sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM MALU GHIRALDELI, AUTORA DE CAT, MEU AMIGO PSICOPATA

SINOPSE: Um estudante de psicologia, um estudante de medicina, uma garota albina, e um psicopata. Ou talvez uma gangue deles. Logan Davis sabia que aquilo não ia dar certo, sempre soube, mas como ele mesmo diz: a carne é fraca. Então quando o jovem estudante de medicina William Miller pede sua ajuda para um projeto no mínimo impossível, ele acaba aceitando, e ambos agora são responsáveis pelo psicopata mais perigoso da cidade. O propósito? Fazê-lo se apaixonar, valendo o diploma do jovem médico e uma vaga preciosa em um famoso hospital. Uma experiência que vai acabar trazendo de volta velhos inimigos, criando novos deles, derramando um pouquinho de sangue e virando suas vidas de cabeça para baixo.


Como surgiu a ideia de escrever “Cat, Meu Amigo Psicopata”? Surgiu quando eu estava fazendo uma iniciação científica cujo tema era psicopatia. Já tinha bastante material quando as coisas não deram certo com a pesquisa em si (problemas na coleta de dados, no próprio meio acadêmico) e resolvi usar esse material então para fazer um romance. Lógico, todo o material científico sofreu uma adaptação e tanta, mas nas entrelinhas a teoria de quem é o psicopata, de como a sociedade o vê e etc, que era o que seria abordado na pesquisa, está tudo ali (com aprovação da minha orientadora da antiga pesquisa, que só descobriu o livro depois que já tinha sido lançado... a opinião e a crítica dela eram o que me deixava mais tensa, mas fiquei extremamente feliz quando ela leu e veio me dizer que estava orgulhosa).

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? A pesquisa científica levou em torno de um ano,  a história mesmo ficou pronta bem rápido, em uns quatro meses. 

O que o leitor pode esperar de “Cat, Meu Amigo Psicopata? Espere risadas! Não espere um livro de terror (apesar do nome), nem com altas doses de sangue. Tem só um pouquinho. Eu quis fugir daquela visão do psicopata de sempre; o vilão que todo mundo tem medo e aterroriza a cidade ou a mocinha (o que não quer dizer que ele não aterrorize algumas pessoas no decorrer da história)... aqui as coisas são meio inversas. Eu acho que o leitor pode esperar se apaixonar por alguns psicopatas que são bem mais humanos e reais.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma forma te inspiraram a escrever? Nossa eu tenho tantos! E em tantos estilos! Vai desde Juliet Marillier com os livros de fantasia, até André Vianco, Giulia Moon e seus vampiros e autores mais científicos. Mas eu diria que lá no fundo o meu autor querido seja o Roderick Anscombe. Acredito que pouquíssima gente o conheça, ele é um psiquiatra forense que se aventurou a escrever romances sobre serial killers − que é com o que ele trabalha − (entre os livros dele estão Querida Sandy e A Vida Secreta de Laszlo). Eu o li pela primeira vez com 13 anos e com certeza me influenciou, a visão que ele tem, o modo como descrevia as pessoas de uma forma bastante analítica, bastante psicológica... me influenciou não só na construção do meu livro e no meu gosto pela leitura como também na escolha da minha profissão.

Se “Cat, Meu Amigo Psicopata” tivesse uma trilha sonora qual música você escolheria? Ela com certeza tocaria essas duas músicas: Kiss Me - Sixpence None The Richer e Let's Kill Tonight - Panic! At the Disco. Foi o que ouvi enlouquecidamente enquanto escrevia.
Você segue carreira apenas como escritor ou possui outra profissão? Eu adoraria viver da escrita, mas é difícil. Fora escrever, estou terminando este ano (esta semana! rs) o curso de psicologia e é onde pretendo trabalhar.

Deixe uma mensagem para os leitores: Minha mensagem é para que leiam cada vez mais e sonhem cada vez mais e mais alto. E, mais importante, para que acreditem nesses sonhos.

Malu Ghiraldeli tem 22 anos e mora em São Manuel - SP.

PARA LER "CAT, MEU AMIGO PSICOPATA" CLIQUE AQUI! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente com o Facebook: