segunda-feira, 22 de agosto de 2016

RESENHA: DEZESSEIS LUAS

SINOPSE: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece...  Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.


Esqueça vampiros, anjos, lobisomens e outros seres do mundo sobrenatural que vocês estão acostumados, em Dezesseis luas o clima é totalmente diferente e novos tipos de criaturas aparecem na historia, como bruxas, espíritos, videntes e zumbis. Lena Duchanesuma conjuradora ou bruxa, chega à cidade de Gatlin, que fica longe demais de Charleston para ter um Starbucks. Ela está para fazer 16 anos e em contagem regressiva para o seu aniversário que é quando ela será convocada para a Luz ou para as Trevas. Não bastasse essa preocupação, ela tropeça em Ethan Wate e seu destino muda drasticamente. Ethan parece o típico atleta de cidade pequena, mas escondido em seu quarto ele lê autores clássicos, deseja fugir de Gatlin e viajar o mundo, começando pela faculdade que deverá ser o mais longe possível. Há vários meses Ethan sonha com uma garota de cabelos pretos em perigo que não consegue salvar e não consegue acreditar quando reconhece em Lena a garota dos sonhos. Em meio a muita confusão, os dois se apaixonam e Ethan terá que lidar com o mundo totalmente louco da namorada para que eles possam ficar juntos.


Gostei muito dos personagens, principalmente de Lena que não se faz de coitadinha e tem poderes muito legais e raros, pois é uma Natural, conseguindo controlar os elementos naturais a seu redor como a água, o vento, o fogo e a terra (pelo menos é apenas isso que nos apresentam no primeiro livro) e nasceram bem poucas nos últimos anos. Todos os personagens têm segredos obscuros, que com o desenvolver do livro vão se revelando e de certa forma interferindo na historia. 


Gostei muito do livro por ele ser narrado no ponto de vista do Ethan, o humano da história, isso deu uma diferenciada dos outros livros, pois as histórias geralmente são narradas por meninas excluídas e tímidas. E apesar da introdução meio clichê (acontece na escola, algo impede que os protagonistas fiquem juntos, um dos dois tem algo poder especial e etc.), o livro não segue essa linha previsível até o fim. E acontecimentos interessantes não ficam sendo empurrados para o final do livro. Claro que a surpresa/revelação e o acontecimento só vão acontecer no fim, mas entre esse começo clichê e esse final não totalmente surpreendente, a ponta criada pelas autoras deu um ritmo bom ao enredo.


O filme baseado no livro que estreou com a missão de resgatar os órfãos da saga Crepúsculo, não deu muito certo. O filme tem algumas diferenças do livro (como sempre!): Eles deixaram de fora a Marian e as tias do Ethan que são marcantes e importantes para os outros livros, não aparecem o pai do Ethan e só uma atriz interpreta a Serafine. Amma no filme não tem toda aquela personalidade forte, ás vezes até agressiva e todo aquele misticismo. A Lena (que não tem olhos claros no filme) perdeu bastante da sua personalidade forte também e bom humor, se tornou um tipo de releitura da Bella, de Crepúsculo. Mudaram a espécie do Macon, isso faria falta num possível segundo filme. Apesar do ator Alden Ehrenreich, que interpreta Ethan, ter feito um ótimo trabalho, ele não parece fisicamente com a descrição do personagem no livro. Mais velho para o papel e com uma aparência madura e seu corpo musculoso e largo, dificulta a visão do Ethan ágil e astuto do livro.


Pedaços importantes da história do livro foram retirados, como a festa de formatura, a música com a profecia, o vestido, a ajuda de Ethan com o livro, apesar do perigo, sem contar nas diversas cenas na parte subterrânea da biblioteca, que mal foram citadas no longa-metragem. Riddly não é loira de cabelo comprido, com mechas rosa e de olhos azuis, e não chupa pirulito de morango. Ela é ruiva de olhos escuros e de cabelo curto. 


Tiraram também o cachorro do Tio Macon! O medalhão – um dos artefatos principais do livro – foi encontrado por ambos, Lena e Ethan, já no filme Ethan acha o medalhão sozinho, presenteando a Lena. Não tem a cena do livro onde Lena, ainda aperfeiçoando seus poderes deixa a cara das patricinhas meladas por uma semana, com caneta permanente. Lena e Ethan não se comunicam por pensamento, não existe a música Dezesseis Luas! Na batalha Serafine x Lena, o Ethan leva um tiro e não uma facada, e não é a Serafine quem o atinge. E a festa do final do livro não ocorre no filme.

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