terça-feira, 2 de agosto de 2016

RESENHA: TRILOGIA JOGOS VORAZES

SINOPSE: Jogos Vorazes - A história se passa em uma nação chamada Panem, fundada após o fim da América do Norte. Formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital, sede do governo. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com os 'Jogos Vorazes', uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de 12 a 18 anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte. Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. 
Em Chamas - Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente. 
A Esperança - Depois de sobreviver aos jogos por duas vezes, Katniss Everdeen tentará se encontrar no papel de símbolo de uma revolução, enquanto luta para proteger sua mãe e sua irmã no meio de uma guerra. 


Jogos Vorazes é uma distopia, ou seja, uma história narrada num futuro marcado por uma realidade opressiva e um governo controlador.  Cada distrito é especializado num ramo: o 12 é das carvoarias, o 7 é da madeira, o 4 é da pescaria. E todos fornecem seu material para a Capital. Metade do primeiro livro conta como Katniss chegou até a arena, explicando o processo pelo qual os tributos passam até enfim entrarem em ação: os treinamentos, o reconhecimento dos outros tributos, a formação de alianças e de patrocinadores, a descoberta de um plano tático. E a outra metade conta como foi os Jogos Vorazes em si. Quem narra é Katniss em primeira pessoa, o que deturpa um pouco a visão de como os Jogos transcorrem. Mas em compensação foi uma forma muito válida da autora passar como é o sentimento de sobrevivência e também os pensamentos de alguém que é extremamente contra o sistema e contra a desnecessária brutalidade que envolve a realidade. Com um narrador imparcial, seria muito pouco provável que o livro transmitisse ao leitor a sua intenção, a sua mensagem. 


Gosto muito do símbolo do tordo. Ele é uma variante do Gaio Tagarela, um bestante (animal artificial criado pela Capital, geralmente mortal) utilizado nos tempos da rebelião para transmitir as vozes dos rebeldes e, assim, a Capital ter acesso aos planos do adversário. Depois de sufocada a rebelião, os Gaios foram soltos na natureza e, para sobreviverem, cruzaram com outra espécie de pássaro, surgindo assim o tordo. Não possuindo mais a habilidade de transmitir vozes, os tordos conseguem reproduzir os sons de uma música/um assobio etc. Aqui na história ele transmite a mensagem de boas notícias, de sobrevivência: além de ser fruto da sobrevivência dos Gaios, ele também é utilizado pela Katniss para informar ao seu aliado que ela estava viva. Também há a personagem Rue que transmitia aos seus companheiros de trabalho o final do expediente (que consistia em horas e horas debaixo de um sol escaldante num pomar - o distrito 11 é especializado na agricultura). Durante todo o livro eu não soube o que pensar de Peeta. Às vezes ele parece bobo de mais, outras esperto de mais. Ele faz aquele papel de bobo apaixonado, mas por algum motivo isso não me convenceu (E nesse momento o fã clube de Peeta planeja minha morte hahahaha). Acho Peeta muito aquém de Katniss, ela consegue ser racional, pensar estrategicamente, e saber exatamente o que está acontecendo, enquanto ele é apenas limitado.  Gosto mais de Katniss com Gale. Mas calma gente, ainda estou falando do primeiro livro. Cinna é um dos meus personagens favoritos também.


Com relação ao filme, temos algumas diferenças. No livro, Katniss ganha seu broche de ouro de Madge – e o presente tem todo um significado que Katniss só fica a par no segundo livro (Em Chamas). Já no filme, ela ganha o broche de uma senhora que simplesmente o dá a Katniss em uma de suas passagens pelo Prego (o que jamais aconteceria, já que provavelmente custaria muito caro para alguém da Costura). Além disso, não fica claro que o broche é símbolo do Distrito 12 e uma afronta à Capital, o que é uma pena, porque a ideologia contida no símbolo é um dos pilares do livro. O momento em que Katniss está quase morrendo de sede, logo no início dos Jogos, é bem tenso no livro e, inclusive, Catnip questiona por que Haymitch não lhe envia água como uma dádiva. No filme, isso nem parece preocupá-la muito, e ela encontra água rapidinho. Quando Katniss está fugindo do ataque das bolas de fogo na arena (queima as mãos e panturrilha), ao explodir a comida dos Tributos Carreiristas (quando fica surda de um ouvido até voltar para a Capital), quanto Peeta estava quase morrendo, enfim tudo é mais rápido e bem menos sofrido no filme. 


