sexta-feira, 29 de julho de 2016

UM AMOR PARA RECORDAR: DIFERENÇAS ENTRE O LIVRO E O FILME

SINOPSE: “Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”


Landon tem 17 anos, está terminando o ensino médio, não tem muitos planos para o futuro e tudo o que quer naquele ano é diversão e poupar-se dos trabalhos escolares. É um rapaz como outro qualquer na sua idade, gosta de se divertir com seus amigos e não é de assumir compromissos com a vida. Sua começa a se transformar completamente quando se aproxima de Jamie, sua colega de escola, uma garota também de 17 anos. Jamie é uma menina muito diferente das outras, de hábitos simples, mas estranhos para algumas pessoas. É muito reservada, carrega sempre consigo uma bíblia, salva os animais da rua e ajuda o orfanato da cidade. Foi criada pelo pai, um reverendo, que foi quem lhe ensinou a palavra de Deus. Como estão no último ano do ensino médio, os alunos são escolhidos para apresentar uma peça de teatro retratando o significado do natal e um dos papéis principais será encenado por Jamie. Landon, para fugir das obrigações escolares, decide se inscrever nas aulas de artes dramáticas, pensando que não terá muito o que fazer. Mais tarde Jamie o convida para contracenar com ela os papéis principais da peça. Ele definitivamente não quer nada daquilo, mas não resiste às suplicas de Jamie que queria que a peça fosse especial naquele ano. 


Landon que até agora não tinha tido nenhum contato com Jamie, apesar de sempre estudarem juntos, se vê numa situação desconfortável, tanto pelo o fato de não querer manter-se ocupado e também por está próximo de Jamie, uma garota vista como estranha pelos colegas da escola. Mas mesmo assim Landon cumpre sua promessa e assume o papel na peça. Quanto mais a conhece, mais sua opinião a respeito de Jamie, muda. Tudo corre perfeitamente bem com a peça, enquanto isso Landon e Jamie se envolvem ainda mais. Enfim, chega o dia da apresentação e no momento da entrada de Jamie, Landon a vê como nunca tinha visto antes e nesse momento ele percebe que está apaixonado. A partir dai começa uma série de transformações em sua vida, ele começa a namorar Jamie e ela lhe mostra um mundo desconhecido para ele, o mundo do amor, do respeito, do carinho e da solidariedade. O amor dos dois cresce a cada dia, ambos estão em plena sintonia, descobrindo um com o outro a beleza do amor. Infelizmente essa magia não deve durar muito porque Jamie revela que está muito doente e que tem pouco tempo de vida. Landon de repente perde o chão e a partir daí passa a dedicar sua vida em tornar os últimos dias de Jamie os melhores possíveis.


Primeiro eu vi o filme e depois li o livro. Gosto mais do filme, mas o livro foi minha introdução aos livros do Nicholas Sparks e a partir dele comecei a ler outros do autor. Mas hoje vamos falar sobre as diferenças entre o filme e o livro.


O Landon do livro não é tão “mal” quanto o do filme, no livro ele não é esse bad boy, suas notas são razoavelmente boas, ele vai até o cemitério sim, mas só para ficar conversando com os amigos e não pra ficar vadiando e cometendo crimes como no filme. No filme ele trata a Jamie pior, no livro ele se importa com ela, mesmo tendo essa impressão passada por todos da garota nerd religiosa. Até por isso sua mudança é mais intensa e drástica, o que é algo positivo. A reconciliação dele com o pai também é mais forte que no livro. A Jamie também foi mudada, no filme a Jamie é cheia de atitude, bate de frente com o Landon várias vezes e não tem todo aquele jeito inocente do livro. A Jamie de Nicholas Sparks não tem um interesse específico pelas estrelas e pela astronomia que a Jamie que Mandy Moore vive tem.


Já no começo do filme é visível a diferença, pois no livro nem existe aquela cena do acidente causado por Landon e seus amigos.  No filme, a Jamie tem uma lista de coisas que quer fazer antes de morrer, e o Landon acaba realizando todas elas. Isso não existe no livro, mas esse foi um bom acréscimo, rendeu cenas lindas. Por outro lado, o filme tirou a cena quando o Landon fica com a Jamie no orfanato cuidando das crianças e acaba lhe dando um blusão de presente de natal. No filme ele também dá o presente, mas é na varanda da casa dela. A peça de teatro também é toda mudada, no livro Jamie é um anjo, enquanto no filme ela é uma garota de cabaré. No filme, a Jamie dá para o Landon um caderno onde sua mãe escrevia, e não a Bíblia da sua mãe.


E há mais diferenças: O livro se passa em 1958. Landon não é popular, ele é aquele perdedor que é melhor amigo do cara popular e vive a sua sombra. Os pais de Landon são casados, seu pai é político. Jamie passa os almoços lendo a bíblia. Já o filme se passa em uma época recente. Landon é o cara popular, ele parece ser o líder do grupo. Os pais dele são divorciados, e o pai é médico. Landon e Jamie, por exemplo, se aproximam de uma forma bem diferente: no livro ele a convidada para ir ao baile em homenagem aos ex-alunos da escola, enquanto no filme há uma série de acontecimentos até eles se aproximarem, como o fato dele a procurar para lhe pedir ajuda com a peça. Peça essa que é sua "detenção" pelo acidente ocorrido nas docas, lembram? Pois bem, no livro Landon se inscreve por livre e espontânea vontade para as aulas de teatro a fim de escapar de outras disciplinas às quais ele não tem afinidade, mas quando é o escolhido para o papel principal também tem a peça como sua "detenção". No livro Jamie e Landon liam a bíblia juntos. No livro há um baile, mas não parece ser um baile daqueles de filme adolescente, o que acontece lá é bem legal. No livro, não há aquela brincadeira horrível que fizeram com a foto da Jamie, mas da a entender que ela sempre foi muito zoada.

