quarta-feira, 27 de julho de 2016

ENTREVISTA COM RICARDO MITUTI, AUTOR DE HISTÓRIAS (QUASE) VERÍDICAS

SINOPSE: Compilação de 18 contos de variedades que retratam situações inusitadas, pitorescas e surpreendentes, narradas de modo a aproximar o leitor de cenas contemporâneas triviais - ou nem tanto assim. Os personagens, não menos peculiares que suas próprias experiências, garantem aos contos um tom bem humorado, algumas vezes emotivo e em outras tantas deveras sarcástico. Talvez por isso estas histórias não poderiam mesmo ser completamente verídicas.

Como surgiu a ideia de escrever "Histórias (Quase) Verídicas"? Sempre acalentei o sonho de escrever um livro de ficção. Mas só coloquei esse projeto em prática em meados de 2014, logo após o falecimento da minha avó materna, com quem eu tinha uma ligação muito forte. A ideia era homenageá-la, e foi exatamente por aí que comecei a escrever o primeiro dos 18 contos de "Histórias (Quase) Verídicas". Assim que o terminei, percebi que poderia criar diversas outras histórias fictícias a partir de experiência reais, vividas por mim, por amigos, familiares ou mesmo que eu tenha ouvido nas ruas, de desconhecidos. Segui com o projeto com uma segunda homenagem, para meu filho e minha esposa. Foi com esses dois contos que o "Histórias (Quase) Verídicas" passou a ser tornar uma realidade.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Terminei os 18 contos de "Histórias (Quase) Verídicas" em quatro meses. Alguns deles eu escrevi em questão de uma ou duas horas; em outros, trabalhei por mais tempo. Mas não houve nenhum conto que eu não tenha terminado em um único dia.

O que o leitor pode esperar de "Histórias (Quase) Verídicas"? "Histórias (Quase) Verídicas" é uma compilação de 18 contos de variedades que retratam situações inusitadas, pitorescas e surpreendentes, narradas de modo a aproximar o leitor de cenas contemporâneas triviais - ou nem tanto assim. Os personagens, não menos peculiares que suas próprias experiências, garantem aos contos um tom bem humorado, algumas vezes emotivo e em outras tantas deveras sarcástico. Justamente por ser uma compilação de contos, o texto de "Histórias (Quase) Verídicas" é ágil e de fácil compreensão, o que proporciona uma leitura rápida e agradável a quem sobre ele se debruça. O grande objetivo da obra é, de fato, tentar fazer com que o leitor trace um paralelo entre situações ou figuras lá retratadas e experiências que ele próprio porventura tenha vivenciado ou das quais tenha ouvido falar por outras pessoas. Daí, inclusive, nasceu o título do livro.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Minha inspiração e referência literária sempre foi Luis Fernando Veríssimo - e talvez por isso, ainda que involuntariamente, eu tenha debutado na ficção com um livro de contos. Mas também sou um grande fã do best-seller Laurentino Gomes, a quem tenho o prazer de conhecer pessoalmente e que fez um trabalho excepcional na trilogia "1808", "1822" e "1899", e de Mario Prata. Também admiro o grande trabalho biográfico feito por Ruy Castro em suas obras do gênero.

Se "Histórias (Quase) Verídicas" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Como os contos de "Histórias (Quase) Verídicas" não falam entre si, escolher uma trilha para a compilação é tarefa complicada (risos). Neste caso, se me permite, vou escolher uma música cujo título retrata, fiel e literalmente, a relação que tenho com a atividade de escritor - e, por consequência, com minha obra: Working on a Dream, do grande Bruce Springsteen.

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou jornalista por formação e assessor de imprensa por vocação - e opção. Mas, assim como a maioria dos colegas escritores que se dividem entre as palavras e a carreira, sonho em poder, um dia, viver apenas da escrita - não necessariamente só da Literatura, ainda que ela seja minha grande paixão, mas também de poder escrever para outros meios, formatos e plataformas. Seria, sem dúvida, a realização do meu maior objetivo de vida.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Costumo dizer que um país sem Cultura é um país sem futuro. Por isso, louvo àqueles que valorizam, respeitam, trabalham e/ou compartilham todo e qualquer tipo de arte e manifestação cultural. Você, Rodrigo, e os leitores do "Blog Vitamina Livros" fazem parte desse universo. São cidadãos que, de alguma maneira, contribuem para que possamos sonhar com um Brasil melhor e mais culto no futuro. E é por isso que gostaria de cumprimentar a todos e de pedir para que não desistam da jornada. Somos a semente que se transformará numa frondosa árvore dentro de algumas décadas! Claro, aproveito a oportunidade e convido a todos a lerem "Histórias (Quase) Verídicas". Estou certo que vão gostar!
Ricardo Mituti tem 37 anos e é de São Paulo.
HOTSITE DO LIVRO


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