sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ENTREVISTA COM LIC NUNES, AUTORA DE ELA

SINOPSE: Zachary Chandler é considerado um excelente médico, porém, ser tachado de insensível por sua falta de tato com os pacientes pode lhe render problemas. No entanto, esse é apenas um de seus defeitos, se é que ser considerado mulherengo pode ser visto como defeito. Faith Nichols, uma jovem cineasta, vive sob cuidados extremos de sua família. De volta à Nova Iorque para realizar exames, decide sair para curtir a noite e espairecer. Abusando da coragem instantânea, entrega-se ao que acha ser uma aventura de uma noite, quando na verdade se envolverá em uma paixão sem medidas. Nenhum dos dois imagina que, após este encontro, seus mundos tão distintos e seus caminhos tão contrários irão colidir e fragmentos dessa colisão serão espalhados por todos os lados e nem mesmo você escapará de ser atingido.


Como surgiu a ideia de escrever “ELA”? Antes de escrever, sou leitora e havia lido muitos livros em que um dos personagens tem uma doença terminal e não gostava do tom melancólico presente em muitos deles. Na época, estava passando por um problema de saúde na família e percebi que, por pior que seja a doença, entregar-se é sempre uma opção nossa. A pessoa não deixa de ser quem é para virar uma “paciente”. Ela continua tendo seus sonhos, seus desejos, seus medos e não quer ser vista apenas em função da sua enfermidade. Por esse motivo, pensei em uma protagonista que, mesmo diante de uma doença degenerativa, não perdia tempo se lamentando, e sim vivendo da melhor maneira que pudesse, sendo amiga de seus amigos, amando, sendo profissional e defendendo seus ideais. Nas minhas pesquisas descobri a ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica –  e, logo em seguida, por coincidência – surgiu nas redes sociais o desafio do balde de gelo, ao qual muitas pessoas aderiram, sem ter a mínima noção do que esta doença significava. Para mim foi um sinal, porque era a minha oportunidade de fazer mais pessoas, principalmente as mais jovens, conhecerem a enfermidade, já que um de seus maiores complicadores é, aos primeiros sintomas, chegar-se ao diagnóstico correto. 

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Como a ideia do enredo veio pronta, demorou menos de cinco meses, mais em função da pesquisa, do que da história em si.

O que o leitor pode esperar de “ELA”? O leitor pode esperar um romance que começa como se fosse uma simples história de amor, igual a muitos outros, e vai se tornando muito mais do que isso. Tentei no próprio título brincar com a ambiguidade, porque o ELA pode ser o pronome pessoal, que se refere à protagonista e a própria sigla portuguesa da doença. Enfim, podem aguardar uma história de amor, de amizade e de superação, com personagens que, mesmo longe de serem perfeitos, têm chances de se tornarem inesquecíveis.

Qual autor ou autora é seu preferido?  Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Puxa, para mim é impossível dizer apenas um. Adoro Machado de Assis, Marion Zimmer Bradley e Irving Wallace. Eles me inspiram a escrever e sempre tentar melhorar. Acho que o que mais me encanta neles é o fato de não subestimarem os leitores. Guardadas as épocas e estilos, foram escritores que provocaram seus leitores, não dando tudo de bandeja, como vemos muito atualmente. Se fosse para destacar algumas influências diretas, poderia dizer que de Machado, aprecio o narrador que conversa com o leitor e o uso de ditados populares e citações; de Marion, o gosto pelas personagens femininas fortes e de Irving, baseando-me no livro dele que é meu preferido – A Segunda Dama – com certeza, a predileção por reviravoltas e/ou soluções pouco convencionais.

Se "ELA" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Por causa da protagonista, com certeza, a música She, de Elvis Costello.    
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Não, quem sabe um dia, mas por enquanto tenho outra profissão... Sou formada em Letras e atualmente trabalho como assistente de um editor e tradutor de textos religiosos e com uma professora de pós-graduação da área de Ciências da Religião. 

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Um ditado antigo diz que toda grande viagem começa com um passo apenas. Eu me atrevo a parafraseá-lo, dizendo que toda grande viagem começa com um simples gesto: a abertura de um livro.  Por isso, nunca deixem de viajar! 

Lic Nunes tem 41 anos e mora em São Paulo - SP.

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Um comentário:

  1. Sem palavras para descrever o quanto essa história muda nossa perspectiva de vida, a visão sobre o que temos e, nem sempre, damos o devido valor. ELA é, acredito eu, um livro que todos deveriam ler ao menos uma vez na vida, pois mostra o ser humano que há por traz de qualquer divergência da vida encarao que faz toda a diferença é a maneira com que você encara.
    Ou seja, eu super recomendo!

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