sábado, 17 de dezembro de 2016

ENTREVISTA COM RAONE SOARES, AUTOR DE DECLÍNIO

SINOPSE: Tragédias acontecem a todos os momentos com muitas pessoas. Para alguns são mais catastróficos do que para outros, mas isso não torna as coisas mais fáceis para ninguém. Então, o que faria do meu caso diferente? Havia muito mais do que eu podia imaginar e não tomei cuidado porque não via perigo em nada do que ela dizia ou fazia. Quanto mais eu me envolvia com Magna Baldini e seus mistérios, mais arrebatado ficava e não fazia ideia do que estava acontecendo por trás, nos bastidores, era muito novidade para mim. As coisas estavam fora de controle e acabaram chegando em um ponto que desejei que não houvesse me deixado levar tão facilmente por aquele fascínio que eu não entendia direito. As nossas escolhas podem nos destruir e as minhas me trouxeram consequências severas, me levaram por um passeio horripilante em um mundo sombrio e destruidor; me levou direto ao declínio trágico. E a cada escolha imprudente que fazia era tarde demais para me arrepender. O amor fora o meu Declínio. Será que ele, nesse caso, valia a pena o esforço? Valia a pena abrir mão de tantas coisas para vivê-lo? O que você faria em meu lugar? Com certeza, seria bem mais inteligente do que eu!


Como surgiu a ideia de escrever Declínio? Bem, a ideia desse livro não surgiu de uma vez e completamente pronta como geralmente acontece com alguns autores. Sempre tive vontade de escrever, mas quando sentei e comecei, ainda não tinha a ideia pronta. Aos poucos fui arranjando “porquês” para estar querendo escreve-la. Personagens foram nascendo e as ligações entre eles foram aparecendo e de repente a história estava pronta em minha cabeça. Então só tive que me organizar e começar a colocá-lo no papel, essa passou a ser, para mim, a parte mais fácil do processo criativo.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? O processo de organização e criação de todos os detalhes levou tempo, até hoje ainda tenho novas ideias para adicionar na história. Mas levei aproximadamente alguns meses para escrever o livro completo, porém o escrevi e reescrevi diversas vezes. Sempre que encontrava falhas na história, eu a reescrevia. E foi o que me fez reescreve-la dessa vez, estou novamente no processo produtivo, mas estou tão satisfeito com a notável evolução que encontrei nos personagens e na minha escrita que não tem como não acreditar que todo o trabalho e tempo, que levei escrevendo cada uma das versões, não valeram a pena. Valeram sim, e muito!

O que o leitor pode esperar de Declínio? O leitor pode esperar suspense, amor, ódio, drama, tudo misturado em narrativa com pegada sombria e sobrenatural em um enredo apaixonante e envolvente. Minha história retrata as consequências que nossas escolhas nos proporcionam e o quão difícil é ter que conviver com isso dentro de você mesmo. Muita gente pensa que isso é clichê, mas existem mil e uma maneiras de retratar um devido tema, basta você fazer sempre da sua maneira. Porque cada escritor é único. A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista do Ian Kenway, um jovem de 17 anos que está começando a se descobrir através do seu próprio declínio.

Qual autor ou autora é seu preferido? Tenho tantos que vão desde Suzzanne Collins até James Daschner. Amo a forma como Stephenie Meyer desenrola suas histórias. A pegada sombria que Cami Garcia e Margaret Stohl aplicaram no livro Beautiful Creatures e suas sequências. Lauren Kate, Colleen Houck, entre outros. A cada livro que leio um autor soma essa lista pessoal. Não acho que nenhum deles seja o meu preferido, porque amo o jeito como todos escrevem seus livros, mas uns sempre foram mais influentes, na minha decisão, do que outros.

Eles, de alguma maneira, te inspiraram a escrever? Com toda a certeza, porém como disse anteriormente: alguns sempre foram mais influentes na minha decisão, como por exemplo: Stephenie Meyer. Foi só quando comecei a me envolver por sua escrita que decidi me aventurar nessa área.

Se Declínio pudesse ter uma trilha sonora, qual música você escolheria? Eu sempre faço uma seleção para o meu livro com as músicas que me inspiram e amo. A começar por Birdy, Florence + The Machine, Kings Of Leon, Flo Morrisey, Jake Bugg, entre outros. Mas a música que tenho como tema do livro é Only If For A Night da Florence. E Wild Horses, da Birdy, que é o tema do casal principal.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Infelizmente a escrita ainda não é a minha profissão exclusiva, embora já a veja como se fosse. Não me vejo trabalhando com outra coisa daqui a alguns anos e vou me empenhar até torna-la o meu meio de sobreviver. Atualmente estou sem trabalho, então foco o tempo integral na escrita e minhas criações.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Deve haver uma sincronia forte entre leitor e escritor, porque um não existe sem o outro. No nosso país ainda existe uma baixa porcentagem de pessoas que exercem o habito da leitura, muitas pessoas dizem que quem é escritor é vagabundo. Não deixe que o hábito da leitura morra, porque somos nós quem alimentamos a cultura e no nosso país existem muitos talentos escondidos, esperando por uma chance. É importante ressaltar que nem todo mundo tem o privilégio de ser lido ou reconhecido, porque muita gente não dá crédito para os talentos do nosso país. Mas é de igual importância ensinar os outros a aderirem esse hábito. Quando eu comecei a ler, não tive ninguém me incentivando. Nas escolas são raros os professores que usam da literatura uma ferramenta para o diálogo. Acho que passar isso adiante é importante também. 

Raone Soares tem 23 anos e mora em Embu Guaçu - SP.

PARA LER "DECLÍNIO" CLIQUE AQUI! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente com o Facebook: