quinta-feira, 11 de agosto de 2016

INSURGENTE: DIFERENÇAS ENTRE O LIVRO E O FILME

SINOPSE: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.


O leitor não necessita voltar ao primeiro livro para relembrar o que aconteceu, pois a leitura já começa com eles ainda dentro do trem durante a sua fuga, isso foi um ponto positivo, porque parecia que não tinha parado a leitura, era como se fosse um livro único.  Após praticamente expor sua divergência durante uma guerra travada entre Audácia e Erudição contra a Abnegação, onde Jeanine Matthews roubou uma informação dos líderes desta última, cuja proteção era tão estimada que muitos deles morreram tentando protegê-la, Tris segue com Tobias em direção a sede da Amizade, com o disco rígido dos dados da simulação que ela havia parado no bolso traseiro, um tanto descontrolada emocionalmente após ver a morte dos pais e matar o melhor amigo – Will – por extrema necessidade. A simulação desenvolvida pela Erudição estava controlando todos os membros da Audácia, que não eram Divergentes – que não podem ser controlados e mantém plena consciência dentro das simulações e podem até mesmo, manipulá-las -. Na sede da Amizade, o resto que sobrou da Abnegação, e os aliados até então (Tobias, Tris, Caleb, Marcus e Peter) passam um tempo planejando os próximos passos da guerra, que está bem longe de terminar, até que a base é invadida pela Erudição e Audácia, forçando uma evacuação rápida e emergencial, o que fez Tris, destruir o disco rígido. Com isso, o grupo passa a negociar com os grupos dos sem-facção e posteriormente, a Franqueza, em busca de apoio político, abrigo e reforços para a possível guerra, porém, ninguém quer ficar contra os poderes da Erudição.


Como ainda não li Convergente, sou suspeito para falar desse segundo volume porque é o meu preferido da saga até agora. O livro foca mais em assuntos políticos entre as facções, mostrando um pouco mais o interior de cada uma delas e como vivem, incluindo os sem-facção, além de mostrar uma Tris mais introspectiva, mostrando seus pensamentos sobre as pessoas ao seu redor, assim como a culpa que carrega pela morte de Will, seu melhor amigo, durante o ataque e seu romance com Tobias – Quatro. A curiosidade é alimentada em cada página para descobrirmos o que há além da cerca que está em volta de toda a cidade e é trancada por fora, como se estivesse isolando Chicago do resto do mundo. É claro que, entre muitos rodeios no enredo, muitas mortes e traidores. Insurgente é cheio de ação, Veronica Roth consegue criar ainda mais situações de tirar o folego. Porém é algo diferente dos testes da Audácia, agora tudo é mais real, não apenas uma forma de se integrar. O clima de tensão fica bem evidente no segundo livro, principalmente quando Tris enfrenta Jeanine. E a cena com o soro da verdade é uma das minhas preferidas! O ritmo do livro é frenético, parece que a autora cortou absolutamente tudo o que era desnecessário e manteve apenas as partes que realmente fazem o coração bater mais rápido. As reviravoltas nesse livro são tantas que é até difícil lembrar de todas. A autora faz questão de chocar e, como vimos no livro anterior, não tem pena de sair matando personagens. O livro fala muito sobre escolhas, sobre o que você está disposto a fazer pelo bem estar dos outros, sobre até que ponto arriscar-se é nobre e quando passa a ser estúpido e inconsequente. A autora não tem medo de te levar aos cantos mais escuros da mente da protagonista e explorar emoções que gostamos de fingir que não sentimos. O final nos faz querer correr para o último livro para saber o desenrolar da história. 


Com relação ao filme, ele é bem diferente do livro e mudaram tantas coisas que acabou afetando Convergente e Ascendente (Dividiram em dois o último livro com nomes diferentes, mas provavelmente o último filme não sairá no papel e será apenas um telefilme devido a bilheteria do último!) Soube que seria diferente quando vi Tris nos trailers empunhando uma arma, sendo que no livro ela não reluta a fazer isso porque está traumatizada devido a morte de Will. No livro os sem facção vivem em condições bem humildes, mas no filme eles têm uma sala de jantar, com taças, copos, uma mesa legal e a líder deles, Evelyn, se veste muito bem. Outra falha na adaptação: a primeira vez do casal Quatro e Tris. Esse momento íntimo acontece, somente no terceiro livro e foi antecipado (Ainda não li o livro, mas já me deram spoilers dele inteiro!). No livro a Tris se entrega para a Erudição e é condenada ao soro da morte, no filme ela se entrega e passa por testes de aptidão para conseguir abrir a caixa. Essa foi uma das maiores mudanças em relação ao livro, mas foi algo que gostei de certa forma, apesar de ser estranho (Não vou negar que no começo odiei essa história da caixa, hoje já superei rs). Colocaram uma caixa onde havia um segredo que Jeanine queria conhecer e para abrir essa caixa somente um divergente certo, com uma precisão alta de divergência e passando por simulações das facções poderia abrir e conhecer seu interior. Não vemos a traição de Caleb.

Tris não volta com Marcus a Erudição, alias como já disse um personagem tão importante no livro não tem qualquer relevância ou participação que de fato lhe é merecida e existente nesse filme. Os fatos se misturam. Não temos os lideres anunciados da audácia após a aliança com os Sem facção, não temos Quatro duvidando de Tris e nem ele se arrependendo disso após encontrar a mensagem. Não temos a acusação infundada de Tris após eles irem a sede da Erudição. As mortes dos personagens que tem mais importância no livro aconteceram de maneiras totalmente errôneas e equivocadas. Erick e Jeanine tem seus desfechos mortais totalmente diferente do que acontece, sem qualquer contexto na história e sem qualquer ligação com a trama.


Ps: Ainda não superei o fato do cabelo da Tris parecer que ela tinha acabado de cortá-lo em um salão de beleza alá Ana Maria Braga! E na parte mais importante onde vamos conhecer a mensagem deixada e protegida pela Abnegação e por Jeanine, temos uma mensagem que ignora todos os fatos de suspense e revelações que ainda teríamos e que deixa a história perfeita e com aquele gostinho de ansiedade para o próximo. Todo o contexto da história foi mudado, tudo o que aquela mensagem significava e como ficou o poder atrás da muralha perdeu o sentido. Isso explica porque Convergente ficou tão diferente ainda mais do livro e nem imagino como fariam com Ascendente se ele fosse lançado nos cinemas. Apesar disso, o filme é bom se não levarmos em conta sua fidelidade literária e mostra uma outra perspectiva da história. Mas não posso negar que essas mudanças me desanimaram de ver os outros filmes (Principalmente quando vi o trailer de Convergente).

2 comentários:

  1. Olááá!
    Ainda não li nem vi o filme. Me aceita. hahaha Um dia consigo. :P
    Seguindo o blog. :D

    Beijos,
    Postando Trechos

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    Respostas
    1. Obrigado!!! Leia e veja o filme e depois comente o que achou :)

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