sexta-feira, 19 de julho de 2019

RESENHA: O INFERNO DE VIRGÍNIA WASHINGTON

SINOPSE: Virginia Washington vive o seu próprio inferno toda vez que se permite sonhar. Imersa em medicamentos para o sono, ela mal imagina que uma antiga maldição, recaíra logo sobre a sua vida. Quando em uma tarde chuvosa, uma aparição estranha resolve reclama-la para si, Virginia precisará descobrir o passado da mansão onde vive e tentar encontrar dentro de si mesma, a fé que a motiva a viver e a coragem para encontrar no passado, as respostas para os fatos recentes. Terror, romance e uma pequena dose de drama, é o que você encontrará neste conto. Prepare-se para a batalha entre o bem e o mal.


Fala galera! Estamos de volta e hoje vou falar sobre um livro maravilhoso que devorei em apenas algumas horas numa viagem de trem rumo à Bienal do livro! Em O Inferno de Virgínia Washington da autora Vivianne Sophie a personagem título mora com sua tia Annabel numa antiga mansão após se tornar órfã. O casarão foi palco no passado da misteriosa morte de um padre que era descendente da família. Virgínia vive a base de remédios para fugir dos pesadelos que a atormentam e do bullying que sofre por seu comportamento "estranho" e pela vida dupla de sua tia.


Seu  melhor amigo amigo, Alex, sempre está disposto a ajudá-la e parece ser o único que a entende. Virgínia nutre um amor por ele, mas não acredita que Alex se relacionaria com uma jovem tão problemática. Tudo muda em sua vida quando Virgínia é interceptada por um demônio na corpo do falecido padre Ezequiel Washington, seu antepassado falecido. O ser do mal avisa que a jovem servirá aos propósitos das trevas assim como seu ancestral o fez.


A partir daí a vida de Virgínia se torna realmente um inferno. Ela precisa fugir da criatura demoníaca, descobrir os motivos dessa perseguição e da maldição que cerca sua família e ainda proteger aqueles que ama. E nessa jornada ela descobrirá muitas mentiras e segredos do passado. O livro te prende do início ao fim, com uma leitura fluida e sem enrolação. Tudo está na medida certa. Terror, suspense, romance. A autora soube abordar todos esses estilos de uma forma harmoniosa e com maestria. Enquanto lia já imaginava um filme adaptado do livro. E se prepare que o livro ainda nos traz muitas reviravoltas e surpresas. O final nos deixa de boca aberta! Super recomendo!


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quarta-feira, 17 de julho de 2019

RESENHA: CONTAS A PAGAR

SINOPSE: Laerte é um homem ambicioso que subiu na vida a partir de muito esforço e um casamento milionário. Trabalha como advogado em um dos melhores escritórios do país, chefiado por seu sogro. Entre um desvio de conduta e outro, sua vida segue exatamente como planejou: recheada de luxo e extravagância. Até que ele é surpreendido por Sarah, sua ex-colega de escola, que ameaça contar para todos que ele a estuprou quando ainda eram adolescentes. Ciente de que toda sua riqueza depende do seu casamento e do seu emprego arranjado, Laerte se desdobra para manter seu passado em segredo. Sarah, por sua vez, usa e abusa de jogos psicológicos para atormentá-lo. O que ela não sabe é que está lidando com um homem capaz de qualquer coisa para proteger tudo o que conquistou.


Fala galera! Hoje trago a resenha de um thriller psicológico daqueles de tirar o fôlego. Que livro, meus amigos! Que livro! Bianca Gulim é uma autora nacional bem conhecida aqui no blog. Já fizemos resenha de um livro seu, o incrível Sobrevivente do Caos (clique aqui). Também já tive o prazer de conhecer a Bianca pessoalmente na Bienal e ela é uma pessoa fantástica! Já virei fã! Em Contas a Pagar, conhecemos Laerte, um advogado e verdadeiro canalha que chegou na situação financeira onde está atualmente devido seu casamento com a rica Melissa, filha favorita do dono de um dos maiores escritórios de advocacia de São Paulo. Laerte nunca gostou vida de pobreza que levava e faz de tudo para manter seu casamento e emprego. Não é um marido fiel, muito menos apaixonado pela esposa. Só que não abriria mão do luxo em que vive hoje. Não quer ter a mesma sina que seus pais.


