sábado, 28 de setembro de 2019

RESENHA: A BREVE SEGUNDA VIDA DE BREE TANNER

SINOPSE: Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.


Fala galera! Todo mundo conhece a Saga Crepúsculo. Seja por ter lido os livros ou assistido os filmes, a história de Edward e Bella marcou uma geração. Os fãs da saga com certeza conhecessem Bree. Se você não conhece, irá conhecer na nossa resenha de hoje um pouco mais sobre esse livro e essa personagem que cativou meu coração! Bree aparece em algumas páginas do terceiro livro da série, “Eclipse”, e em poucos minutos do filme homônimo. O livro se tornou um fenômeno mundial e vendeu em 1 mês, mais de 1 milhão de exemplares. Stephenie Meyer revelou que não tinha a intenção de lançar a história de Bree Tanner: “Na verdade, é mais um conto do que um romance. Enquanto editava ‘Eclipse’ pensava muito a respeito dos ‘recém-criados’, imaginando sua visão da história e uma coisa ligou à outra. Comecei a escrever através da perspectiva de Bree e de como era ser um novo vampiro. Ela mostrou o conto ao diretor de “Eclipse,” David Slade, e concluiu que lançar o livro às vésperas da chegada do novo filme seria como um complemento aos fãs da saga, que iriam ver Bree nos cinemas.


Para quem já leu "Eclipse", o final da história de Bree não é nenhum spoiler, assim como também a própria sinopse do livro revela o destino da nossa querida personagem. Mas o mais legal não é saber o que acontece, mas como acontece. O livro mostra melhor as reações e o comportamento de um vampiro recém-criado, além de abordar por outra perspectiva experiência o fato de ser um vampiro, que não necessariamente condiz com a realidade perfeita da família Cullen. Nesse livro é Bree quem narra sua história, uma jovem que passou por muitos problemas familiares. Ela foi abusada fisicamente pelo pai e teve que fugir para não ser espancada até a morte. E é nessa situação que Riley (amante da Victoria, a vampira que queria vingança contra Bella e os Cullena encontra. Aqui Riley tem um papel mais forte do que em "Eclipse". Passando fome nas ruas, Bree ficou encantada com ele, aceitando sua oferta de comida imediatamente. Depois disso, Bree é levada à Victoria (chamada no livro apenas "ela") e sentiu a dor da transformação em vampira.


Quando se torna uma vampira, Bree ainda acaba desenvolvendo um "crush" pelo vampiro Diego. O problema é que ele é o braço direito de Riley e confia muito no chefe. Tudo isso faz de nossa mocinha uma personagem muito interessante. Depois de  uma madrugada conversando e um dia juntos, os dois acabam se apaixonando e aquela desconfiança inicial acaba se dissipando. Infelizmente o romance dura pouco e o casal acaba se separando. Temos ainda duas gangues rivais entre os vampiros comandados por Riley. E conhecemos Fred, um vampiro que através de suas habilidades especiais, consegue causar enjoo àqueles que tentam olhar pra ele, passando assim despercebido. Bree se aproxima dela na tentativa de não chamar atenção.


O legal desse livro é que os vampiros são mais próximos da visão temos desses seres. O grupo de Riley é sedento por sangue e vê os humanos com refeição. Outro diferencial é que o livro não é dividido em capítulos, uma escolha criativa que combinou com o título. Quando Victória é decapitada por Edward, Bree se entrega para os Cullen. Mas serão os Volturi que decidirão sobre sua vida... A importância dos Volturi, suas leis e a compaixão de Carlisle com outros recém-criadas ficam mais evidentes nesse livro. A Breve Segunda Vida de Bree Tanner tem mais violência, menos romance e um final nada feliz. É impossível não amar Bree depois de ler esse livro.



quarta-feira, 25 de setembro de 2019

RESENHA: UMA NOITE E NADA MAIS


SINOPSE: Isabel é uma mulher decidida. Desde cedo abriu mão da sua vida pessoal em detrimento da profissional, às vezes decepcionando ao seu próprio coração. Mas quando uma reunião de turma se aproxima ela começa a se questionar se realmente valeu a pena. E uma noite e uma pessoa especial pode mostrar a ela que não precisa desistir de nada para ser feliz.


