumento para retardar a ação, aumentar a tensão e, assim, ampliar o alcance e o significado de cada momento e de cada detalhe.


Temos assim um autor que adota a perspectiva de um adolescente e, desse ângulo, põe em questão a idealização das relações afetivas e os pressupostos do romantismo, que a Rússia importara em bloco da Europa ocidental, décadas antes. O choque entre as ilusões e os fatos, entre as aspirações abstratas e as relações cotidianas, bem como a relutância em admitir tal choque se articulam para reconstituir um momento crítico de aprendizado e de amadurecimento pessoal. Após uma festa, três conhecidos estão sentados à mesa, conversando, tendo como tema de conversa o primeiro amor de cada um. Os dois primeiros não conseguem desenvolver uma história interessante, mas o terceiro prefere escrevê-la. É assim que nós conhecemos o jovem Vladímir Petróvitch que se encanta pela sua vizinha, Zinaida. E que narra em primeira pessoa a sua primeira desilusão amorosa.


Além de serem de condições sociais diferentes, e Vladímir ser bem mais novo do que Zinaida, ela mostra-se uma mulher prepotente, altiva e dominadora. E ele se submete a esse romance de forma jovial e submissa. E ela gostando de brincar e ser manipuladora dos homens, valendo-se da sua beleza, engana o pobre Vladímir. Tanto que o leitor se surpreende com trechos, como:

“Soube que o senhor tem dezesseis anos, já eu tenho vinte e um: veja, sou muito mais velha do que o senhor, e por isso o senhor tem de me dizer sempre a verdade… e me obedecer — acrescentou. — Olhe para mim… Por que não olha para mim?”
“Zinaida se mantinha muito austera, quase arrogante, uma verdadeira princesa. Em seu rosto havia altivez e uma fria imobilidade — eu nem a reconhecia, não reconhecia seus olhares, seus sorrisos, embora me parecesse linda mesmo naquele novo aspecto.”


Por isso, esse relato é também um texto sobre a desilusão e sofrimento de um jovem inocente. Que não imagina que Zinaida o engana com outro homem que é tão próximo dele. Há muito a ganhar se lermos Primeiro amor tendo em mente esse quadro histórico. E se não deixarmos passar em branco a referência, nas primeiras páginas do relato, aos meninos magros e esfarrapados que trabalham numa fábrica de papel de parede e, na última página, à morte de uma velha miserável.

Sobre o autor: Ivan Serguêievitch Turguêniev (1818-83) foi prosador, poeta, dramaturgo, tradutor e ensaísta russo. Nasceu na província de Oriol, na vasta propriedade rural de sua mãe. Mulher autoritária e brutal, Varvara Petrovna exercia um poder tirânico sobre os servos e os filhos. O pai, embora de linhagem aristocrática e de instrução e hábitos refinados, não tinha dinheiro e casou por conveniência. Em 1833, Ivan Turguêniev começou a estudar na Universidade de Moscou e no ano seguinte transferiu-se para a Universidade de São Petersburgo. Após formar-se, em 1837, partiu para a Europa. Extremamente culto, lia em latim e em grego. Dominava várias línguas europeias e era tão competente em francês que seu último texto, um conto sobre um naufrágio (lembrança de um fato vivido por ele), foi ditado nesse idioma para Pauline Viardot quando o escritor estava acamado, padecendo do câncer que o levaria à morte pouco depois. Seu corpo foi transportado da França para a Rússia, onde foi enterrado. Seu cortejo fúnebre deu ensejo a manifestações populares.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

RESENHA DO LEITOR: MULHER-MARAVILHA: SEMENTES DA GUERRA - LENDAS DA DC #1

SINOPSE: “Se você precisa parar um asteroide, você chama o Superman. Se você deseja resolver um mistério, você chama o Batman. Mas se você quer acabar com uma guerra, você chama a Mulher-Maravilha!”– Gail Simone, roteirista da DC Comics. Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana. Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal. No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.


