terça-feira, 13 de dezembro de 2016

RESENHA DO LEITOR: A RAINHA VERMELHA

SINOPSE: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue- vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos - plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe e Mare contra seu próprio coração.


O livro A Rainha Vermelha é aquele tipo de livro que você começa a ler só por causa da capa, mas acaba se apaixonando tanto pela historia como pelos personagens. O livro nos transporta para Norta, um país devastado pela guerra aonde nada é mais importante do que a cor do seu sangue, é ele quem decide se você é um deus ou um escravo. Os de sangue prateado tem poderes incríveis e devido a isso controlam e escravizam os de sangue vermelho que são apenas pessoas normais. 


“Os agentes prateados não tem nada temer de nós, vermelhos. Todo mundo sabe disso. Não somos iguais, embora talvez não dê para perceber só de olhar. A única coisa que nos diferencia por fora é que os prateados andam eretos. Já nossas costas são curvadas pelo trabalho, pela esperança frustrada e pela inevitável desilusão.”

No meio disso tudo conhecemos Mare, ela é uma garota de sangue vermelho que mora no subúrbio do país e pelo fato de não ter profissão já está condenada a guerra. Mare, como tantas outras personagens de romances YA é corajosa, tem uma personalidade difícil e esta disposta a tudo para ajudar seus amigos e é por isso que ela se mete em encrenca. Se na maioria das vezes a narrativa de um personagem começa porque ele é acusado de roubar um raio ou se apaixona por um vampiro, para que a historia de Mare tenha seu ponta pé inicial um pescador morre desencadeando assim uma série de fatos que por fim fazem com que ela se desenvolva na história. Acontece que em Norta toda pessoa maior de dezoito anos que não tem um ofício é enviado para guerra. Mare, que sempre roubou para sustentar a família, já tinha aceitado o seu destino há tempos. Ela só não contava era que seu melhor amigo também seria levado para o mesmo caminho. Kilorn Warren é o melhor amigo de Mare e treinava para ser pescador há anos até que um dia seu professor se afoga e como ele ainda não havia concluído seu treinamento ele fica sem profissão e acaba sendo mandado para guerra.


 “ - Meu mestre... Caiu. Morreu, não sou mais um aprendiz. [...] Tenho dezoito anos. Os outros pescadores tem aprendizes e eu não. Não tenho um trabalho, não posso arranjar um trabalho.
As palavras seguintes são como facas no meu coração. Kilon toma fôlego nervoso, enquanto desejo não precisar ouvi-lo.
- Vão me mandar para guerra.”

Mare acaba conseguindo garantir para ela e o amigo uma passagem para fugir do recrutamento, o problema é que o preço é alto demais para se pagar, pelo menos se ela continuar roubando de vermelhos como sempre fez. É Gisa, a irmã mais nova de Mare que dá a ideia de roubar de prateados, uma ideia idiota que como tal acaba inevitavelmente dando errado. Frustrada por não conseguir roubar o dinheiro necessário para conseguir escapar e salvar seu amigo e inconsolável por destruir o futuro da irmã, Mare resolve fugir e é ai que dá de cara com um misterioso forasteiro e acaba desabafando com ele, contando as coisas horríveis que sempre fez para sustentar sua família, e como, mesmo com boas intenções, ela arrasou sua irmã. No outro dia de maneira misteriosa (e nem um pouco suspeita) guardas do palácio aparecem em sua casa informando que ela foi contratada para trabalhar no palácio.


Mare começa a trabalhar no dia de um importante acontecimento, a Prova Real, que decidirá quem será a esposa do príncipe herdeiro, que para a surpresa de Mare é Cal, o forasteiro que ela conheceu na noite anterior. Durante a prova ela cai em cima de um escudo de eletricidade e revela para o mundo um segredo que nem ela mesma sabia. Mare é algo além de vermelha e prateada, ela é um pouco dos dois e mais poderosa do que ambos. Capaz não só de controlar, mas também de gerar eletricidade, ela é um mistério e como tal ela vira uma peça no jogo da realeza e é obrigada a esconder quem é se tornar algo que odeia. Uma prateada. Alguém fria e sem sentimentos disposta a tudo para conseguir o que quer. Meerena Titanos é a filha desaparecida de um condecorado general de guerra e para honrá-lo foi oferecida em casamento para o príncipe mais novo Maven.


“Um relâmpago rasga o céu e ilumina seus olhos azuis, que parecem brilhar.
- Isso é burrice. Digo a ele que solta uma risada sombria.
- É melhor você esconder esse seu coração, Lady Titanos. Ele não vai leva-la a nenhum dos lugares a que deseja chegar.”

Desse ponto em diante, Mare tenta não só entender seus poderes e quem realmente ela é, mas como também onde está o seu coração. Com o príncipe herdeiro Cal, que a salvou do recrutamento e a arrastou para toda essa confusão ou a sombra dele, o irmão caçula Maven que parece ser esquecido por todo mundo com exceção a ela. A eterna dúvida entre os irmãos Calore, capazes de controlar o fogo apenas com as mãos coloca não só a vida de Mare em perigo, mas também ameaça colocar o reino em guerra. 


“- Não posso. É só o que eu consigo dizer, embora meus olhos me traiam. Contudo talvez a perspectiva de guerra tenha deixado Cal mais imprudente, coisa que ele nunca foi. Ele trai seu único irmão, eu traio minha causa, Maven e eu mesma. Mas não quero parar. [...] Um dia ele saberá que sou sua inimiga e tudo isso não passará de uma lembrança do passado distante. Mas ainda não.”

E enquanto ela tenta sobreviver em um reino de mentiras, vermelhos como ela tentam armar uma revolução contra o trono prateado e se erguer vermelhos como a aurora. As palavras “Todo mundo pode trair todo mundo” me fizeram desconfiar de um novo personagem a cada página e me deixaram com o coração partido no final. Eu amei o livro e os personagens são apaixonantes e muito bem construídos a continuação em A Espada de Vidro segue o mesmo ritmo de tirar o fôlego e por isso eu dou 5 VITAMINAS para A Rainha Vermelha. Ele é, atualmente, um dos meus preferidos.

VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

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