quarta-feira, 3 de agosto de 2016

RESENHA: CIDADE DOS OSSOS

SINOPSE: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer. Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.


Clary uma garota de quinze anos que mora com sua mãe Jocelyn, no Brooklyn em Nova York. Em uma noite, ela resolve ir ao Pandemônio, uma boate, com seu melhor amigo Simon, e o que tinha tudo para ser uma noite normal como todas as outras, acaba sendo sua última como uma "mundana" comum. Depois de testemunhar um assassinato na boate, cujos assassinos eram cheios de estranhas tatuagens, a quem somente Clary era capaz de ver, sua vida muda radicalmente. Dias depois, ela conhece Jace Wayland, um dos assassinos que estava atrás do garoto naquela outra noite, e ele a explica que ele e seus dois amigos, Alec e Isabelle, são na verdade Caçadores de Sombras, ou resumidamente: Caçadores de demônios ou o que quer que perturbe o mundo "mundano”. Então Clary percebe que há um outro mundo dentro do nosso, o Mundo das Sombras, mas somente quem tem a Visão, assim como ela, é capaz de vê-lo.


Jocelyn, sua mãe, é sequestrada em uma noite em seu próprio apartamento, o que faz com que Clary se aprofunde ainda mais nessa história de "Caçadores de Sombras" e Jace a leva ao Instituto, onde eles moram e treinam. Lá, Hodge, o tutor dos Caçadores, conta à Clary meio "por cima" sua história, e diz que sua mãe, já havia sido também uma Caçadora de Sombras, o que por consequência, está no sangue de Clary. Clary então ouve falar dos Instrumentos mortais, o Cálice, o Espelho, e a Espada. Valentine, um ex Caçador de Sombras, que havia traído a Clave - a Clave, é como se fosse a autoridade máxima no Mundo das Sombras, é quem decide os Acordos, e as punições aos que quebram a lei - está atrás da Taça, já que ela transforma qualquer humano em um Caçador de Sombras, e ele está criando seu exército. Então os quatro, Clary, Jace, Alec e Isabelle, entram em uma busca frenética pelo Cálice, para achá-la antes de Valentine, o que consequentemente, guarda muitas surpresas para todos.


Na história também nos é apresentados Lobisomens, Vampiros, Crianças da Lua, e vários outros tipos de "seres" mágicos, o que torna a história muito mais interessante, sem dúvidas. Além de tudo isso, ainda há um clima de romance no ar, na verdade um triângulo amoroso. Simon, o melhor amigo de Clary é apaixonado por ela, tipo, desde sempre, mas ela nunca havia percebido, é claro! Então, aos poucos, Clary se vê apaixonada por Jace, um lindo garoto loiro, irônico, e convencido. E por mais que Jace lute contra isso, ele inevitavelmente também acaba se apaixonando por Clary.  Mas o final guarda muitos segredos para Clary e Jace, colocando muitos obstáculos para que eles fiquem juntos, o que já na metade do livro, percebemos ser um amor proibido. As revelações que irão se apresentar aos dois, irão mudar tudo, suas histórias, seus objetivos, e tudo que acreditam.


Apesar da história ser um pouco diferente do que eu havia imaginado, gostei muito do modo que a autora conseguiu fundir esse novo mundo com o nosso, em como ela inseriu a magia em cada detalhe cotidiano. O livro é rico em detalhes e descrições. É claro, como Clary se depara com coisas nunca vistas e histórias que nunca ouviu, a obra é um pouco confusa no começo e em algumas partes de explicação se torna um tanto maçante, mas tudo isso é compensado ao longo da leitura. A narração é em terceira pessoa, o que eu gostei bastante, pois assim podemos conhecer o ponto de vista de cada personagem. No começo, todos aqueles nomes estranhos realmente te confundem, mas com o passar do tempo você vai se adaptando a escrita da Cassandra Clare, e não consegue desgrudar os olhos das páginas, até chegar a última linha.


Clary é uma protagonista forte, de gênio difícil e determinada. Ela vai atrás do que quer, apesar de alguns momentos de confusão. Jace possui um toque de bad boy, é sarcástico e irônico e simplesmente faz o que lhe passa pela cabeça. Em algumas cenas chega a ser arrogante, mas, apesar disso, a verdadeira face do personagem só é revelada mais para o fim do livro. É claro, o livro também possui seus clichês – a mocinha, o bad boy e o amigo nerd apaixonado. Certamente falta um pouco de ação e o romance não aparece até o final da leitura, mas isso é compensado nos próximos livros da série. Esse primeiro volume é sobre as descobertas da Clary, uma introdução a esse mundo novo e incrível. Nunca imaginaria o final que o livro tomou, e, obviamente, isso é algo que sempre nos instiga a continuar a leitura. Recomendo o livro para os que gostam de magia, ação e um pouco de romance, mas com uma atmosfera sobrenatural e envolvente. 


