terça-feira, 25 de outubro de 2016

RESENHA DO LEITOR: MENINA MÁ

SINOPSE: Quando nasce a maldade? Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? Menina Má, mais um clássico que a Darkside Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.


Menina Má, publicado em abril de 1954 pela primeira vez por Rinehart tornou-se uma obra rapidamente conhecida e prestigiada pela Revista Atlantic Monthly, a New Yorker e o New York Times, recendo notáveis elogios. Por sua vez William March já se encontrava doente, logo que houve a publicação de seu livro e faleceu de um ataque cardíaco, no dia 15 de maio de 1954, sendo assim, incapaz de aproveitar e presenciar o sucesso de seu livro. Nos anos 1990, os argumentos usados para crianças assassinas soam mais familiares do que na década de 1950. “De fato, as manchetes dos jornais, os filmes de possessão demoníaca, como O Exorcista ou A Profecia, e apresentadores de televisão como Geraldo Rivera e Sally Jessy Raphael podem ter tornado esse tema até banal”. Menina Má foi criado em um mundo, aonde havia passado por duas grandes e dolorosas guerras, deixando assim uma população amarga e cicatrizadas pelos os efeitos causadas das mesmas, com isso, novos monstros foram surgindo, junto deles, assassinos em séries, uma era da psicanálise.


O tema central do livro é a doce e adorável Rhoda Penmark, que junto a ela trás a historia de assassinos em séries, em como eles planejam seus assassinatos e o que eles ganhariam com tais atitudes. Rhoda Penmark, com apenas oito anos de idade é uma garotinha, cativante, meticulosa e adorada pelos os mais velhos e temida pelas as crianças de sua idade. Em seu cotidiano sempre se mostrando uma filha centrada em seus afazeres, nunca se mostrando uma criança comum. Sua Mãe a Sra. Christine Penmark, uma respeitável mulher, casada com Kenneth Penmark, que por sua vez não tem muita presença no livro, pois na narrativa do livro o mesmo, está em uma viajem a trabalho.


Após um incidente ocorrido, a morte do pequeno Claude Daigle em um piquenique tradicional da Escola Primaria Fern, aonde Rhoda estudava, Christine começa olhar para filha com indiferença, remoendo o incidente de Claude, seria Rhoda, a provocar a morte? March constrói a trama, com o desespero de uma mãe, provocada com incertezas de uma possível filha assassina, o triunfo do autor foi o encaixe da criança protagonista, vista através dos olhos da mãe, que em cada característica maligna da filha, é uma estaca perfurando lentamente seu coração materno.


Em meio à trama, com Christine montando o quebra-cabeça para solucionar o caso da filha, acaba por revelar seu passado tão sangrento. March em sua narrativa acaba por selecionar casos verdadeiros, deixando a historia mais provocante e horripilante. A narrativa é repleta do senso comum da época, apresentando fortes e memoráveis diálogos, mas que na atualidade soaria como falas preconceituosas.


Os personagens por sua vez, são bem estruturados, todos conforme seu papel na historia. Na elaboração do suspense ao longo do enredo é de faceta horrivelmente assustadora, a tensão para os prováveis desfechos da historia vão ficando acirrados, até o momento que sobra uma conclusão. Mas o final ainda pode surpreender. Nessa edição a Darkside trás uma linda capa, com o rosto de uma boneca rasgada, fazendo menção à Rhoda, representando sua real identidade, a tradução alia a narrativa da época com o ritmo atual e cativante, ao iniciar a leitura, não se assossega até chegar ao fim.


QUANTAS VITAMINAS "MENINA MÁ" MERECE?






RESENHA ESCRITA POR: CAMILLA CARLA
Paranaense, 18 anos, artesã, apaixonada por livros, séries e filmes, encantada por músicas clássicas, fascinada por artes marciais e apreciadora de café.







2 comentários:

  1. Adorei a capa e o nome. Bem criativa! Parabéns. ^^ A trama tb parece bem legal...Espero que o final seja pelo menos feliz. ;)

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    1. A capa é linda mesmo. Ah! O final... É ótimo.

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