Os bestantes são mais assustadores no livro. No filme, eles se parecem mais com cães. Passaram longe da descrição “lobos que podem andar sobre as duas patas traseiras e parecem fazer gestos para os outros do bando com as patas dianteiras”. Além disso, seus olhos não lembram os Tributos mortos e eles não têm coleiras com os números desses Tributos. A morte de Cato é mais sussa no filme. No livro, ele passa a noite toda sendo devorado aos poucos pelos Bestantes, já que sua armadura o protege (e nesse caso, se torna uma arma contra ele próprio), deixando as extremidades vulneráveis. No filme, a armadura não existe e, por conta disso, a morte dele acaba sendo muito mais rápida: assim que Cato cai da Cornucópia, Katniss acerta uma flecha em seu coração. E Peeta não perde a perna! Essa foi uma mudança drástica. Originalmente, o personagem perde o membro por causa do torniquete que Katniss faz para que ele pare de sangrar (e não morra). Na Capital, ele ganha uma perna mecânica. No filme isso simplesmente não acontece. Haymitch é muito mais bêbado no livro e fisicamente diferente do ator do filme, mas foi uma mudança boa. Effie não é tão carismática e divertida quanto nos filmes. O saldo final do filme é mediano.


Agora vamos falar sobre meu livro preferido da saga: Em Chamas. Eu simplesmente AMO esse livro e o acho muito superior ao primeiro. Aqui vemos mais a relação de Katniss e Snow, a química entre o antagonista e o protagonista é espetacular, pois Snow consegue ser aquele vilão que você odeia por ter poucas palavras e muita ação. Mesmo com uma rodada de romance maior, Em Chamas segue o seu antecessor em combate e batalhas sem antes deixar de mostrar como andam os Distritos. E essa parte de exibição de vida dos outros Distritos é a mais prejudicada nisso tudo. Embora você consiga entender o que ocorre em Distritos específicos, não há grande destaque à revolução que Katniss está organizando sem saber. Tirando o Distrito de Rue, você pouco fica sabendo dos outros, a travessia pelos Distritos é rápida e a autora se preocupa mais em exibir como Katniss está sofrendo – ou enlouquecendo – com seus pesadelos sem fim do que tentar explicar como alguns Distritos estão comparados com outros. As pequenas reviravoltas no enredo tornam a trama ainda mais fascinante do que ela já é. A adição de outra edição dos Jogos consegue adicionar mais dinamismo no livro para as pessoas que acharam que a obra ficou apenas no romance forçado entre Peeta e Katniss. Foi nesse livro que comecei a gosta de Katniss com Peeta (Pronto, não serei mais morto! Rs)


Sobre o filme, esse também é o filme que mais gosto da saga. Mas também temos algumas diferenças: Alguns personagens bastante legais como a trupe toda de preparação de Katniss que não aparece nos filmes, mas são divertidos nos livros. Todos sabemos que Katniss é uma heroína e uma sobrevivente, mas nem sempre é muito esperta. Ao fim do livro e do filme, nós percebemos que Plutarch Heavensbee era um dos idealizadores da revolução dos Distritos, portanto, estava infiltrado na Capital como o organizador dos Jogos Vorazes e parceiro de papo do presidente Snow nas horas vagas. Mas logo no começo do livro, cena que não existe no filme, nós temos um forte indício de que ele está do lado de Katniss. Quando é apresentado à garota, ele mostra a ela o seu relógio que rapidamente mostra o fundo de um tordo. Se exibir o símbolo dela já não gritava que ele estava ao seu lado, não sei o que mais ele podia fazer. Mas a nossa querida Katniss, claro, não percebeu nada. O relógio também poderia dar uma ótima dica sobre o que a esperava na arena dos Jogos Vorazes, como ela imaginou depois. 


