sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM PHILIPPE ALENCAR, AUTOR DE O MESTRE DAS CORDAS

SINOPSE: As terras de Arkandur formam o último continente, o único lugar onde a humanidade perseverou e vive em paz com os sábios conhecidos como magos. No entanto, tudo muda quando rituais necromânticos começam a espalhar caos e horror pelos Três Grandes Reinos. Os reis, receosos e pressionados por seus conselheiros, decidem assinar a lei que proíbe permanentemente a prática de magia. Os magos passam a ser caçados não somente pelas tropas reais, mas também pela sombria cavalaria da Justiça Armada Noturna, cujas espadas são tão gélidas quanto suas almas. Porém, dentre os poucos sobreviventes, surge Barton: um bardo capaz de tornar os sons do mundo em sua fonte de magia. Atormentado após presenciar o assassinato da esposa em um lago sem fim, o bardo vê um novo destino à sua frente quando um velho amigo o recruta para uma perigosa jornada, e juntos partem em busca da verdade por trás da sombra nefasta que devora o mundo. Atendendo ao chamado, o músico compreende a vida como uma melodia, mas inúmeros segredos estão guardados ao longo das escalas musicais que ele terá de desvendar, onde cada nota poderá surgir como um aliado... ou um algoz. Uma canção em que deuses e demônios ditam as regras, e humanos e magos clamam para si o direito de reescrevê-las.


Como surgiu a ideia de escrever “O Mestre das Cordas”? A ideia principal sempre foi encontrar um jeito de mesclar três das minhas maiores paixões: música, literatura e fantasia. Entre 2011 e 2014 eu narrei uma série de sessões de RPG aos meus amigos, de modo que não utilizei cenários prontos, mas tive que criar basicamente toda a ambientação. Assim, utilizei o universo fictício criado por mim para aquelas sessões de RPG, adaptei algumas coisas e usei como background para o plot de O Mestre das Cordas. O protagonista do livro é um bardo, um mago capaz de conjurar magias através da música. Porém, no início, o bardo não era o personagem principal, e sim um secundário, mas com o tempo eu acabei mudando o enredo e o músico ganhou mais destaque.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Escrevi O Mestre das Cordas durante meu intercâmbio na Irlanda. Demorei mais ou menos uns 9 ou 10 meses. Depois, retornando ao Brasil, levei mais uns bons meses para revisar e reescrever detalhes importantes.

O que o leitor pode esperar de “O Mestre das Cordas”? O Mestre das Cordas é um livro de fantasia com grande foco no poder da música. Costumo dizer que, durante a leitura da obra, magia e música sempre andam lado a lado. Isso não quer dizer que há letras de canções nas páginas, até porque, na verdade, não há nenhuma. Mas o leitor com certeza pode esperar uma narrativa repleta de cenas de ação e aventura, suspense, estratagemas e, porque não, até mesmo uma pitada de romance e humor. Do mesmo modo que a vida é volátil e muda o tempo todo, com certeza o livro não é pintado num tom só.


Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Não tenho um único autor preferido, mas uma lista de referências repleta de autores os quais admiro muito, dentre eles posso dizer que os mais conhecidos são: Isaac Asimov, Alan Moore, Neil Gaiman, Marcus Aurelius Pimenta, José Torero, Eduardo Spohr, Antonio Damásio, George R.R Martin, J.k. Rolling, Leonel Caldela, J. R. R. Tolkien, Stephen King, Machado de Assis, Bernard Cornwell e outros. Esses autores possuem métodos muito distintos de criar suas histórias e escrevem livros diferentes, mas definitivamente todos me influenciaram positivamente de alguma forma.

Se “O Mestre das Cordas” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Tá aí uma boa pergunta. Eu sempre pensei muito sobre as melodias que o protagonista conjurava para invocar seus feitiços, e na maioria das vezes é algo voltado a heavy metal, principalmente progressivo ou neoclássico, mas isso se dá pelo fato de o bardo ser um virtuoso nos instrumentos de corda. Já que estou tendo dificuldades em responder, vou deixar essa para o leitor. Gostaria de ouvir do leitor a opinião dele, saber dele qual a trilha sonora ele tocou na enquanto lia as páginas do livro.

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Já trabalhei com RH e atuei como tradutor de inglês em Dublim, mas atualmente trabalho numa empresa de tecnologia. Sempre que posso e tenho tempo disponível, trabalho nos meus projetos, os quais pretendo transformar em livros, além de também trabalhar com roteiros.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Nenhuma mensagem poderia ser mais honesta do que um singelo Obrigado. Muito obrigado por apostarem na literatura brasileira, continuem de olho, sempre tem coisa boa vindo por aí. Ah, e agradeço se também quiserem dar uma chance de leitura ao meu livro, aposto que você vai gostar :)

Philippe Alencar tem 26 anos e mora em Porto Alegre - RS.





2 comentários:

  1. Rodrigo, muito obrigado pela postagem. Vou dar uma conferida no conteúdo do blog, abraço e continue com o ótimo trabalho! :)

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    1. Nós que agradecemos, foi um prazer entrevistá-lo! Sucesso!

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