ENTREVISTA COM MELISSA KELSEY, AUTORA DE CORAÇÕES OBSCUROS

SINOPSE: Após um acidente trágico, Tyler ficou cego. Além da escuridão exterior, ele guarda em si uma grande mágoa, um acontecimento passado que marcou para sempre a sua vida. Nada mais será como antes, não depois que seu coração foi tomado por uma coisa maior. Obcecada em prender o assassino de sua mãe, Samantha prioriza seus planos acima de tudo. Não tem um bom relacionamento com o resto da família e a escuridão só cresce dentro dela. Samantha tem fortes motivos para oscilar entre justiça e vingança, seu passado guarda segredos terríveis e o futuro: É incerto. Quando os dois se conheceram, o amor foi alimentado em segredo, enquanto a amizade cresceu e se tornou poderosa. Quando, finalmente, cedem ao sentimento que há entre eles, as mentiras e os segredos podem separá-los. Uma amizade forte, um amor fadado ao fracasso, segredos profundos, mágoas eternas, justiça e vingança. Duas almas perdidas. Dois corações obscuros. Um único destino.


Como surgiu a ideia de escrever "Corações Obscuros”? Bom, digamos que eu tenha tido um sonho. Meus sonhos são do tipo que eu acordo e “poxa, preciso anotar isso”, então, a partir daí eu resolvo se desenvolvo ou não. Essa história, em especial, eu posso dizer que ela mudou ao longo de todo o processo, lembro-me de escrever e reescrever diversas partes às vezes. De construir a cada dia, então, eu te diria que ela surgiu de um sonho e não imaginei que pudesse se tornar tão grande.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Um ano. Entre projetos que eu ainda não concluí e projetos que volte e meia rondam minha mente, eu tive um ano para concluir e dizer: “olha, não quero mudar enredo, está ótimo assim.”. Embora, às vezes, eu ainda ache que sempre há história pra contar, eles tiveram – meu casal - o final merecido.

O que o leitor pode esperar de "Corações Obscuros”? O meu leitor sabe que eu não gosto de mocinhas frágeis e dependentes. De Corações Obscuros, os leitores podem esperar uma garota segura de si, capaz de coisas que as pessoas não podem sequer imaginar para conseguir seu objetivo. Pode esperar um mocinho que cresce ao longo da trama, que é carregado de simpatia e um coração genuinamente grande. Podem esperar uma história de amor que vai além de qualquer expectativa, obstáculos de um tipo que talvez não estejam acostumados a ver e uma série de ação, suspense e talvez certo drama. Um romance que tem como plano de fundo...  Segredos que podem tanto unir quanto separar o nosso casal obscuro.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eu gosto muito de Stephen King! O amo! Mas, gosto também do Sparks, Green e muitos outros que tomaram o cenário da Literatura mundial nos últimos anos. E para não dizerem que não falei das Flores, aqui no Brasil, eu gosto muito de alguns autores promissores que conheci no Wattpad. Além dos nossos grandes clássicos. Afinal, quem nunca duvidou da fidelidade de Capitu?! Rsrsrs

Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Acho que eu gosto de suspense, então, posso dizer que talvez. Como disse, eu amo o King. Mas, quem ousaria chegar lá?! Afinal, ele é o “Rei”!

Se "Corações Obscuros" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Com certeza eu escolheria o sucesso “Hurricane” da Banda Thirty Seconds To Mars! Porque é isso... É um furacão!
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Não, eu adoraria dizer que sigo essa carreira, eu uso do tempo que tenho para escrever. Sou estudante de Direito nas horas vagas kkkk Na verdade, está interrompido este ano!

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Entre ir ou ficar, o que você escolheria? Entre o dever e amor? Será que as opções seriam tão justas? Será que a vida é justa? Acho que as pessoas escolhem todos os dias, quando escolhem – involuntariamente – abrir os olhos pro mundo. Quando agarram uma chance com unhas e dentes. Somos produtos das nossas escolhas e das implicações que elas trazem. Você pode optar por ler esta história, ou não, você pode ler tudo que escrevo e simplesmente me achar meio “avoada”. Eu vou amar tudo que vir das minhas escolhas. Então, sabedoria por aí, meus caros, viva intensamente cada emoção. Obrigada e até qualquer esbarro por ai, afinal, o mundo não é tão grande quando parece.

Melissa Kelsey tem 21 anos e é de São Gonçalo do Abaeté - MG.

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ENTREVISTA COM EMELYN SOUZA, AUTORA DE OS CONTOS DA ADOLESCÊNCIA

SINOPSE: Este livro traz os acontecimentos da vida de Lisa Blanco. De uma forma bem humorada, nossa personagem narra sua própria história fazendo junções às princesas da Disney. Essa louca jovem mora em uma cidade pequena. E como toda adolescente, ela se apaixona por um menino popular da escola e busca chamar atenção do rapaz de alguma forma entre as mais diversas loucuras da sua vida seguida por uma maré de azar e depois de sorte.


Como surgiu a ideia de escrever "Os contos da adolescência"? Aos 14 anos de idade comecei a observar a vida de muitas adolescentes a minha volta. Cogitei a ideia de como seria se apenas uma menina vivesse tudo que as outras garotas já haviam vivido. Misturei um pouco de cada personalidade em apenas uma personagem. Daí surgiu a ideia de escrever o livro.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? 4 meses e meio.

O que o leitor pode esperar de  "Os contos da adolescência”? Muita comédia com a vida da personagem. Fatos que realmente acontecem na vida da maioria dos adolescentes. Um pouco de romance e a interação com o leitor.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Bom, difícil, já que tenho profundo apego por todas as formas de gênero literário. Gosto de autores filosóficos, alguns enredos líricos e também sou a favor de escritores modernos. Na verdade sou versátil quanto a gênero. Mas quem me inspirou a escrever este livro em especial, foi nossa famosa Thalita Rebouças.

