terça-feira, 11 de outubro de 2016

RESENHA DO LEITOR: O ALQUIMISTA

SINOPSE: O alquimista é a mágica história de Santiago, um menino pastor andaluz que anseia por viajar em busca do tesouro mais magnífico do mundo. De sua casa na Espanha ele parte para os mercados do Tânger e através do deserto egípcio para um encontro do destino com o alquimista. A história dos tesouros que Santiago encontra ao longo de sua jornada nos ensina, como poucas histórias fizeram, sobre a sabedoria de escutarmos nossos corações, aprendendo a ler os sinais que aparecem ao longo do caminho de nossas vidas e, acima de tudo, a seguir nossos sonhos.


Antes de resenhar, gostaria de compartilhar essa “Bela Historia” – como disse o Alquimista, que se encontra no livro:

O Alquimista pegou um livro que alguém na caravana havia trazido. O volume estava sem capa, mas conseguiu identificar seu autor: Oscar Wilde. Enquanto folheava suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso. O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que todos os dias ia contemplar sua própria beleza num lago. Era tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro d’água e morreu afogado. No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso. Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história. O autor dizia que, quando Narciso morreu, vieram as Oréiades – deusa do bosque – e viram o lago transformado, de um enorme espelho de água doce em um cântaro de lágrimas salgadas.
– Por que você chora? – perguntaram as Oréiades.
– Choro por Narciso – disse o lago.
– Ah, não nos espante que você chore por Narciso – continuaram elas – Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo bosque, você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza.
– Mas Narciso era belo? – perguntou o lago.
– Quem mais do que você poderia saber disso? – responderam surpresas, as Oréiades. – Afinal de contas, era em suas margens que ele se debruçava todos os dias. O lago ficou algum tempo quieto. Por fim, disse:
- Eu choro por Narciso, mas jamais havia percebido que ele era belo. Choro por Narciso porque todas as vezes que ele se debruçava sobre minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, minha própria beleza refletida.

Resolvi mostrar, porque talvez assim como eu não soubessem o outro final da história. Agora vamos à resenha:

De tempos em tempos, surge um livro capaz de mudar para sempre a vida de seus leitores. O Alquimista é um deles. O livro já vendeu mais de 65 milhões de exemplares em todo o mundo e foi traduzido para 56 idiomas, chegando ao Guinness como a obra mais traduzida de um autor ainda vivo. O mais famoso título de Paulo Coelho já se estabeleceu como um clássico moderno, atemporal e universal. Quase 25 anos após seu lançamento, segue fascinando públicos cada vez maiores, de diferentes gerações.


Faltam apenas duas semanas para Paulo Coelho festejar uma conquista que nenhum outro autor jamais alcançou: “O Alquimista” vai completar oito anos (ou 416 semanas) na lista de mais vendidos do principal jornal americano, “The New York Times”. Simples, sábio e inspirador, o livro que começa como uma jornada para encontrar bens materiais  e torna-se uma descoberta das riquezas que escondemos dentro de nós mesmos. As belas lições que Santiago aprende ao longo do caminho nos falam da sabedoria de ouvir o que diz o coração, de ler os sinais com que deparamos ao longo da vida e, acima de tudo, de seguir os nossos sonhos.


Particularmente esta fábula me encantou profundamente, pois ensinam belas lições, lições que levarei para a minha vida e, também fez com que eu criasse um grande carinho pelo o autor Paulo Coelho. A história se inicia com o jovem pastor que abandona sua vida cristã para viver sua Lenda Pessoal, viver livremente como pastor conduzindo seu rebanho. Passando por três noites aonde teve decorrentes sonhos com um tesouro, curioso, decide procurar uma cigana para interpretá-los. Não satisfeito com a interpretação da velha cigana e fraco em sua fé, vai embora infeliz. Mas, em sua lamentação encontra por um rei sábio, esse que o convence a seguir em frente.


Decidido a encontrar o tesouro e seguir com sua Lenda Pessoal o rapaz compra uma passagem para África, com destino ao Egito, lugar onde estaria seu tesouro, logo saindo da Espanha e cedendo suas ovelhas – tudo o que havia conquistado há anos. O jovem rapaz, então embarca para a viagem até o Egito, enfrentando uma caravana pelo deserto, vivenciando imensuráveis acontecimentos, nesse tempo acaba por encontrar um Inglês, um Alquimista, o amor da sua vida, Fátima. No entanto, nessa trajetória, o rapaz irá descobrir que há tesouros muito mais valiosos que ouro. O Alquimista, uma obra um tanto que inerente, embora apresentando traços de autoajuda por apresentar princípios morais e incentivos, ainda assim é um livro com uma forte qualidade de narrativa.


A princípio é difícil decifrar e nomear com precisão essa obra, pois a cada página revela uma característica diferente sendo ela: romance, autoajuda ou até mesmo fantasia, mas sempre trazendo consigo a alquimia. O Alquimista trata-se de um livro descomplicado, com narrativa em terceira pessoa, cenários únicos e personagens simples, uma história deliciosa de se ler, sempre apresentando situações reais do nosso cotidiano, dúvidas, medos e o fracasso. 


A façanha de seu livro mais bem-sucedido ocorre ao mesmo tempo em que chega de Hollywood a notícia de um novo acordo para a transformação de “O Alquimista” em filme. Esta é uma novela que se arrasta desde 1993, ou seja, há 23 anos. Em entrevista ao UOL (para ler aentrevista completa clique aqui!), Paulo diz não acreditar mais que o livro chegará às telas. “Não vejo o livro como filme”, afirma. “Uma coisa tenho certeza: se tivessem feito um filme, o livro não estaria todo esse tempo no ‘New York Times’.” Nessa entrevista realizada por Mauricio Stycer no dia 03/10/2016 ainda revela que o autor “está negociando projetos de adaptação com o Netflix e o Sony”. Para a alegria dos fãs.


“Quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize seu desejo.”


RESENHA ESCRITA POR: CAMILLA CARLA
Paranaense, 18 anos, artesã, apaixonada por livros, séries e filmes, encantada por músicas clássicas, fascinada por artes marciais e apreciadora de café.

   








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