segunda-feira, 25 de julho de 2016

CURIOSIDADES SOBRE O LIVRO A CULPA É DAS ESTRELAS

SINOPSE: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.


Quem não se emocionou lendo esse livro ou vendo o filme? Confesso que o livro me deixou extremamente tocado e que chorei apenas vendo o filme. Lembro que na sala de cinema todos estavam chorando, até aqueles homens que se faziam de durões. Teve uma hora que todos nós começamos a rir porque estávamos ouvindo os sons de todos chorando. Fui com duas amigas e não conseguimos sentar juntos e uma delas ficou sentada entre dois casais que se consolavam e minha amiga tinha que se consolar sozinha rs. Eu podia ouvir seus soluços e ela chorou tanto que no final quase tive que carregá-la e ela ainda pediu um remédio pra dor de cabeça hahahahaha. Deviam ter distribuído lenços de papel junto com os ingressos!
Mas hoje vamos falar sobre algumas curiosidades sobre o livro e suas principais diferenças com o filme.

A primeira curiosidade é que Hazel Grace realmente “existiu”. Não com esse nome: a menina se chama Esther Grace, morreu em 2010, vítima de câncer e tinha como sonho ser escritora. John Green escreveu A Culpa É das Estrelas inspirado pela história de Esther e, mais tarde, o pai da garota reuniu as cartas e os diários dela, desde que a moça tinha cinco anos de idade, e entregou o “livro” a Green, que o levou ao conhecimento do seu editor, fazendo com que, de alguma forma, o sonho de Esther fosse realizado e uma espécie de biografia da menina, com base nos seus diários, fosse publicada. No Brasil, o livro foi publicado com o título de A Estrela Que Nunca Vai se Apagar. Esther Grace e John Green se conheceram em uma conferência, em 2009, e desde então ficaram amigos e não se largaram até a garota morrer no ano seguinte. Dessa forma, a conclusão de A Culpa É das Estrelas foi inspirada nas experiências com Esther e em como isso foi extremamente difícil para Green.

Já o título do livro é uma adaptação feita pelo autor John Green, em que ele brinca com uma citação da peça Júlio César, de William Shakespeare, mais especificamente com o ato I cena II, onde a seguinte frase é dita pelo Imperador Romano: “A culpa, querido Brutus, não está em nossas estrelas, mas em nós mesmos”.

Uma coisa que todos se perguntam é sobre o livro “Uma Aflição Imperial” se ele existe de fato ou não. O livro não existe e tampouco o seu autor: as duas coisas são invenções de John Green. “O Preço do Alvorecer”, jogo que Augustus e Isaac jogam durante boa parte da história de A Culpa É das Estrelas, assim como “Uma Aflição Imperial”, também não existe e, mais uma vez, John Green brincou com a curiosidade alheia e com aqueles que esperavam achar o jogo e, talvez, compartilhar a paixão dos personagens por ele.



O balanço “Desesperadamente Solitário” de Hazel existe no filme, mas ela não a põe à venda, como faz no livro.


O filme deixou de fora uma cena importante em que Hazel e a Sra. Lancaster ouvem Gus chorando e gritando com sua mãe antes de os dois partirem na viagem para Amsterdã. No livro, essa conversa prenuncia o retorno do câncer de Gus.

No filme, Gus diz a Hazel que a ama quando estão jantando no Oranjee em Amsterdã. Originalmente, ele diz “estou apaixonado por você e sei que o amor é apenas um grito no vazio, etc. etc.” durante a viagem de avião a Amsterdã. Lindo.

Falando do Oranjee, no livro Gus e Hazel curtem um jantar pitoresco do lado de fora do restaurante, olhando para os olmos que margeiam o canal. Na versão criada por Josh Boone para o cinema, eles jantam dentro do restaurante, mas a refeição ainda inclui champanhe e risoto de cenoura. “Resolvemos construir a cena no Oranjee num espaço fechado porque, quando percorri Amsterdã em busca de locações para cenas externas, percebemos que em outubro estaria superfrio e provavelmente chovendo, o que não combina com um jantar romântico. Por isso construímos a cena de interior em Pittsburgh”, a designer de produção Molly Hughes contou ao HuffPost Entertainment. “Espero que o fato de Gus e Hazel terem ficado cercados por belas árvores, velas e luzes tenha ajudado a criar um ambiente igualmente romântico!”

As irmãs malas de Gus, seus “maridos banqueiros” e filhos bagunceiros aparecem pouco ou nada no filme, mas no livro Hazel as menciona com frequência enquanto Gus está passando pelos tratamentos contra o câncer.

No livro, Hazel encontra Gus balbuciando enquanto dorme depois de “ter feito xixi na cama”, nas palavras dela. É um momento vulnerável, quando ela percebe que o câncer está realmente tendo efeito grave sobre Gus. O filme não inclui essa cena, mas tem a cena em que ela o encontra em outra situação lamentável no posto de gasolina.
No filme, Boone resolveu deixar de fora o desdém de Hazel pelos comentários que as pessoas escreveram no Facebook após a morte de Gus. No livro, Hazel se enfurece com os clichês e o sentimentalismo dos posts e, insensata, escreve palavras de crítica a outra pessoa que deixou um post, imaginando que Gus teria desprezado as expressões de solidariedade.

No livro, Hazel procura em toda parte pela “carta” que Gus lhe escreveu. Ela procura no computador e na casa dos pais dele, até que o pai de Gus lhe conta que estão faltando algumas páginas do caderno dele que foram arrancadas. Quando não encontra as páginas, ela envia um e-mail à assistente de Peter Van Houten, Lidewij, para ver se Gus enviou as páginas ao autor “favorito” deles. De fato, Gus tinha mandado as páginas para Van Houten, e Lidewij manda um e-mail a Hazel com os anexos para ela ler. No filme, Hazel encontra as páginas em seu carro depois de ser “bombardeada” por Van Houten no funeral de Gus.

Bom, é isso pessoal! Esse é um dos meus livros preferidos e que me ajudaram a dar valor a muitas coisas e mudar minha visão de muitas coisas também!








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