Katniss se encontra com duas fugitivas do Distrito 8 (Bonnie e Twill), que começou um dos levantes contra a Capital, na floresta do Distrito 12. Elas lhe dão notícias sobre a revolta e também levam consigo o símbolo do tordo, o símbolo que representa a força e esperança  dos revoltos. As duas também falam que estão indo até o Distrito 13, que acreditam ainda existir, apesar das informações que a Capital divulga sobre ele ter sido destruído. De acordo com elas, o que Katniss confirma depois, a Capital sempre transmite o mesmo vídeo que mostra a destruição do local como se a transmissão fosse ao vivo. Para elas e para as pessoas que se juntam a revolução, o Distrito 13 não só ainda existe como é morada dos que sobreviveram. Toda essa parte não tem no filme. Apesar de bem colocada, a cena de Katniss surtando durante caça não tem no livro. Percebemos o quanto ela está fragilizada e perturbada, mas isso se mostra somente com os seus pesadelos frequentes. A presença da menina que é a neta de Snow foi uma ideia genial que não é mencionada no livro, a criança da Capital que vê Katniss como heroína e modelo a ser seguido. No começo dos jogos do Massacre Quaternário, Peeta fica paralisado em sua plataforma, porque ele não sabe nadar, daí o Finnick pula na água e o ajuda a chegar sã e salvo em terra firme. Isso não ocorre no filme. Minha única ressalva sobre o filme é que ficou confuso e sem explicação para quem não leu o livro com  relação ao 13. Eles não tocaram no assunto do Distrito 13 durante todo o filme e quando foram explicar o que aconteceu no final, essa falta de informações não foi suprida. 


E finalmente chegamos ao terceiro livro da trilogia, que é o que menos gosto: A Esperança. Tenho um caso de ódio e amor com esse livro: odiei com todas as minhas forças no começo e depois dos filmes e dos anos, passei a engolir sua história. Mas ainda acho A Esperança o menos interessante quando deveria ser o mais, assim, temos então um livro bom, repleto de erros finais que comprometem a saga de uma maneira satisfatória. Diante dos acontecimentos de Em Chamas, somos então jogados no Distrito 13 onde até então só existiam rumores sobre a sua possível sobrevivência entre os outros Distritos. Mais da metade do livro se passa somente neste local, então, é bem provável que muitos o achem o mais chato e parado, mas ele ganha seus méritos por tentar explorar ideias não exploradas antes. O grande trunfo de Collins é conseguir ter erguido uma saga monstruosa com personagens que são bem explorados e usados, uma história interessante e nova, e acima de tudo, uma narrativa tão gostosa de ser lida que você irá querer mais. Os personagens que são adicionados – sua equipe de filmagem, Coin, os outros soldados e a própria população do Distrito 13 – parecem não ser muito interessantes, pois a autora não exige muito deles, pois não há tempo de construir suas personalidades. O que vemos é uma adição exagerada de personagens que não receberão carisma o suficiente. 


As cinquenta páginas finais foram excruciantes para mim, pois eram arrastadas, chatas e nada convincentes. As mortes finais soaram muito forçadas e sem devido desenvolvimento, deixando você sem se impactar com o ocorrido. Finnick morre e você mal se dá conta. Prim morre e você nem ao menos liga. Eu mesmo tive que reler o trecho diversas vezes para entender direito que se tratava de Prim e não qualquer ilusão ou flashback de Katniss. Há essa lacuna de tempo em que Katniss pega fogo e ela recobra a consciência onde tudo já está resolvido, fato que estraga ainda mais, mesmo ela te contando o que houve depois. Gale simplesmente some deixando uma Katniss catatônica que não me convenceu em nenhum momento. Ele era um dos únicos personagens que jamais a deixaria, e é exatamente isso que ele faz, só que o contrário. Aliás sua personalidade muda muito no terceiro livro e parece que Collins fez isso proposital para fortalecer Katniss com Peeta. Katniss também não está mais tão forte como nos outros livros. Ela passa boa parte do livro se escondendo em armários, desmaiando e à base de “morfináceos”.


