terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ENTREVISTA COM MARTA OLIVEIRA, AUTORA DE BURNESHA, A LENDA

SINOPSE: “Nenhuma nação pode ser considerada livre, independente, soberana e autocéfala enquanto subsistirem indivíduos aprisionados a mitos, crenças, lendas ou tradições.” - Marta Oliveira. Kosovo 1998. No decorrer da guerra, do genocídio e do crime organizado nasce a ultima lenda do século XX. Dardana Januzaj foi capturada pelas tradições milenares que percorrem uma Europa despudoradamente multicultural e viu a sua vida tornar-se um pesadelo. Para sobreviver transformou-se num monstro, um guerreiro magnifico de extraordinárias capacidades belígeras, indispensável ao poderoso exercito de demónios que prospera beneficiando da dúbia essência dos pilares da humanidade. Tomás Ferreira é o enfermeiro Português em missão humanitária num campo de refugiados. Os monstros e os anjos aprendem a respeitar-se e juntos desafiam os demónios sem escrúpulos. Os limites da ética e da legalidade da investigação médica confundem-se com crimes de sangue que catapultaram para as primeiras paginas da comunicação social factos que originaram, anos mais tarde, relatórios internacionais sobre a atuação da comunidade internacional num conflito que ainda hoje não se considera resolvido, mas que deixou uma marca: o desaparecimento inexplicável de civis que nunca foram encontrados.

Como surgiu a ideia de escrever "Burnesha, A Lenda”? Comecei a escrever este romance no ano em que se comemoravam os 15 anos sobre o conflito armado no Kosovo. Da literatura que recolhi fui explorando o extraordinário folclore existente na península dos Balcãs, no sudeste Europeu, até me deparar com o conceito medieval que ainda hoje subsiste. Burnesha significa voto castidade e surge relacionado com o juramento vitalício das virgens ou o juramento da castidade. Numa sociedade dominada pelo homem, a mulher assume-se como “serva” da sociedade submissa a um código de conduta medieval nascido na Albânia (Código de Kanun). A presença da figura do patriarca assume tal importância que quando desaparece a família entra em colapso. Socialmente, a mulher não possui habilidade para acrescentar valor às coisas vendo-se forçada ao voto de castidade para lhe ser concedido o direito de se vestir e comportar como um homem, passando assim a ser-lhe permitido trabalhar e a ganhar sustento para os filhos e família. No entanto, numa sociedade ainda assim estratificada, não é de estranhar que os casamentos ainda sejam negociados sem que a noiva tenha qualquer tipo de voto na matéria. No romance, a Burnesha revoltou-se contra um casamento forçado e foi obrigada a um juramento vitalício. Abdicou da sua feminilidade e da sua identidade para ser livre na pele de um monstro que aprendeu a respeitar. “Burnesha, A Lenda” conta a história de uma menina cujo único erro foi ter nascido do lado errado do mundo.
Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Dado que se trata de um romance que me obrigou a alguma pesquisa e investigação, demorei cerca de 18 meses a construir todo o enredo.
O que o leitor pode esperar de "Burnesha, A Lenda”? Um romance emotivo que tenta descrever costumes medievais ainda existentes numa Europa às portas do séc XXI, acompanhando a viagem de uma jovem que teve a ousadia de se revoltar contra costumes milenares e o êxodo de um povo encurralado em centros de refugiados explorando paralelamente a ética da investigação médica e os crimes de guerra cometidos, comprovados por diversos relatórios internacionais, e que levaram ao desaparecimento inexplicável de civis que nunca foram encontrados.
Qual autor ou autora é seu preferido? Uiiii. Pergunta difícil. Os Portugueses José Rodrigues dos Santos, Florbela Espanca e ainda os ligados ao fantástico, J.K.Rowling, Christopher Paolini, Juliet Marillier, entre tantos outros.
Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Claro que sim. Nós somos aquilo que lemos, e se repetimos o autor / escritor é porque nos identificamos com a sua forma de comunicar e/ou com as histórias que nos oferece.
Se “Burnesha, A Lenda” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Cada romance que escrevo é acompanhado por banda sonora. Aliás, não consigo desassociar a escrita da musica, e isso é de tal forma evidente que no meu canal Youtube podem encontrar as bandas sonoras das minhas duas obras publicadas (Burnesha, A Lenda e Praias de Portugal, Fields of América). 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Em primeiro lugar não sou escritora porque não tenho o engenho ou a arte, considero-me, isso sim, contadora de histórias, se quiserem, autora e não, escrever é um prazer e não a minha profissão.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Ainda que estando do outro lado do Atlântico, temos muita coisa que nos une e esta coisa fantástica a que chamam internet que nos coloca a uns microssegundos de distancia. Caso tenham interesse em ler o romance poderão encontra-lo em diversas plataformas de venda online, que nomeio de seguida. Em todo o caso, estou também online com pagina Facebook e será um prazer obter as vossas opiniões ao romance.

Marta Oliveira tem 49 anos e mora em Lisboa - Portugal.

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