Se  "Os contos da adolescência" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Acho que de acordo com o final e grande ápice do livro, escolheria "Avril Lavigne - My Happy Ending".
Você segue carreira apenas como escritora ou tem outra profissão? Não, não. Na verdade além de me dedicar à escrita, eu fotografo profissionalmente e costumo colaborar com colunas, em determinadas revistas, dependendo do assunto.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Espero que gostem de "Os contos da adolescência". Que interajam bastante com opiniões. E se identifiquem com a vida e personagem do livro. Um beijo doce a cada um de vocês.

Emelyn Souza, tem 20 anos e é de Mesquita - RJ.

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

RESENHA: STARTERS

SINOPSE: Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Velho. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neuro chip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado.


Como todo distópico, Starters inicia-se apresentando um ambiente degradado e hostil. Guerras assolaram nosso planeta, culminando em uma desastrosa guerra biológica. Todas as crianças – chamadas na série de Starters – e idosos – chamados de Enders – receberam as vacinas a tempo, mas todos os adultos acabaram morrendo quando bombas de esporos foram jogadas contra seus lares. O caos completo só não reinou graças aos avanços tecnológicos que permitiram os Enders uma sobrevida com saúde. Os idosos tiveram que voltar ou permanecer no mercado de trabalho, gerenciando e cuidando da organização da sociedade. As crianças e adolescentes que tinham avós, não tiveram muitos problemas. Apesar de perder os pais, puderam contar com o cuidado e proteção de seus avós. Mas as crianças que não tinham idosos na família, não havia ninguém para assegurar seu bem estar. Diversas crianças sem um parente que se responsabilizasse por eles foram postas para trabalhar – praticamente trabalho escravo – e outras tantas tornaram-se crianças de ruas, sobrevivendo como mendigos. E esse é o caso dos irmãos Callie e Tyler, que vivem em prédios abandonados e que precisam lutar diariamente para sobreviver. O pior é que Tyler está doente e Callie não tem condições de proporcionar um tratamento adequado ao irmão caçula. No seu desespero ela se agarra a uma chance que se bem sucedida proporcionará segurança aos dois, se não, pode significar a perda total do controle de sua vida. Callie é uma adolescente que fará qualquer coisa para salvar o irmão. Nesse momento ela precisará decidir se vai entrar para o programa da Prime Destinations. A Prime é uma empresa que faz “locação de corpos”. Parece bizarro, mas me pareceu uma possibilidade excêntrica, mas plausível. O Ender que quisesse ter uma experiência em um corpo jovem de adolescente se dirigia a Prime, que conectava a mente do Ender a um adolescente. E é isso que Callie está cogitando se submeter. Se ela aceitar o “emprego”, em contrapartida a uma grande quantia de dinheiro que poderá salvar seu irmão, ela deverá “emprestar” o seu corpo a três Enders que quiserem alugá-lo. Enquanto o Ender usar seu corpo, a mente de Callie ficará suspensa, será como se ela estivesse dormindo enquanto o Ender usa seu corpo como achar melhor. Evolução tecnológica, guerras sem fim e um governo autocrático com véu de democracia, esse é o universo de Starters.

O livro me chamou atenção pela capa perfeita e pela frase “Fãs de Jogos Vorazes vão adorar”. Comecei a ler, gostei da história, fui me envolvendo e no final o saldo é positivo, mesmo não sendo um dos mais originais do gênero. Tem aqueles ingredientes que as sagas tens distópicas aborda: uma heroína que faz sacrifícios por quem ama, triângulos amorosos, personagem amigo da heroína que morre, etc. Mas mesmo assim, eu gostei do livro. E no final a autora me surpreendeu. O segredo por trás do fato estranho de Callie ter acordado em seu corpo, sendo que deveria estar "dormindo" enquanto uma Ender, chamada Helena, alugava seu corpo, começa a se moldar. Como se não bastasse, uma estranha Voz surge em sua cabeça, fazendo a garota começar perceber que nada do que a Prime Destinations faz é tão inofensivo quanto aparenta ser. 


O Velho é um dos grandes mistérios do livro. Quem ele é e o que quer? Por que está por trás de uma organização como a Prime Destinations, usando corpos de jovens inocentes para ganhar dinheiro ou talvez mais que isso? Gostei do personagem como vilão.  Callie foi uma boa personagem e cumpre seu papel. Apesar de ter me decepcionado um pouco quando a garota acorda em seu corpo novamente, depois de Helena ter assinado seu aluguel e acordar em uma mansão, cheia de dinheiro, recursos e por alguns momentos se esquecer de seus objetivos. Afinal nem parecia que ela havia vivido tanto tempo nas ruas, dormindo em um chão duro e vivendo de sobras. Não que a garota não pensasse no irmão Tyler, ou em seu amigo Michael e em como eles estavam sobrevivendo sem ela. Mas ela tinha lapsos. Entende-se ela se sentir deslumbrada em alguns momentos com toda a opulência ao seu redor, mas em alguns momentos ela falhou como heroína. Um destes momentos é quando duvida da Voz em sua mente, que se revela ser Helena. Ela duvida das teorias da Ender sobre a Prime Destinations, apesar de tudo estar bem embaixo do seu nariz e tudo acaba virando uma grande tragédia. Mas ela é forte e determinada e quando se dá conta do que realmente está acontecendo ao seu redor, sua coragem toma grandes proporções. Tyler e Michael são sua família no pós-guerra, eles não aparecem muito no decorrer da trama. Mas tem alguma importância para a história. Tyler é frágil e sofre de uma doença pulmonar grave, mas sua doçura e modo de encarar a vida são encantadores, assim como sua coragem para um garoto que tem apenas 7 anos de idade. Michael por sua vez é o caso de amor mal resolvido de Callie, que não chove e não molha e fica por isso mesmo. Também há Blake, um jovem rico de 16 anos, filho de um senador importantíssimo que está concorrendo à eleição. Ele garantirá romance para Callie, um alívio em meio a tanta dor, e muitas surpresas. Helena, a inquilina do corpo de Callie é uma personagem de suma importância para a trama. É ela que move Callie a questionar o que nem imaginava. É ela que a faz enxergar o que há por trás de diversos acontecimentos e que a faz ver que precisa lutar muito mais do que tem lutado, não somente pela sua vida, mas pela vida de tantos outros.


