quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM WESNEN TELLURIAN, AUTOR DE VOLÁTIL E A GUERRA MÁGICA

SINOPSE: Existe um lugar mágico, superabundado por seres com poderes especiais, onde o equilíbrio da natureza é regido por quatro relíquias mágicas – as quatro esferas eólicas. Uma imperatriz, unida com seu pai nefasto, deseja as quatro esferas para levantar seu império sobre os quatro cantos do mundo e obter imortalidade e onipotência, mas, de acordo com a lenda, a reunião destas esferas terá como consequência um desequilíbrio devastador sobre a natureza que poderá levar toda a alma vivente à extinção. Até onde você iria por aquilo que ama? Éolo está disposto a tudo. Ele cruzará dimensões, lugares sombrios e amaldiçoados, enfrentando quem for preciso, deflagrando o maior embate da história entre seres mágicos para “garantir” a sobrevivência do planeta e de seus entes queridos. Tente imaginar todos os monstros viventes do planeta em um só combate... Isso vai acontecer, é o que a lenda garante. Será que Volátil irá sobreviver?


Como surgiu a ideia de escrever "Volátil e a Guerra Mágica”? Por sete anos eu joguei RPG, por incrível que pareça, em sala de aula. Eu e meus amigos fazíamos as lições correndo para jogar, com um grupo que chegou a compor cerca de cinco pessoas, sendo eu quem “mestrava” e reproduzia todo o universo, um infinito cânion de criatividade, que abrangia uma mescla de personagens de toda a cultura pop, não se contendo apenas a uma trama central ou específica, como vampiro ou lobisomem somente. As aventuras percorriam caminhos que iam do bizarro ao fantástico; de Teletubbies assassinos, Power Ranger, Dragon Ball Z, até os guerreiros de A Caverna do Dragão. Assim que terminou o colegial, o ócio começou, já que ninguém mais jogava. No entanto, ainda havia muita coisa fervilhando, fazendo o tico e teco se pegarem em minha mente. Fiquei um tempo sem jogar, até que em dada manhã, em um brechó, encontrei em meio a uma pilha de livros empoeirados, minha caixa de jogo Jumanji (risos). Vi a capa do livro A Cripta do Feiticeiro, do autor Ian Livingstone, e vi que tudo o que eu criava existia dentro daquele compilado de páginas, de uma forma mágica, já que era um livro-jogo. Depois de tanto ler, reler, até esfolar todas as folhas, fiquei encantado e decidi que era aquilo que eu deveria fazer ­- criar universos.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Quando houve a explosão do mundo de Harry Potter, percebi o quanto outras pessoas gostavam de fantasia e magia. E ao ler livros e assistir histórias na tv com as quais eu via que podiam ser melhor trabalhadas, então me peguei com aquela chama adormecida se reacendendo. Mas foi exatamente no ano de 2006 que comecei a escrever. Da mesma forma que eu produzia as tramas e façanhas para criar o RPG, intentando fazer os heróis perderem ou morrerem, atribuí os mesmos métodos para desenvolver o livro. Deslanchei a escrever, indo ao infinito e além, com mais ou menos uma linha imaginária traçando meu destino, já que fui inserindo desafios aleatoriamente, conforme sentia vontade. Esse processo inicial durou cerca de dois anos. Anos mais tarde, fiquei como colaborador do canal no Youtube Cabine Literária em conjunto com o até então MTv Vá Ler um Livro, um projeto no qual eu fazia resenhas literárias e adquiri uma vasta bagagem, o que durou em torno de um ano. Com toda essa carga e o livro se debatendo dentro da gaveta, querendo ser lido, então eu mesmo o reli. Para minha surpresa, estava uma porcaria intragável (risos). Havia uns três finais de sangrarem os olhos, vários pontos de incongruência, lutas em excesso. Decidido a aperfeiçoar a ideia inicial, com todo o conhecimento que eu já tinha conseguido ao longo daqueles anos, estruturei toda a linha dorsal da trama, trabalhei os personagens, coloquei desafios mais interessantes, lapidando a obra incansavelmente, aplicando até mesmo traços de A Jornada do Herói, do autor Joseph Campbell. Somando a criação e a lapidação, tudo durou quatro anos de produção.

