segunda-feira, 24 de outubro de 2016

RESENHA DO LEITOR: O ARQUEIRO

SINOPSE: Aos 18 anos apenas, Thomas vê o pai morrer em seus braços após um ataque-surpresa à aldeia de Hookton. Um lugar simples que escondia um grande segredo: a lança usada por São Jorge para matar o dragão, uma das maiores relíquias da cristandade. Em busca de vingança contra um homem conhecido apenas como Arlequim, o rapaz, um arqueiro habilidoso, se junta ao exército inglês em campanha na França, onde se envolve em batalhas e aventuras que, sem perceber, lançam-no na busca do lendário Santo Graal. Com este romance, o autor usa o cenário da Guerra dos Cem Anos para dar início a uma saga empolgante.


Olá pessoal! A resenha de hoje se trata do livro O Arqueiro de Bernard Cornwell (Crônicas de Artur, Crônicas Saxônicas, Sharpe) lançado aqui pela Record. O primeiro livro da série “A Busca do Graal” conta a vida de Thomas de Hookton, arqueiro inglês que tenta conciliar seus objetivos de vida com a guerra da Inglaterra com a França. Thomas cresceu em uma pequena vila litorânea da Inglaterra, filho de um padre com sua governanta, seu pai desejava que ele se tornasse padre, porém seu avô por parte de mãe, um arqueiro, o ensinou a criar seu próprio arco e a atirar desde menino. Graças a esse treinamento Thomas consegue escapar de um ataque que sua vila recebeu e jura que irá buscar vingança contra os franceses que assassinaram tudo que ele conhecia e recuperar a lança de São Jorge que era guardada pelo seu pai.


Para os leitores que ainda não conhecem a escrita de Bernard Cornwell, podem esperar narrativas dinâmicas, batalhas descritas de forma brilhante e combates sangrentos. Todos os livros de Cornwell são baseados em fatos reais e nesse caso a inspiração foi a Guerra dos Cem Anos, conflito entre os ingleses e franceses pelo domínio de territórios na Europa. Cornwell buscou detalhes sobre a criação e utilização do arco longo inglês, a arma que permitiu a superioridade inglesa no campo de batalha, pois um arqueiro treinado com o arco longo conseguia lançar a flecha a uma distância maior, com mais precisão e com maior velocidade que qualquer outro exército. Os tipos de flechas e estratégias usadas também são apresentados em detalhes, colocando o leitor dentro de cada cena.


O livro aborda também outros aspectos da vida na sociedade medieval. A influência da igreja e até onde reis, soldados e nobres estão dispostos a irem nome de Deus, o papel da mulher na sociedade (e o quanto elas eram consideradas inferiores) e as diferenças entre a vida no campo e nas cidades e os preconceitos da época. Já li diversos livros de Cornwell e achei esse um dos mais violentos, pois uma das cenas mais impactantes acontece com personagens fora do campo de batalha e é contra uma mulher que tem toda sua vida destruída. A batalha é violenta também, mas por se tratar de uma situação onde é esperada a violência, não cria tanto impacto.


Este que vôs escreve acredita que dizer que um livro de Cornwell é bom é um pleonasmo, mas mesmo assim podemos dizer que esse livro é muito bom, com uma trama envolvente e que deixa o leitor curioso para saber o desenrolar da aventura dos personagens. 

“Calix meus inebrians”


QUANTAS VITAMINAS "O ARQUEIRO" MERECE?





RESENHA ESCRITA POR: EDUARDO REIS
Carioca, 27 anos, Analista de TI, Bibliófilo desde criança, fã de carteirinha de Cornwell e King. 



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