quinta-feira, 3 de novembro de 2016

RESENHA: MARLEY E EU

SINOPSE: John e Jenny tinham acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa, sem nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse 'dom' no DNA, justamente porque matara uma planta, presente do marido, por excesso de cuidado - afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; depois têm uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado à mãe, porém suas 'preces' não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma. Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44 kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram - Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, o coração de Marley era puro. Marley repartia o contentamento do casal em sua primeira gravidez e sua decepção quando sobreveio o aborto. Ele estava lá quando os bebês finalmente chegaram e quando os gritos de uma adolescente de dezessete anos cortaram a noite ao ser esfaqueada. Marley 'fechou' uma praia pública e conseguiu arranjar um papel num filme de longa-metragem, sempre conquistando corações ao mesmo tempo em que bagunçava a vida de todo mundo. Por todo esse tempo, ele continuou firme, um modelo de devoção, mesmo quando sua família estava quase enlouquecendo. Assim, eles aprenderam que o amor incondicional pode vir de várias maneiras.


John e Jenny haviam se casado há um ano. Já tinham muita vontade de ter filhos, mas como um dia John deu para Jenny uma planta comigo-ninguém-pode e a planta morreu nos primeiros dias, achavam que precisavam testar seus instintos maternais cuidando de um cão. Eles adoraram um filhote de labrador e ao irem embora, viram um grande labrador cheio de lama correndo para os quintais da casa da criadora. Eles haviam acabado de conhecer o pai do filhote. Os dois rezaram para que aquele lindo filhote não tivesse puxado seu pai.


John e Jenny começaram a brigar por causa do nome, mas depois de muita discussão decidiram que o filhote se chamaria Marley, ou melhor: Grogan's Magestic Marley Of Chunchill. Marley cresceu, ficou enorme e com problemas de comportamento: hiperativo, destrói tudo ao seu alcance, tem medo de tempestades e trovões a ponto de abrir rombos nas paredes apenas para tentar chegar perto de seus donos e se proteger. Também é um buraco sem fundo, come tudo o que vier e ainda rouba da cozinha, da geladeira, sem contar que bebe água do vaso sanitário. Enfim, o cão tem o comportamento que faria qualquer pessoa lhe entregar a carrocinha. Mas, tinha um grande coração e sempre estava por perto beijando e babando em todas as pessoas e a família Grogan escolheu ficar com ele. Graças a tomada dessa decisão eles puderam vivenciar o amor mais leal que algum dia poderiam conhecer.


Enquanto eles tentavam ter o primeiro filho, Marley dava mais trabalho que recém-nascido. Ele até consegue ser expulso de uma classe para adestramento de cães. A primeira gravidez de Jenny foi muito comemorada, mas ela sofreu um aborto nos primeiros meses. Tempos depois ela engravidou novamente e após 9 meses deu à luz a Patrick. No começo eles tem receio de que Marley possa fazer algum mal a criança, no entanto, ele agiu como um defensor do bebê e sempre se aproximava de forma tranquila e brincalhona. 


Quando a esposa sofreu com a primeira gravidez e John não conseguia falar com ela, foi Marley que a consolou, permitindo que esta ficasse agarrada ao seu pelo, chorando por horas a fio. Quando ela teve complicações pós-parto, o animal aguentou calado e sem revidar, os gritos e até uma surra que recebeu dela. E mais, quando as crianças cresceram, Marley estava lá os ajudando a andar e até mesmo, a falar, cuidando dos filhos de seus donos como cuidaria de seus próprios filhotes. Os dois ainda tiveram o Conor e a Collen.


O livro é um relato real de John sobre a vida que teve ao lado do cachorro, mas também com boas histórias sobre sua vida familiar e tem uma grande carga de emoção. Tem momentos que você parece não conseguir respirar de tanto rir; em outros tem raiva de certos lapsos de intolerância dos donos e vizinhos. Em alguns ainda, você se emociona com as atitudes abnegadas de Marley e quando chega o ápice da narrativa, não há viva alma que consiga segurar as lágrimas. 


Marley & Eu é narrado em primeira pessoa. John não mede esforços e nos conta sem receio algum grande parte da sua história. Indicado a todos os fieis amantes de animais. A lição que tiramos desta aventura é a importância que animais de estimação possuem em nossas vidas, e a identificação com o público leitor acaba sendo imediata. Nos apegamos ao nossos bichos de estimação tanto quanto somos apegados aos nossos pais, por exemplo. É um amor infinito e puro. Este sentimento de perda dói, por isso é importante vivermos cada momento como se fosse o ultimo e aproveitar sempre os bons momentos com as pessoas que amamos, isso inclui os animais.


Emocionante e verdadeiro são elogios que se encaixam perfeitamente para Marley e Eu. O final é triste e meus olhos encheram de lágrimas, mas o livro faz você pensar no seu bichinho de estimação que está sempre ao seu lado precisando apenas de um pouco de carinho. Muitos cachorros são indisciplinados e até chatos, mas te amam sem pedir nada em troca. Indicado até mesmo para aqueles que adoram uma boa história real, cheia de emoção e grandes lições de vida. Não tem como não amar Marley, nosso "pior cachorro do mundo".


Assim como muitas obras de sucesso, Marley & Eu também recebeu uma adaptação cinematográfica. Estrelado por Owen Wilson e Jennifer Aniston, o filme tratou o drama com bastante maturidade, sendo um tanto fiel. Entre erros e acertos, além de uma forma bastante resumida da obra original, o filme soube ser emocionante. 


É claro que é há diferenças entre o filme e o livro, como por exemplo: No filme, John diz que nunca teve um cão antes de Marley, o que não é verdade, visto que no livro ele começa a narrativa falando sobre o cachorro que teve quando era criança: Shaun. No filme, ele começa a escrever sobre o Marley quando ele ainda era vivo, ao contrário do livro, onde ele só escreve em sua coluna sobre o Marley após sua morte, numa tentativa de desabafar e diminuir o sofrimento da perda do cão. Não me fez chorar tanto quanto o livro, principalmente porque até o momento da morte de Marley foi muito alterado, já que nosso labrador favorito passa por diversas crises antes da morte e o autor relata tudo. Mas o filme é engraçado e comovente no final.
Mas o que Marley & Eu levou 115 minutos para construir, Marley & Eu 2: Filhote Encrenqueiro consegue destruir em questão de segundos. O rótulo de "filme de cachorro" que o longa de David Frankel tanto se esforçou para afastar é, agora, agarrado com unhas e dentes por este absurdo prequel - e como se já não fosse abusivo o bastante trazer "o pior cão do mundo" em sua fase mais fofa - a de filhote - aprontando altas confusões (como numa típica vinheta da Sessão da Tarde), logo descobrimos que o animal também FALA. 


A trama, obviamente, não dá sequência à vista no longa original e sequer se relaciona efetivamente a ela: passando alguns dias na casa de parentes dos donos (mesmo que, de modo geral, não haja brechas na história original para que isso ocorra), o filhote Marley passa a infernizar a rotina da casa e da vizinhança com seu jeito encrenqueiro. Nesse contexto, o adolescente Bodi Grogan (Turner), que deseja ter seu próprio cão, enxerga em um campeonato de Agility a chance de provar sua responsabilidade e, então, ganhar de sua mãe a autorização para criar um cachorrinho. SÓ ESQUEÇAM QUE ESSE SEGUNDO FILME EXISTE!!!
Voltando ao livro, Marley e Eu merece com louvor 5 Vitaminas!!! 




2 comentários:

  1. Olá,
    Foi um livro que li e chorei demais, amei esse livro. É lindo e a história emocionante.
    Gostei muito da maneira que abordou o assunto e fez a resenha.
    Beijos.

    meumundosecreto

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    Respostas
    1. Obrigado pelo elogio, o livro é emocionante mesmo S2

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