Sua vida dá uma guinada 360° quando ao chegar no escritório, recebe uma carta em remetente. A carta é de Sarah, uma mulher que na adolescência foi estrupada por Laerte. Sarah parece saber TUDO a respeito da atual vida de Laerte. E está disposta a fazê-lo pagar pelo que fez e pelos traumas que causou. Ele procura por Sarah na internet e nas redes sociais, mas não encontra nada! E como se ela não existisse. E qual não é sua surpresa a partir daí quanto descobre que agora Sarah é sua vizinha, amiga de sua mulher e até começa a se envolver com seu sogro!


Enquanto tenta controlar Sarah e impedir que ela estrague sua vida, Laerte precisa lutar com a intensa atração que ela ainda desperta nele. Esse livro me deixou boquiaberto a cada página. É uma história surpreendente. Bianca Gulim brinca com quem está falando totalmente a verdade durante as páginas e nos deixa intrigados o tempo todo. Laerte não é nenhum santo, mas Sarah também se mostra uma pessoa completamente desequilibrada. Chantagens, jogos psicológicos, manipulações e cenas antológicas fazem essa obra uma das melhores que já li nos últimos tempos! Para vocês terem uma ideia, eu li esse livro em um dia. Não conseguia parar, lia em casa, na rua, no ônibus... No final, eu estava sentado numa calçada completamente sem palavras! Netflix, por favor, produza um filme de Contas a Pagar, nunca te pedi nada! Bianca Gulim, a senhora é destruidora mesmo, hein?!


Vou parar por aqui para não dar nenhum spoiler. Mas o que posso garantir é que o acerto de contas entre Sarah e Laerte acontece. Laerte pagará suas contas com juros e correção monetária. O livro tem várias reviravoltas e o FINAL nos deixa completamente impactados! Super recomendo essa obra prima!


segunda-feira, 15 de julho de 2019

RESENHA: CAMINHO LONGO

SINOPSE: Uma tragédia afastou para sempre Bruno de seu irmão Mateus. Sem seu melhor amigo e confidente, ele se prende a lembranças e tenta superar o luto. Entre angústias e o crescimento pessoal, ele precisará definir do que é possível abrir mão em nome da felicidade, mesmo que isso represente viver de um modo que seus pais podem não aceitar. Enquanto define o que deseja de seu futuro, Bruno irá descobrir que nossas existências são feitas de momentos e que cada um deles é um aprendizado nesse caminho longo chamado de vida.


Fala galera! Hoje trago com exclusividade a resenha do novo livro do autor Vinícius Fernandes que está em pré-venda pela Editora Pendragon e você pode comprar clicando aqui! Caminho Longo é um romance / drama intimista que te envolverá desde as primeiras páginas. Vamos acompanhar a história de Bruno e seu amadurecimento durante essa longa estrada que se chama vida. Nascido em uma família tradicional, ele conta apenas com seu irmão para lidar com as questões referentes a sua sexualidade e descoberta de seu primeiro amor durante a adolescência. Após a trágica morte de Mateus, fica mais difícil ainda para Bruno conseguir melhorar seu relacionamento familiar. Sua grande fonte de apoio acaba se tornando a namorada do irmão. Enquanto convive com a dor e a saudade dessa perda, Bruno vai lidando com diversos situações: a primeira decepção amorosa, o primeiro fim de namoro, a descoberta de um novo amor...Tudo isso enquanto investe na sua carreira de escritor.


Esse é um livro que mostra a importância do “seeze the day”. Em cada página o leitor vai entendendo que a vida continua sempre, mesmo com altos e baixos, que sempre podemos tirar uma lição das adversidades e problemas que passamos. Aprendemos também que mesmo que um relacionamento termine, aquilo não é o fim do mundo. Que surgirão outras pessoas e que mesmo com as cicatrizes deixadas por uma decepção amorosa, ainda é possível sorrir novamente e ser feliz. Todos os temas abordados na leitura são tratados e forma clara e bem desenvolvida. Você sentirá que os personagens são seus amigos, de tão reais e humanos. E tudo isso permeado por muita música. A trilha sonora do livro é um espetáculo a parte. Tocante, bela e precisa. É um livro muito importante socialmente e muito delicado. Você vai rir, se emocionar e querer mais!



sexta-feira, 12 de julho de 2019

RESENHA: HORROR NA COLINA DE DARRINGTON

SINOPSE: Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar alguns parentes num momento difícil. No entanto, certa madrugada, a tranquilidade da colina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo, que vai tomando formas reais a cada minuto. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga que abriga mistérios e parece próxima do inferno. Dez anos depois, Ben decide contar tudo o que viveu, desvendando uma conspiração capaz de destruir até a sua própria sanidade. Onde termina o inferno e começa a realidade?


