sábado, 23 de dezembro de 2017

ENTREVISTA COM MACIANE GONTIJO, AUTORA DE A FORÇA DE UM AMOR

SINOPSE: Uma história de amor e de superação... O que pode acontecer quando o amor ultrapassa a barreira do aceitável? Podem marcas do passado definir o caráter e as escolhas de uma pessoa? Quando tudo parece negro e sem sentido, pode o amor ser capaz de trazer luz e alegria? Uma entrega baseada na confiança e no amor mútuo, pode ser capaz de resgatar duas almas perdidas? Bora descobrir? Ela: O que fazer quando seu conto de fadas vira um pesadelo? Quando a única saída e fugir e tentar apagar as marcas do passado, marcas profundas, que foram feitas na alma. Lembrar só traz dor, então o melhor a fazer é seguir em frente, mas o destino reservou outra solução... Será que ela está preparada para enfrentar seus maiores medos? O que o amor pode reservar para sua vida? Ele: Um homem intenso e apaixonado. Seus lindos olhos verdes expressam a intensidade dos seus sentimentos e são capazes de dominar a mulher que ama. Ele vai se entregar de corpo e alma à está paixão... Mas essa entrega pode trazer desafios. Será que ele está preparado para enfrentá-los? Quando tudo parece perdido talvez o único caminho seja se entregar a escuridão, mas a determinação de um homem apaixonado vai mostrar que o amor é capaz de tudo, até mesmo resgatá-lo.


Como surgiu a ideia de escrever “A Força De Um Amor”? Sou uma leitora compulsiva e amo ler. Então em 2014 ao fazer a dedicatória do livro da minha irmã que já era escritor surgiu uma vontade de colocar no papel as minhas histórias, fui invadida por um sentimento de também contribuir com as viagem literárias, então decidi escrever meu primeiro livro que a princípio teve o nome de Resgatados pelo Amor, a ideia inicial era pra ser um livro único, porem me apaixonei pelo cara que deveria ser o vilão da história e comecei a pôr característica que levaram minha leitoras (escrevo e posto no Wattpad) a pedirem para que ele fosse o mocinho. A partir daí surgiu uma nova ideia e criei a Serie Resgatados, onde em cada livro conto a história de casal, focando no tema “resgate através do amor.” A Série Resgatados será composta de cinco livros:
1 – A Força de um Amor – publicado pela editora Chiado
2 – A Força de um Desejo – completo no Wattpad (em revisão para seguir para a Amazon)
2.5 – A Força de uma Proteção (spin-off do livro 2) – sendo postado no Wattpad
3 – A Força de uma Paixão – lançado no Wattpad desde Janeiro de 2017.
4 – A Força de um Recomeço – sem data

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? A Força de um Amor foi escrito em seis meses e trata da história de um casal que se apaixona perdidamente e em poucos meses estão casados, ele um italiano passional e apaixonado foca toda sua atenção na esposa, o primogênito e único filho homem com mais quatro irmãs, recebe uma carga muito intensa, seu pai o vê como o homem perfeito capaz de expandir os negócios da família, Enrico se vê sobrecarregado e a louca paixão que sente pela mulher só agrava sua condição de possessividade e ciúmes. De repente ele tem que usar toda sua força de vontade e determinação para resgatar a si mesmo e o amor de Rebecca a mulher da sua vida. Pela Força do amor eles serão capazes de resgatar tudo que a vida lhes tirou.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma forma te inspiraram a escrever? De autora nacional minha inspiração é Nana Pauvolih e internacionais gosto da Bella Andre e Julia Quinn. Costumo dizer que quando crescer quero ser como a Nana. Todas elas de certa forma tem uma influência na minha escrita a Nana é a questão do Hot, a Bella é a questão da busca constante em se superar e estar apto para ajudar o outro e a Julia o romantismo que permeia suas histórias. Então escrevo romance hot, com muito drama e muito romantismo.

Se “A Força De Um Amor” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? A trilha sonora que retrata o livro A Força de um Amor é Photograph de Ed Sheeran.
Você segue carreira apenas como escritor (a) ou tem outra profissão? Além de escrever e ler muito, também dedico meu tempo a minha outra profissão, sou professora, formada e pedagogia e trabalho com alunos do ensino fundamental, também sou esposa e mãe, então tenho que fazer um malabarismo para conseguir da conta de tanta coisa.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: “É preciso que a leitura seja um caso de Amor.” (Paulo Freire)

Maciane Gontijo mora em Planaltina - GO.

