quarta-feira, 12 de outubro de 2016

ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS: LIVROS QUE MARCARAM A INFÂNCIA

A leitura exerce um papel fundamental na formação das crianças. Além de ser imprescindível para o processo de aprendizagem é através dela que a criança alimenta o imaginário, a fantasia, o lúdico, a brincadeira, e, claro, adquire conhecimento. Em comemoração ao Dia das Crianças, primeiro eu e a Renara falaremos sobre livros que marcaram nossa infância e que recomendamos para todas as crianças. Confira nossa lista porque recordar é viver!

POLLYANNA

SINOPSE: A pequena Beldingsville, uma típica cidadezinha do início do século XX na Nova Inglaterra, Estados Unidos, nunca mais seria a mesma depois da chegada de Pollyanna, uma órfã de 11 anos, que vai morar com a tia, a irascível e angustiada Polly Harrington. Por influência da menina, de uma hora para outra, tudo começa a mudar no lugarejo. Tia Polly aos poucos torna-se uma pessoa melhor, mais amável, e o mesmo acontece com praticamente todos os que conhecem a garota e seu incrível "Jogo do Contente". Uma otimista incurável, Pollyana não aceita desculpas para a infelicidade e empenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza.


Pollyanna é um livro bem antigo com uma história inocente e encantadora. Ganhei esse livro emprestado de uma professora que tive e ele marcou minha infância e mudou minha visão até hoje das coisas. Lembro que o livro estava bem velhinho já, sem a contracapa até. Era um livro que ela havia ganhado e que guardava com muito carinho. Pollyanna sempre vê o lado bom das coisas, mesmo quando tudo dá errado e na minha infância me ajudou a ver o mundo com “os olhos de Pollyanna”. 


Reconheço que é difícil encontrar alguém tão extremamente otimista e contente feio Pollyana, ainda mais nos tempos difíceis e poucos esperançosos que vivemos hoje em dia, mas se formos ao menos um pouquinho como Pollyanna, tentando ver o lado bom em tudo que acontece em nossa vida, procurando sempre uma razão para se alegrar e sorrir, a vida se tornará muito mais leve e fácil de ser vivida. E essa lição que aprendi com esse livro carrego comigo até hoje! 


Sabe aquele livro que todos deveriam ler? Aquele em que é recomendado ao público infantil, mas seria ótimo se toda e qualquer pessoa de qualquer idade tivesse acesso ao livro? Aquele no estilo O Pequeno Príncipe que cativa e instiga multidões? Então, essa é a minha descrição para o livro Pollyanna! 


Devido ao sucesso do primeiro livro, em 1915 Eleanor H. Porter lançou o segundo volume: Pollyanna Moça (Pollyanna Grows Up), que mostra a vida da garota já na fase adulta, aos vinte anos. Mais onze sequências foram lançadas nos anos seguintes (não escritas por Porter), sendo que a última é de 1997. Estas sequências são conhecidas como Glad Books e foram em maioria escritos por Elizabeth Borton ou Lummis Harriet Smith. O livro ainda foi adaptado para o cinema em 1920, em 1960 pela Disney em 1989 como um musical para a TV. Recentemente, o SBT anunciou que fará uma novela “As aventuras de Pollyanna e João Feijão” baseada no livro. A trama será escrita por Íris Abravanel e sucederá o remake de Carinha de Anjo. 

O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ

SINOPSE: O temperamento do Gato Malhado não era nada bom: bastava aparecer no parque para todos fugirem. E ele ia tocando a vida com a indiferença habitual. Até que, chegada a primavera, o Gato nota que a Andorinha Sinhá não tem receio algum dele. Foi o suficiente para que dali nascesse a amizade dos dois, que se aprofunda com o tempo. No outono, os bichos já viam o Gato com outros olhos, achando que talvez ele não fosse tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar. Durante esse tempo, até soneto o Gato escreveu. E confessou à Andorinha: “Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo”. Mas o amor entre os dois é proibido, não só porque o Gato é visto com desconfiança, mas também porque a Andorinha está prometida ao Rouxinol.


Jorge Amado colheu essa história de amor de uma trova do poeta Estêvão da Escuna, que a costumava recitar no Mercado das Sete Portas, em Salvador, e a colocou no papel com o tom fabular dos contos infanto-juvenis em 1948, quando vivia em Paris. Não era uma história para ser publicada, mas um presente para o filho, João Jorge, que completava um ano de idade. Guardado entre as coisas do menino, o texto só foi reencontrado em 1976. João Jorge entregou então a narrativa a Carybé, que ilustrou as páginas datilografadas.


A história é um universo de afeições e toca diretamente no problema do preconceito e da intolerância. E, apesar de tudo, traz a mensagem positiva de que amar vale a pena. A moral deste livro é que o mundo só vai avançar e ser melhor quando as pessoas aceitarem as suas diferenças, sejam elas raciais, sociais ou educativas. Essa fábula é um livro extraordinário, mostra a evolução que o amor vai sofrendo, as alterações comportamentais que vai provocando nos seus protagonistas ao longo das quatro estações do ano. O livro encanta e mostra que nem sempre existe um final feliz. Amei e marcou minha infância com toda a certeza! E o livro ainda virou um peça de teatro e musical!




“O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha”. 



Agora é sua vez, Re!

A RATINHA DA CIDADE E A RATINHA DO CAMPO


Esse livro foi o primeiro que li na minha vida! Eu tinha de 05 para 06 anos, estudava na antiga classe de aula chamada C.A (hoje podemos falar que é algo parecido com o 1º ano do ensino fundamental I). Minha professora era a Tia Denise! Tenho um carinho muito grande por essa leitura. Pois foi através dela que conheci o prazer que a leitura nos dá. 


Mesmo tento se passado quase seus vinte anos desde que li esse livro pela primeira vez, as lembranças daquele dia que levei o livro para escola são vivo na minha memoria. Lembro de coisas como: a emoção por ler um livro, o medo de fazer minha primeira “prova de literatura” ou ainda da raiva pelo meu colega Fernando fazer hora com a minha cara e rasgar a capa do meu livro (Não Fernando! Nunca vou esquecer isso!!!) Lembro ainda da professora colando a capa rasgada com durex (Sorte do Fernando, se não ele seria um garoto morto kkkk). 


Desejo que meus futuros filhos tenham o mesmo prazer que eu para a leitura. Sou grata também aos meu pais que sempre foram grandes incentivadores a leitura. E Papai do Céu é tão bom, que me deu um marido que não só me dá livro como também incentiva e participa de todas as minhas “loucuras literárias”! (Amor, 2017 tem Bienal Rio) Amo vocês e obrigada por tudo!

Origem:  Nacional
Editora: Scipione
Coleção:  Conto Ilustrado
Assunto: Literatura
Idioma: Português
Edição:  1
Ano:  1995
País de Produção: Brasil
Código de Barras:  9788526216624
ISBN:  8526216627
Encadernação:  Brochura
Complemento:  Nenhum
Nº de Páginas:  24









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