quarta-feira, 27 de julho de 2016

RESENHA: A ÚLTIMA CASA DA RUA

SINOPSE: Em busca de uma nova vida, a jovem Elissa e sua mãe encontram a casa dos sonhos em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. A cidade tem um mistério. Um assassinato aconteceu bem na casa ao lado. Uma garota matou os pais de forma brutal e desapareceu. Hoje, quatro anos depois, apenas Ryan, o misterioso irmão mais velho, mora sozinho naquela mesma casa, sombria e esquecida no tempo. Indo contra tudo e contra todos, Elissa acaba se envolvendo amorosamente com o estranho rapaz. O que ela não sabe é o quão perigoso esse jogo pode se tornar...


Carrie Anne, a filha mais nova do casal Jacobson, aos cinco anos de idade caiu do balanço, tento um traumatismo craniano e nunca mais foi a mesma, ela necessitava de cuidados o tempo todo e era aprisionada em casa pelos seus pais, até que um dia, 10 anos depois do acidente, Carrie Anne mata seu pai e sua mãe e desaparece, ninguém nunca mais a viu, após o assassinato, Ryan Jacobson, filho mais velho do casal Jacobson, que morava com a tia desde o incidente com Carrie, volta para a cidade, morando na casa onde seus pais foram brutalmente assassinado. Quatro anos depois, Elissa e sua mãe, Sarah, se mudam para a cidade cheia de gente rica e esnobe, o que é bem diferente do universo vivido pelas duas. Elissa estava levando uma vida nada legal nos últimos meses em Chicago: o divórcio de seus pais foi o principal impulsionador disso. A cada dia que passava, seu pai e xodó não mais a procurava com a mesma frequência e ela estava cada vez mais distante de sua mãe. Para tentar dar uma reviravolta em suas vidas turbulentas, Sarah (mãe de Elissa) decidiu alugar uma casa num subúrbio de Seatle, buscando um recomeço e maior aproximação da sua filha. A casa para qual se mudam é enorme e elas só conseguem aluga-lo devido a queda no valor dos imóveis da cidade, devido à esse duplo homicídio ocorrido na casa dos Jacobson, a casa vizinha à qual Elissa e Sarah vão morar. Ryan é mal visto por todos na cidade, por ser um garoto quieto, calado e que mesmo após 4 anos, ainda consegue viver naquela casa e nenhum dos moradores da cidade gostam dele, na verdade eles mal o conhecem, mas isso parece deixar Elissa ainda com mais vontade de conhece-lo, até que ela acaba o conhecendo, pois ele foi o único a lhe oferecer uma ajuda depois de uma péssima festa no meio de uma estrada deserta. Elissa descobre que Ryan não é o que todos dizem e acaba se envolvendo com ele em uma trama amorosa, que não agrada nenhum pouco sua mãe Sarah, que tenta proibir os dois de ficarem sozinhos, porém os problemas de relacionamento de Elissa com a mãe a fazem desobedecer totalmente ao que a mãe pede.


O final desse livro realmente me surpreendeu, conforme você vai lendo vai se apegando cada vez mais a ele, de forma que você a cada momento quer saber mais sobre a verdadeira história dos Jacobson, prestem atenção em cada detalhe da historia, a cada fala e no final, todos os pontos serão ligados. O livro foi baseado no filme homônimo e não ao contrário. Mas a história funciona mais quando estamos lendo do que quando vemos o filme em questão.  O livro é a exatamente o roteiro do filme, até mesmo os diálogos, com pequenos detalhes diferentes, como quando a Carrie Anne mata os pais no filme ela usa uma faca, no livro ela usa um martelo, só pequenas coisas, nada muito significativo. Mas no livro a história de suspense desperta interesse e funciona, já o filme parece ser tudo muito corrido, sem muito aprofundamento. O trailer dava a entender que seria uma história sobrenatural e de terror, mas o que vimos realmente foi algumas tentativas de sustos usando sons e a história ganha um gás no final apenas.


O filme foi estrelado por Jennifer Lawrence, a queridinha de Hollywood (e minha também!). Quando recebeu o convite, no início de 2010, a atriz não tinha protagonizado Jogos Vorazes, nem encantado o mundo com sua atuação em Inverno da Alma.  Ele foi gravado antes da saga teen, mas só chegou aos nossos cinemas em 2012, tentando pegar carona no sucesso de Jogos Vorazes. Aliás, as atuações de Jennifer e Elizabeth Shue são outro ponto alto do filme. A Última Casa da Rua foi anunciado pela primeira vez em 2003, quando seria dirigido por Jonathan Mostow (O Exterminador do Futuro 3 – a Rebelião das Máquinas, 2003)  a partir do roteiro escrito por Richard Kelly (Donnie Darko, 2001). Ambos ficaram fora do projeto quando ele realmente saiu do papel. Acabou sendo adaptado para o cinema com o roteiro de David Loucka e serviu de “inspiração” para Lily Blake, autora do livro. O livro foi uma jogada de marketing para atrair espectadores, até a capa é a mesma. Uma coisa engraçada é que na contra capa tem a seguinte frase: “Você se identifica com este livro? Leia as páginas 89-90”. Você lê as páginas e não faz o menor sentido e fica com cara de tacho hahahahaha!!!


Recomendo o livro por ser curtinho e pela surpresa do final. Mas repito, apesar de serem iguais, o filme não funciona tão bem quanto o livro!

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