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: CEM ANOS DE SOLIDÃO

SINOPSE: Em 'Cem anos de solidão', Gabriel García Marquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca conhecida.


Lançado em 1967, Cem Anos de Solidão é uma das obras-primas da literatura latino-americana moderna. Esse livro tornou o colombiano Gabriel García Márquez (1928) uma celebridade mundial; quinze anos depois, em 1982, ele receberia o Prêmio Nobel de Literatura. Um dos primeiros livros da minha vida, confesso que não li inteiro de primeira, achei meio confuso, principalmente porque me confundia com os nomes de todos na família. Todos os homens desde o tataravô se chamam Arcádio ou Aureliano alguns tem nome composto como José Arcádio, Aureliano José e assim por diante. Anos depois decidi dar outra chance a ele.


É um livro poético, cheio de paixões, sofrimento e segredos. José Arcádio Buendía se casou com sua prima, Úrsula Iguarán, mas por serem da mesma família sofriam com comentários do povoado que dizia que parentes próximos quando se casam geram aberrações, como por exemplo crianças com rabo de porco. Assim eles com alguns amigos decidem fundar um novo povoado chamado Macondo. Viajamos por esse povoado durante cem anos e em todos Úrsula nos acompanha. Úrsula é uma personagem extremamente forte, ela é mãe de José Arcádio, Aureliano, Amaranta e Rebeca que é filha adotiva, os filhos são batizados com nomes em homenagem aos seus antepassados. Todos os personagens são bem parecidos na questão de serem solitários.


Essa história mexe com nossas fantasias nos faz pensar que talvez seja possível conversar com fantasmas, vencer uma guerra, conhecer o sobrenatural. Apesar da confusão de nomes, não é um livro de leitura tão complexa, e a história e muito bem escrita, mas confesso que me senti uma estranha no ninho por não ter amado esse livro como tantas pessoas amam e inclusive o consideram favorito. Mesmo assim um clássico é um clássico e vale a pena dar uma chance a ele talvez você seja surpreendido positivamente. Afinal essa obra é considerada a mais importante escrita em língua hispânica perdendo apenas para "Dom Quixote".


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KELLY GONÇALVES
28 anos, paulistana, casada, apaixonada pelos livros, futura técnica em radiologia. Apenas uma mãe tentando por em dia as suas séries favoritas.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: DEIXE A NEVE CAIR

SINOPSE: Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em “Deixe a Neve Cair”, bem sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.


Oi minha gente! Natal está chegando, hora de preparar os presentes e as leituras de final de ano. Hoje vamos de um livro na temática natalina: Deixe A Neve Cair! É uma fofura essa capa, fiquei apaixonada pelos floquinhos de neve caindo. Fora que eu amo azul.  Este livro é dividido em três contos de três autores: John Green – famoso por “A Culpa é das Estrelas”, “Quem é Você Alaska?” e outros tantos, Maureen Johnson e Lauren Myracle, autoras que confesso ainda não ter lido nenhum de seus livros. Como disse há três contos neste livro, sendo: O Expresso Jubileu, O Milagre da Torcida de Natal e o Santo Padroeiro dos Porcos e todos de alguma forma se complementam. De forma muito bem escrita, os personagens ganham vida e os destinos personagens da primeira história, sendo relatados na última.


Começando por uma história na véspera de Natal, da jovem chamada Jubileu, sim, Jubileu (segundo o dicionário, Jubileu significa a comemoração dos 50 anos de um fato importante ou marcante: o jubileu de um acordo, casamento, de uma organização). Jubileu está prestes a passar o Natal sem seus pais, pois eles foram presos em uma confusão numa loja de departamentos em outra cidade tentando comprar uma peça colecionável da Cidade Fobbie. Daí vem o nome de Jubileu, que faz referências a o salão principal onde os ajudantes do papai Noel montam os presentes para distribuir no Natal, para vermos o quanto os pais dela são apaixonadas por esta coleção. Com os pais presos, sem ninguém da família perto e com a ajuda de um advogado amigo da família, a garota tem a chance de não passar a data sem sua família e está dentro de um trem indo para a Flórida, cidade dos seus avós, mas, como a neve está muito forte o trem bate em um banco de neve e fica preso em uma cidade que ela não conhecia.


