quinta-feira, 4 de agosto de 2016

RESENHA: A HOSPEDEIRA

SINOPSE: Melanie Stryder se recusa a desaparecer. Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores. Suas mentes são extraídas enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos 'selvagens' que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a 'alma' invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade pela qual Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua incapaz de se separar dos desejos de seu corpo. Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida em uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa pelo homem que ambas amam.


O mundo não é mais o mesmo, foi dominado por uma espécie alienígena que se hospeda em corpos humanos. Melanie não aceita ser pega por esses invasores, ela vive em constante fuga juntamente com seu irmão mais novo Jamie.  Em uma de suas muitas buscas por comida ela encontra Jared, um homem inteligente e cheio de estratégias para se manter longe das vistas dos invasores, então eles se unem, e mesmo Melanie tendo 17 anos e Jared 36 eles se apaixonam. Um certo dia Melanie deixa seu irmão com Jared e parte em busca de uma prima que ela acredita ainda não ter sido dominada pelos invasores. Porém ela é capturada por seus inimigos, e eles decidem colocar uma nova “alma” em seu corpo jovem e forte. A escolhida é Peregrina, uma “alma” que já viveu em quase todos os planetas dominados por suas espécie. O que Peg não poderia imaginar é que Mel não quer ser dominada, e ao contrario de todos os hospedeiros habituais vai lutar com todas as forças para manter sua mente ativa, mesmo com Peg morando ali também. As duas passam a ter uma conexão, e a “conversar” através do pensamento, Mel tenta de todo jeito bloquear as informações sobre Jared e Jamie, para que os invasores não os encontrem. Mas em uma noite Mel compartilha sem querer com Peg um sonho com seu irmão e amado colocando a vida dos dois em risco já que Peg aciona os buscadores, responsáveis por caçar os humanos. Então Melanie passa a mostrar suas lembranças para Peg, numa tentativa desesperada de convencê-la a não pegar sua família, entre essas lembranças o amor de Mel por Jared aflora e Peg passa a sentir o mesmo, decidindo protegê-los. Juntas elas partem numa busca pelo esconderijo de Jamie e Jared tentando chegar lá antes dos buscadores, depois de muito sofrerem elas conseguem achar o lugar, e lá  não estão somente os dois, e sim uma vários humanos unidos em resistência, Peg é feita de prisioneira, e é mal tratada por todos, inclusive por Jared que não se conforma com a situação. Peregrina precisa provar que quer o bem de todos, e lidar com os sentimentos conflitante que as duas dividem, Peg acha que esta apaixonada por Jared assim como Mel, até que ela conhece Ian, e as coisas ficam ainda mais complicadas. Em meio a tantos desencontros Peregrina ainda tem que lidar com o fato de que ama a vida humana, o que a torna uma traidora a sua espécie.


A Hospedeira foi um livro que li logo depois da saga Crepúsculo. Lembro-me que demorei meses para ler porque achei a história um pouco maçante, cansativa e lenta no começo. Despois fui me apegando aos personagens e a história lá para o final começou a ficar interessante. Tio Jeb e sua curiosidade insaciável, a sinceridade infantil de Jamie, a incredulidade de Jared, a mudança e bondade de Ian, o jeito brucutu do Kyle e Peg que não tem como não amar. 


A Hospedeira pecou apenas em não explorar mais o lado das almas - por mais que a protagonista seja uma delas. Eu gostaria que as almas não fossem apenas seres bonzinhos. Fica meio duvidoso que seres assim dominem planetas, por mais que fique claro que esses alienígenas não precisaram de força bruta para vencer a humanidade. Eu preferiria que as almas fossem mais cruéis, controladoras, sinistras. Apesar de isso ser apenas um detalhe, mas acho que isso meio que bloqueou da trama se estender mais para outros horizontes. De qualquer modo, por mais que as almas sejam o "vilão" de toda história, é por uma alma que torcemos em todo o livro. E se uma alma se conectasse ao seu hospedeiro de tal forma que ficasse impossível de distinguir quem é quem? O confronto entre aliens pacíficos contra humanos violentos é o aspecto mais interessante por trás do livro. Não necessariamente pelo embate em si, mas pelas características ressaltadas de cada lado, especialmente o uso da instabilidade emocional como causa de tantos contratempos provocados pelo homem. Diante disto, vem a inevitável pergunta: a perda do controle do planeta pelos humanos seria um preço alto demais a ser pago em nome de uma sociedade mais justa? Esta é a sombra que permeia parte do livro, especialmente no início, onde a invasão é apresentada. Tantas são as benfeitorias promovidas pelos alienígenas que eles chegam a ganhar uma certa simpatia nossa, por mais que sejam também os responsáveis pela anulação da raça humana. Pensando no planeta como um todo, e deixando de lado os interesses humanos, por que não? Infelizmente, esta interessante questão não dura muito tempo em cena e logo perde espaço e focando muito no romance. O livro acaba girando em torno de um quarteto amoroso, mas com 3 corpos.


Baseado no livro escrito por Stephenie Meyer, o filme foi muito esperado, principalmente, pelos fãs da série Crepúsculo, escrito pela mesma autora, mas fracassou. Gastando aproximadamente U$$ 40 milhões, A Hospedeira faturou apenas U$$ 63 milhões nos cinemas mundiais, deixando pouco lucro para a produtora, que não economizou no marketing. Para a versão cinematográfica muitas mudanças foram feitas. A primeira delas é que no livro Jared é mais velho que Melanie, ele tem 36 e ela 17 anos. No filme não dá para notar tanto essa diferença de idade. A Buscadora, a vilã, não é nada parecida com a descrição dos livros. No livro ela é uma humana de baixa estatura, pele cor de oliva e que só usava preto, enquanto que no filme ela é uma loira - linda por sinal - muito alta e que só usava branco. Falta um pouco mais de ódio por parte dos humanos na parte em que a Peregrina começa a viver nas cavernas junto com Jared, Jab, Ian e Jamie. Eles demonstraram uma certa hostilidade, mas não era nada que iria colocar a vida dela em risco ou aquele asco descarado que é descrito nos livros. A cena que o Kyle tenta matar Peg falta umas porradas a mais e o riacho é bem mixuruca, no livro é descrito quase como uma queda d'água e no filme colocam um micro rio que corre um pouco mais rápido.

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