segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM JULIE T., AUTORA DE CRÔNOMIS

SINOPSE: Acordar ferido e sem memória parece a pior coisa que pode acontecer. No entanto, o mundo de Crônomis já oferece riscos para quem o conhece, muito mais a um magrelo desmemoriado. Com o vazio em seu interior, a se sentir inútil e covarde, Zheth vivencia desventuras cheias de tensão e perigo conforme cruza o caminho com as mais improváveis criaturas e as mais amargas descobertas. Para dar o próximo passo, será necessário enfrentar medos e dúvidas, encontrar motivo e coragem para não desistir, e aprender que bons e maus existem em todos os lados.


Como surgiu a ideia de escrever "Crônomis”? Sou apaixonada por livros desde criança, já pequena escrevia minhas próprias histórias, além de FanFics de jogos, livros, desenhos e filmes que gostava. Escrever se tornou algo habitual, apesar de sempre escrever apenas um rascunho, sem intenção (coragem) de mostrar aos outros. Comecei a escrever Crônomis em 2003, no meu primeiro semestre na faculdade, para retirar o peso da consciência gerado por um livro anterior, intitulado A Jornada da Jovem Sá, que foi uma história muito mais sombria e com um final trágico. A trilogia “Crônomis” se passa tempos depois da Jovem Sá, e com esse livro eu queria manter um foco na esperança, mas sem retirar o lado sombrio. Eu não queria uma personagem principal forte e decidida, e sim uma pessoa que se sente fraca, indecisa, até mesmo depressiva.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Demorou entre três e quatro anos. O primeiro rascunho foi escrito entre 2003/2004, e então deixado de lado. Devido à vergonha de publicar, o medo de não agradar, sempre minhas histórias terminaram guardadas na gaveta. Em meados de 2015, ao reler o rascunho de Crônomis, decidi arriscar a publicação. Transcrevi ao computador e fiz diversas alterações em relação ao original. Devido ao tamanho da obra e minha demora em revisões gramaticais e cronológicas (infelizmente não posso dedicar todos os dias na atividade), dividi em três volumes. Em 2016, meu foco foi inteiro ao primeiro volume, pois minha intenção era publicá-lo ainda esse ano.

O que o leitor pode esperar de "Crônomis”? É um livro de fantasia que se passa no mundo de Crônomis. Não se trata apenas do herói contra o vilão, pois não é possível dividir o mundo em dois lados. Cada pessoa tem seu ponto de vista, suas vivências, e isso define as crenças, o que a pessoa irá considerar bom e mau. Eu tento mostrar isso em Crônomis. Crônomis é permeada por assuntos polêmicos, alguns apenas insinuados, outros mais detalhados. A tragédia acompanha as personagens, e espero deixar o leitor inquieto, com emoções e sentimentos fortes, e, em alguns casos, a se sentir perturbado e revoltado com a cena. Gosto muito de livros de fantasia e de heróis, contudo, sempre considero estranho o herói passar por tortura ou situação de forte pressão psicológica e, na página seguinte, estar a saltar sorridente. Na vida real, não é tão simples se livrar de traumas e medos, e eu espero que o leitor sinta esse peso.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? São muitos que gosto, apesar de meu favorito ser Stephen King. King tem uma forma de escrever que considero única. E ele consegue escrever histórias fantásticas em intervalos muito pequenos. Muitos autores inspiram a escrever. E, por vezes, suas obras nos apresentam algo novo, como a abrir uma fresta e nos permitir enxergar algo novo ou por outro ponto de vista. Não nego que isso aconteceu com força quando li a obra de George R. R. Martin.

Se "Crônomis" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? As músicas do grupo ERA. Escrevi muitas histórias ao som deles.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Atualmente, trabalho na área administrativa. Meu sonho é criar uma carreira como escritora, contudo, ainda tenho muito a aprender e escrever.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Primeiramente, agradeço a oportunidade da entrevista, e agradeço muito a todos que a leram. Convido-o a embarcar no primeiro volume de Crônomis e conhecer esse mundo, assim como Zheth e as demais personagens por quem tenho tanto carinho. Espero que a leitura possa o transportar para outro lugar e embaralhar suas emoções. Até mesmo perturbá-lo e, assim, abrir espaço para discutir e pensar sobre os temas que causaram o desconforto. Também gostaria de convidá-los a deixar críticas, sejam elas positivas ou negativas, pois assim é possível avaliar os acertos e erros, e isso nos ajuda a crescer. E o mais importante de tudo, caro leitor, não desista de seus sonhos e nunca perca a esperança. Não importa quão difícil a situação possa parecer, não pare. Persista. Ao seguir em frente, poderá encontrar as respostas, a saída, a felicidade, a realização.

Julie T. tem 31 anos e mora em Guarulhos - SP.

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