Na distopia criada por Lissa Price uma coisa que me intrigou foi a tal da Guerra dos Esporos. Não pela guerra em si ou pelo fato de ela ter acontecido ou não, mas pelo fato da autora não dar muita explicação sobre ela, mais sobre o efeito do que sobre sua causa. O livro chegou a me lembrar também "A Hospedeira", em certos momentos há uma dinâmica bem parecida com a que havia entre Mel e Peg, o que foi interessante. O final é de arrepiar e nos deixa ávidos para ler a continuação.

ENTREVISTA COM THAISE SILVA, AUTORA DE SEMPRE E PARA SEMPRE

SINOPSE: Para Helize Chastheline, sair da casa dos pais, seria um grande passo na sua vida. Agora, depois de ter conseguido o tão desejado avanço, ela encontra-se numa vida que sempre sonhou: uma boa faculdade e morar com sua melhor amiga Maya. Só não imaginava encontrar Eric, um garoto enigmático e solitário, que junto com ele, que não só vira sua vida de cabeça para baixo, mas trás uma bagagem de mistérios e um destino perigoso. Vidas presentes, amores passados, segredos, inveja, mortes, reencarnações, revelações... Quais são as consequências que esse amor brutalmente interrompido pode trazer, afinal?


Como surgiu a ideia de escrever "Sempre e para sempre”? A ideia de escrever esse livro veio de um sonho. Todo o prólogo do meu livro foi exatamente como em meu sonho: Eu contei esse sonho a uma amiga que gosta muito de ler, assim como eu e ela me apresentou o Wattpad e me incentivou a escrever uma continuação para o que eu havia sonhado e assim surgiu o "Sempre e para sempre".

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? A história ainda não chegou a um desfecho, eu continuo a escrever e vou postando capítulos conforme vou escrevendo e meus personagens vão me contando como tudo deve ser, parece loucura, mas me sinto ligada aos meus personagens e não como criadora deles, como uma amiga íntima a qual eles contam sua história e seus segredos.

O que o leitor pode esperar de  "Sempre e para sempre”? Uma história divertida, pois amo por um pouco de humor em tudo, gosto da ideia de ter meu livro como um raio de sol em um dia nublado na vida de alguém, mas também um pouco de drama, mistério, muito amor e fantasia para tornas as coisas mais interessantes.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Essa pergunta é difícil, tenho vários escritores preferidos, porém John Green, Rick Riordan e Nicholas Sparks se destacam e com certeza de alguma forma os livros deles me inspiraram a escrever e influenciaram no meu estilo de escrita.

Se  "Sempre e para sempre" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Ai Cristo, são tantas, para tantos momentos do livro que parece impossível e injusto escolher apenas uma, mas para o casal Eric e Helize, "Heaven" parece perfeita.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Bem que eu queria mas no momento é impossível, eu atualmente sou Assistente de Sala em uma turma de Educação Infantil, crianças de 3 anos e faço faculdade de Serviço Social, mas pretendo fazer Letras mais para frente e quem sabe um dia viver só para escrever meus livros.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Então gente, agora que vocês já conhecem um pouco sobre mim e minha obra, quero convidar vocês a lerem esse romance, conhecer Eric e Helize e sua história de amor que consegue desafiar até mesmo as garras da morte, afinal existe amores que são grandes de mais para uma só vida e esse com certeza é um deles. O livro se encontra disponível no Wattpad. Beijos e boa leitura a todos.

Thaise Silva tem 18 anos e é de Salvador - BA.

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ENTREVISTA COM RAYANE PAZINI, AUTORA DE DE VOLTA À VIDA

SINOPSE: De Volta À Vida significa "voltar a viver". É um livro cheio de emoções como tristeza, alegria, paixão, raiva, mágoa, dor, esperança e fé. Marjorie relata a sua própria experiência. Ela confessa como é duro se apaixonar por alguém que não deveria amar e como é desanimante não encontrar ninguém para poder desabafar sem ser julgada.  Ela luta esquecer os traumas do coração e encontrar a verdadeira felicidade, aquela que não precisa de motivos pra sorrir. Thierry é um amante da natureza, e o seu sonho de infância era ser peão de rodeio. Mas, a vida lhe proporcionou um desafio: ele teria que substituir o seu sonho de ser peão pelo de ser operador de máquinas agrícolas. Thierry é bem diferente de Marjorie. Ao contrário dela, ele vive a vida com mais alegria e intensidade.  Será que Marjorie será capaz de perdoar os seus ofensores e se recuperar de seus traumas? Será que ela terá forças para amar outra vez? Deus tem um plano diferente para os dois, mas ambos teimam em não acreditar.


Como surgiu a ideia de escrever "De Volta À Vida”? Quando percebi que escrever é uma arte e que os meus poemas poderiam virar histórias. Desde criança, aos nove anos, escrevo poemas espontaneamente, mas aos quinze anos, com ajuda da minha amiga e minha professora que me fizeram acreditar em meu talento, decidi escrever um livro.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? O desânimo, a falta de experiência, e o sentimento de incapacidade me fez parar com a escrita por várias vezes. E até, então são  mais de três anos empenhada nesse projeto.