“Quem daria ouvidos a um ‘louco assassino’ que falava de rituais satânicos, ainda mais envolvendo figuras importantes como Jack McNamara?”

Ganhei esse livro quando estava voltando de São Paulo e não parei de lê-lo até terminar. Sabe aquela tensão que você sente e começa a se imaginar na pele do personagem? Sabe quando você começa a alucinar junto? Então, foi isso o que me aconteceu. Não tenho o que falar desse livro, a editora super caprichou nessa edição e as ilustrações feitas por Thomaz Magno ficaram incríveis e condizem com nossa imaginação. As descrições de ambiente e dos personagens não são exacerbadas, como o autor mesmo disse, ele quis fazer algo mais enxuto, mais objetivo e cru, algo condizente com a realidade e que nos ajudasse a formar um filme em nossas cabeças. A trama se passa na cidade de New Hampshire, costa leste dos Estados Unidos, onde Benjamin, Ben ou Benny, vai morar na nova casa de seu tio, localizada na colina de Darrington, que pede sua ajuda para ficar em casa cuidando de sua filha mais nova, já que sua filha mais velha está na faculdade fora da cidade e sua esposa está num estado vegetativo na cama do quarto do casal e ele precisa trabalhar para sustentá-los. Numa manhã, ao levantar-se para tomar um copo d’água, Ben vê sua priminha Carla rindo e fazendo caretas em direção ao telhado da casa e é ai que todo o thriller começa e você não vai mais querer parar de ler.

“– Mas as tranças estão enroladas no pescoço dela... Ela está balançando.”


Depois de dez anos após o acontecido na Colina de Darrington, e mantido internado no hospital psiquiátrico da cidade, a polícia e os médicos continuam tentando saber a verdade de Benjamin, que já não consegue acreditar mais nos acontecimentos que se passaram e começa a achar que tudo aquilo foi um grande pesadelo e que ele era realmente um louco. O autor soube muito bem desenvolver toda uma história macabra e psicodélica, aonde você realmente chega a duvidar se tudo não passou de uma alucinação esquizofrênica, principalmente depois que o policial, logo após o incidente, questiona Ben sobre os acontecimentos.

“Em geral, achamos que o máximo de perigo que viveremos em um dia será enfrentar uma grande tempestade sem estar de capa de chuva ou guarda chuva ou perder a carteira. De modo que a nossa imaginação monta cenários em que estaremos jogados no chão, no meio da floresta, sujos e com o pé praticamente quebrado. Nem que teremos o corpo todo machucado, sentiremos medo e frio e estaremos com uma arma carregada na mão [...] E esse era exatamente o meu cenário naquele momento”.


Os recortes de jornal, documentos sigilosos do hospital psiquiátrico e os bilhetes inseridos no livro, deixam tudo com mais cara de que realmente pode ter acontecido isso algum dia, e eles estão escondendo de nós. Por fim, o autor soube nos deixar na ânsia do querer mais e deixa um final duvidoso sobre ter ou não uma continuação, e prova para nós que com poucas palavras se pode sim criar uma ótima e envolvente história. Essa é minha indicação para hoje! Até a próxima!

“O quanto do menino bom ainda resta? O quanto agora é escuridão?”



quarta-feira, 10 de julho de 2019

RESENHA: O CAPETA-CAOLHO CONTRA A BESTA-FERA

SINOPSE: Sertão. Anos 30. É o auge do cangaço… Um lobisomem ataca, todo mês, a cidadela de Terezinha de Moxotó, no interior de Pernambuco. Sem ter a quem recorrer, o prefeito e Coronel Jesuíno de Cândida contrata o bando do cangaceiro Jeremias Fortunato Silveira, conhecido como Capeta-Caolho, figura aterrorizante, tão maléfica quanto o monstro que os ataca, na esperança de que o bandido terrível dê cabo da besta-fera. Mas quando os cangaceiros chegam na cidade, o povo entende que combater o mal com o mal nunca é a melhor escolha.


