quarta-feira, 24 de agosto de 2016

RESENHA: A ÚLTIMA MÚSICA

SINOPSE: Mais uma vez Nicholas Sparks nos mostra porque é considerado o mestre do romance moderno e porque seus livros são adorados por leitores de todo o mundo. Seguindo a tradição de seus mais belos romances, ele agora nos apresenta uma comovente história sobre família, amizade, amor, amadurecimento e especialmente sobre como perdoar e recomeçar. Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir para a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as férias de verão com o pai na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação do pai e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda, começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade - e dor - jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão - o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão - A ÚLTIMA MÚSICA demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.




O livro narra a história de Ronnie, uma adolescente de 17 anos que vive com a mãe e o irmão mais novo em Nova York, mas acaba sendo forçada a passar as férias em uma cidade pequena na Carolina do Norte com o pai. Ela nutre uma raiva sem medidas por ele, recusando-se a manter contato com o pai por três anos e nem tocar piano (que é um dom herdado por seu pai) ela toca mais, e se recusa a ir para Juilliard a mais famosa escola de música, onde ela ganhou uma bolsa. Seu pai é um ex- pianista  que, depois de se separar da mulher sem maiores explicações, desiste da carreira profissional e vai viver uma vida simples na cidade costeira, dedicando-se a criação de uma janela que deverá ser o ornamento principal da igreja local que havia sido recentemente incendiada. O pai de Ronnie é uma figura, um homem muito inteligente, que faz muitas piadas, cheio de sensor de humor e com uma paciência que eu nunca vi na vida! Ele tenta de todas as formas se aproximar dos filhos. Mas seu pai guarda um grande segredo que vai fazer esse livro dar uma reviravolta. Ronnie é rebelde e acaba se metendo em diversas confusões na nova cidade, envolvendo-se com más companhias. Mas também acaba encontrando em Will, um garoto rico e popular que ela detestava, um grande amor de verão e, quem sabe, o amor de sua vida.


Apesar de ter os elementos que já conhecemos nas história de Nicholas Sparks (como descoberta do amor e doença terminal) achei esse o livro mais diferente do autor, talvez pela pegada mais jovem e por Ronnie não ser a típica mocinha dos livros de Sparks. Gosto muito dos personagens desse livro, são todos bem construídos e trabalhados. Impossível não amar o irmão dela e seu pai. Até o Will e Blaze são legais. O livro é em terceira pessoa, com capítulos tendo narrativas alternadas entre os personagens, temos a chance de ter uma visão de toda a história por vários ângulos. Considero esse o melhor livro do autor.


''A última música'' se refere a última música feita pela pelo pai de Ronnie, música que ela terminou quando ele já não conseguia mais tocar piano, ela chaga a tocar essa música na missa em memória dele, mas mais que uma canção, essa música representa uma jornada de amadurecimento e aprendizado, onde personagens adquiriram respeito, amor e acima de tudo aprenderam a perdoar em nome desse amor.


O filme estrelado por Milley Cyrus é muito bom e me emocionou, apesar de sentir falta de algumas coisas importantes do livro. Uma das poucas diferenças é que a Ronnie, no livro, é um pouco mais rebelde e tem mechas roxas no cabelo, no filme não. Algumas coisas foram ocultas, como a amizade entre Ronnie e Blaze. O relacionamento entre ela e o pai dela é bem focado, mas não mostra muito a importância da música tanto para um, como para o outro. Quando Will derruba refrigerante na camiseta da Ronnie, logo no começo do livro, ela compra na praia uma camiseta do Nemo e no filme é uma camiseta simples. No filme não acontece a briga entre Will e Marcus no comecinho, onde a Ronnie salva uma criança que fica no meio da confusão. E no filme nem tem a parte que é o policial que leva ela pra casa na primeira noite. Não acontece a cena de Will e Ronnie pescando, ao invés disso acontecem cenas do Will esscrevendo no sapato dela e escrevendo as iniciais dos dois numa árvore, coisa que não tem no livro. No filme não tem o primeiro jantar do Will na casa da Ronnie nem as conversas legais que ela teve com o pai do Will. No livro o pai da Ronnie lê a Bíblia diversas vezes, e no filme isso nem aparece.


O que eu mais senti falta: Não teve o acidente com a Blaze, no qual ela fica toda queimada, no filme e não rola aquela perseguição em torno da Ronnie envolvendo o Marcus. E no livro, Ronnie descobre que seu pai sumiu porque sua mãe o traiu e ele não queria que os filhos soubessem para não ficarem decepcionados com a mãe. No filme essa parte não existe. O pai da Ronnie nunca escondeu o piano atrás de uma parede no filme, e isso é um dos detalhes mais importantes do livro, porque no fim ela destrói a parede e faz uma surpresa tocando para o pai. A Ronnie toca o piano muito antes do fim, mas para o Will e no fim o pai dela morre e nem a vê tocar, ela só vai tocar a última música na igreja. Outro detalhe é que excluíram o pastor Haris, amigo do Steve, pai da Ronnie. No filme, Steve está sempre sozinho, ao contrário do livro que ele tem esse pastor que é um grande amigo. No filme, ele está reconstruindo o vitral da igreja, por se sentir culpado pelo incêndio da igreja. Todos na cidade acham que foi ele que incendiou a igreja. No livro a história do incêndio é bem diferente. Mas tanto no filme quanto no livro o destaque, para mim, é o Jonah (Bobby Coleman), irmão de Ronnie. Que garotinho especial, ele que me fez chorar tanto no livro quanto no filme. Mas recomendo ambos: o livro e filme valem a pena!

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