Esqueça o filme da Mulher Maravilha! Esta é a principal regra para ler “Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra”. Pelo simples fato de que a história do livro nada tem em comum com a história que conhecemos no filme. No livro iremos conhecer uma Diana ADOLESCENTE. Diana ainda está na ilha de Themyscira e precisando saber lidar com toda a insegurança de ser uma adolescente filha da rainha Hipólita


Além disso, sempre que dá uma de suas “irmãs” duvidam de sua capacidade como Amazona. Querendo mudar a forma como é vista na ilha, Diana entra em uma maratona para provar seu valor para as mulheres da ilha. Porém, durante a corrida, ela é surpreendida por um naufrágio, e algo dentro de Diana diz que ela deve ir até o local e conferir o que esta acontecendo.


Desta forma, a jovem princesa deixa a maratona de lado e vai até o local que aconteceu o acidente. Chegando lá, Diana é surpreendida. Uma jovem moça ainda esta viva! Diana quebra a principal regra da ilha - salvar um humano. A princesa salva a jovem e a leva para ilha. A jovem que Diana salva é Alia. Alia é deixada por Diana em uma caverna. Mas algo de estranho começa acontecer: tanto a ilha, como a própria Alia estão adoecendo. Muito esperta Diana vai ao oráculo em busca de resposta.


No oráculo, a princesa fica sabendo que na verdade Alia é uma “semente da guerra”. Ou seja, ela é descendente de Helena de Tróia. Alia traz em seu sangue a marca da destruição, e isso precisa ser mudado. Decidida em salvar Alia e resolver a questão, Diana se junta com Alia e juntas elas partem em busca da nascente de Helena para purificar Alia. Elas vão para Nova Iorque, onde com ajuda de alguns amigos e irmão de Alia, começando uma grande aventura. 


A partir deste ponto da história que tudo se desenvolve de fato. Com uma narrativa em terceira pessoa a drama é bem desenvolvida. Mesmo que tenha demorado a “criar vinculo” com o livro. O leitor pode entender os sentimentos e situações que os personagens se colocam. Gostei muito do desenvolvimento dos personagens como do enredo no geral. Com uma diagramação linda, o livro é uma ótima pedida para quem gosta do universo dos heróis e para aquelas que também não gostam muito. Espero que curtam a história assim como eu! Beijos até a próxima!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

terça-feira, 24 de julho de 2018

RESENHA DO LEITOR: ONDE HABITAM AS TREVAS

SINOPSE: A luz que há em nós é tomada pelas trevas e o que nos resta é perturbador. O medo e a escuridão tomam conta, a medida que os monstros se espreitam nos cantos mais obscuros a nossa volta. Tomados pela sede de destruição, eles aguardam ansiosamente pela oportunidade de nos pegar. Cuidado! Não deixe a luz apagada, pois, o momento é agora e você encontrará o pior onde habitam as trevas.


Nós, seres humanos "gostamos" de sentir medo. A opinião é de psiquiatras, antropólogos e historiadores. Mas, claro, gostamos de sentir aquele medo controlado, o medo que sabemos ser inofensivo. Seja nas telas de TV ou cinema, seja nos livros de terror e suspense, estamos (pelo menos uma boa parte de nós) sempre em busca daquela emoção a mais, daquele prazer inexplicável que sentimos diante do sobrenatural e do macabro. Aqui temos um livro repleto de terror para todos os gostos. Pequenas histórias que levam o leitor ao maravilhoso e enigmático mundo do sobrenatural. Um livro indicado aos aficionados por terror e suspense. Do terror sangrento ao sobrenatural; do suspense arrepiante ao enigmático.


São 7 contos que nos levam ao mais profundo e angustiante medo. Aqui temos bruxaria, crimes passionais, sangue e mistério. A autora nos faz viajar pelo obscuro mundo da maldade humana e do desconhecido. Todos os contos são interessantes, mas dentre eles, destaco "Entre Mães", com uma pegada passional, sangrenta, dramática e repleta de detalhes  arrepiantes; e "Nunca Duvide dos Avisos", cujo teor beira o sobrenatural e nos faz prender a respiração do início ao fim. A escrita da autora é tão detalhada que, junto com o protagonista do conto em questão, visualizamos e sentimos cada cena, arrepio e sensação.


7 histórias que podem ser lidas de uma vez ou aos poucos, degustando cada uma lentamente para que a viagem não acabe tão rápido, apesar da certeza de que elas não sairão tão facilmente da cabeça do leitor. Se este é o Volume 1, como fã de terror e suspense, mal posso esperar pelo segundo livro. Que seja tão intenso e assustador quanto o primeiro.


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VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

RESENHA: LADO OBSCURO

SINOPSE: Um narrador nos conta a história de Helena, enfermeira de um sanatório e mostra que nem tudo é o que parece.


“Ataquei quem? Não fui eu. Foi ela...”

Posso dizer que temos um conto bem intrigante, pois fala sobre uma enfermeira em um sanatório. E sempre que essas duas palavras se unem da um certo frio na barriga... Posso dizer isso, pois sou Enfermeira também e as histórias que são contadas nos hospitais são de cair o queixo (risos). Muitas delas são verdades e nunca sabemos até que ponto vai o pensamento do ser humano. Já vivi várias situações bem complicadas e de dar medo.... Dependendo do local que se trabalha é assustador...


“Nunca vou aceitar. Não sou louca...”

Isso é causado a principio pela cabeça dos profissionais da saúde, que de tantas jornadas de trabalho, acabam por ficar “birutinha”. Mas a história de Vanessa Nunes nos mostra uma realidade que vivemos em ambientes hospitalares ou relacionados à área da saúde. Nesse conto temos uma enfermeira de nome Helena, que se dedica totalmente a sua profissão. No decorrer da trama você acredita que ela é apenas uma funcionária, mas conforme vai lendo, ela se transforma em paciente, nem sei como, mas ela contando você fica meio perdida, pode não saber quem é quem, mas entende (risos)... 


“Nossa enfermeira muito querida, com o tempo passou a levar papéis, lápis de cor, canetinhas e livros para que a menina pudesse se distrair com algo...”

No decorrer ela conta sobre uma garotinha de 5 anos de nome Analice que está internada no sanatório e nos faz sensibilizar pela garota, pois refere que a mesma já sofreu demais. Ela diz isso como se ela se preocupasse com a menina, porém em outro ponto da trama a menina a está atacando e em outro já muda totalmente sua visão de quem ela é.


“Quando a pequena descobriu que sua doença era por causa dos seus pais, ela mudou...”

No conto nossa personagem sofre de uma doença chamada Esquizofrenia (uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, pensamentos confuso ou pouco claroalucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções e falta de motivação). Para quem não conhece, o esquizofrênico tem mania de perseguição e pode desenvolver diversas personalidades. Por isso nos dá a sensação de que cada personagem citado realmente é real.


“As coisas estavam normais até que Analice resolveu agitar as coisas novamente...”

Ao lê-lo me lembrei de um filme que confesso tenho pavor de assistir que chama Caso 39. (Quem tiver curiosidade assista, pois nem sempre o que vemos externamente é o que realmente acontece). Não poderei contar muito mais, pois vou acabar descrevendo todo o conto (risos)... E perder a graça do final.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: VANESSA RANDO
31 anos, enfermeira, moro em Piracicaba (interior de SP) e os livros são minha vida. Quando não estou cuidando da saúde das pessoas, gosto de entrar em um mundo imaginário e esquecer os problemas da vida real.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: ALICE

SINOPSE: Alice passara por uma infância difícil que deixou marcas em sua vida adulta. Estava de casamento marcado e pouco antes da data ela teve uma surpresa, algo que deveria ser bom destruíra sua vida de forma que mal conseguia explicar. As notas de cancelamento do casamento começaram a chegar e com elas as perguntas. Em meio a verdades cruéis Alice conta sua história meses depois do acidente, ela vem tentando reerguer sua vida e deixar a culpa de lado. E quando finalmente estava fazendo, recebe uma notícia que mudaria completamente a forma que ela se lembraria dos acontecimentos daquele dia para sempre.


Olá pessoas! Depois de uma vida, aqui estou eu com as Primeiras Impressões do livro Alice, da brasileira Ana Beatriz Bernardo. Nós do blog recebemos os 3 primeiros capítulos desse livro e esta resenha é baseada nesse conteúdo. Alice é uma jovem estudante de psicologia, secretária de um médico pediatra e irmã gêmea de Alex. Ruiva, bonita e com 22 anos, Alice vem passando por alguns problemas em sua vida. Vemos isso quando seu pai invade seu local de trabalho, completamente bêbado, para brigar com ela por causa do fim de seu noivado. Alice é salva por seu chefe, Thomas.