Oi! Eu sou a Thalia e eu trouxe a resenha de um livro muito bom. Se vocês curtem livros fofos, românticos, com aquele famoso clichê onde o casal tem um “embuste” no meio, então esse livro é perfeito pra você. No livro nos conhecemos a Isabel (“Bel”). Ela é uma mulher forte, independente, que trabalha duro pra ter o que quer e que está em um cargo alto na empresa. Conquistou tudo o que queria na vida, mais sente um vazio que tenta negar muito, que é por não ter uma pessoa pra compartilhar sua vida. 


A Bel nos mostra como é ser uma mulher como chefe da empresa, onde homens ficam assediando-a. Mas Bel tem um guarda digamos assim, seu melhor amigo Johannes, o maravilhoso Jo. Ele é legal, companheiro e cheio de ideias malucas (risos). O Jo namora o Vini e juntos eles formam um casal muito fofo, e que são muito amigos da Bel. Mais o Vini trabalha com o Rafael, o garoto que a Bel rejeitou quando estava no ensino médio.


O desenrolar da história começa quando a Bel recebe o convite do reencontro de turmas de 1999 e começa a ficar apreensiva afinal ela é a única da sua turma que não tem uma família ou alguém. Ela pode ser independente, forte e dona de si mesma, mais acredita que para sua turma não passará de uma fracassada. Sem par pra ir nesse baile o Jo tem a incrível ideia de arrumarem um pra essa festa. Acontece que o par é ninguém menos que Rafael, o garoto que levou a Bel no baile de formatura, mais ela nunca mais quis vê-lo de novo porque acreditava que poderia atrapalhar seus planos e poderia não ter tudo o que construiu até hoje.


Ao ler essa parte você já pode ter imaginado que isso trouxe muita confusão para a vida da Bel, principalmente quando a Linda aparece e se intromete nesse romance. Linda é a garota que gostava do Rafael, mais ele tinha olhos somente para nossa protagonista. Que dilema meus amigos! Eu posso dizer que esse é um clichê maravilhoso que eu leria todas as vezes que estivesse atoa. O livro é curto, tem uma escrita simples e consegue prender muito bem o leitor, afinal às vezes é bom aquecer o coração com o bom e velho clichê. Espero que tenham gostado da resenha e até breve.


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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

ENTREVISTA: NIH RAMOS, AUTORA DE CEMIX

SINOPSE: Adhara acaba de descobrir que seu planeta planeja destruir a terra, indo contra as regras de Cemix ela foge com seus amigos para a terra sem um plano completamente formado, mas seus instintos falam mais alto que qualquer regra. Na terra ela precisa encontrar os humanos certos para ajudá-la nessa missão, derrotar um grupo de terráqueos que nenhum outro cemixiliano conseguiu antes. Maxi vive sua vida na pacata cidade de república Juliana, ela não é o tipo de garota de muitos amigos, nem muito sensível, mas sua capa dura contra sentimentos está prestes a quebrar quando se junta ao grupo de constelação tentando fazer a coisa certa ela pode continuar errando e dizendo coisas sem pensar. Mesmo que uma não goste da outra elas terão que se juntar para unir forças contra os Reinrassig. Um livro de ficção cientifica cheio de aventuras, drama com uma pitada de romance.


Como surgiu a ideia de escrever “Cemix”?
Sempre tive varias histórias criadas apenas na minha cabeça, mas foi em janeiro de 2017 que criei coragem de passar para o papel. Na época eu assistia muitos vídeos de curiosidades sobre mitos, teorias e lendas, e foi fazendo uma mistura desse tipo de assunto que me veio a ideia de criar uma espécie semelhante aos terráqueos, porém com algumas características diferentes.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta?
1 ano e 1 mês.

