quinta-feira, 18 de agosto de 2016

RESENHA: MAZE RUNNER - CORRER OU MORRER

SINOPSE: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam 'A Clareira', um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... Correr muito.


Maze Runner - Correr ou Morrer é o primeiro livro da trilogia distópica escrita por James Dashner. O livro é narrado por Thomas, um menino de aproximadamente 16 anos que não se lembra de nada da sua vida antes de despertar, somente o seu nome. Thomas desperta em uma caixa escura e lisa, a caixa se move para cima e em poucos segundos depois de despertar a caixa se abre acima de sua cabeça. Thomas acorda rodeado por meninos mais ou menos da idade dele, que ele acha ser 16, que falam de uma forma estranha e agem de uma forma estranha. Um menino que parece ser o líder se aproxima de Thomas e fala: “Bem vindo à Clareira”. Thomas está cheio de perguntas a fazer, mas logo percebe que não conseguirá nenhuma resposta. Os meninos são muito conservadores e não gostam que novatos fiquem questionado tudo, a vida na clareira é corrida e cada segundo gasto respondendo a Thomas é um segundo a menos que eles poderiam estar desvendando o labirinto.


A clareira é um mistério, existe um labirinto do lado de fora, labirinto esse que só é permitida a entrada dos corredores. Durante 2 anos os corredores percorrem o labirinto durante o dia, e voltam a noite para desenhar mapas das mudanças (porque para ajudar as paredes do labirinto se movem todos os dias). Durante esses 2 anos ninguém nem chegou perto de desvendar o mistério do labirinto, a única coisa que eles sabem é, depois que o sol de põe é suicídio permanecer no labirinto e os verdugos (bichos grotescos e assassinos) matam sem dó nem piedade, o único lugar seguro é dentro da clareira! A regra numero 1 é: nunca vá no labirinto sem permissão.


Thomas logo descobre que quebrar as regras é muito ruim e que ele não é tão comum assim como pensava. Apesar de todos os Clareanos terem perdido a memória, Thomas se lembra de algumas coisas, ele se sente em casa na clareira, ele tem a sensação de que já esteve ali antes. Thomas vai conseguindo ganhar a confiança dos Clareanos aos poucos, mas tudo muda com a chegada de outra pessoa na caixa, algo inesperado que nem o mais antigo dos meninos poderia imaginar, é uma menina (fato inédito, só chegaram meninos na caixa durante os 2 anos que eles estão na clareira) e para piorar a situação ela trás consigo duas mensagens. Ela é a última. Tudo Vai Mudar. Thomas precisa desvendar esse labirinto e precisa com todas as forças se tornar um corredor. Ele acredita que pode ajudar os Clareanos e que apesar de todos desconfiarem dele, ele acredita ser uma boa pessoa.


Acompanhamos, junto ao narrador, as atrocidades que ocorrem na Clareira e longe dela, pelos imensos e sinistros corredores do Labirinto. Thomas é o foco, e junto dele vamos descobrindo, pouco a pouco, o que é, afinal, o mundo onde foram jogados. Quem os jogou ali. E quais os motivos que os levaram a isso - e garanto a vocês que as revelações da trama principal nos deixa atônitos! Não sei por que, mas este primeiro livro me lembrou muito a primeira temporada de LOST. Acho que foi por causa do mistério com aquela pitada de terror e suspense. O autor conduz a trama com maestria. As páginas estão recheadas de ação, suspense, drama, tensão e um ligeiro toque de romance. O autor foi muito feliz também na criação de seus personagens. Todos parecem tão reais que é impossível não se cativar com Thomas, Minho, Newt e principalmente com Chuck.


No começo é normal ficar confuso (assim como o protagonista) nas primeiras páginas, até que mais informações sobre a clareira, o labirinto e os personagens começam a facilitar a compreensão do que está acontecendo. Pra ajudar um pouco mais na confusão, os personagens utilizam gírias próprias do universo criado no livro. Palavras e expressões como “Cara de Mertila”, “Trolho” e “Plong” são constantemente utilizadas nos diálogos. No começo isso gera certo estranhamento, mas logo nos acostumamos e no fim do livro já até estamos chamando nossos amigos e parentes de “Trolhos” e “Plongs”. Passadas as primeiras cinquenta páginas a leitura finalmente engata e começam a ser revelados os segredos e mistérios da história. Lembre-se bem dessa palavra: mistério. Esta é a principal qualidade de Maze Runner e a história mostra-se praticamente imprevisível. Sempre que você começa a imaginar ou achar que está entendendo o que é a clareira e o labirinto, uma reviravolta joga tudo pro alto e mostra que você estava errado. Como se isso já não bastasse, quase todos os capítulos possuem um gancho em seu fim, o que vai fazer com que você fique tão preso na história que não vai querer parar de ler até virar a última página.


O autor também não poupa realismo e sofrimento. Os personagens, mesmo sendo jovens adolescentes, precisam lidar com situações devastadoras, incluindo desavenças, traições e mortes. Além disso, as cenas de ação protagonizadas por Thomas são tão agonizantes e de tirar o fôlego. James Dashner também não poupa os pequenos detalhes nos momentos de terror — que acontece muito! — e os expõe da maneira mais sincera possível! O livro possui mais de quatrocentas páginas e o tempo cronológico da narrativa é apenas de duas a três semanas, então cada detalhe foi muito bem explorado.


Na adaptação do livro para os cinemas tiveram algumas mudanças, como, por exemplo: Thomas não se lembra do seu nome no filme, que no livro, ao contrario, é a única coisa que se lembra. Os clareanos eram pacientes com Thomas, mas no filme, eram arrogantes. Outra diferença foi a chegada de Teresa, que no livro fica em coma a maior parte e no filme ela acorda bem rápido, se isola e começa a jogar objetos nos clareanos. Além disso, a telepatia entre Teresa e Thomas é ocultada no filme. A fuga do labirinto acontece de forma um pouco diferente também, pois o Buraco dos Verdugos no livro é em um penhasco, que os clareanos sabem exatamente onde ficam e no filme é em um lugar super escondido, onde nem sabiam de sua existência. No livro Alby diz pra Thomas que nunca chove na Clareira, o que explica algo muito interessante nos próximos livros, porém no filme, há uma cena que está chovendo. Apesar disso, o filme é ótimo e nos deixa envolvidos o tempo todo. Então, se você gosta de uma boa história de ação e mistério, Maze Runner é a escolha certa para você! Um apavorante thriller de tirar o fôlego e que fará com que você implore para ler sequências e saber como tudo acaba.

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