Thomas é um médico de 25 anos que tem sua própria clínica pediátrica e, aparentemente, vive uma vida tranquila e solitária. Quando o pai de Alice invade a clínica com agressividade, ameaçando a filha, Thomas a protege e a coloca debaixo de suas asas. Devido a todas as implicações da violência do pai de Alice, Thomas a convida para morar com ele enquanto ela resolve sua vida. Thomas parece se apaixonar pela ruiva, dando tudo de si nessa “amizade” e tentando fazer com que Alice seja feliz. Thomas é um querido!


Alice parece ter vários traumas em sua vida, e estes não se limitam apenas ao alcoolismo do pai. Ela perdeu a mãe, acabou um noivado (ainda não sabemos o motivo) e pela tristeza que aparenta, ainda tem mais por aí! O que pude concluir do livro nesses primeiros capítulos é apenas isso: o possível início de um grande amor. O livro seria favorecido se fosse submetido a uma boa revisão. Os primeiros capítulos, com certeza me fizeram ter vontade de continuar a leitura, por isso está super recomendado! Ahhhh, e eu achei essa capa tão liiiinda! <3


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RESENHA ESCRITA POR: TATI DE ROSSI MAZO

Tati tem 33 anos, mora em Campinas - SP, é bióloga, trabalha na pesquisa do câncer e é louca por livros (não só científicos! Rs)

terça-feira, 17 de julho de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: COMO NASCEM OS MONSTROS

SINOPSE: Uma família feliz, um assalto aleatório, uma mudança. Um assassinato e suas dolorosas consequências. Até onde o desejo de vingança pode nos levar? Leonardo era um pai de família exemplar e um médico bem-sucedido. Num passeio com a família para comemorar o aniversário da sua filha única, Lara, tem seu carro roubado e sua filha levada por engano. Mal sabia ele que aquela angústia de ter sua filha sequestrada não chegaria aos pés dos sofrimentos que viveria anos depois, na nova cidade que resolvera se instalar após o assalto. Com o coração amargurado, amparado por pequenas pistas que Lara inocentemente havia deixado, Leonardo se guia por um caminho obscuro e sem volta, procurando a vingança que supostamente aplacaria a dor de seu coração, uma dor sem limites. Sem limites também foi sua vingança. “Como nascem os monstros” é um relato cru e doloroso sobre dor, sobre perda, sobre atos e consequências. Você saberá o que a dor é capaz de fazer com a mente e o coração de pessoas de bem, mas que em certo momento perdem as forças diante do peso do sofrimento.


Como Nascem os Monstros é um romance policial narrado pelo médico Leonardo. Ele tinha uma vida perfeita, uma família amorosa e um trabalho que adorava e se dedicava muito. Mas essa vida perfeita é abalada por um roubo aleatório e por consequência o sequestro de sua filha Lara. Quando voltavam de um passeio para comemorar o aniversário da pequena Lara em um parque, eles param em um posto de gasolina para a esposa de Leonardo ir ao banheiro e é nesse momento que um ladrão se aproxima e rouba o carro com a menina que estava dormindo dentro.


Lara é encontrada dias depois em um bar sem nenhum machucado, mas o trauma do acontecimento abala a família que acaba se mudando para o interior. Mas será que essa mudança acabará com a insegurança que se instalou na família? Alguns anos depois a filha já com 15 anos desaparece misteriosamente e toda a dor que eles acharam que já tinham sentido não era nada perto do que estava por vir. Qual a pior coisa que pode acontecer para uma família? O que levaria um pai se transformar em um assassino? Um livro forte, onde o amor pela família pode ultrapassar os limites da razão. O autor consegue nos transportar para dentro dessa triste história, nos fazendo pensar se estamos seguros no mundo que vivemos. Uma família feliz, um assalto, uma mudança. Um assassinato e suas dolorosas consequências.




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RESENHA ESCRITA POR: FÁTIMA GISLENE GENOVÉSIO
Tenho 50 anos, mas até me esqueço disso. Meu apelido é Gi, mas também sou a tia Gigi. Leio desde os 14 anos, era rata de biblioteca, e li tudo o que tinha de bom, quando acabou meu pai virou meu fornecedor de livros! Já trabalhei em duas livrarias e fiz feira do livro. Amo indicar livros e fico realizada quando vejo uma criança descobrindo o gosto pela leitura. E tenho muito ciúmes dos meus livros.