O que o leitor pode esperar de “Cemix”?
Em Cemix ele encontrará muita aventura, amizades inesperadas, respeito pelas diferenças, uma pitada de romance, além de seres de outro planeta que querem fazer o que acham ser o certo. Você vai rir e chorar com os personagens e se identificará com um ou outro, pois afinal são todos jovens que já passaram por algum obstáculo na vida e encontrarão um ao outro o apoio que precisam para continuar lutando por este planeta cheio de vida do qual às vezes esquecemos que um dia pode já não existir.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever?
Minha autora preferida é a Colleen Hoover, sou apaixonada pela escrita dela e apesar de ser um gênero completamente diferente creio que ela me inspirou muito com a forma com que faz o leitor se identificar logo de cara com seus personagens.

A sua ideia são quantos livros para a série?
A principio serão 3 livros. O primeiro é Cemix, onde apresento os personagens e suas lutas. O segundo falará mais do planeta Cemix, como vivem os cemixilianos, suas regras, batalhas e como tudo se iniciou. O terceiro e ultimo será o fim ou o recomeço de tudo que conhecemos.

Você segue carreira apenas como escritora ou tem outra profissão?
Escrevo sempre que posso, mas até o momento trabalho com vendas.

Deixe uma mensagem para nossos leitores:
Querido leitor, eu sinceramente espero que vocês gostem de Cemix, ele foi escrito com muito carinho pensando em como seria quando cada de vocês lesse capitulo por capitulo e fizessem suas teorias e especulações sobre os personagens e criaturas lá descritas. Espero que consigam sentir as emoções e conquistas de cada personagem e que Cemix tenha um lugar especial em seus corações. 

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PRIMEIRAS IMPRESSÕES: A HERDEIRA DO TRONO

SINOPSE: Em um mundo mágico onde a guerra é a única certeza, 26 garotas são treinadas para assumir um trono que nenhuma delas quer. Entre amor, poder e vingança elas precisaram descobrir pelo que vale apena lutar e ainda mais importante: pelo o que vale a pena morrer. Quando são atacadas por monstros que elas acreditaram ser apenas lendas e exércitos cruéis de inimigos que anseiam por nada além de seu sangue, elas precisam aprender a usar sua magia e se tornarem guerreiras. Em um mundo onde a salvação depende apenas delas, Ayana, Bree, Claire, Rebecka e Selene se juntam para tentarem revelar quem é a Herdeira do Trono e descobrem o poder de uma forte amizade. Enquanto tentam reinar o país e impedir que ele seja destruído por inimigos que os atacam por todos os lados, se apaixonam e procuram respostas, elas aprendem que os contos de fadas são muito mais assustadores do que a realidade.


Confesso que quando comecei a ler achei que seria parecido com a Trilogia A Seleção porque tinha rainhas, várias candidatas a princesa, príncipes e um reino para governar. Devido esse fato achei meio similar, mas conforme vamos dando andamento na leitura percebemos que tem um grande diferencial, que você irá descobrir se ler o livro! Em Arzua são as mulheres que possuem o poder de liderança, tanto no palácio, como em magias. “Primeiro o dever. Depois as demais coisas, inclusive a Família” era o lema que a Rainha Valentina de Arzua usava. Durante muito tempo, ela e seu marido conseguiram viver pacificamente no reino, mas como todo governo tem tempos bons e ruins, surgiram os Soldados da Nova Era que colocavam tudo em risco. Eles estavam dispostos a fazer o que fosse necessário para acabar com o reinado, inclusive matar o Rei e a Rainha.


Num gesto desesperado, Rainha Valentina da uma última missão aos seus guardas: levar sua bebê recém-nascida para longe de tudo e de todos, para que a princesa pudesse viver uma vida normal, sem o perigo de ser encontrada e morta como seus pais. E assim foi feito, durante 16 anos ninguém soube o que de fato o que aconteceu com a realeza. Alguns acreditavam que todos tinham morrido, mas a Primeira Ministra revirava cada canto do país em busca da herdeira de sangue legítima, Princesa Evangeline, porque sabia que o país não iria continuar estável assim por mais tempo.