“[...] Só conhece o ódio e a violência. ’ ​‘E não somos todos assim, coronel? ’”.

Um livro sensacional para quem quer sair da ressaca literária ou simplesmente se aventurar pelo chão seco do sertão. A trama se dá nas terras duras e judiadas do sertão de Pernambuco, precisamente na cidade de ninguém, Terezinha de Moxotó, onde há tempos o povo anda apavorado pelas mortes macabras de entes queridos por conta da tal besta-fera, da qual quem viu se arrepia e quem não viu, repassa a lenda. Depois da última morte na cidadezinha, o povo entra em desespero e quer que o novo delegado faça algo por eles. Ali, dentro de uma pequena igreja que conforta o coração daqueles que vivem na dificuldade da terra infértil, uma ideia surge inesperada de um sujeito inesperado. Chamar o bando do Capeta-Caolho para cuidar da besta. Afinal, os cangaceiros são os pistoleiros mais bem respeitados e “porretas” daquele lugar, porque eles não dariam conta, quando ninguém mais quer se arriscar?


A ideia é dada como loucura de quem não tem um pingo de juízo, mas é aceito pelo Coronel Jesuíno e assim é feito. Os cangaceiros são chamados e o povo que temia sair à noite para evitar um ataque surpresa da besta endemoninhada, agora evita até o dia por conta dos cangaceiros. Essa é uma história incrível, que flui feito água de cachoeira e acaba mais rápido que água de rio no sertão. O autor usa de gírias da região de forma maestral, além de usar uma lenda muito conhecida e recontada por avôs de tempos em tempos, idealizando uma história para se rir e se temer na mesma proporção.


“Porém, naquele sertão que num era de Deus nem do diabo, paz era um item raro, uma fruta que não nascia no chão rachado.”

E não adianta querer tentar adivinhar o desfecho desde as primeiras páginas, porque tem muita coisa para se saber e se atentar. Além disso, o final é surpreendente, trazendo uma pequena reviravolta que faz toda a diferença na hora de dizer adeus. Muito bem construído, o livro de Everaldo Rodrigues encanta e encantará muita gente, e com toda certeza arrepiará muitos cabelos.


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segunda-feira, 8 de julho de 2019

RESENHA: QUANDO ELA DESAPARECER

SINOPSE: Uma garota de dezesseis anos desaparece durante uma excursão escolar. Mas não se trata de qualquer garota. Dois anos atrás, ela esteve à beira da morte, e quando foi encontrada, ninguém acreditou que sobreviveria. Agora, há dois meses desaparecida, não restam dúvidas de que esteja morta. Rastros de sangue e um colar arrancado são as únicas pistas. Pressionados, os policiais estão desesperados por respostas, mas ninguém na longa lista de suspeitos parece ter forte motivação para cometer um crime. Até que o caso vira de cabeça para baixo e segredos muito bem enterrados emergem para revelar o lado cruel de um lugar aparentemente tranquilo. No meio de tantos possíveis culpados, os inocentes é que estão mais aflitos… porque alguns deles começaram a morrer.


Kika perdeu o pai, o mecânico Manuel, muito cedo em um acidente. E eles tinham uma conexão muito forte, tanto é que "papa" foi sua primeira palavra. Depois da morte do pai, coube a sua mãe, Maria João, criar a filha da melhor maneira que pode. Kika cresceu e tornou-se uma linda jovem, foi até eleita Miss Guarulhos Juvenil. Ela despertava o amor nos garotos e a raiva nas garotas. Seria inveja? Sabe aquela história de Ame ou Odeie? Era assim com Kika. Durante a fase escolar teve que lidar com muitos problemas e situações em que as pessoas riram quando ela foi humilhada. Tudo começa quando ela consegue uma bolsa de estudos através do diretor Sandro (mais conhecido como Sandrão) para estudar numa das melhores escolas particulares da cidade. Numa excursão, Kika desaparece sem deixar rastros, apenas um colar manchado de sangue é encontrado. E ninguém sabe, ninguém viu onde Kika foi parar. Muito menos quem a levou...


A investigação comandada pelo delegado Lauro demora alguns meses até ser solucionada. E a pressão popular e cobertura midiática torna tudo ainda mais tenso. O desaparecimento de Kika escancara alguns segredos que estavam guardados e revela coisas sobre os moradores da cidade que ninguém jamais esperava. Novas evidências aumentam a lista de suspeitos. Kika está viva? Quem é o sequestrador? Por que fez isso com a garota? Essas perguntas se fazem presente o tempo todo. Dois anos antes, a jovem sobreviveu milagrosamente a uma tragédia que lhe causou diversas cirurgias. Sobreviveria novamente?


"Quando ela desaparecer" é um livro-reportagem feito por Sarah como forma de homenagem a um dos personagens. Ele mistura passado e presente, recortes de jornais e revistas, trechos de depoimentos, gravações, entrevistas, fotos e as ações do detetive Bardelli, já presente em outras obras de Bonini (Colega de Quarto e O Casamento). É um livro avassalador, cruel e chocante. Um suspense irretocável. Merece todos os prêmios e aplausos. Não posso falar muito para não dar spoilers, mas o que garanto é: você pode até pensar que sabe o que encontrará nessas páginas, mas garanto que as revelações desse livro irão te surpreender até a última página.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

RESENHA: EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO

SINOPSE: Após uma festa, Julie, Helen Ray e Barry se envolvem em um acidente que termina com a morte de uma criança de dez anos. Com medo das conseqüências, os quatro jovens fazem um pacto: não contar a ninguém o que aconteceu naquela noite. Agora, um ano depois, quando Julie recebe a carta de aceitação da Universidade Smith, recebe também outro envelope, e o conteúdo se revela perturbador. Alguém sabe o que eles fizeram no verão passado. Um a um, eles começam a receber pequenos lembretes daquela noite fatídica: Helen, um anúncio de revista com uma criança andando de bicicleta, e Ray, recortes de jornal da época do acidente.


Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado é um título bem conhecido pelo pessoal que viveu no final da década de 90. O filme baseado no livro foi lançado na época do ápice dos filmes Pânico e Lenda Urbana. Confesso que amo esses tipos de filmes, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado é um dos meus preferidos e até hoje não superei a morte da Helen e sua perseguição é uma das melhores que já vi em filmes assim! Nem sabia que ele era baseado em um livro, quando descobri comprei o livro imediatamente.


O livro de título homônimo foi escrito em 1973, mas só chegou ao Brasil no final de 2015 pela Benvirá, do grupo Saraiva. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais muitos fãs brasileiros do filme sequer sabiam da existência do livro. Lois Duncan, a autora, já escreveu mais de 40 livros e boa parte deles são suspenses voltados para o público adolescente e jovem adulto. Além da obra de Duncan, o filme é inspirado na lenda do Homem Gancho, o que imprimiu mais terror à trama, já que tal figura é ausente no livro.


Lois Arquette, nome verdadeiro de Lois Duncan, teve sua vida mudada completamente em 1989, quando sua filha Kaitlyn foi assassinada por um tiro. Sem encontrar um culpado para a morte de sua filha, Lois passa anos de sua vida em investigações para encontrar uma reposta, chegando a publicar posteriormente o livro Who Killed My Daughter? Mais de vinte anos depois de escrito, o livro foi adaptado para o cinema em 1997. 
Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado tornou-se um ícone da cultura pop. O filme trazia no elenco principal Ryan Phillippe (Barry Cox), Freddie Prinze Jr. (Ray Bronson), Sarah Michelle Gellar (Helen Shivers) e Jennifer Love Hewitt (Julie James). O filme fez tanto sucesso que ganhou duas sequências próprias, Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado (1998) e Eu sempre vou saber o que vocês fizeram no verão passado (2006). O segundo era uma continuação do primeiro, mas o terceiro trazia um roteiro totalmente novo e foi um fiasco, o serial killer até poderes tinha!



Apesar da nostalgia que ler o livro e rever os personagens, o filme ainda é melhor do que o livro para aqueles que gostam do estilo slasher, mas o livro não deixa nem um pouco a desejar, com um baita suspense que te prende do início ao fim para saber quem é o cara que está perseguindo nossos quatros amigos. O livro não tem mortes, apenas um atentado e um quase enforcamento. O perfil dos personagens e suas histórias também são diferentes, principalmente Julie e Helen. O killer é uma aquele personagem que no começo desconfiamos, mas depois passamos a confiar e acreditar que não seja ele e aí vem a surpresa no final e as revelações dos seus motivos e tudo faz sentido! Enfim, super recomendo o livro,  eu devorei em dois dias as pouco mais de 200 páginas!