sexta-feira, 26 de agosto de 2016

ENTREVISTA COM B. PELLIZZER, AUTORA DE DUAS VIDAS: ENCONTRO

SINOPSE: Qual é a linha que separa a moral da hipocrisia? Qual limite uma pessoa é capaz de transpor para viver um grande amor? Quais as perdas aceitáveis em nome da fé? Isabel é independente, despachada, não sabe se acredita em Deus e tem uma boca muito suja. O tipo de mulher que Rogério sempre desprezou; Rogério é o típico bom-moço, evangélico, de família, e até um tanto machista. O tipo de homem que Isabel nunca respeitou. Isabel queria ser livre. Rogério não sabia viver sem estar comprometido com alguma coisa. Mesmo com tantas diferenças, a cada passo que davam na direção contrária do outro, as forças invisíveis do destino os empurrava de volta. Duas Vidas é um romance que passeia por muitos mundos; que desafia convenções; que debate crenças religiosas; que faz o leitor questionar muitos conceitos estabelecidos. 


Como surgiu a ideia de escrever "Duas Vidas: Encontro"? Nunca surgiu. Não foi como se, um dia, eu resolvesse que contaria essa história. Me encomendaram um livro hot que deveria ser protagonizado por um triângulo amoroso entre uma mulher e dois irmãos. Eu me inspirei em dois irmãos que conheci há alguns anos. Eram dois irmãos muito unidos e ao pensar neles, eu comecei a me perguntar “e se...” Fui construindo os personagens, moldando a história, pesquisando e, por fim, senti uma certa pena de comercializar a história como hot porque me apaixonei pelos personagens, então eu escrevi um outro livro para entregar ao cliente e dei continuidade a Duas Vidas. Quando eu terminei era um calhamaço com mais de mil páginas. Teve muita pesquisa, muita dedicação e o resultado foi uma história em que os personagens saltam fora das páginas e fazem o leitor se apaixonar, como eu me apaixonei.

Quanto tempo a história demorou para ficar pronta? Quase um ano de trabalho intenso foi necessário para deixar Duas Vidas pronto. Fiz muita pesquisa entre os evangélicos. Também foi necessária alguma pesquisa sobre jargão profissional militar, já que os personagens principais masculinos são um bombeiro e um policial rodoviário. Depois que ficou pronto eu precisei fazer muitos cortes, eliminar as cenas de sexo (não todas, claro que não) porque já não se tratava mais de uma história erótica, enfim, foi tudo feito com muito amor, mas envolveu muito trabalho.

O que o leitor pode esperar de "Duas Vidas: Encontro"? Como já disse, pode esperar personagens apaixonantes. Gente com empregos normais, que pega ônibus, que paga as contas. Uma história que poderia, perfeitamente, acontecer com o próprio leitor, ou com um vizinho, um parente. Além disso, Duas Vidas é uma história que foge do clichê príncipe encantado salvador da donzela. Isabel é uma mocinha forte que não tem medo de trabalho. Mas o que eu acho que tem de mais legal em Duas Vidas é a capacidade de autotransformação que os personagens demonstraram durante a narrativa. São personagens cheios de conflitos, que mudam de ideia, que erram e acertam. Tem também essa coisa do conflito religioso por se tratar de um relacionamento entre um evangélico e uma mulher que confessa não possuir fé em Deus, enfim, tem coisas demais pra se esperar de Duas Vidas. Uma delas é a continuação que será lançada em setembro de 2016.

Qual autor ou autora é o seu preferido? Para mim é impossível escolher um. Eu leio muito. Sempre li muito. Todo o tipo de coisas. É claro que existem aqueles cujos nomes me chamam, como Carlos Ruiz Zafón, Stephen King e Martin Page, isso para falar só dos autores contemporâneos e que ainda estão entre nós, mas sou incapaz de escolher um autor ou autora.

Eles de alguma maneira, te inspiraram a escrever? Não, exatamente. Escrever sempre foi uma vontade que carreguei. O precisar de dinheiro me fez escolher outras profissões durante minha jornada, mas a vontade ficou sempre ali. Adormecida. Eu matava a vontade de contar minhas histórias, lendo histórias dos Grandes. Se me influenciaram de alguma forma, foi me obrigando a esperar até que eu estivesse pronta pra escrever e não fazer feio na profissão deles.

Se “Duas Vidas: Encontro” pudesse ter uma trilha sonora, qual você escolheria? Acho que Uninvited, da Allanis Morissette, pela única razão de que Isabel toca essa música para Rogério.
Você segue carreira somente como escritor ou tem outra profissão? Hoje sou escritora. Vivo das letras. Não só dos meus romances, mas de diversos blogs, colunas, ghost writing e tradução. 

Deixe uma mensagem para os leitores: Entrem no meu mundo. Conheçam essa gente inventada que está doida pra conhecer vocês também.

B. Pellizzer mora atualmente no Rio do Sul, Santa Catarina.

PARA LER "DUAS VIDAS: ENCONTRO" NA AMAZON CLIQUE AQUI!
PARA LER "DUAS VIDAS: ENCONTRO" NO CLUBE DOS AUTORES CLIQUE AQUI!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente com o Facebook: