quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ENTREVISTA COM VIVI VRESK, AUTORA DE ROSAS SÃO VERMELHAS, VIOLETAS SÃO AZUIS

SINOPSE: Gustavo, um homem cego cujo maior desafio não é a deficiência, é a sociedade, as pessoas, o amor. Deixa eu te contar como é ser cego... Eu levanto de manhã e me arrumo pra trabalhar. Sim, eu trabalho... Então tomo uma grande xícara de café. Sim, sou viciado em cafeína... Caminho até a escola onde dou aula. Sim, vou sozinho...  Duas vezes na semana tenho aula no mestrado. Sim, estudo a noite... Tenho uma vida constante, certo? Ai é que está o grande engano! Nenhuma vida é constante, muito menos a minha.


Como surgiu a ideia de escrever "Rosas São Vermelhas, Violetas São Azuis”? Vou resumir as motivações que me levaram a escrever RVVA. Bem, quando eu era adolescente passava na sessão da tarde um filme chamado "A Primeira Vista", não vou fazer aqui um resumo do filme, mas tentar explicar o que chama minha atenção nele. É um filme baseado em fatos reais, conta a história do Virgil, um homem que ficou cego ainda criança. Já adulto e completamente adaptado a sua deficiência ele conhece Amy, eles começam a namorar e Amy insiste que ele tente uma cirurgia que pode restituir sua visão, acontece que o Pai de Virgil o submeteu a vários tratamentos durante a infância que nunca resultaram em nada, ele se mostra contrário à cirurgia, mas cede a pressão de Amy e acaba tendo de enfrentar diversos problemas subsequentes a cirurgia. Sempre me incomodou o fato de Amy não o aceitar verdadeiramente, com a deficiência, ela praticamente impõe que ele faça a cirurgia pra poder continuar a se relacionar. Eu queria mostrar pra todos a pessoa com deficiência como eu as vejo, mostrar do que são capazes e que deficiência não é tão limitadora como muitos supõe. Muitos anos depois o Gustavo, protagonista do RVVA, se formou em minha mente, me lancei em pesquisa e fiz de tudo ao meu alcance para levar o leitor a viver cada momento pelos sentidos dele.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Creio que entre pesquisa e revisões foram cerca de três meses corrido de trabalho. Por não possuir e nem conviver com ninguém que tenha deficiência visual foi necessário muita pesquisa, minha maior preocupação era escrever uma estória onde a pessoa que possui a deficiência se identificasse.

O que o leitor pode esperar de "Rosas São Vermelhas, Violetas São Azuis”? Pode esperar compreender a vida pelos sentidos de um homem cego, digo sentidos porque ele te mostrará o quanto cada um deles é importante, irá se admirar pelo modo que ele encara a vida e enfrenta os desafios.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Não tenho um autor (a) favorito, sou movida pelo o que a estória propõe me contar. Se for citar o autor que mais li é disparado Stephen King, mas não espere encontrar semelhanças com ele em minha escrita. Qualquer livro bem escrito me faz ter vontade de escrever cada vez mais, buscar novas estórias e melhorar a escrita.

Se "Rosas São Vermelhas, Violetas São Azuis" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria?  Existe uma trilha sonora que complementam alguns capítulos, pode ouvir todas as músicas pela playlist no Youtube ou direto no Wattpad:
Roberta Campos e Nando Reis - De Janeiro A Janeiro
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou Designer freelancer, infelizmente escrever é ainda apenas uma paixão. 

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Leiam sem se prender a gêneros literários ou autores famosos, existe uma infinidade de livros que irão te surpreender e conquistar um espaço cativo em seu coração. Se permitam novas experiências, a muito a se ler, aprender, rir e chorar.

Vivi Vresk tem 32 anos e mora em Batapoyrã - MS.

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