O que o leitor pode esperar de  "De Volta À Vida”? "De Volta À Vida" vai te revelar o poder restaurador de Deus na vida de uma jovem oprimida e de um jovem que terá sua vida transformada! Como o nome já diz, Jesus levará o leitor de volta à vida e irá preencher as lacunas de seu coração. 

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Não tenho autor preferido, porque eu considero mais o livro que o autor quando estou lendo. Mas, houve um autor que me chamou a atenção quando li apenas um de seus livros, o Nicolas Sparks.

Se  "De Volta À Vida" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Cicatrizes, cantado na versão da cantora gospel Bruna Karla, porque ele resume e/ou ressalta o sentido do livro de voltar a viver. 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Não tenho profissão, mas a minha profissão mesmo será servir ao Senhor através da minha vida e das obras que eu fizer. O meu objetivo é esse, não importa que carreira profissional eu siga.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: O meu desafio como escritora será transportar o amor de Deus para os livros que escreverei. O meu objetivo é influenciar os leitores a se achegarem a Jesus, o meu Amigo e a conhecerem o verdadeiro caminho da verdade e da vida.

Rayane Pazini tem 20 anos e é de Sinop - MT.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

RESENHA: A ÚLTIMA CASA DA RUA

SINOPSE: Em busca de uma nova vida, a jovem Elissa e sua mãe encontram a casa dos sonhos em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. A cidade tem um mistério. Um assassinato aconteceu bem na casa ao lado. Uma garota matou os pais de forma brutal e desapareceu. Hoje, quatro anos depois, apenas Ryan, o misterioso irmão mais velho, mora sozinho naquela mesma casa, sombria e esquecida no tempo. Indo contra tudo e contra todos, Elissa acaba se envolvendo amorosamente com o estranho rapaz. O que ela não sabe é o quão perigoso esse jogo pode se tornar...


Carrie Anne, a filha mais nova do casal Jacobson, aos cinco anos de idade caiu do balanço, tento um traumatismo craniano e nunca mais foi a mesma, ela necessitava de cuidados o tempo todo e era aprisionada em casa pelos seus pais, até que um dia, 10 anos depois do acidente, Carrie Anne mata seu pai e sua mãe e desaparece, ninguém nunca mais a viu, após o assassinato, Ryan Jacobson, filho mais velho do casal Jacobson, que morava com a tia desde o incidente com Carrie, volta para a cidade, morando na casa onde seus pais foram brutalmente assassinado. Quatro anos depois, Elissa e sua mãe, Sarah, se mudam para a cidade cheia de gente rica e esnobe, o que é bem diferente do universo vivido pelas duas. Elissa estava levando uma vida nada legal nos últimos meses em Chicago: o divórcio de seus pais foi o principal impulsionador disso. A cada dia que passava, seu pai e xodó não mais a procurava com a mesma frequência e ela estava cada vez mais distante de sua mãe. Para tentar dar uma reviravolta em suas vidas turbulentas, Sarah (mãe de Elissa) decidiu alugar uma casa num subúrbio de Seatle, buscando um recomeço e maior aproximação da sua filha. A casa para qual se mudam é enorme e elas só conseguem aluga-lo devido a queda no valor dos imóveis da cidade, devido à esse duplo homicídio ocorrido na casa dos Jacobson, a casa vizinha à qual Elissa e Sarah vão morar. Ryan é mal visto por todos na cidade, por ser um garoto quieto, calado e que mesmo após 4 anos, ainda consegue viver naquela casa e nenhum dos moradores da cidade gostam dele, na verdade eles mal o conhecem, mas isso parece deixar Elissa ainda com mais vontade de conhece-lo, até que ela acaba o conhecendo, pois ele foi o único a lhe oferecer uma ajuda depois de uma péssima festa no meio de uma estrada deserta. Elissa descobre que Ryan não é o que todos dizem e acaba se envolvendo com ele em uma trama amorosa, que não agrada nenhum pouco sua mãe Sarah, que tenta proibir os dois de ficarem sozinhos, porém os problemas de relacionamento de Elissa com a mãe a fazem desobedecer totalmente ao que a mãe pede.


O final desse livro realmente me surpreendeu, conforme você vai lendo vai se apegando cada vez mais a ele, de forma que você a cada momento quer saber mais sobre a verdadeira história dos Jacobson, prestem atenção em cada detalhe da historia, a cada fala e no final, todos os pontos serão ligados. O livro foi baseado no filme homônimo e não ao contrário. Mas a história funciona mais quando estamos lendo do que quando vemos o filme em questão.  O livro é a exatamente o roteiro do filme, até mesmo os diálogos, com pequenos detalhes diferentes, como quando a Carrie Anne mata os pais no filme ela usa uma faca, no livro ela usa um martelo, só pequenas coisas, nada muito significativo. Mas no livro a história de suspense desperta interesse e funciona, já o filme parece ser tudo muito corrido, sem muito aprofundamento. O trailer dava a entender que seria uma história sobrenatural e de terror, mas o que vimos realmente foi algumas tentativas de sustos usando sons e a história ganha um gás no final apenas.