O filme inspirado no livro não foi bem nas bilheterias e fechou as portas para uma continuação. Não curti muito o filme, ele já revela de cara que a armação de Valentim sobre Clary e Jace serem irmãos, coisa que só descobrimos no terceiro livro. O filme é pouco escuro e, em algumas cenas de luta, fica um pouco complicado de distinguir quem está fazendo o que com quem, Jake é feio rs, Isabelle não é sexy, Alec é estranho. Só gostei de Lily Collins como Clary e o Simon achei parecido com o livro. Algo que eu gostaria muito de ter visto e não aconteceu, foi a transformação do Simon em rato na festa do Magnus Bane. Essa parte da história foi bastante modificada, não a festa em si, mas o suposto sequestro do Simon. Na realidade, é que para quem leu sabe que na cena do resgate foi outra, desde o principio. Teve sim a luta, mas era só o Jace e a Clary contra os vampiros (depois teve a ajuda dos lobisomens, do qual ela feriu o Alaric e não o Luke), o Alec e a Izzie não estavam lá.  Algo que me chamou bastante a atenção foi não conhecermos o vampiro Rafael. Já deixaram no ar a possibilidade do Simon se tornar vampiro, foi quase um momento homem aranha, pois ele já estava sentindo uma “transformação” em seu corpo e tinha duas marquinhas no pescoço. O Magnus neste filme aparece bem pouco, mas suas aparições são sempre para ajudar de alguma forma, ou contando o que ocorreu com a Clary ou salvando o Alec. Quando os olhos dele se transforma nos de gato é genial. Os irmãos do Silêncio, apesar de não flutuarem conseguiram manter aquele ar meio assustador e supernatural. Então acho que o fato deles não flutuarem foi um mero detalhe.


A partir do Hodge entregando o cálice para o Valentim a história modificou bastante. Essa sequência de Instituto, casa do Valentim se tornou apenas o Instituto (que por sinal estava super perfeito). O que abre bastante para discussões, visto que ele foi construído em solo sagrado o que não permite que criaturas do submundo possam entrar e nesse caso virou mó pandemônio. Era demônio, era lobisomem, etc etc. Simon e Izzy já viraram dupla dinâmica, tipo ele nem deveria estar ali e acabou achando à mãe da Clary, matando demônios, destoa um pouco do livro. Duas coisas que realmente senti muita falta foram: Valentim fugindo com o cálice e indo para a casa a onde morou o com Jace quando ele era pequeno. No filme não ocorre dessa forma, ele atravessa o portal e Clary o quebra e no fim das contas é ela que fica com o cálice e não ele. E o momento extremamente simbólico do Jace pegando um caco do portal. Essa cena para mim tem muito significado, pois ele passa parte do segundo livro observando o caco, lembrando de sua criação pelo Valentim, ponderando sobre ser ou não parecido com o suposto pai e tudo mais. A moto do Jace não funciona com energia demonica, não foi roubada dos vampiros e nem voa, mas no fim das contas isso não fez tanta falta. Ele busca a Clary de moto de qualquer forma só não voa. Não aprofundam muito sobre a história do Valentine e companhia. Os pais de Jace e Isabelle não são citados em momento algum.
Mas a série Shadowhunters, inspirada nos livros, eu gostei muito. É diferente do livro e do filme, mas é uma série e as mudanças até que se justificam. Mas o que mais gosto na série é o que os atores que fazem os personagens são como imaginávamos que eles seriam. PS: Amo a Izzy, Alec e Magnus da série S2 



Algumas diferenças: Na série, Jace praticamente se apaixona à primeira vista por Clary e não tem nenhum aspecto de líder. Uma breve descrição: o Instituto na trama literária é um lugar misterioso, antigo, com quase nenhum Caçador de Sombras. Ele possui bastante livros e um arsenal de armas para o treinamento dos novatos. Na série, ele é um lugar moderno, cheio de tecnologias e com muitos Caçadores de Sombras. A atriz Maxim Roy está fiel aos livros. Uma mãe preocupada e que escondeu da filha o seu maior segredo. A escolha de Isaiah Mustafa para o papel de Luke Garroway foi boa. 

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