Então a Primeira Ministra junto com o Conselho Real, usam magia suficiente para convocar 26 meninas, que dentre elas, uma seria a herdeira desaparecida:
Candidata número 1 Ayana, apaixonada por artes, tinha acabado de ganhar um bolsa de estudos na melhor escala de artes do país, no momento que recebeu a carta de convocação do conselho real.
Candidata número 3 – Claire, que nasceu numa família rica, mas cresceu livre e selvagem.
Candidata número 19 – Selene, que se acostumou a não ser notada pela sua família, pois não se encontrava no padrão de beleza da família.
Candidata número 2 – Bree, nasceu em uma família de intelectuais e fora educada a sempre valorizar a inteligência acima de tudo.


E assim foram 26 candidatas rumo ao Palácio de Cristal. A maioria não tinha nada em comum a não ser a idade, todas tinham 16 anos, mas o que elas não sabiam é o que o Conselho Real queria com todas elas juntas. E pra que aprender a ser uma lady? Todas sabiam que tinha algo mais obscuro por trás dessa convocação e para descobrir era preciso viver durantes 5 anos no palácio. Independente da vida que tinham não podiam recusar, era necessário deixar tudo e todos com quem já tiveram contato.


O livro em si é bem interessante. Confesso que fiquei um pouco perdida no começo, devido aos muitos personagens e vários nomes. Mas o livro tem um diferencial: não tem apenas um casal principal e sim, vários. Então você não fica na expectativa com apenas o mocinho e a mocinha, você quer saber o que acontece com cada personagem e no decorrer da trama vai ficando mais fácil entender. E você fica se perguntando: Quem é a Herdeira do Trono? Qual sua função para com o país? Será possível dominar as sombras que aterrorizam a todos? Convido você leitor a se aventurar na era da fantasia e magia e juntos descobrir qual das 26 candidatas será a Princesa Evangeline desaparecida do Reino e que governará o País de Arzua.


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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

RESENHA: SACRAMENTO

SINOPSE: O que você faria se recebesse uma mensagem da própria morte dizendo que seu tempo de vida expirou? Ele tentou driblar a morte a fim de proteger as pessoas que mais ama, porém ninguém pode fugir do seu destino. Ou será que pode? Com enredo original e arrojado, Sacramento conta a história de um grupo de amigos que enfrentará situações inimagináveis a fim de evitar o fim iminente. Prepare-se para conhecer a história de William, o amigo que todo suicida gostaria de ter; Anderson, o psicopata do bem; Marina, a mulher que amou demais; E Johnny Sacramento, o homem que (quase) morreu três vezes.


Preciso dizer que precisei de certo tempo para digerir toda a história por trás desse livro fantástico do Felipe Cangussu. Além de avisar que são muitas informações contidas em cada capitulo e que é preciso atenção para ir juntando as peças no meio do caminho sangrento de Sacramento, o que me lembrou do maravilhoso livro Nova Jaguaruara, do Mauro Lopes. Will, Anderson (o Italiano), Johnny e Marina fazem o quarteto perfeito de amigos inseparáveis, principalmente os três amigos. Cada um possui sua história de vida complicada: bullying, assassinato, perdas, violência doméstica. O que os torna personagens únicos, o que me fez cativar ainda mais por cada um deles. O autor consegue te fazer sentir empatia pelos personagens, independente das atitudes que eles tomem, pois por mais que você sinta raiva, ou certo desgosto, sempre vai te fazer olhar para ele e pensar que merece mais uma chance.


A trama é contada em dois tempos: o presente e o passado, o que sempre me faz confundir as coisas de inicio, mas digo que é uma característica minha de assimilar aos poucos o que realmente está no presente e o que já se passou. Com o passar dos capítulos tudo fica muito simples de se assimilar. De inicio já sabemos que Marina é prima de Johnny, Will e Anderson são primos, porém viram irmãos, já que Anderson perde seus pais ainda cedo, algo que o faz mudar todo seu estilo de vida e modo de ver as coisas. Porém, os quatro formam uma família muito unida, cuidando um do outro sempre, e para sempre e isso que basta.