O filme foi estrelado por Jennifer Lawrence, a queridinha de Hollywood (e minha também!). Quando recebeu o convite, no início de 2010, a atriz não tinha protagonizado Jogos Vorazes, nem encantado o mundo com sua atuação em Inverno da Alma.  Ele foi gravado antes da saga teen, mas só chegou aos nossos cinemas em 2012, tentando pegar carona no sucesso de Jogos Vorazes. Aliás, as atuações de Jennifer e Elizabeth Shue são outro ponto alto do filme. A Última Casa da Rua foi anunciado pela primeira vez em 2003, quando seria dirigido por Jonathan Mostow (O Exterminador do Futuro 3 – a Rebelião das Máquinas, 2003)  a partir do roteiro escrito por Richard Kelly (Donnie Darko, 2001). Ambos ficaram fora do projeto quando ele realmente saiu do papel. Acabou sendo adaptado para o cinema com o roteiro de David Loucka e serviu de “inspiração” para Lily Blake, autora do livro. O livro foi uma jogada de marketing para atrair espectadores, até a capa é a mesma. Uma coisa engraçada é que na contra capa tem a seguinte frase: “Você se identifica com este livro? Leia as páginas 89-90”. Você lê as páginas e não faz o menor sentido e fica com cara de tacho hahahahaha!!!


Recomendo o livro por ser curtinho e pela surpresa do final. Mas repito, apesar de serem iguais, o filme não funciona tão bem quanto o livro!

ENTREVISTA COM RICARDO MITUTI, AUTOR DE HISTÓRIAS (QUASE) VERÍDICAS

SINOPSE: Compilação de 18 contos de variedades que retratam situações inusitadas, pitorescas e surpreendentes, narradas de modo a aproximar o leitor de cenas contemporâneas triviais - ou nem tanto assim. Os personagens, não menos peculiares que suas próprias experiências, garantem aos contos um tom bem humorado, algumas vezes emotivo e em outras tantas deveras sarcástico. Talvez por isso estas histórias não poderiam mesmo ser completamente verídicas.

Como surgiu a ideia de escrever "Histórias (Quase) Verídicas"? Sempre acalentei o sonho de escrever um livro de ficção. Mas só coloquei esse projeto em prática em meados de 2014, logo após o falecimento da minha avó materna, com quem eu tinha uma ligação muito forte. A ideia era homenageá-la, e foi exatamente por aí que comecei a escrever o primeiro dos 18 contos de "Histórias (Quase) Verídicas". Assim que o terminei, percebi que poderia criar diversas outras histórias fictícias a partir de experiência reais, vividas por mim, por amigos, familiares ou mesmo que eu tenha ouvido nas ruas, de desconhecidos. Segui com o projeto com uma segunda homenagem, para meu filho e minha esposa. Foi com esses dois contos que o "Histórias (Quase) Verídicas" passou a ser tornar uma realidade.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Terminei os 18 contos de "Histórias (Quase) Verídicas" em quatro meses. Alguns deles eu escrevi em questão de uma ou duas horas; em outros, trabalhei por mais tempo. Mas não houve nenhum conto que eu não tenha terminado em um único dia.

O que o leitor pode esperar de "Histórias (Quase) Verídicas"? "Histórias (Quase) Verídicas" é uma compilação de 18 contos de variedades que retratam situações inusitadas, pitorescas e surpreendentes, narradas de modo a aproximar o leitor de cenas contemporâneas triviais - ou nem tanto assim. Os personagens, não menos peculiares que suas próprias experiências, garantem aos contos um tom bem humorado, algumas vezes emotivo e em outras tantas deveras sarcástico. Justamente por ser uma compilação de contos, o texto de "Histórias (Quase) Verídicas" é ágil e de fácil compreensão, o que proporciona uma leitura rápida e agradável a quem sobre ele se debruça. O grande objetivo da obra é, de fato, tentar fazer com que o leitor trace um paralelo entre situações ou figuras lá retratadas e experiências que ele próprio porventura tenha vivenciado ou das quais tenha ouvido falar por outras pessoas. Daí, inclusive, nasceu o título do livro.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Minha inspiração e referência literária sempre foi Luis Fernando Veríssimo - e talvez por isso, ainda que involuntariamente, eu tenha debutado na ficção com um livro de contos. Mas também sou um grande fã do best-seller Laurentino Gomes, a quem tenho o prazer de conhecer pessoalmente e que fez um trabalho excepcional na trilogia "1808", "1822" e "1899", e de Mario Prata. Também admiro o grande trabalho biográfico feito por Ruy Castro em suas obras do gênero.

Se "Histórias (Quase) Verídicas" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Como os contos de "Histórias (Quase) Verídicas" não falam entre si, escolher uma trilha para a compilação é tarefa complicada (risos). Neste caso, se me permite, vou escolher uma música cujo título retrata, fiel e literalmente, a relação que tenho com a atividade de escritor - e, por consequência, com minha obra: Working on a Dream, do grande Bruce Springsteen.

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou jornalista por formação e assessor de imprensa por vocação - e opção. Mas, assim como a maioria dos colegas escritores que se dividem entre as palavras e a carreira, sonho em poder, um dia, viver apenas da escrita - não necessariamente só da Literatura, ainda que ela seja minha grande paixão, mas também de poder escrever para outros meios, formatos e plataformas. Seria, sem dúvida, a realização do meu maior objetivo de vida.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Costumo dizer que um país sem Cultura é um país sem futuro. Por isso, louvo àqueles que valorizam, respeitam, trabalham e/ou compartilham todo e qualquer tipo de arte e manifestação cultural. Você, Rodrigo, e os leitores do "Blog Vitamina Livros" fazem parte desse universo. São cidadãos que, de alguma maneira, contribuem para que possamos sonhar com um Brasil melhor e mais culto no futuro. E é por isso que gostaria de cumprimentar a todos e de pedir para que não desistam da jornada. Somos a semente que se transformará numa frondosa árvore dentro de algumas décadas! Claro, aproveito a oportunidade e convido a todos a lerem "Histórias (Quase) Verídicas". Estou certo que vão gostar!
Ricardo Mituti tem 37 anos e é de São Paulo.
HOTSITE DO LIVRO


terça-feira, 26 de julho de 2016

RESENHA: EU SOU O NÚMERO QUATRO

SINOPSE: Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes — mas somos reais. O planeta Lorien foi destruído. Os habitantes foram dizimados, exceto nove crianças e seus Guardiões, que se exilaram na Terra. Mas a raça que devastou aquele planeta os seguiu. Os Nove estão sendo caçados. A guerra deles chegou à Terra, e aqui será decidida.


