sábado, 17 de dezembro de 2016

ENTREVISTA COM CLARA BRANDÃO, AUTORA DE A SUBSTITUTA

SINOPSE: Nathan Robins é um cara de sorte. É famoso, rico, bem apessoado e casado com Park Jihyun, uma mulher adorável e bem-sucedida que o ama muito. No entanto, todas essas coisas não impedem que Jihyun seja diagnosticada com um câncer em estágio terminal meses após o casamento dos dois. A vida de Nate passa por uma grande reviravolta. Sem perspectivas, ele toma decisões erradas que o levam cada vez mais para baixo. Ele não consegue aceitar que existe uma razão para tudo o que está acontecendo. Nathan conta, junto com tantas outras coisas, o que é enxergar a luz quando se está na escuridão.


Como surgiu a ideia de escrever "A Substituta”? Bom, durante a minha adolescência eu tive uma fase negra de autora de fanfics underground baseadas na minha experiência de quatro anos como belieber. Falava muito de Hollywood, fama norte-americana. Era o que eu conhecia. A minha base de entretenimento. Porém, com quinze anos, deixei de ser "fã" do Justin Bieber, e por consequência parei de fazer fanfics. Mas sempre amei escrever e queria continuar escrevendo, então tentei quebrar a cabeça para não depender de Justin Bieber nenhum para criar e pensar numa história "original". Forçando não consegui nada, mas, fuçando o Facebook aleatoriamente um dia, li uma frase sobre pessoas parecidas fisicamente no mundo, e, em dez minutos, tinha todo o argumento inicial pronto. Então basicamente eu tirei a ideia do nada e não planejei, só veio. Essas coisas acontecem, né. É a vida.
Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Dois meses. Eu estava de férias, então assim que a ideia brotou eu não larguei o computador e na volta às aulas do ano seguinte o bruto já estava pronto. O manuscrito foi feito tão no brainstorming que nem roteiro inicial fiz. Não recomendado. Tanto que, nos três anos que se passaram até que conseguisse publicá-lo, a história foi mudando tanto, por conta de revisores, mudanças minhas mesmo, enfim. O grosso foi em dois meses, mas nesses três anos nunca parei de mexer no livro. Foi um trabalho constante.

O que o leitor pode esperar de "A Substituta”? Principalmente uma discussão muito interessante sobre o que significa ser famoso, ter sua vida observada o tempo todo, como isso pode te afetar quando as adversidades chegam. Pode soar um pouco negativista, mas isso tudo é abordado com uma certa leveza característica do Nathan, o protagonista da história. Em A Substituta eu falo de romance, Hollywood, mídia, saúde mental. Mas também falo de família, amizade, brincadeiras e sobre enxergar o lado bom da vida.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Complicado. Eu não tenho "autores" favoritos, mas sim livros que me marcaram. Provavelmente no que se trata de literatura brasileira o favorito no momento é Dias Perfeitos, do Raphael Montes. Um outro livro que me interessou muito se chama Rio: Zona de Guerra, do Léo Lopes. De literatura internacional, um dos meus livros mais amados da vida é Marley & Eu, do John Grogan, foi um dos primeiros livros "grandes" que eu li, com nove anos de idade ainda.

Se "A Substituta" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Eu não sei exatamente o porquê, mas a primeira coisa na qual pensei foi Mad World do Gary Jules (que aliás é uma música ótima, ouçam). Tem um quê de crise existencial nela que me fascina.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Não considero a escrita como carreira (ainda!), talvez por ser algo muito recente no que diz respeito a publicação. Talvez quando conseguir custear a escrita com ela mesma, passe a considerar. Por enquanto é um hobby muito interessante. Fora isso, faço faculdade de Design, sou ilustradora e animadora 2D.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Leiam "A Substituta", é legal. Eu juro. E, se vocês quiserem escrever, escrevam. Não interessa se o primeiro rascunho parece ruim, ou se a sua história é parecida com algo que já tenha lido antes. Escreva. Dou todo o apoio. E que a força esteja sempre com vocês.

Clara Brandão tem 18 anos e mora no Rio de Janeiro - RJ.

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