Quando Johnny passa em um concurso em Brasília, decide que sua vida precisa de um novo rumo, novas experiências. Porém, após meses, anos, trabalhando de maneira automática e sem parar, Johnny se vê em uma depressão sem volta, principalmente depois de ter uma noticia devastadora dada por sua prima mais querida. Johnny se suicida. E então ele volta para se salvar e salvar o que restou de sua família de um suposto pacto com a Dona Morte que se torna algo imensamente maior do que todas as suas expectativas. A morte de um dos personagens no decorrer da história — sim, há muitas mortes! — foi terrivelmente dolorida para mim. Mas creio que cada um que ler e quantas vezes o ler, terá um personagem favorito, uma cativação maior por alguém, por suas falas e referências a memes incríveis. É um excelente livro, principalmente para quem curte uma trama mais complexa e cheia de ligações inesperadas! Fica a dica!



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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

RESENHA: ÚNICA FILHA

SINOPSE: Em 2003, uma adolescente de 16 anos desapareceu. Rebecca Winter estava curtindo suas férias de verão. Trabalhava em uma lanchonete, tinha uma queda por um rapaz mais velho e saía com sua melhor amiga. Mas coisas estranhas surgiam ao seu redor: ela encontrou sangue em sua cama, passou a ter surtos de amnésia, sentia-se vigiada. Ainda assim, nada disso preparou Rebecca Winter para o que estava prestes a acontecer. Onze anos depois, a garota desaparecida foi substituída. Para fugir da prisão, uma jovem mulher declara ser a adolescente desaparecida anos atrás. A impostora assume a vida de Rebecca Winter. Dorme em sua cama. Abraça seu pai e sua mãe. Aprende os nomes de suas melhores amigas. Brinca com seus irmãos. Mas a família e os amigos de Rebecca não são quem dizem ser. Enquanto se esquiva do detetive que investiga o desaparecimento de Rebecca, ela começa a se dar conta de que o criminoso ainda está à solta – e ela, correndo risco de vida.


Fala galera! Cá estou eu e hoje vamos falar sobre um livro de suspense com toques de A Usurpadora! Rebeca Winter desapareceu quando tinha 16 anos. Encontraram apenas seu celular jogado na rua do seu trabalho. Onze anos depois, uma mulher afirma ser Rebecca. A usurpadora que afirma ser Rebecca, decide se passar por ela para evitar ser presa e ter conforto. A impostora (o livro termina e não descobrimos seu verdadeiro nome) é muito observadora, manipuladora e egoísta. Mas tem um coração bom.


A história é intercalada entre o passado (3ª pessoa) e o presente (1ª pessoa), narrando dias antes do desaparecimento de Rebecca e a vida atual da mulher que diz ser Rebecca, o livro te deixa curioso e ávido por respostas. A impostora precisa convencer a família e amigos que ela é realmente Bec, dar as respostas que os investigadores do caso precisam e ainda fugir dos verdadeiros culpados que parecem ter voltado. E nós nunca poderíamos imaginar o verdadeiro culpado. A revelação surpreende muito! O livro ainda tem romance, já que o rapaz que amava Bec desde a adolescência agora vai querer conquistar a impostora. E quando ele descobrir a verdade?


O que aconteceu com a verdadeira Rebecca? Se você é louco por um mistério estilo A Garota do Trem, com toques de A Usurpadora, não pode perder Única Filha.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

RESENHA: SETE MINUTOS DEPOIS DA MEIA-NOITE

SINOPSE: Conor é um garoto de 13 anos de idade, com muitos problemas na vida. Seu pai é muito ausente, a mãe sofre um um câncer em fase terminal, a avó é uma megera, e ele é maltratado na escola pelos colegas. No entanto, todas as noites Conor tem o mesmo sonho, com uma gigantesca árvore que decide contar histórias para ele, em troca de escutar as histórias do garoto. Embora as conversas com a árvore tenham consequências negativas na vida real, elas ajudam Conor a escapar das dificuldades através do mundo da fantasia.