O livro narra a história de um alien chamado Quatro que é um dos nove aliens que vieram para Terra depois de seu planeta Lorien ser destruído pelos temidos Mogadorianos. Os nove aliens são chamados de Gardes e eles desenvolvem Legados, ou seja, poderes. Cada um deles foi mandado a Terra com um Cêpan, que é um Guardião. Ao deixarem seu planeta, um feitiço foi lançado para protegê-los dos Mogadorianos e eles só podem ser mortos na ordem crescente de seus números e eles foram espalhados pela Terra. Cada vez que um Garde morre, os outros recebem uma cicatriz no tornozelo, a cicatriz é o mesmo símbolo de seus cordões. Logo, o livro se chama Eu sou o número Quatro porque os outros três foram mortos e ele é próximo da lista. Toda vez que um dos Garde morre, ou quando acontece de Quatro se expor demais, ele e seu Cêpan mudam de cidade e consecutivamente de identidade, apenas seu Guardião (ou Cêpan, como preferir.) mantém o nome, Henri. Dessa vez Quatro e Henri vão para Paradise - Ohio, uma cidadezinha com um pouco mais de 5.000 habitantes e dessa vez o seu nome é John Smith. Eles levam em suas mudanças uma arca, que Quadro até então não sabe o que há dentro. Na escola, John conhece Sara uma ex-líder de torcida, que segundo ele é a garota mais linda que já viu em toda sua vida. Ele também conhece Mark e Sam. Mark é o típico valentão e ex-namorado de Sarah, que obviamente não gosta nadinha do novato. Completamente diferente de Mark, Sam, é um garoto nerd e obcecado por alienígenas, que com o tempo vira o melhor amigo de nosso protagonista.



Apesar dessa história escolar parecer clichê, o livro é muito bom! É um tecnicamente bem feito. Repleto de reviravoltas, surpresas, ação, aventura, humor, romance. São 7 livros e estou sempre me surpreendendo com a história e cada vez fica mais interessante. A narrativa é feita em primeira pessoa, ou seja, Quatro narra a história que está acontecendo. Nos demais livros cada um dos Gardes tem seu momento de narrador e até a fonte usada eles trocam para ficar claro que é outro personagem narrando e com o tempo passamos a reconhecer as fontes e já sabemos quem vai narrar aquele capítulo. Quando estava lendo o livro soube que teria o filme e fiquei muito entusiasmado, mas o filme deixou a desejar em algumas coisas. Para quem não leu o livro e viu o filme, gostou do filme, mas para quem leu o livro e viu o filme, ficamos um pouco desapontados e esperávamos um pouco mais. Mas vamos entender isso melhor.


Já adianto que uma das maiores diferenças entre o livro e o filme é que o filme abandona um dos gêneros ao qual o livro pertence. Se o filme é um filme de ação/aventura com toques de ficção científica e romance adolescente, o livro tem além desses pontos, o gênero fantasia embutido. Se no filme a explicação para os poderes da Garde é simplesmente ser extraterrestre, no livro a explicação é: eles são extraterrestres e de Lorien, porque lá existe magia. Não mágica ou ilusionismo, mas magia. Que é a fonte dos poderes Legados. E toda essa parte de magia/fantasia foi retirada do filme. No filme, não tem explicação ou ela é implícita, a de que as crianças seriam meros números, sem nomes. No livro, a explicação é que, ao saírem de Lorien, para proteger as crianças, um Ancião lançou um feitiço nelas: a de que elas só poderiam ser mortas ou machucadas numa ordem pré-estabelecida, a não ser que elas ficassem juntas num mesmo ambiente. Ou seja, não só explica o número, mas também porque o número quatro é a quarta criança a ser perseguida.


No livro o drama adolescente é intercalado com a questão do surgimento dos poderes Legados, o treinamento para aperfeiçoá-los e a história de Lorien, aspectos que foram cortados no filme. Com um ritmo rápido, o filme Eu Sou o Número Quatro acaba não explorando a amizade de Sam e John a contento, por exemplo, nem a relação paternal entre John e Henri. Pelo contrário, o retrataram de uma forma nada legal, nem simpática como no livro, deixaram ele chato e autoritário demais. No livro Eu Sou o Número Quatro a ameaça mogadoriana é boa parte do tempo apenas uma ideia. A ameaça se torna mais concreta apenas no final, principalmente pelo inimigo ser mais poderoso do que até então se imaginava. No filme é quase o oposto: a ameaça mogadoriana se mostra sempre presente, em diversas cenas que mostram os mogadorianos no encalço do número 4. Só que no final, os mogadorianos são vencidos até facilmente pelos lorienos.


Eu Sou o Número Quatro, o filme, é uma diversão bacana. Sim, tem várias pontas soltas e coisas mal explicadas, mas que são explicadas no livro: a arca loriena que Henri carrega, a passagem da feira municipal com o trem fantasma também é bem inferior no filme, as coisas não aconteceram nos mesmos lugares que no livro, exemplo quando o Quatro encontra Sarah e B Kosar (cachorro do John), o cabelo da Sarah, que sempre estava preso no livro e no filme ele aparece solto. E tem uma coisa que não acontece no livro: a Pedra (quem viu o filme sabe do que eu estou falando), as bestas não entram na escola e não é Mark que está na escola com eles e sim, Sam. O ponto é que apesar disso, o filme tem bastante ação e bons efeitos especiais. Outra coisa é que o Sam não é nada parecido com o do livro e também não usa óculos. A Número Seis é também é diferente fisicamente falando, ela não é loira, fica loira no segundo livro rs. Mas apesar disso, amo todos os atores que fizeram o filme e acredito que foi uma escolha de elenco acertada.


