quinta-feira, 1 de setembro de 2016

RESENHA: A FERA

SINOPSE: “Eu sou uma fera. Uma fera. Não exatamente um lobo, ou um urso, um gorila ou um cão, mas uma terrível criatura que anda em duas patas — uma criatura com dentes e garras e pelos surgindo de cada poro de minha pele. Sou um monstro. Você acha que estou falando de contos de fada? De jeito nenhum. O lugar é Nova York. O momento é agora. Não sofro de uma deformidade ou uma doença. E vou ficar dessa forma para sempre — destruído —, a não ser que possa quebrar o feitiço. Sim, o feitiço, aquele que a bruxa da minha aula de inglês lançou sobre mim. Por que ela me transformou em uma besta que se esconde durante o dia e rasteja à noite? Vou lhe contar. Vou lhe contar como eu costumava ser Kyle Kingsbury, o cara que você gostaria de ser, com dinheiro, beleza e uma vida perfeita. E aí vou contar como me tornei… a fera. Alex Flinn adora contos de fada e fez suas duas filhas aguentarem dezenas de versões de A Bela e a Fera enquanto escrevia este livro… E aí perguntou a elas como uma fera agiria para encontrar uma garota em Nova York. É autora de outros cinco livros, vencedores de vários prêmios norte-americanos. Ela mora em Miami.”


Diferentemente da história conhecida e já contada muitas vezes, a mocinha se chama Lindy, uma menina pobre e bolsista de uma escola voltada para a elite de Nova York. É nessa escola que encontramos o nosso protagonista, Kyle, o adolescente bonito, popular, arrogante e rico, que trata (ou melhor, destrata) quem quer do jeito que bem entende – principalmente aqueles que não se enquadram esteticamente em seus critérios – e vê no seu charme e no dinheiro do pai as saídas para todas as suas furadas. Como no conto de fadas A Bela e a Fera, Kyle é amaldiçoado por uma bruxa, Kendra, após humilhá-la. Porém esta punição pode ser revertida, desde que a Fera encontre um amor verdadeiro e seja beijado por ela no prazo de 2 anos. O que é interessante sobre Kendra é que ela está presente ao longo da narrativa, ela não some simplesmente ao enfeitiçá-lo, e não vou aprofundar mais porque corre o risco de virar spoiler…


Alex Flinn criou sua própria versão para o clássico da Disney. Com cenário moderno, elementos atuais e personagens muito cativantes, o livro é narrado em primeira pessoa e acompanhamos a jornada de Kyle enquanto conta sua história para os amigos virtuais que fez em um grupo de ajuda online (entre alguns personagens estão: a pequena sereia e o príncipe que virou sapo e é nesse grupo de internautas que Kyle busca ajuda rs). Kyle Kingsbury o que tem de sobra em beleza falta em humildade: Kyle é extremamente arrogante e mimado. Seu pai, âncora de um telejornal, supre sua ausência com bens materiais, o que só colabora para tornar o menino alguém insuportável. De uma hora pra outra torna-se quase um monstro por fora pelo feitiço da Bruxa Kendra… Mas a mudança interna é bem mais lenta e difícil. E acompanhar essa evolução é muito legal!


Abandonado pelo pai em um casarão no Brooklyn, todo seu contato com pessoas se resume a Magda – a empregada bondosa e paciente – e Will – seu tutor cego que o ensina a amar e cuidar das rosas. É só quando o tempo de Kyle está pela metade que a “Bela” aparece. Assim como nas outras versões, o encontro acontece por causa do pai da garota – nesse caso, um péssimo pai. Lindy é levada para o casarão da “Fera” e ali é obrigada a viver. Assim como em outras versões, a aproximação dos dois não é fácil e nem rápida. Acompanhamos a construção de uma amizade que é o único laço forte e verdadeiro que Kyle consegue em meses – mesmo que Lindy esteja ali contra sua vontade. A história familiar de ambos é bastante complicada e revela bastante do enredo, vale dizer apenas que os dois têm mais em comum do que imaginam.


O livro é divido em seis partes (O príncipe e a bruxa, A fera, O Castelo, O intruso no jardim, Lapsos de tempo, outono e inverno e Felizes para sempre) com uma narrativa muito bem trabalhada, fugindo um pouco do padrão das narrativas femininas. Outro ponto interessante, é que Alex Flinn introduziu na historia clássicos da literatura, como Orgulho e Preconceito, O fantasma da Ópera , O retrato de Dorian Gray, Os miseráveis, O corcunda de Notre Dame, Jane Eyre e uma série de outros clássicos são citados durante o livro. Ela também cita versos de William Shakespeare, que de certa forma tem sua importância no decorrer da historia. Sou suspeito para falar do livro porque adorei! O livro é leve, engraçado e mesmo a história sendo conhecida vale muito a pena ver sua adaptação para os dias atuais!!! O livro de Alex Flinn foi adaptado para as telonas e tem Alex Pettyfer como Kyle/Fera e Vanessa Hudgens como Lindy. Apesar das claras diferenças, gostei da adaptação e a essência da história foi mantida.
As diferenças entre o filme e o livro: Lindy não se parece em nada com Vanessa Hudgens. No livro ela é ruiva e a personalidade é bem diferente, ao invés de ficar ouvindo música, ela é apaixonada por livros! Kyle faz uma biblioteca para ela, ao estilo da do desenho animado, e eles se aproximam comentando sobre clássicos que já leram, durante as aulas de Will. Nada disso aparece no filme. Quando Kyle vira a Fera, no livro ele tem uma aparência similar a Fera do desenho animado, entretanto, no filme ele é um cara tatuado e com algumas cicatrizes. No livro ele tem o mesmo espelho que a Fera tem no desenho, no qual ele pode visualizar qualquer pessoa, e é por ele que ele observa Lindy. Nada de ficar espreitando na janela, aleatoriamente, como no filme. Kyle, no livro, não da a mínima para Lindy antes da maldição, porém no filme ele já demonstra certo interesse. No livro é uma relação construída aos poucos. Kyle escolhe mudar de nome depois de virar a Fera, pois seu nome antigo significa “Bonito”. Ele escolhe o nome Adrian, que significa “escuridão”. No filme ele começa a ser chamado de Hunter, sem nenhuma explicação sobre a mudança. Magda é Zola, Kendra é magra e loira desde sua primeira aparição, o que contrasta com a gótica morena e acima do peso descrita no livro. Além disso, Kyle não é o príncipe do baile, no filme, mas sim eleito como Presidente do Comitê Verde da escola. Kendra não lhe dá dois anos para que alguém aprenda a amá-lo, e sim um. O final também é diferente do livro (tem umaopção de final alternativo no Youtube), principalmente a surpresa sobre Kendra e a empregada serem a mesma pessoa. 

PS: A música tema do filme é perfeita!!!

4 comentários:

  1. OLá!
    Sim! A música do filme é maravilhosa!
    E tenho que dizer: assisti o filme, li o livro e assisti o filme de novo. Embora eu tenha gostado bastante do livro, quando assisti pela segunda vez senti que alguns elementos do filme (como detalhes da transformação, por exemplo), pela primeira vez na minha vida, se encaixaram um pouco melhor do que no livro, deixando o todo mais atual e de certa forma mais próximo do real possível.Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo, mas aconteceu, haha!
    Ótimo post!
    Beijos,
    Alexia Pereira/Blog Cara de Lua

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  2. Adorei a resenha! ❤
    Eu assisti esse filme e achei muito bom (apesar de não curtir muito o gênero), mas estou muito curiosa para ler esse livro!

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    Respostas
    1. Vale a pena o livro, é diferente e envolvente!!!

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