Fala galera! Hoje vamos falar sobre um livro que aborda a morte. Um livro delicado e tocante. É assim que eu definiria Sete Minutos Depois da Meia Noite. A história desse livro já é emocionante: a ideia é na verdade da autora britânica Siobhan Dowd, que infelizmente faleceu vítima de câncer em 2007. Felizmente o autor Patrick Ness concordou em colocar a ideia de Siobhan em palavras e continuar sua obra. Lançado em 2001 pela Editora Ática com o título de O Chamado do Monstro, o livro foi relançado pela Novo Conceito com um novo título: Sete Minutos Depois da Meia Noite, devido ao filme de mesmo nome que foi chegou aos cinemas em 2016. Amei a versão da Ática porque é ilustrado.



Conor tem 13 anos e está passando por uma fase muito difícil: Sua mãe está com câncer e parece piorar a cada dia. Sua vó não se dá bem com ele. Seu pai mora em outro país com outra família e nem parece se importar com o filho. Na escola sofre bullying diariamente, apanha e não tem amigos. Conor sente-se invisível. Todas as noites ele tem um pesadelo horrível que o faz acordar gritando e chorando. E para piorar, a cereja no pote de sorvete: Um monstro gigantesco e ameaçador aparece na sua janela da sua casa sete minutos depois da meia noite (e todas às vezes que ele aparece no livro é sempre nessa hora).



O monstro é na verdade um teixo, uma velha árvore que fica no cemitério perto da sua casa. Mas o monstro não veio para assustar Conor e sim para ajudá-lo. Ele decide que vai contar 3 histórias ao garoto e depois Conor terá que contar uma história para ele. O grande problema é que essa história que o adolescente precisa contar ao monstro é algo que o assusta, seu maior medo na vida. A trajetória de Conor para aceitar a realidade e lidar com a morte da mãe é uma experiência valiosa. A escrita do autor é forte e transmite essa emoção durante toda a leitura. Uma história de transformação, aceitação e aprendizado. Essa é uma daquelas obras que nós gostaríamos que fosse usada nas escolas. Mas recomendo a leitura para todas as idades.



sexta-feira, 2 de agosto de 2019

RESENHA: BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR

SINOPSE: Uma nova visão de tirar o fôlego de um conto lendário. Branca de Neve é a única pessoa na terra mais justa do que a Rainha má que pretende destruí-la. Mas o que a perversa Rainha nunca imaginou é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando na arte da guerra com um caçador que foi enviado para matá-la.


Depois de anos trancada em uma torre, vendo moças sendo levadas para a rainha e nunca mais voltarem, Branca de Neve encontra o melhor presente de aniversário: a liberdade. Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casou com ele. Mas dominar o reino se tornou um grande problema. Para salvar seus poderes, ela precisa devorar um coração puro e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. Para capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já entrou na Floresta Sombria e sobreviveu. O que Ravenna não contava era que Branca de Neve "convenceria" o caçador Eric a ajudá-la. Branca de Neve quer chegar ao reino de seu amigo de infância, William, enquanto o Caçador apenas tenta esquecer a dor de perder a falecida esposa, Rose.


Esse é mais um caso que o filme saiu primeiro que o livro. O filme recebeu 2 indicações ao Oscar, de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Figurino e até ganhou uma continuação chamada O Caçador e a Rainha do Gelo. Mesmo sendo baseado no filme, o livro apresenta muitas cenas extras. A narrativa  ainda se atenta aos detalhes, fazendo-nos imaginar com clareza os diversos cenários. No livro o romance fica um pouco mais evidente também. Outro ponto positivo é que ele consegue tapar alguns buracos que o filme deixou, principalmente a relação entre a rainha Ravenna e seu irmão e protetor. E o final fica mais claro do que no filme. 



quarta-feira, 31 de julho de 2019

RESENHA: PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS - O LADRÃO DE RAIOS

SINOPSE: Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times . O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que fúria dos deuses.