Sobre os filmes (já que o livro foi dividido em dois filmes), gostei mais do que o livro, mas como eles focam mais na parte política e guerra, muitas pessoas não gostaram tanto. Como foi divido em dois, eles enrolam um pouco. Na parte 1, Katniss vai duas vezes ao 12 e não tem muita ação. Lembro que quando fui assistir no cinema algumas pessoas reclamaram que ela só tinha atirado um flecha o filme todo. Com relação as diferenças, a julgar pelo filme, você pode pensar que a família Everdeen, Haymitch (Woody Harrelson), e aquele maldito gato foram tudo que sobrou do Distrito 12. Esta não é a realidade do livro. Uma das ausências mais notáveis é Delly, colega de escola de Peeta, que a ajuda a recuperar suas memórias depois que o Capitólio “sequestra”, o cérebro dela (ela é escolhida por ser a única que realmente se lembra de Katniss, que sofreu lavagem cerebral). No filme, é Prim (Willow Shields) que não consegue se esquecer de Katniss (Jennifer Lawrence). Outra personagem do Distrito 12 que não aparece é Greasy Sae, a cozinheira que transformava o escasso suprimento de comidas do Distrito em refeições aceitáveis. Ela nunca apareceu nos filmes anteriores e também não aparece no último livro, mas foi uma cozinheira do Distrito 13 que cozinhava para Katniss quando ela finalmente voltou para o Distrito 12. No livro é mostrado o funcionamento do Distrito 13: lá todos são obrigados a tatuar, com uma tinta que sai após algumas horas, o cronograma de atividades diárias que precisam cumprir. É extremamente rígido e até os momentos de lazer são minimamente calculados. Por exemplo, às 18h tinham que meditar. Até Katniss e os sobreviventes do Distrito 12 precisaram se adequar ao sistema, apesar da garota constantemente burlá-lo – um privilégio que provavelmente só o tordo poderia ter. 

Effie Trinket nunca esteve no Distrito 13 nos livros, ela permaneceu na Capital. Inclusive, várias de suas falas bem humoradas no filme na verdade são ditas por outros personagens no terceiro volume da série, como Plutarch, Fulvia (secretária de Plutarch que não aparece nos filmes) e Gale. Em ambas as obras Katniss exige poder sair do Distrito 13 para caçar com Gale e efetivamente faz isso. Mas no filme, um detalhe é diferente – um detalhe que não existe no livro e confere ao filme um peso ainda maior. Há nele um diálogo entre Katniss e Gale, no qual a garota, parada na frente de um alce sem conseguir atirar uma flecha, questiona o porquê da vítima não ter medo. Gale responde que é lógico que não tem, ele nunca fora caçado. A cena da explosão da barragem simplesmente não existe no livro, mas ficou incrível no filme. Excelente adição. Em um determinado momento de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 Katniss brinca com o gato da irmã, fazendo com que ele persiga a luz de sua lanterna. Ela se dá conta que o felino é uma representação de si mesma, sendo constantemente manipulada, tanto pela Capital quanto pelos rebeldes. No livro, ela tem a mesma percepção de estar sendo representada, mas enxerga como uma metáfora de como ela nunca consegue alcançar Peeta, que seria representado pela luz. Percebeu a diferença? Com o tom quase inteiro cinza, mais sombrio, o filme foca mais nos sentimentos de Katniss.

Já a Parte 2, é meu segundo filme favorito da saga, apesar do final corrido e da falta de emoção nas principais mortes. A comandante Paylor (Patina Miller), encarregada do hospital do Distrito 8, foi bombardeada na primeira parte de A Esperança. No livro, ela mal aparece depois daquela cena, surgindo apenas no final, quando Panem elege seu Presidente. O filme corrige a ausência da personagem dando a ela um papel importante na invasão do Capitólio e no bombardeiro do Distrito 2. Ela é a mais preocupada com a preservação da vida humana durante o ataque que derrota uma das armadilhas de Gale. Antes de Katniss e sua unidade invadirem o Capitólio, é Paylor que explica a função das armadilhas que o Presidente Snow (Donald Sutherland) preparou para ela. Como nos filmes anteriores, o final da saga dedica um bom tempo aos planos que Snow tem para o Capitólio. Bem mais do que no livro, o filme foca na saúde do Presidente: ele cospe sangue constantemente e chega a desmaiar, o que faz Egeria (Sarita Choudhury, cujo personagem foi criado para os filmes), seu ministro, perguntar se ele gostaria de procurar um médico. No livro, uma das condições que Katniss impõe para liderar os rebeldes é matar Snow, mas isso não apareceu nas telonas. Katniss finalmente resolve matar o Presidente com as próprias mãos quando descobre que Peeta foi torturada por duas semanas no Capitólio. Ela anuncia seu plano para Johanna Mason (Jena Malone) no casamento de Annie e Finnick. Por falar em casamento, este poderia ter sido bem mais doce: no livro, o bolo deles é elaboradamente confeitado e decorado por Peeta, o que mostra à Katniss que em alguns aspectos ela continua sendo a mesma pessoa.