Daí sim começa uma grande aventura (como se os pais presos na véspera de Natal, não fosse suficiente). Neste momento muitos personagens se encontram e vão dando forma a uma véspera de Natal bem diferente do que sempre esperamos. Família reunida, ceia na mesa, troca de presentes, nada de novo. Tobin e seus amigos também estão sozinhos na véspera de Natal e em meio a nevasca tentam buscar uma diversão maior do que ver filme antigo na televisão. Um jovem casal termina o namoro recentemente e nesta data o pensamento de ambos se volta para este relacionamento. Será que eles vão reatar? Historias de amor juvenil, recomeço, amizades, fatos engraçados e de como o destino pode mudar totalmente nossas perspectivas sobre a vida. Leitura dinâmica, engraçada e muito leve. Recomendo este romance para seu amigo secreto que adora ler uma história de forma rápida e agradável!!! Deixe a neve cair com muitas alegrias neste Natal. Beijos. Até a próxima!!!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: GREISI SILVA
28 anos, administradora e artesã nas horas vagas, apaixonada por leitura e artes, não vivo sem música, poesia e cinema. Descobri que viajar é preciso e comer pipoca é fundamental para se ter boas ideias.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS

SINOPSE: Em Algum Lugar nas Estrelas, da autora norte-americana Clare Vanderpool, é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz. Clare Vanderpool foi a primeira autora estreante a receber o cobiçado prêmio Newbery Medal, da American Library Association, por Moon Over Manifest, seu livro de estreia. Em Algum Lugar nas Estrelas é seu segundo romance. Comparado a clássicos como Huckleberry Finn, de Mark Twain, Em Algum Lugar nas Estrelas entrou na lista dos mais vendidos do New York Times e vem sendo adotado como um livro indispensável por várias escolas nos Estados Unidos. Uma leitura encantadora para leitores de todas as idades.


Ligar os pontos. Mina mãe dizia que olhar as estrelas tinha a ver com isso. “Lá em cima é como aqui embaixo, Jack. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram.”
Pág. 272

Uma história que se passa pouco depois do fim da 2ª guerra mundial e retrata pelo ponto de vista de dois garotos como é sentir a perda de uma pessoa querida. Em Algum Lugar Nas Estrelas, de Clare Vanderpool, publicado no Brasil pela Editora DarkSide, é uma magnífica história sobre acreditar no que os números dizem, afinal eles não são só números, para Early, eles são histórias, texturas, cores, paisagens, vida. A história narrada por Jack Baker, um jovem garoto do Kansas, que perdeu a sua mãe recentemente. Após a perda, seu pai manda o garoto para outro lugar, um colégio interno da Marinha, a Morton Hill, Jack não consegue se encaixar em um lugar tão longe da sua terra natal. As suas edições da National Geographic é o que o mantém ocupado a maior parte do tempo, isso quando não está na biblioteca e é na biblioteca que uma fotografia chama a sua atenção, era um retrato de uma turma, mas foi um garoto que despertou a sua atenção, Jack sentia pena daquele garoto, pois a felicidade estampada em seu rosto indicava que ele não tinha desfrutado dos momentos ruins da vida.


A história se desenrola e Jack conhece um garoto muito peculiar, Early Auden, os dois começam a fazer uma amizade tanto estranha. Jack não conhecia os reais objetivos de Early, mas sabia que ele era o garoto mais esquisito da escola, tudo se complica após o professor de matemática afirmar em uma alua que o número PI era finito, isso foi suficiente para Early começar a separar as suas balas e ouvir um ruído branco. Esse era Early Auden, na minha opinião o melhor e mais bem construído personagem da história (claro que todos são ótimos), Early, segundo a autora, nos padrões atuais poderia receber o diagnóstico de uma forma altamente funcional de autismo, mas como a história se passa em 1945 ele era só mais um lunático. Dentre as suas características, as mais interessantes são: a cada dia ele ouve um artista, domingo: Morzat, Segunda: Louis Armstrong, Terça: Dia sem música, Quarta: Frank Sinatra, Quinta: Dia sem música, Sexta; Glenn Miller, Sábado: Dia sem música, “mas quando chove é sempre Billy Holiday”; contar ou separar por cores a suas balas de goma; fazer você aceitar no argumento dele; ter certeza que ainda existem cascavéis no Maine, etc.


Early também acreditava que o número PI era infinito e que eles cotavam histórias, a história do garoto que teve que se aventurar em lugares desconhecidos para conquistar o seu nome, e para isso ele deveria seguir a grade ursa, a ursa maior. Jack não acredita na história de Early, ele acha que era só mais uma invenção do pobre garoto. Depois de um tempo, chegam as férias, os garotos teriam uma semana livre da escola, mas Jack e Early são os únicos garotos a ficarem no colégio, Jack porque o pai não apareceu para buscá-lo e Early não tinha família, e porque ele partiria em uma cruzada a procura de PI. Jack não concordou nos primeiros instantes, mas depois aceitou, pois não queria ficar sozinho naquele enorme colégio. Então os dois partem a procura de PI, no enorme mar do Maine, mas as descobertas não param por ai, pois PI não era PI, e sim o irmão de Early, isso só faz Jack ter mais dúvidas quanto a sobriedade de Early.


A cruzada é onde toda a magia do livro vai acontecer, na leitura que Early faz com os números e como a jornada de PI se mistura com a dos dois garotos, as aventuras que aconteceram na cruzada, piratas, catacumbas, e a grande ursa (ou urso). Ao longo do livro são contadas duas histórias, a de PI e a dos garotos. A troca de universo, não atrapalha a leitura, pois as duas histórias se conectam e pelo fato de ser criada toda uma estrutura na história de PI, não tem como misturar as duas histórias. A leitura do livro é leve e rápida, a cada capitulo há um desenho de uma constelação, e fazendo menção a linda edição feita pela DarkSide, há desenhos de constelações, mapas celestes, estrelas, espalhados por todo o livro. Recomendo que vocês vejam esse vídeo de Unboxing publicado pela Youtuber Samara Pimenta. Você vai querer mais quando chegar ao final do livro, vai querer conhecer a mente fascinante de Early Auden. E três dicas para quem for ler Em Algum Lugar nas Estrelas: fique bem atento no capitulo 30 “Ursa Maior”; tenha um marca texto por perto; em dias de chuva ouça Billy Holiday. 
“Às vezes, é melhor não ver todo o caminho que se estende diante de você. Deixe a vida surpreendê-lo, Jack. Há mais estrelas por aí do que as que já têm nome. E todas são lindas.”
Pág. 48 


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: ELIAN AURÉLIO
16 anos, mineiro, mas atualmente moro no Rio de Janeiro, estudante, amo livros, séries, filmes, música a arte em geral, confesso que não viveria sem ela.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: EXTRAORDINÁRIO

SINOPSE: Nascido com uma deformidade facial que o impediu de ir à escola por muito tempo, um garoto vira o herói da quinta série. August Pullman é um garoto que nasceu com uma doença genética, que o fez passar por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos de idade, ele pela primeira vez frequentará uma escola regular, como qualquer outra criança. Assim ele precisará lidar com a sensação do constante de ser sempre observado e analisado por todos à sua volta.


Impressões Pessoais: "Os olhos dele ficam cerca de dois centímetros abaixo de onde deveriam, quase no meio das bochechas. São caídos, formando um ângulo acentuado, quase como se alguém tivesse aberto duas fendas diagonais em seu rosto, e o esquerdo é claramente mais baixo que o direito. E são esbugalhados, porque as cavidades oculares são pequenas demais para comportá-los. As pálpebras superiores ficam sempre meio fechadas, como se ele estivesse adormecendo. As inferiores são tão caídas que até parece que um fio invisível as puxa para baixo: dá para ver a parte interna, vermelha, como se a pele estivesse do avesso. Ele não tem sobrancelhas nem cílios. O nariz é desproporcionalmente grande para o rosto, e meio largo. A cabeça dele é afundada nas laterais, no lugar onde deveriam estar as orelhas, como se alguém a tivesse apertado bem no meio com um alicate gigante. Ele não tem maçãs do rosto. Dois vincos profundos descem dos cantos do nariz até a boca, o que dá a ele a aparência de um boneco de cera". Decidi começar essa resenha com esse trecho do livro por considerá-lo uma das partes mais emocionantes do livro. Essa é a descrição física do August, personagem principal do livro, sob a perspectiva da sua irmã Via. Na realidade isso está de acordo com o que narra o próprio August logo no primeiro capítulo, "não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior".