Olá pessoal vitaminado! Aqui quem fala é Pedro de Roche e hoje, depois de muito tempo sem aparecer aqui no blog, — que mudou de aparência e foi totalmente renovado pelo nosso mestre Rodrigo Fonseca — trouxemos mais uma resenha de um dos títulos com uma temática que sempre me cativa bastante. Estamos falando de Percy Jackson! Uma série de livros escrita pelo autor norte americano Rick Riordan e protagonizado por “Perseu” Jackson. Só pelo nome já dá para ter um gostinho do que se trata, não? Pois bem, assim que você abre o livro já se depara com inscrições bem claras de sobre o que será o resto da série; deuses gregos, mas, ao contrário de todos os livros que lemos sobre o tema, ele não fala diretamente sobre os tais deuses que moram num palácio dourado acima das nuvens, com um Zeus de cabelos brancos todo musculoso e com uma espada fodastica, e sim de deuses gregos voltados para a modernidade. Como assim? O enredo afasta você totalmente do clichê de deuses gregos morando na Grécia e traz todo mundo para os Estados Unidos. Sim, os deuses e os monstros mais famosos da mitologia invadiram o mundo ocidental e hoje vivem como os humanos. Alguns são discretos, como o professor de Percy, o senhor Brunner, ou Grover, o mais fiel amigo e seu guardião — mesmo sem que ele saiba de nada.


A história começa a se desenvolver a partir do momento em que Percy descobre ser um semideus (um filho de um humano e de um deus) e é levado compulsoriamente para o “acampamento meio-sangue”, o lar de outras crianças filhos de deuses como ele, motivado pelo ataque de um demônio que queria saber de qualquer jeito onde Percy havia guardado o “Raio Mestre” de Zeus, roubado do Olimpo tempos antes. E isso acaba se tornando o estopim para uma grande aventura. Com a leitura vemos uma narração bem suave e a par das características de Percy; um garoto franzino e inteligente que tem apenas doze anos e não se afasta da sua infância, sendo que muitas vezes ele tenta encontrar uma coragem para enfrentar os monstros. E tudo isso por nunca ter sabido sobre os segredos guardados pela mãe. Assim, a narração em primeira pessoa se torna mais humana e cativante na medida em que fatos, curiosidades, monstros e até mesmo os próprios deuses começam a intervir na vida dele, nos dando uma nova perspectiva, adorando e odiando alguns personagens.


Quanto o principal vilão, todos acreditamos a princípio que fossem os três grandes deuses – que decretariam guerra uns contra os outros ao desconfiar que um deles pudesse ter pego o Raio Mestre e isso refletiria na humanidade diretamente. No decorrer da primeira leitura também somos introduzidos a cenários criativos, interessantes e bem construídos, além de uma caminhada ao autodescobrimento e a superação que Percy precisa enfrentar para tentar provar que não fora ele quem roubou o Raio Mestre e para lutar contra a tristeza de seu pai (SPOILER aqui, não vou contar quem é) nunca ter falado com ele antes. Enfim, é uma série épica para quem gosta de ficção cientifica e uma história com um clima bem descontraído e adolescente. As sequências – os outros 4 livros, contam mais sobre a ascensão de Percy Jackson junto aos deuses e grandes profecias que podem ou não envolvê-lo. Eu compraria, recomendo e estou indo agora começar a ler o terceiro livro! Muito obrigado pela sua participação. Comente, vote, compartilhe!


segunda-feira, 29 de julho de 2019

RESENHA: MUDBOUND - LÁGRIMAS SOBRE O MISSISSIPI

SINOPSE: Ao descobrir que o marido, Henry, acaba de comprar uma fazenda de algodão no Sul dos Estados Unidos, Laura McAllan, uma típica mulher da cidade, compreende que nunca mais será feliz. Apesar disso, ela se esforça para criar as filhas num lugar inóspito, sob os olhos vigilantes e cruéis de seu sogro. Enquanto os McAllans lutam para prosperar numa terra infértil, dois bravos e condecorados soldados retornam do front e alteram para sempre a dinâmica não só da fazenda, mas da própria cidade. Jamie, o jovem e sedutor irmão de Henry, faz Laura de repente renascer para a vida, enquanto Ronsel, filho dos arrendatários negros que trabalham para Henry, demonstra uma altivez que não será aceita facilmente pelos brancos da região. De fato, quando os jovens ex-combatentes se tornam amigos, sua improvável relação desperta sentimentos violentos nos habitantes e uma nova e impiedosa batalha tem início na vida de todos. Alternando a narrativa entre vários pontos de vista, este premiado romance oferece ao leitor diferentes versões dos acontecimentos. Os personagens, lutando por sentimentos de amor e honra num lugar e época brutais, se veem dentro de uma tragédia de enormes proporções e encontram redenção onde menos esperam.


“Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi” é um convite para uma viagem até o Estado do Mississippi no sul dos Estados Unidos, em um ambiente marcado pelos traumas da segunda guerra mundial, além de ser caracterizado por uma sociedade racista e machista. O livro é o romance de estreia da escritora Hillary Jordan e publicado em 2018 no Brasil pela Editora Arqueiro. A história é uma ficção que tenta relatar as relações das pessoas em uma fazenda no Mississippi, buscando representar o terror do racismo. Basicamente temos duas famílias que são o eixo central da história, uma branca, que é proprietária da fazenda e outra família negra, que são arrendatários. Os proprietários da fazenda são Henry e sua esposa Laura, eles moravam em uma cidade, porém o sonho de Henry sempre foi ser proprietário de uma fazenda, pois só a terra poderia dar significado a sua vida. Sua esposa Laura era totalmente contra a ida para a fazenda, mas ela deveria seguir a vontade do marido já que é para isso que as esposas servem. Laura fica mais frustrada ao saber que seu sogro irá morar com eles.


A família de arrendatários é composta por Hap, Florence e seus filhos, entre eles Ronsel. Hap assim como Henry sempre sonhou em ter a sua própria fazenda, porém nas palavras de Florence: [..] O preto não pode pegar, então fica sonhando com cada acre que vai preparar, cada enxadada que vai dar no mato. Mas esses homens, não importa se são branco ou preto, não percebe que não são donos  dessa terra. A terra que é dona deles. A terra suga o sangue e o suor deles, [...] Até o dia em que gente e terra viram uma coisa só. Ronsel é o filho mais velho, ele foi sargento dos Panteras Negras no 761º batalhão, carrega os traumas da guerra, sofre com pesadelos e principalmente com o fato de ter que voltar para casa e tornar a ser apenas mais um negro qualquer, que é obrigado a entrar pela porta detrás. O mesmo negro que lutou na Europa para defender seu país, mas que ao voltar para casa é massacrado por aqueles que dizem amar a pátria, no fundo Ronsel sonha em voltar para Europa e novamente sentir a sensação de ser um herói, afinal ele deixou uma outra família naquela terra distante. Jaime é o irmão mais novo de Henry, assim como Ronsel ele lutou na segunda guerra mundial e carrega os traumas da guerra e para superá-los ele se agarra a bebidas e mulheres. Ao chegar na fazenda Jaime conhece a Ronsel e os dois começam uma amizade proibida, pois onde já se vira um branco ter como amigo um negro? E a partir dessa relação entre famílias que as “tretas” da história começam.


Por essa simples descrição acima creio que já é possível saber o quão emocionante e surpreendente é este livro. Essa história conseguiu trazer até mim sentimentos de raiva, ódio, medo, amor e outros tantos. A história é contada em diferentes versões de acontecimentos, cada personagem narra os fatos a partir da sua visão de mundo, o que no começo me causou estranheza, mas no final foi possível perceber como esse tipo de narrativa faz com que você se aproxime do personagem. E só me resta parabenizar a Hillary Jordan por criar personagens tão interessantes e cativantes, trazendo para o leitor uma verdadeira biografia de cada um. Faltou o aprofundamento em um personagem em específico, o pai de Henry, mas acredito que isso foi feito de maneira proposital. Essa leitura me fez refletir sobre a brutalidade do racismo, esse tema foi tratado de maneira situada a época e o local em que os fatos ocorrem, o que aproxima a ficção da realidade. A história também traz os traços do machismo e retrata a submissão que as mulheres eram condicionadas. Esses conflitos são aprofundados na história e deixa claro as marcas que estes fazem nos corpos de cada personagem. Mudbound é um romance que precisa ser lido, uma história fantástica e arrebatadora, que traz um leque de sentimentos ao leitor, possibilitando uma reflexão sobre a quantidade de sangue inocente que já derramamos em nome de preconceitos sustentados pela ganância e pela necessidade de superioridade.