Quando a Presidente Alma Coin (Julianne Moore) nega o pedido de Katniss, que pretendia se juntar às linhas de frente no ataque ao Capitólio, alegando que ela era muito mais valiosa como símbolo do que como guerreira, Katniss passou um tempo afastada, em um navio de abastecimento. No livro, Coin concorda em deixar Katniss tomar parte no ataque se ela for declarada apta como combatente. Para isso, Katniss encara várias sessões de treinamento (ao lado de Johanna, que também quer derrubar Snow). O treinamento inclui invadir um ambiente que simulava o Capitólio e “foi projetado para expor as fraquezas das pessoas”. Johanna falha no teste por causa de suas lembranças da tortura que sofreu no Capitólio, então Katniss segue em frente sem ela (no filme, Johanna é fraca e viciada em analgésicos, então não chega a tentar participar da batalha). Após o incidente no Capitólio, Peeta começa a ter dificuldades para separar suas memórias verdadeiras daquelas que foram implantadas em seu cérebro pelos torturadores. No livro, ele tem um momento de revelação quando se lembra das pessoas que tiveram as línguas cortadas no Capitólio sendo torturadas até a morte na frente dele. Peeta sabe que a memória é real porque ela não tem o efeito “brilhante” que ocorre nas memórias implantadas através da lavagem cerebral. No filme, Peeta chega a mencionar isso, mas este momento traumático não aparece nas telonas. Os horrores da guerra podem transformar até mesmo os melhores seres humanos em monstros, como o livro ilustra quando Katniss precisa matar um civil a sangue frio. Depois que metade da sua unidade é morta, os soldados restantes procuram abrigo em um cômodo do Capitólio, onde uma ocupante desavisada fazia sua refeição. Quando avista os rebeldes a mulher se prepara para chamar ajuda e Katniss dispara uma flecha em seu coração, sem piedade. No filme, os rebeldes não encontram esta pessoa, o que poupa nossa protagonista de uma terrível e difícil escolha.

Effie Trinket (Elizabeth Banks) aparece brevemente no final do livro, mas nos filmes, o diretor Francis Lawrence e a autora Suzanne Collins tornaram a personagem favorita dos fãs uma refugiada do Distrito 13. A pós a trágica morte do ator Philip Seymour Hoffman, que interpretou Plutarch Heavensbee, Effie se tornou mais significativa para o filme. As outras cenas que Hoffman não filmou foram dadas a Harrelson (Haymich). Na Parte 1, Effie assumiu o papel de Plutarch na hora de mostrar os desenhos do estilista Cinna para Katniss. Na Parte 2, Haymitch lê uma carta de despedida de Plutarch para Katniss, substituindo um discurso que seria feito pelo próprio Plutarch. Effie e Haymitch também dividiram algumas das falas de Plutarch: no final da Parte 2, um beijo de despedida sugere pela primeira vez um romance entre os dois. Por mais estranho que isso seja, já que o livro foi dividido em dois filmes bem longos, a vida pós-guerra de Katniss recebe muito menos atenção nas telonas. No livro, ela é forçada a esperar por um julgamento, então acaba voltando para o Distrito 12 como uma mulher derrotada, até que Peeta a ajuda a se recuperar. Um belo detalhe da história, um livro que Katniss e Peeta criam juntos para preservar a memória de todos que morreram, é omitido no filme. As duas crianças ao lado de Katniss e Peeta sugerem que eles começaram uma família imediatamente. No livro, Katniss leva anos ponderando esta decisão. Apesar de tudo isso, essa é minha saga favorita (mas não posso deixar de apontar o que não me agradou) e o saldo final é muito positivo, nos faz pensar e nos ensina muitas coisas. I love Jogos Vorazes FOREVER!!!

PS: Como a matéria ficou enorme, parecendo textão do Facebook, vou apenas postar o link dos trailers dos filmes rs! Para conferir, é só clicar!






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