Todos nós sabemos que o período escolar nunca é fácil, seja pelas dificuldades inerentes de aprendizado, pressão para não ser reprovado nas disciplinas, ter que lidar com professores, e conviver com diariamente com colegas desconhecidos. Imagine todas essas dificuldades somadas ao fato de ser ter o rosto deformado por causa de uma doença genética. É sobre isso e muito mais que “Extraordinário” aborda. August é um garoto de dez anos de idade, que por causa de um raro acidente genético nasceu com uma deformidade facial genética. Essa condição genética é a síndrome de Treacher Collins, doença genética rara que causa anomalias nos ossos da região craniofacial, doença que afeta um em cada 50.000 bebês no mundo. E por ser uma malformação congênita, caracteriza um conjunto de deformidades craniofaciais, como o achatamento dos ossos da face, queixo pequeno, pálpebras caídas, fissura no palato e ausência ou malformação das orelhas, que podem causar dificuldade para respirar, se alimentar, além de perda auditiva. E todos esses obstáculos físicos precisam ser lidados pelo August.


E desde bebê, ele por causa da sua aparência física, precisou lidar com choque, horror, susto e enojo das pessoas que o viam pela primeira vez. E por causa das inúmeras cirurgias que ele foi submetido, vinte e sete desde o nascimento até os dez anos de idade, ele nunca tinha ido à escola. Mas quando seus pais, Isabel e Nate, decidem que talvez seja hora de ele ir para a escola, Auggie já sabe que este será o seu maior desafio. Assim o leitor tem a oportunidade de acompanhar o August no seu primeiro ano escolar. E acompanhar como o Auggie precisou lidar com o bullying por meio de olhares curiosos, risadas sarcástica, apelidos e piadas cruéis. Só para vocês terem ideia, quando August chegou na escola rolou uma espécie de "jogo" que qualquer um dos alunos que por acidente encostasse nele por acidente tinha 30 segundos para lavar as mãos ou passar um antisséptico antes de pegar o que eles passaram a chamar de "praga".  Uma verdadeira bobagem que revelava o quanto August sofreu emocionalmente com tanta exclusão.


Apesar de no livro ter cenas tão fortes como essa, ele também destaca o quanto Auggie e sua família vão construindo juntos um verdadeiro manifesto à gentileza, bondade, amizade e amor ao próximo em favor da igualdade e inclusão social. Um dos aspectos mais marcantes dessa narrativa é justamente  o amor da família Pullman que os move a configurar-se com atos de amor e bondade a fim de proporcionar ao August o melhor lar possível. Apesar de todos os desafios que a sua família também teve que lidar, eles criaram para o August um lar aconchegante e um verdadeiro refúgio e segurança diante de tanta incompreensão e rejeição social que Auggie tinha que lidar. E isso resultou, em August se tornar uma criança madura, inteligente e amorosa, que ciente da sua estranheza e de seu deslocamento no mundo, promove o amor e a gentileza. Sem jamais revidar e às vezes, por encarar de forma positiva os desafios por causa da sua aparência física, mostrando não somente a sua força, mas a sua resiliência em lidar com os obstáculos da vida. A madureza do Auggie em contrapartida aos atos cruéis de Julian, seu colega preconceituoso, é prova de que o amor, bondade, ódio e a intolerância são reproduções do que se vê em casa.


Além do livro nos possibilitar saber a opinião de outros personagens sobre August e sua doença e como isso influenciou o seu modo de vê-lo e de encarar a vida, essa história é repleta de intertextualidade por meio de citações com clássicos, como: “O Pequeno Príncipe” e “Hamlet”. Ou citações de personalidades famosas ou bandas que serviram de ensinamentos para August e os demais alunos do 5°ano. Além de frases ou preceitos do professor Browne, um dos docentes da escola de Auggie, que são frases curtas muito legais, como por exemplo: “Seus feitos são seus monumentos”, ou “Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil escolha ser gentil.” Essas máximas enriqueceram a vida dos personagens e tornam a leitura desse livro um verdadeiro aprendizado para a vida. Além de uma escrita criativa extremamente cativante, a autora consegue tocar o coração dos leitores por escrever uma história de amor e gentileza capaz de mostrar que muito mais importante do que a aparência física  é aquilo que somos no íntimo. Essa é uma história de gentileza que mostra o quanto podemos “ir mais longe” mesmo quando inúmeras circunstâncias estão além do nosso alcance. Um manifesto de como se promover o amor e a gentileza, já que somos todos extraordinários!



Sobre a autora: R.J. Palacio mora em Nova York com o marido, dois filhos e dois cachorros. Por mais de vinte anos foi diretora editorial, diretora de arte e designer gráfica. “Extraordinário”, seu primeiro romance, deu origem a novela “O capítulo de Julian”, e ao livro “365 dias extraordinários: O livro de preceitos do Sr. Browne.



VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal. 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O CONTO DA AIA

SINOPSE: A história de 'O conto da aia' passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.


Margaret Atwood é escritora, poeta e crítica canadense. Publicou "O Conto da Aia" em 1985, um romance distópico que figurou na lista dos finalistas do Booker Prize, foi adaptado para o cinema e é obra de referência em cursos de literatura contemporânea em língua inglesa. E que livro! No mínimo perturbador. A narrativa é feita em primeira pessoa e envolve não apenas acontecimentos, mas os sentimentos e reflexões de "Offred", nossa protagonista. Offred não é seu nome real (o nome verdadeiro não nos é revelado), é uma espécie de patronímico ou título, composto da preposição "de", que indica "posse". No caso, Offred, significaria "de ou pertencente a Fred", seu dono. Nossa heroína é uma Aia, uma das classes ou castas existentes em Gilead, local onde acontece toda a trama. Gilead, ao que tudo indica surge como conseqüência de um golpe de estado que toma o governo dos Estados Unidos e instala uma ditadura religiosa, que usa a Bíblia para justificar seus atos.


A sociedade de Gilead é dividida em classes: Há as esposas, as econoesposas, as marthas, as tias, os anjos, os guardiões, as aias, entre outros. Cada classe tem uma função específica e restrita. As Aias, categoria a qual pertence nossa protagonista são "reprodutoras". Mulheres cuja única função é procriar. Mulheres sem voz, direitos ou qualquer tipo de expressão. Mulheres que são submetidas a constantes estupros, realizados através de rituais, nos quais as esposas dos estupradores participam ativamente, já que são elas as "mães oficiais" dos bebês gerados. Tais rituais são a forma encontrada pelos líderes de Gilead para combater a infertilidade humana, cujas causas são desconhecidas. Algumas teorias atribuem as baixas taxas de natalidade ao lixo tóxico, às doenças sexualmente transmissíveis, entre outras suposições.


Offred, em sua narrativa, nos conta sobre sua rotina diária, afazeres, a forma como é tratada, e nesse ponto é interessante observar que há uma certa contradição no tratamento ao qual as Aias são submetidas. Lhes é oferecido quarto, comida, um certo respeito por parte dos outros homens, aos quais são intocáveis, mas ao mesmo tempo são odiadas e humilhadas pelas esposas e todas as outras classes de mulheres. Uma vida de completo isolamento, voltada unicamente à sua obrigação: Procriar. Não têm direito a televisão, livros, revistas, não lhes é permitido conversar com quem quer que seja. Seu único contato com o mundo exterior são as compras para a casa, que realizam diariamente em duplas, mas sem permissão para conversarem umas com as outras. Offred pertence a primeira geração de Aias. Estas passam por uma escola que as disciplina e orienta sobre como devem se comportar em sua nova "função".


A autora descreve de forma detalhada as ruas e casas de Gilead, comparando-as as casas de revistas de decoração. Ruas muito limpas, silenciosas e em perfeita ordem. "Existe mais de um tipo de liberdade, dizia tia Lydia. Liberdade ‘para’: a faculdade de fazer ou não fazer qualquer coisa, e liberdade ‘de’: que significa estar livre de alguma coisa. Nos tempos da anarquia, era "liberdade para". Agora a vocês está sendo concedida a ‘liberdade de’. Não a subestimem". Offred, narra os acontecimentos do presente, mas ao mesmo tempo relembra fatos ocorridos no passado, lembranças sobre como era sua vida, com marido e filha, emprego, e sobre como viviam as mulheres, de modo geral. A impressão que se tem é de que o regime religioso e cultural de Gilead não é global, já que em alguns trechos encontramos "turistas" fotografando e indagando as Aias sobre suas vidas e se são felizes vivendo dessa forma. Estas são instruídas a sempre dizerem "sim" e o mais curioso é observar que muitas delas realmente acreditam e aceitam o modo de vida ao qual são submetidas.


"Quando pensamos no passado são as coisas bonitas que escolhemos sempre. Queremos acreditar que tudo era assim."

Ao longo da trama acompanhamos as atitudes de Offred, suas amizades clandestinas, suas aspirações e insatisfação, relacionamentos secretos e proibidos, enfim, uma teia de acontecimentos que culmina com um final inusitado. Aliás, esta é outra curiosidade. O livro "não acaba quando termina". Há um epílogo que deixa a história ainda mais fantástica. Qualquer coisa que eu disser sobre o final soará como spoiler, então deixo-os a vontade para ler e se deliciar com esta obra que causa tantos sentimentos controversos no leitor: Indignação, compaixão, claustrofobia, curiosidade, tensão e horror. Um livro que nos remete ao mundo em que vivemos; que nos faz refletir sobre quão frágil é nossa sociedade e nossas convicções; que nos lembra por quantos retrocessos passamos nos últimos anos; que nos faz ver o crescente fanatismo religioso e o terrorismo que ameaça nossa humanidade. Um livro para nos resguardar e deixar alertas!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

sábado, 16 de dezembro de 2017

ENTREVISTA COM GRACI ROCHA, AUTORA DA SÉRIE IMORTAL

SINOPSE A MALDIÇÃO DE ARTHUR: "Cass fechou os olhos e cochilou, queria falar com Arthur, dizer o que sentia, despedir-se de Gael, desculpar-se com Toruk, elogiar Terian, agradecer ao senhor Myagui dos goldlins, Karhystrs e perdoar Lancelot. Eram muitas palavras a serem ditas e ela não tinha certeza de que conseguiria. Tentou reunir um pouco de sua energia restante, mas fora envolvida pela dor e uma terrível angústia. Dormiu por alguns minutos e teve certeza de que estava morrendo." Você acha que já viu tudo? Que já leu todo tipo de história de terror ou aventuras mirabolantes? Que já conheceu todos os demônios e anjos que poderia suportar? Na certa você ainda não conhece Cass, uma mulher temperamental que não suporta receber ordens. Ah! E que é também a filha do Diabo. Mas as coisas entre bem e mal não são tão simples como conhecemos, o bem nem sempre é bom e o mal nem sempre é tão mal assim, e desta forma, Cass, uma imortal que não aparenta ter mais do que vinte e cinco anos, vem burlando as regras e boicotando o pai. Entre aliados inesperados e inimigos surpreendentemente assustadores, a bela que já vivera muitas vidas, vai descobrir que estar do lado dos bonzinhos é muito mais difícil do que imaginava. A maldição de Arthur é o primeiro livro da série Imortal e conta como Cass e seu fiel escudeiro, Luke, partem em busca do medalhão Pendragon, herdado pelo rei Arthur, mais de mil anos antes. O único problema é que Arthur está morto e Lancelot é um imbecil. Bom... talvez nem tudo seja o que parece. Entre ajudar um antigo aliado a combater um inimigo maligno, salvar um reino, resgatar uma noiva e quebrar maldições, muitos corações serão conquistados e uma disputa pelo amor de Cass vai se desenrolar. O final é apenas o começo...


SINOPSE A MALDIÇÃO DE LANCELOT: “Não quero ficar vivo mais do que o necessário, mas viajei por muitos mundos e vivi o bastante para aprender que certas coisas são necessárias em horas difíceis. Você não sente o mal vindo, Cass?” Meses se passaram desde o caso Lemúria, em que Cass deu seu showzinho de imortalidade ao salvar a vida de Luke e ainda mandou um demônio direto para o andar debaixo. Agora ela está novamente metida até o pescoço numa confusão repleta de invocadores do mal e criaturas fedorentas que insistem em tentar cravar os dentes nela e nos seus amigos. Com a ajuda dos irmãos Pendragon, o mau-humor do amigo Luke e os feitiços do esquivo Gael, ela terá de lutar com todas as forças e poderes para salvar alguém muito importante, vindo direto do seu passado. Decisões difíceis, muitas lágrimas e mortes inevitáveis quando o fim é apenas o começo.


Como surgiu a ideia de escrever “A Maldição de Arthur” da série Imortal? Bah, que pergunta difícil. Eu escrevi no meu caderno de ideias, há um tempinho, uma ideia sobre um mortal que se envolvia em uma caçada contra demônios, aquilo ficou tão enraizada e provocou tantas emoções na minha mente que em pouco tempo comecei a criar personagens, intrigas, delinear características do "mundo" e das mitologias e quando eu vi surgia Cass, Luke, Arthur e Antígona.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Bom, o primeiro livro levou um pouco mais de tempo porque tive de criar toda uma estrutura, então entre escrever e criar devo ter levado quase um ano. Isso também porque sempre estou envolvida em vários projetos e criando várias coisas. O segundo livro da saga, que está sendo lançado nesta bienal, escrevi rapidamente, pois tinha prazo com a editora. E como a estrutura estava pronta e amarradinha chegar a parte de escrever não foi complicado.

O que o leitor pode esperar de "A Maldição de Arthur"? Esta é uma história de superação, de amizade, amor, fantasmas do passado, lutas e acima de tudo muita magia. Então os leitores podem esperar se divertir muito, dar boas risadas, quem sabe algumas lágrimas e viver grandes emoções.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Tenho vários autores favoritos, dentre os quais estão os brasileiros Machado de Assis e Raphael Draccon. E de estrangeiro sou muito fã do Ken Follett e da Colleen Houck. Sim, tenho pra mim que cada obra que lemos permanecem em nós de alguma maneira e acredito que cada autor que li, principalmente os que adoro e sigo, me tornaram a escritora que sou hoje.

Se "A Maldição de Arthur" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Com certeza seria Care Me Over do Avantasia. Acho que escutei tantas vezes essa música enquanto escrevia que devo ter decorado.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Atualmente trabalho só com literatura, escrevendo e fazendo leituras críticas, das quais presto consultoria para alguns escritores que buscam auxilio pra se aprimorarem enquanto autores. Além de ser uma avaliadora de originais para a editora Pendragon. Pois é, estou até o último fio de cabelo mergulhada na literatura.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Oi pessoal, primeiro obrigada por terem acompanhado a entrevista, espero ter respondido direitinho. Uma coisa que aprendi nesses anos de vida e busca pela minha arte é que devemos viver cada momento como se fossem os únicos. Então, seja no momento da sua leitura, seja na sua vida se joguem de corpo e alma nas paixões que a vida oferece e vivam cada momento, descubram-se, amem-se e LEIAM, claro (risos).

Graci Rocha tem 31 anos e mora em Florianópolis - SC.

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ENTREVISTA COM KATE WILLIANS, AUTORA DE DEBAIXO DAS MINHAS ASAS

SINOPSE: Abby Disilva foi o anjo escolhido pelo Criador para proteger e guardar Alex Le Justice por toda a vida. Teimosa, rebelde e impulsiva, Abby já quebrou muitas regras e perdeu muitas vidas inocentes que poderiam ter sido poupadas, se sua conduta não os tivesse levado para caminhos obscuros. Alex é sua última chance de provar que merece o título de guardiã e finalmente garantir seu lugar aos céus. Mas o que fazer quando após assisti-lo crescer e se transformar num homem honesto e corajoso, Abby se vê perdidamente apaixonada por seu protegido? O que fazer quando a luta pelo amor verdadeiro transforma amigos em inimigos e últimas chances em oportunidades extintas? Uma aventura intensa e conflitante, romântica e sensível que levará o leitor ao paraíso, só para então puxá-lo para as labaredas flamejantes do inferno. Afinal, em meio ao caos, você optaria por salvar quem ama ou por salvar a própria pele?


Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Cerca de um ano.

O que o leitor pode esperar do “Debaixo Das Minhas Asas”? Uma história que vai além do romance, que foca na construção de vida das personagens de modo sensível, puro e honesto. Uma obra que passa importantes mensagens de valor aos seus leitores.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Carol Sabar e Carina Rissi, com certeza. Não a escrever, mas sim a querer ser como elas; divas charmosas que arrasam sempre.

Se “Debaixo Das Minhas Asas” pudesse ter uma trilha sonora, qual música você escolheria? Na verdade, eu criei uma trilha sonora hahaha vocês podem ouvi-la no Youtube! Acho que uma música essencial seria Iris do Goo Goo Dolls.
Você segue outra carreira além da de escritor? Sim! Estou estudando para ser professora de português, meu objetivo é me aprofundar na literatura e um dia conseguir abrir um curso de escrita criativa.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Agradeço imensamente a oportunidade, foi o máximo estar aqui e responder a cada uma das perguntas hahaha.

Kate Willians tem 22 anos e mora em São José dos Campos, interior de SP.

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