O que o leitor pode esperar de "Volátil e a Guerra Mágica"? Ao lerem a sinopse, vai soar clichê, vão achar que já leram demais sobre algum personagem que quer salvar sua cidade, ou seja, lá o que quer que ele ou qualquer outro herói, ache importante demais para ser salvo. Mas neste livro, eu peguei o comum e descontruí de forma a ficar dinâmico e inesperado a cada virada de página, tanto os personagens quanto com os cliffhangers, para prenderem o leitor. Em cada subtrama há alguma coisa a ser desenvolvida ou solucionada pelos personagens, mas que também farão o próprio leitor se questionar sobre as situações e circunstâncias apresentadas, forçando-o a pensar em como tudo está se desenrolando. Como uma leitura investigativa, juntando peças com peças até chegar em alguma saída brilhante, com tudo acontecendo magicamente. Sem contar nas pistas lançadas ao longo da história, próprias para confabular e teorizar, culminando em grandes revelações em vários momentos, diferente de finais de novelas, quando é relevado qual fulano matou cicrano (risos). Esperem muita referência e homenagem a coisas da cultura pop, um pouco de tudo aquilo que alimentaram minha imaginação, servindo de referência. Existem muitas criaturas e monstros de RPG, inclusive várias do nosso riquíssimo folclore brasileiro, também uma avalanche de criaturas de diversas mitologias do mundo afora. Tudo aquilo que vocês acham que conhecem como monstros clássicos, romperá o paradigma e eles passarão a assumir novas capacidades e/ou formas, tornando tudo mais maduro e assustador, escapando da mesmice que insistentemente vemos por aí.


Qual autor ou autora é seu preferido? Então, né?! Eu tenho muitos autores que são referência. Posso citar alguns? Vou tomar seu silêncio como um sim (risos). O que explodiu minha mente foi o Ian Livingstone, que juntamente com Steve Jackson escreveram uma porrada de livros-jogos, da série Aventuras Fantásticas, com os quais alguns perdi noites de sono de tanto ler e jogar. Minha leitura estava restrita a isso, até que descobri J. K. Rowling, por onde comecei a conhecer outros tipos de livros. Entre outros autores internacionais, alguns não somente da literatura, mas dos quadrinhos ou da tv, gosto muito do Gary Gygax (o pai do RPG), J.R.R. Tolkien, George R. R. Martin, Stephen King, Akira Toriyama, Stan Lee, Tsugumi Ohba (Death Note), Tite Kubo (Bleach), e Satoshi Tajiri, que me fez um pokemaníaco. Dos autores nacionais, eu gosto muito das obras do Eduardo Spohr e Felipe Castilho.

Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Praticamente toda a citação foi base para compor a história, inclusive, como já mencionado, há referências escrachadas e até alguns easter eggs em cada ilustração interna. Aliás, foi através do Felipe Castilho que percebi o quão divertido seria ver nossa mitologia brasileira retratada em livros. Chega de lobisomens em Londres ou Paris! (risos).

Se "Volátil e a Guerra Mágica" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Olha, pergunta muito boa! Durante a escrita e até mesmo a revisão, eu ouvi muita música instrumental, um ritmo específico para cada cena, como em um filme. Mas a maioria se resume em uma mistura de músicas de fundo do anime Naruto Shippuden e Bleach.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Eu também trabalho como Policial Militar, já faz seis anos. Hoje em dia, trabalho na parte de divulgação de notícias positivas da Instituição.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Primeiramente, eu agradeço a oportunidade do espaço que me foi concedido para falar da obra -­ Muito obrigado! Segundamente (risos), leitores, leiam mais livros nacionais, ajudem os novos autores e sejam também, quem sabe, possíveis e futuros escritores. Nunca desistam de seus sonhos, porque eles nunca desistem de vocês.

Wesnen Tellurian tem 28 anos e mora em São Paulo - SP.

PARA LER "VOLÁTIL E A GUERRA MÁGICA" CLIQUE AQUI!

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. É bom saber que fiz parte da motivação para a escrita desse livro maravilhoso pois fui um dos jogadores do rpg e posso confirmar que era pura adrenalina agora falta um livro jogo tbm né Tellurian

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  3. Muito bom meu amigo! Suuuucesso

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  4. apdD meu amigo Sorriso, você irá emplacar com essa bela obra! Sucesso...

    Att: CV.��

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