terça-feira, 8 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM LORENA SARAIVA, AUTORA DE O VIGÉSIMO QUINTO SOL

SINOPSE: Diogo é um surfista carioca, rico, bonito e humilde. Ele tinha a vida perfeita até que uma tragédia aconteceu em sua vida e ele se viu preso a duas promessas feitas ao pai: perdoar a mãe e arrumar uma namorada. Acontece que sua mãe está envolvida em uma baita confusão e, para ele, perdoar se tornou um desafio ainda maior. Além do mais, ele não queria namorar e não conseguia perdoar a mãe, pois parou de confiar nas mulheres. Mas o garoto louro se viu em um dilema, por que o pai foi a pessoa com quem ele mais se importou na terra. Então ele precisava arrumar um jeito de combater os próprios traumas interiores para conseguir cumprir a promessa e, nessa saga, teve de viajar para o Uruguai, Bélgica e Amsterdam em busca das duas mulheres que o ajudariam a cumpri-la.


Como surgiu a ideia de escrever “O Vigésimo Quinto Sol”? Eu tinha 17 anos quando tudo começou. Eu estava vendo um filme com meu ex-namorado e de repente surgiu à ideia de escrever um livro. Contei pra ele e ele não colocou fé no que eu estava falando. Eu nunca havia convivido com ninguém que fosse do meio literário. Não tinha influência nem de parentes e muito menos de amigos. E foi aí que me vi sozinha. Ninguém me apoiou. Muito pelo contrario, as pessoas pensaram que eu estava ficando doida. Pensavam que era coisa da minha cabeça e que eu jamais levaria pra frente. Mas foi nesse momento que eu descobri que aquilo não era uma ideia repentina e passageira. A escrita sempre esteve em mim, mas só floresceu naquele momento. Era um dom... É um dom, um dom que floresce cedo ou tarde naquele que o possui. E floresce tão bem que te da a certeza de que aquilo é realmente uma paixão e que você precisa fazer, é mais forte que você. A partir desse momento eu comecei a escrever um livro chamado O Enigma do Mestre (que até hoje não terminei). Essa foi a minha primeira ideia que comecei a desenvolver. E foi no cru, sem saber nem um tipo de técnica. Escrevi algumas cenas e entrei em um curso de escrita de ficção onde lapidei o dom que eu já tinha. Me lembro como se fosse hoje o que o  professor disse quando leu as primeiras páginas do livro que comecei: “Você tem ouro nas mãos, menina. Larga tudo e se dedica”. Só que o curso acabou e por falta de incentivo larguei minhas páginas e continuei me dedicando a faculdade. Mas o livro sempre vinha a minha mente, como se fizesse parte de mim. Eu dizia pras pessoas que ia terminar e elas continuavam a desacreditar. Então, quando me formei na faculdade, há dois anos atrás, decidi que ia voltar a escrever, só que eu sempre enrolava pra retomar. Não sei por que isso acontecia, talvez fosse o medo de não conseguir. No entanto, um belo dia eu estava deitada na minha cama quando, de repente, os personagens começaram a saltar da minha cabeça e eu tive que levantar e pegar o computador. Nesse dia, durante a madrugada, escrevi as dez primeiras páginas do livro que estamos tratando aqui. E no dia seguinte eu já tinha toda a história bolada na cabeça. Ela surgiu, não foi premeditada. Foi acontecendo conforme eu ia escrevendo. E eu acrescentei coisas que para mim são relevantes, como os valores presentes, por exemplo. Além de apresentar temáticas que considero importantes. Eu fiz isso porque não queria ser só mais um romance nas prateleiras. Sempre quis ser psicóloga para conseguir ajudar as pessoas, mas esse sonho eu nunca realizei. Não faço o tipo de quem escreve autoajuda também. Então eu descobri que eu sabia escrever ficção e quis ajudar por meio dela. Nas entrelinhas, nos pequenos detalhes e na sensibilidade dos personagens, de forma sucinta. É uma forma de fazer o leitor que carece daquela determinada situação, se identificar e se emocionar com a cena. O livro é uma comedia romântica cheia de aventuras. Tem como cenário as belas praias do Rio de Janeiro, além de inúmeros locais em outros países como a Tomorrowland da Bélgica, os coffes shops em Amsterdam e as belezas do Uruguai. É uma história inacreditável e gostosa de se ler. O livro prende e faz você viajar para os lugares por meio de suas páginas. Assim como a vida real, O Vigésimo Quinto Sol traz altos e baixos. Choros e risos. Dramas e momentos felizes. Tramas aleatórias que se encontram no final. Muitas surpresas. Muitos pontos de viradas e muita emoção. É a prova viva de que nem tudo é o que parece ser e que o perdão é um dos maiores dons que alguém pode ter.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Dois anos.

