terça-feira, 25 de outubro de 2016

ENTREVISTA COM J. D. FERREIRA, AUTOR DE TRANSFORMADOS

SINOPSE: O mundo que nós conhecemos já não existe mais. A guerra o destruiu. O caos transformou tudo em sequidão, medo e morte. A democracia morreu e agora o que prevalece é o autoritarismo de uma misteriosa e poderosa família: Os Cross. Metade da população está infectada com um vírus misterioso que não mata o corpo, apenas a intelectualidade. Você seria capaz de jantar seu filho recém-nascido sem remorso algum. Por isso, os remanescentes passaram a chamá-los de incivis. Ou simplesmente mortos-vivos. O país agora é dividido em Quatro Compartimentos, sendo os mais importantes A Torre, onde residem as famílias poderosas, e o Centro, lugar em que as pesquisas de mutações genéticas ocorrem. Roger lidera tudo com punho de aço. E um coração que sangra. É neste contexto negro que Virginia e John nasceram. Engaiolados. Mas pássaros nasceram para voar. Livres, descobrem que o mundo não é nada do que parecia ser. Que grandes segredos estão atrás das cortinas. E, que o pior inimigo não são os incivis, nem Roger Cross, mas sim o veneno que corre na veia de cada um deles: transformados nojentos; experimentos químicos. O Gene Mutante. A trajetória dos Transformados é uma mistura de medo, saudade, e acima de tudo, amor. Até onde o amor pode nos levar? E uma outra pergunta não menos importante: onde a maldade nos levará? Na guerra entre o amor e a maldade, vence quem é o mais alimentado.


Como surgiu a ideia de escrever “Transformados”? Um dia me peguei pensando em como seria viver em outra realidade. Como seria caótico viver sem liberdade civil, dominado por um governo autocrático e cruel. Como seria se os animais já não existissem mais: sem pássaros no céu; restaria apenas dor, dor e saudade.  Eu sou estudante de Direito, então eu valorizo muito a liberdade que a pessoa tem de ser quem ela é, poder se expressar como quiser (desde que não afronte a lei), de viver sem gaiolas. Mas nós sabemos que não há, nunca houve e dificilmente haverá liberdade plena. Sempre estaremos dentro de uma gaiola, mesmo que ela seja pequena, entende? Então... Eu me preocupo com a liberdade dos outros. Além disso, eu sou apaixonado pelas palavras. Desde que conheci Harry Potter não consegui viver abstraído da “ficção”. Gosto de me sentir forte, gosto da ideia de poder fazer algo que aos olhos dos outros seria impossível. E o Transformados fala disso. As personagens não conhecem o nosso mundo. Eles nasceram em um mundo apocalíptico: não há recursos naturais, tudo é escasso. Além de viver em constante crise com o externo, eles ainda se veem obrigados a lidar com o seu interior que está se “transformando”. Essa transformação se deu em virtude de experimentos científicos. Para lutar contra um vírus destrutivo, o Governo criou o Projeto Z, que se relaciona à experimentos de mutação genética. Sim, mutantes. Raios, fogo, pedra, invisibilidade. Como eu disse, eu sou fascinado nessa “coisa” de poderes. E encontrei na literatura o maior deles: o poder de criar. O livro é rápido. A escrita – falar de você mesmo é difícil, não é? – é leve, porém ácida. Eu gosto disso. Gosto de provocar o leitor a colocar a mão na consciência e pensar. Afinal, é para isso que servem os livros. Enfim, o que me motivou a escrever Transformados foram os meus próprios fantasmas. Sempre tem sido eles.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Acredito que uns sete meses. Porém há muito tempo tenho ela resenhada. Aliás, os esboços dos quatro livros já estão prontos. 

O que o leitor pode esperar de “Transformados”? Ação. Raiva. Desgosto. Decepção. Amizade. Indignação. Mas acima disso tudo, amor. É sempre o amor que manterá os Transformados unidos. 

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Cara, essa pergunta é tendenciosa e complicada. Eu não tenho “um escritor preferido”. Eu leio de tudo, de tudo mesmo. Gosto muito de Virginia Woolf – de forma exagerada, até -, Machado de Assis, Oscar Wilde. Porém, também gosto Stephen King, Lauren Kate, Veronica Roth, e tantos outros. Gosto de Juliana Daglio, Camila Pelegrini e Alex Sens. Mas tenho um caso de amor com duas escritoras em especial: Virginia Wolf e J. K. Rowling. Cara, eu sei que é a coisa mais clichê do mundo, mas eu comecei lendo Harry Potter, então... Sim. Ela me inspirou. Harry Potter mudou minha vida, sem demagogia. Eu vi meu pai sendo assassinado quando eu tinha oito anos. Cresci com uma serie de transtornos. Até que uma psicóloga me emprestou “A Pedra Filosofal” para que eu ocupasse a mente. Fui salvo naquele dia. Sou infinitamente grato a J. K. ela me fez tanto... Quanto a Virginia Wollf, nem sei como dizer o quanto sou grato pelos livros dela. Aliás, o nome da personagem é em homenagem a ela. 

Se “Transformados” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Creio que “Fire Meet Gasoline” da Sia. Fala de fogo... E as personagens principais tem este poder: fogo. Além de me fazer lembrar do relacionamento da Virginia com o Roger Cross (ops, acho que dei um spoiler). 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou estudante de Direito. No momento em que sou entrevistado estou no oitavo semestre (quarto ano). Já estagio na área há mais de dois anos. Amo direito Penal e Constitucional... Os outros ramos, apenas tolero (risos). 

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Tenha fé na vida. Eu amo essa frase. Ela está em uma das canções que mais gosto, porque não é apenas uma canção, é também e acima de tudo, poesia. Eu sou a prova viva de que se a gente não desistir e continuar lutando, sonhos podem se tornar realidade. Vim de uma família extremamente debilitada financeiramente e intelectualmente. Mas sempre acreditei que poderia mudar a minha realidade, que poderia me “transformar”, e isso está acontecendo. É claro que ainda tenho muito que melhorar e que a estrada do sucesso é longa, mas eu não tenho pressa. Quero dar um passo de cada vez e experimentar cada instante. Se correr demais, posso cair, então é melhor caminhar tranquilamente. Vocês leitores são a nossa força, entende isso? Sem vocês não haveria razão de ser. Eu quero que vocês tenha coragem de encarar as mudanças de pé. Que se transformem, que deixem a vossa força fluir. Eu acredito em vocês. 

J. D. Ferreira tem 22 anos e mora em São José dos Quatro Marcos - MT.

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