quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

RESENHA: NOITES DE TORMENTA

SINOPSE: Há três anos, Adrienne Willis perdeu as esperanças no amor quando o marido a trocou por uma mulher mais jovem. Tendo que cuidar sozinha dos três filhos adolescentes e do pai doente, ela acha que nunca será capaz de recuperar a autoestima e a vontade de viver. Por isso, quando sua amiga Jean precisa fazer uma pequena viagem e lhe pede que tome conta de sua pousada, ela vê uma oportunidade para mudar de rotina. A previsão de tempestade iminente, no entanto, faz com que os próximos dias não pareçam muito promissores. Pelo menos até a chegada de Paul Flanner, o único hóspede com reserva para o fim de semana prolongado. Aos 54 anos, Paul é um cirurgião bem-sucedido que enfrenta fantasmas parecidos com os de Adrienne. Nos últimos seis meses, a esposa pediu o divórcio e ele rompeu relações com o filho. Ao ver sua vida perder o rumo, Paul decidiu vender a clínica e a casa e ir à pequena cidade de Rodanthe para encerrar um doloroso capítulo de seu passado. Logo Paul e Adrienne começam a descobrir suas afinidades e a se aproximar cada vez mais. Ao longo do fim de semana, a tempestade que toma conta de Rodanthe finalmente chega ao fim, mas o que nasce entre eles ressoará pelo resto de suas vidas, entrelaçando passado e futuro e dando um novo significado às palavras amor e perda. 


Durante anos de sua vida, Adrienne se dedicou a sua família. Seu relacionamento com o marido passou por alguns momentos de instabilidade, mas isso não a preparou para descobrir que havia sido trocada por alguém mais jovem. Aos 45 anos ela se viu sozinha, caminhando para uma provável dificuldade financeira e com três filhos para criar. Foi por eles que ela se manteve firme, seguindo em frente, mas por dentro, ela se fechou para qualquer hipótese de um relacionamento amoroso. Filho de fazendeiro, Paul sempre foi determinado e se dedicava ao máximo para alcançar seus objetivos. Se formou em medicina com muito custo e tornou-se um cirurgião especialista estética. Ele vivia para o trabalho, mas ao mesmo tempo que isso lhe trouxe louros, também o afastou de sua família. Seis meses antes de conhecer Adrienne, sua esposa pediu o divorcio e sua relação com o filho rompeu de forma definitiva. Alguns meses antes, ele achava que tinha tudo. Havia corrido sem parar e atingido o auge do sucesso, mas agora percebia que nunca seguira o conselho de seu pai. Durante toda a vida correra para longe de alguma coisa, não na direção de alguma coisa e, no fundo do seu coração, sabia que tudo fora em vão.


Rodanthe é uma cidade litorânea da Carolina do Norte que Adrienne já visitou várias vezes com sua família, já que uma grande amiga possui uma pousada a beira mar. Quando essa amiga lhe pede para tomar conta da pousada ao longe de um final de semana, já que apenas um hospede chegará, Adrienne aproveita o momento para espairecer e se reconectar consigo mesma. Acontece que o hospede em questão era Paul. A meteorologia previa uma terrível tempestade para os próximos dias e é em meio a esse tempo conturbado que eles irão se aproximar. Depois desse evento, entretanto, Paul tinha decidido viajar para o Equador para reatar a relação com seu filho e Adrienne precisava voltar para casa para cuidar de seus filhos. Um ano era o prazo limite para que voltassem a se encontrar. Mas o que pode mudar em um ano?


Nicholas Sparks é um autor que as pessoas amam ou odeiam. Eu gosto dos seus livros, mas às vezes sua "fórmula" cansa. Já sabemos onde a história vai se passar (Carolina do Norte), como provavelmente é o perfil dos protagonistas e já imaginamos o final (morte na certa!). Mas apesar de usar de sua velha "fórmula" nesse livro, a leitura é boa. Nesse caso não espere um romance adolescente ou com pessoas repletas de dúvidas. Noites de Tormenta traz duas pessoas maduras que já sofreram o bastante para se serem perseguidos por incertezas. Nicholas Sparks, com sua escrita cuidadosa, apresenta um romance que não deixa dúvidas de que, na vida real, é possível recomeçar do zero e ir atrás do que você realmente deseja, independente de idade. Paul e Adrienne tiveram a chance de viver um amor verdadeiro e, não importa o quanto durou e, sim, que aconteceu.


Nicholas Sparks foi genial ao escolher começar com o relato de Adrienne, para mergulhar numa história do passado. Aprofundou, em seguida, seus personagens, contando detalhes de suas vidas e deixando-os concretos e peculiares, com virtudes e defeitos. Entretanto, senti que a filha de Adrienne, Amanda, (para quem Adrienne está contando a história), poderia ter sido mais aprofundada. Amanda estava mergulhada em uma depressão profunda depois do falecimento de seu marido. A introdução passou por Amada de forma rasa —  era uma personagem poderia render muito para a história.  Já as cartas que tinham espalhadas pela obra, uma mais tocante e sincera que a outra, conquistaram-me. Foi um artifício muito cabível para sensibilizar o leitor.


A Adrienne é uma mulher muito forte. Eu acho que vi muitas coisas da minha mãe nela. Mesmo tendo sido deixada pelo marido para criar três filhos. E um pai doente. Ela ficou firme em suas decisões. Uma mulher batalhadora que não deixava a vida ditar as regras. Tomava uma pancada de um lado e logo encontrava um modo de contornar a situação. Não poupa esforços para ajudar as pessoas ao seu redor. Mesmo que sejam estranhos. Inclusive quando o ex-marido precisa de ajuda ela não nega. E tenta apoiá-lo de todas as formas. Eu gostei muito dela. Talvez por causa dessa associação eu a admirei ainda mais.

Já com Paul não compreendia porque era distante do filho. E porque sua mulher o deixou. Era uma pessoa ausente que pensava apenas em si mesmo. Algo que gostei foi de ver a sua mudança ao longo da leitura. A forma como passou a encarar os fatos depois do choque de realidade. Escutava as coisas com sabedoria sem julgar ninguém. Apesar de tudo isso, achei um pouco difícil de acreditar no amor deles. Porque se conheceram em um dia e no outro já estavam apaixonados. Ainda assim torci muito para um final feliz. 

Não há muitos personagens, a maioria é apenas citado e aqueles que aparecem tem pouca participação. O livro em si é bem pequeno, o que torna a leitura ágil. É uma história de amor que envolve pessoas maduras, que já sofreram na vida e que não podem simplesmente jogar tudo para o alto e viver uma paixão arrebatadora, mas que encontraram uma forma de estar juntas. Apesar de não ser o livro mais famoso de Sparks, mostra com muito sentimento, que, mesmo com o sofrimento da vida, podemos encontrar a felicidade, que não existe idade para recomeçar a vida e que no amor encontramos o consolo para a dor.


O filme foi adaptado para os cinemas em 2008, estrelado por Richard Gere e Diane Lane. Citarei algumas diferenças entre o filme e o livro: Aqui, Adrianne não conta para a filha já adulta sua história com Paul, o que assistimos é a história acontecendo em tempo “real”, e não as memórias da protagonista. No filme, Adrienne só tem 2 filhos. Não vemos a infância e o restante da história de Paul e Adrienne. Na história de Paul vemos alguns flashbacks. Um ponto que gostei no filme, foi que Adrienne e Paul são mais 'humanos' do que o do livro já que no filme eles tem momentos de extrema doçura e estresse, no livro é tudo um mar de rosas.

VITAMINAS:

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