sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ENTREVISTA COM FELIPE MARTINS, AUTOR DE A CORPORAÇÃO

SINOPSE: Com o fim da grande guerra, o mundo se vê influenciado pela ganância do dinheiro é revolta do mundo pós-guerra. O sistema republicano se torna algo obsoleto é precisa ser trocado, isso desperta o interesse de duas Corporações de armamentos que financiaram a guerra, Corp. United é Corp. Continental, levando-as a cometerem um golpe de Estado, derrubando assim o sistema Republicando é instaurando o "Corporacionismo". Com o Mundo dividido em duas Corporações e em crise, trava-se uma guerra ideologia, fazendo do mundo o palco de uma possível nova guerra.
Como surgiu a ideia de escrever “A Corporação”? Foram alguns bons anos pensando na ideia, no início eu queria algo com alienígenas, guerras entre planetas e etc., mas logo notei que não era algo para mim. Sempre gostei de histórias carregadas de questões políticas, de intrigas de um mundo à beira de uma guerra e de muita carnificina. Acredito que demorei mais de um ano para pensar em toda história, buscava referencias, nome de personagens, lugares, possíveis estratégias, formas de governo, personalidades, imagens. Eu meio que adentrei aquele mundo e havia colocado na cabeça que iria construí-lo totalmente do zero. Sempre fui um amante da história e geografia, busquei extrair todos aqueles problemas humanos do passado e do presente e formula-los no livro. Nesse tempo eu imaginei tudo na minha cabeça, eu queria algo que fosse novo, não queria mostrar uma quarta-guerra como Einstein um dia disse. Eu queria um mundo cansado, falido e a beira de uma guerra civil, com homens destinados a mais derreamento de sangue e com muita tecnologia, com líderes clamando por mais poder, um mundo polarizado.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Além de todo aquele tempo pensando, demorei um ano e cinco meses para escrever toda a história do primeiro livro, que no total foram 417 páginas. A continuação chamada “Os Revoltosos” foram mais 2 anos que me renderam 784 páginas rs e o Terceiro estou ainda na luta. De todas as histórias que escrevi e ainda escrevo, esse Livro é o universo que eu mais amo, porque tenho apego pelos personagens, sofro quando preciso eliminar alguns, mas é algo que vejo que posso explorar totalmente o universo, posso criar intrigas e explorar toda a personalidade do personagem, como se estivesse vivendo aquilo.

O que o leitor pode esperar de “A Corporação”? O leitor pode esperar um livro de Ponto de vista alternado, onde os capítulos são divididos em personagens, como os livros do Martin. Acredito que esse método traz aproximação do leitor ao universo do livro, ele passa a viver e amar determinado personagem e muitas vezes apoia-lo, em poucas palavras ele adota o personagem rs. Você pode esperar uma história que não vai te entregar tudo de início, tudo é construído e detalhado, para que o leitor entenda aquele universo, entenda o motivo daquela guerra e o pensamento de cada personagem. Gosto de trazer ansiedade e ao mesmo tempo fúria. Não espere um conto de fadas, um livro melancólico de romance ou um conto erótico de dominação. Espere um livro que vai fazer você mergulhar no universo e te fazer pirar com a loucura de alguns personagens.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Eu tenho vários que carrego no coração como o John Boyne, que escreveu “O menino de pijama listrado”, “O Garoto no convés” entre outras maravilhas. George R. R. Martin, como eu havia dito, que trouxe a inspiração e ideia de dividir os capítulos em personagens. Bernard Cornwell que mesmo não tendo inspirado nesse me inspirou em vários outros que escrevi e que pretendo publicar. William Gibson pela sua fantástica obra Neuromancer, Felipe Colbert com Ponto Cego, Lu Piras com suas belas obras. Entre vários, vários, vários, vários outros rs.

Se “A Corporação” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Johnny Cash - God's Gonna Cut You Down e Urban Country - Gonna Need a Grave.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Tenho outras profissões, além de trabalhos freelancer que desempenho, sou Estagiário de Marketing em uma cooperativa de crédito.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Se você tem vontade de entrar nesse universo, entre sem medo de ser feliz, mesmo que encontre barreiras no caminho, não desista e continue em frente, escreva, se tiver ruim, escreva, se ainda estiver ruim, continue escrevendo. Se a crítica for ruim, continue escrevendo, se o livro não vende continue escrevendo, não desista. Não seja um apostador de histórias, tenha em mente levar todo o seu universo ao leitor o sucesso será apenas uma consequência. Agradeço pela oportunidade e de estar mostrando um pouco de mim. Acredito que ideias como essa abre um leque aos escritores nacionais. Boa Leitura a todos ^^ 

Felipe Martins tem 21 anos e mora em Goiânia - GO.

PARA  LER "A CORPORAÇÃO" CLIQUE AQUI!

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