sábado, 19 de novembro de 2016

RESENHA: A QUEDA DOS CINCO

SINOPSE: John Smith, o Número Quatro, achou que tudo seria diferente quando os lorienos se juntassem. Eles parariam de fugir. Lutariam contra os mogadorianos. E venceriam. Mas Quatro estava errado. Depois de enfrentarem Setrákus Ra e quase serem dizimados, os membros da Garde reconhecem que estão despreparados e em minoria. Escondidos na cobertura de Nove, em Chicago, eles planejam os próximos passos. Os seis são poderosos, porém não são fortes o suficiente para enfrentar um exército inteiro, mesmo com o retorno de um antigo aliado. Para derrotar os mogadorianos, cada um deles precisará dominar seus Legados e aprender a trabalhar em equipe. O futuro incerto faz com que eles busquem a verdade sobre os Anciões e seu plano para os nove lorienos escolhidos. A Garde pode ter perdido batalhas, mas não perderá a guerra.


John estava de volta a cobertura de Nove em Chicago com todo o grupo. Pela primeira vez reunidos, John, Seis, Marina, Oito, Ella e Nove, não sabem o que fazer. A batalha contra Setrákus Ra mostrou que estão ridiculamente despreparados para agir e que se não começarem a treinar seus legados com afinco tudo estará perdido. Todos contam com John para encontrar respostas, mas ele não sabe o que fazer. Ir atrás dos mogadorianos é loucura, mas Nove não vai aguentar ficar parado e ir atrás do Cinco também é uma questão difícil, afinal eles não sabem nada sobre o Cinco, nem mesmo se ele é confiável. As dúvidas sobre quem é número Cinco, se se trata de um homem ou uma mulher ou que tipos de Legados tem não fica apenas na cabeça do leitor, mas também na de John e dos outros lorienos. Tudo o que eles sabem sobre Cinco é sua localização, graças ao tablet de Malcolm. E ele, por sinal, está se movimentando rápido demais.


Passando o tempo se recuperando o grupo mal acredita quando surge no noticiário a imagem de um símbolo em uma plantação, um que conhecem bem, o símbolo lorieno do Cinco. John, Seis e Sarah partem para encontrá-lo e a situação não sai como o esperado. Quando John finalmente encontra com Cinco, percebemos que ele é... Estranho. Cinco nunca viu um Mogadoriano, muito menos lutou com um, em toda sua vida. E ele faz o tipo totalmente inconveniente. Nove, com seu jeito marrento que amamos, começa a fazer piadas de Cinco, às vezes engraçadas, outras apenas irritantes. E Cinco não gosta nada disso. Com a ajuda de Sam e de seu pai, o grupo começa a treinar enquanto tentam entender o Cinco, mas quando os pesadelos de Ella pioram e surpreendem John de forma assustadora, o grupo precisa enfrentar uma situação inesperada. Ella acaba descobrindo muito sobre si mesma. Coisas que eu nunca iria imaginar. Traições, mentiras e revelações chocantes vão abalar a Garde e transformar mais uma vez tudo o que John conhece e ama.


Ao trazer tantos personagens para o quadro central o autor arriscou, mas acertou ao equilibrar apenas alguns pontos narrativos. Dessa vez temos John na maior parte da narração, com alternância entre Sam e Marina. Diferentemente dos livros anteriores, a troca de ponto de vista acontece com menos frequência, deixando a narrativa menos picotada, condensando os eventos em sessões maiores. Cada parte é importante para equilibrar o momento que a trama se encontra. De um lado John luta para fazer o que é certo para o grupo e agradar a todos em suas decisões, de outro Marina lida com os pesadelos de Ella e fechando temos o lado humano da história com Sam, que por ver de fora a situação dos gardes consegue entender melhor. O amadurecimento e as novas facetas dos personagens também marcam a trama. Outro ponto que merece destaque é que o autor finalmente traz Adam, o mogadoriano que aparece nos contos, para a trama e com papel importante pelo que fica no final. Final esse que foi explosivo, com reviravoltas drásticas e de cortar o coração. E partiu meu coração em milhares de pedaços! Tudo o que eu digo é que outra cicatriz aparece nos tornozelos dos Gardes. Para variar, Pittacus Lore termina o livro em plena batalha e cenas de adrenalina e emoção, quando a ação está acontecendo em todos os lados, fazendo seus leitores ficarem desesperaaaados pela continuação.


As interações dos personagens também foram bem desenvolvidas, pois Lore aproveita os conflitos, receios e desejos de cada um para fortalecer as relações entre eles. Além disso, agora que estão unidos, a busca por respostas é maior do que nunca, então vemos os lorienos levando a sério não apenas seu treinamento, mas também a necessidade de descobrirem mais sobre si mesmos, seus legados e seus destinos. Apesar do livro ser uma mescla entre aventura e ficção científica, o autor soube dosar com perfeição outros elementos, como romance e drama, sem deixar de lado momentos mais descontraídos e engraçados. 


Pittacus Lore mostra que sua série tem mais força do que o imaginado, criativa e inovadora o autor procura a cada desdobramento da trama apresentar novos elementos e nuances para seu universo, mostrando-se um autor perspicaz e inteligente. Adoraria ter visto a série adaptada com fidelidade para os cinemas, principalmente porque a história cresce para uma ficção-científica fantástica a cada novo livro. Recomendado a todos, desde os que querem conhecer o gênero até aqueles que procuram algo diferente, universo rico, com mistérios intrigantes e reviravoltas chocantes. Leiam e se surpreendam com a série! Até mais!

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