Havia uma grande expectativa quanto ao lançamento de Eu Sou o Número 4 junto à indústria e a imprensa cinematográfica em Hollywood. Afinal, era a adaptação de um best seller de imenso sucesso com o público jovem, o livro ficou sete semanas em primeiro lugar e outras dezoito entre os mais lidos no Ranking do The New York Times. Steven Spielberg adquiriu os direitos de adaptação cinematográfica quando a história ainda era um manuscrito e convidou Michael Bay para dirigir a produção orçada em US$ 60 milhões. Bay aceitou, mas teve de passar a direção para J. D. Caruso quando se iniciaram as filmagens de Transformers – O lado oculto da lua, ficando apenas com o posto de produtor. A Dreamworks tocou o projeto. O filme foi vendido como o “Crepúsculo para meninos”, mas teve uma arrecadação pífia nas bilheterias. O que deu errado no filme? Acredito que além do marketing do filme, foi a adaptação do livro para o roteiro. Spielberg entregou esse trabalho para a dupla Alfred Gouch e Miles Millar, roteiristas da série Smallville, a qual conta a história da infância e adolescência do Super Homem. Aparentemente, a adaptação para roteiristas especialistas no tratamento de temática adolescente e para o público jovem. Mas, eles se enrolaram com um livro longo, de 353 páginas, dezenas de acontecimentos e situações em cadeia, os quais caberiam em dois filmes – e não em um com a duração de uma hora e 45 minutos. O resultado para quem leu o livro foi uma correria maluca para condensar os acontecimentos numa narrativa que atropela o entendimento da história.

Uma curiosidade é que Pittacus Lore, o autor, não existe. E não foi escrito por uma, mas por duas pessoas. E de forma no mínimo curiosa. James Frey, autor de Um Milhão de Pedacinhos (Editora Objetiva) escreveu artigo para o The New York Times declarando que pagaria uma boa grana para quem se dispusesse a escrever e dividir com ele a autoria de seu novo livro, Eu Sou o Número 4, o qual pretendia transformar numa série de seis volumes intitulada Os Legados de Lorien. O escolhido por Frey foi Jobie Hughes, um jovem recém-formado em literatura.

ENTREVISTA COM MYLENA ARAÚJO, AUTORA DE A SOMBRA DE UM OUTRO MUNDO

SINOPSE: Nunca estivemos sozinhos no universo. Sabemos disso, mas será que sabemos as verdadeiras intenções daqueles que vivem do lado de fora? Desde muito tempo, antes até mesmo da vida na terra, eles observavam o nosso planeta. Mas agora tudo é diferente. Em pleno século XXI, os seres de Netuno decidem invadir nosso lar, encadeando uma série de fatores para a aniquilação certa da humanidade. É claro que o inesperado surge em meio a proliferação, humanos imunes a contaminação se tornam seus piores pesadelos. E tudo está nas mãos de Lana, uma jovem que passou setes anos de sua vida presa em uma cela escura sendo cobaia de experimentos macabros, resultando em uma transformação esplendida, dando a ela, poderes além da sua compreensão. Lana não sabe ainda, mas será a grande salvação, só nos resta saber qual lado ela irá escolher. Porém, ela não faz a mínima ideia de que o encantador Will faz parte dessa escolha. Ficou curioso? Então aventure-se comigo nessa jornada entre os mundos e descubra o segredo por trás das estrelas.

Como surgiu a ideia de escrever "A sombra de um outro mundo"? A partir de um pesadelo que minha mãe teve. Ela passou dias contando cada detalhe de um fim do mundo causado por árvores gigantes, sedentas de sangue. É, eu sei, loucura. Porém, loucamente brilhante. Logo relatei o medo dela para uma história de ficção-científica e acabou dando certo. 
Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Na verdade, ainda está em andamento. Mas tenho esse projeto em mente desde dezembro de 2015. Terá 26 capítulos e até o final de agosto estará completa.
O que o leitor pode esperar de "A sombra de um outro mundo"? Suspense. Porque a trama em si leva a isso. Quando o leitor achar que está na linha certa de desvendar o ocorrido, ele é levado para uma nova realidade onde o verdadeiro segredo sempre esteve escondido.
Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Nossa, pergunta difícil, hein? Tenho tantos autores preferidos, mas devo dizer que, J.K Rowling e Clarice Lispector são as minhas preferidas. De alguma forma elas influenciaram naquilo que eu gostaria de escrever.
Se "A sombra de um outro mundo" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? É uma longa história, mas vou encurtar. Estava começando a dar vida as primeiras linhas da trama, quando ouvi uma música perfeita, descrevendo muito dos sentimentos da personagem principal. Eu pulei da cadeira e sai correndo pela faculdade para perguntar a moça da cantina qual o nome da música. Desde então "Dont let me go” de Raign é a música oficial de “Asdom”.
Você segue carreira apenas como escritora ou tem outra profissão? No momento, apenas como escritora. Mas, sabe... Eu amo essa profissão maravilhosa. É o que realmente desejo fazer pelo resto da minha vida.


Você segue carreira apenas como escritora ou tem outra profissão? No momento, apenas como escritora. Mas, sabe... Eu amo essa profissão maravilhosa. É o que realmente desejo fazer pelo resto da minha vida.
Deixe uma mensagem para nossos leitores: Primeiramente, agradeço a oportunidade em falar um pouco do meu trabalho com essa entrevista maravilhosa. Segundo, um grande abraço a todos que acompanham minha história no Wattpad. Devo isso tudo a vocês. Jamais desistam dos seus sonhos, eles serão reais quando você menos esperar.
Mylena Araújo tem 24 anos e é de Fortaleza - CE. 
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