O que o leitor pode esperar de “O Vigésimo Quinto Sol”? É uma comedia romântica/ drama.  Eu abordo temas polêmicos da atualidade como, por exemplo, traumas de infância e o reflexo disso na vida adulta, abuso sexual infantil entre outros. Procurei acrescentar, por meio do livro, algum valor a coisas que acho digno de tal, colocando tudo em um romance que, por mais dramático que seja, acontece em um ambiente descontraído e jovem. Além disso, eu faço o leitor viajar para os países onde a história acontece por meio das minhas cenas e isso é um dos pontos fortes do livro.  (Bélgica – Boom- Evento Tomorrowland e Bruxelas / Holanda – Amsterdam / Uruguai – Punta del Diablo e Montevideo / As praias do Rio de Janeiro incluindo Copacabana, Grumari e a ilha de Praia Grande em Paraty. Além da própria Paraty). Ele é cheio de surpresas e reviravoltas e eu tive uma resposta positiva de todas as pessoas que leram, tanto profissionais quanto leigos, amigos e público-alvo.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Durante o período em que estava escrevendo os únicos livros que li foram os de técnicas. Segui algumas e dispensei outras. Não segui nenhum modelo best-seller que eu já tenha lido, nem no sentido narrativo e nem na trama em si. Eu não li muitos livros durante esse tempo justamente para não sofrer influência de linguagem e nem de estilo. Eu quis fazer algo meu, inteiramente novo. Muitos críticos que leram o meu livro disseram que foi ousado e que está muito bem estruturado para ser a primeira obra de alguém. No início ninguém acreditou em mim. Eu não tive o apoio de ninguém. Fiz sozinha e me dediquei inteiramente ao livro, com paixão e no final eu vi que tudo deu certo. E é isso que o torna especial, a singularidade. Independentemente de qualquer coisa ou qualquer influência externa, eu escrevi o que eu queria e coloquei nele os valores que considero especiais como, por exemplo, a determinação, o foco, o perdão. Eu tento deixar claro que por mais difícil que seja uma situação, por mais inesperada que seja uma reviravolta ou um acontecimento trágico na vida de alguém que não tinha problemas, sempre há esperança, sempre há um caminho o qual não enxergamos e que pode ser a resposta para aquilo que achávamos que não tinha. Nem tudo é o que parece e o mal é construído, nós não nascemos com ele. Muitas vezes alguém que faz coisas ruins necessita muito mais de ajuda do que a própria vítima daquela situação. 

Se “O Vigésimo Quinto Sol” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Versos Simples. 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Somente escritora.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: As coisas são simples... E nós temos que encará-las como elas realmente são, pois, o monstro da dor está apenas dentro de nós, no que imaginamos que somos e sentimos. O que o livro tem de especial? As mensagens que passo nas entrelinhas. O valor do perdão, o valor da família e a importância de superar os traumas internos para seguir em frente, na busca incessante de construir um mundo melhor para si e para o próximo. 

Lorena Saraiva tem 25 anos e mora em Brasília - DF.

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