terça-feira, 30 de maio de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: AS COISAS NÃO SÃO BEM ASSIM

SINOPSE: Clarice, uma jovem estudante de medicina, perde seu namorado, que acreditava ser o grande amor da sua vida, às vésperas de formatura, após sofrerem um grave acidente de carro. Morre com Guilherme um pouco da alegria de viver de Clarice, da sua esperança e do seu futuro. Depois de mais de um ano do falecimento de seu amado, o destino coloca na vida de Clarice, Henrique, um jovem advogado viúvo e pai de Duda, uma menininha loira, muito esperta e amorosa. Envolvidos por um sentimento sincero, terão que enfrentar grandes dificuldades e um sofrimento inesperado. É uma bonita e delicada história sobre recomeço, fé, esperança e sobre o poder do amor.


Olá pessoal! Hoje vim falar de um livro que entrou em pré-venda esses dias. Iremos conhecer um pouco sobre “As Coisas Não São Bem Assim”, da nossa querida parceira Renata R. Corrêa. Vocês podem conhecer mais sobre ela lendo a entrevista aqui! Resenhas “Contra Todas As Probabilidades” aqui e “Amores e Desamores” aqui. Espero de coração que a leitura toque o coração de vocês assim como tocou a minha. Vamos lá?


Para começar preciso dizer que amei a poesia de abertura do livro:


Em “As Coisas Não São Bem Assim”, a autora apresenta aos leitores Clarice, uma médica “louca por plantões”. Durante o prólogo conhecemos um pouco do passado dela e conhecemos seu namoro com Guilherme. Tá bom... Já vou confessando! CHOREI! Chorei em duas páginas!! Pois é durante o prólogo que o leitor pode perceber quanto amor envolvia o casal. Com se vê na sinopse, Clarice perde Guilherme em um terrível acidente de carro. E tal acontecimento acontecendo perto da formatura de ambos, faz com que, depois de formada, Clarice se torne essa “louca por plantões”. Durante alguns capítulos podemos sentir toda a saudade e tristeza que vivem no coração da jovem médica.

Passados alguns capítulos, somos apresentados à meiga Duda e seu papai Henrique. Gostei da maneira natural que esses três se conhecem e mais ainda, adorei saber do interesse de Henrique por Clarice. Porém, o próprio nome do livro já diz “As Coisas Não São Bem assim”. Algo diz ao meu coração que antes do FELIZES PARA SEMPRE, irei derramar mais lágrimas.

Primeiras impressões: Como falei em outros textos sobre a Renata, o que mais me agrada em seu jeito de escrever é a SENSIBILIDADE E DELICADEZA que estão sempre presentes. Até mesmo em um livro com uma carga emocional pesada, como seu novo romance traz. Em “As Coisas Não São Bem Assim”, pode-se esperar uma história com um toque de drama, mas também uma lição linda de como se recomeçar! Espero que tal leitura toque o coração de vocês assim como tocou o meu. Estou ansiosa para terminar a leitura! Comprem já o de vocês, pois está com preço promocional na pré-venda da Saraiva. Aproveitem!
Compre já o seu livro na pré-venda da Saraiva clicando aqui!
RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

ENTREVISTA COM KAMILA CAVALCANTE, AUTORA DE MAIS QUE VIRTUAL

SINOPSE: Lissa sempre foi apaixonada por internet e ao descobrir que poderia ganhar dinheiro com seus vídeos, transformou-se em uma vlogger com milhões de seguidores. Com o passar do tempo ela foi conhecendo diversas pessoas, incluindo uma que veio do seu “mundinho proibido”, como gosta de chamar. Alexandre era um rapaz introvertido, pelo menos até conhecer Lissa em um chat qualquer na madrugada. Ele, de cara, adorou o fato da garota não ter pudor ou papas na língua e, após convidá-la para uma conversa particular, deparou-se com a maluca mais divertida e sexy que tivera a oportunidade de conhecer. Daniel além de ser o melhor de amigo de Lissa, também é um empresário de estrelas da internet. Um homem inteligente, sexy e com um sorriso que deixa qualquer garota de pernas bambas, mas que não consegue ter para si a única que realmente deseja: Lissa. Lissa finalmente conhecerá Alexandre e, admitindo o desejo que sente por ele, faz-lhe uma proposta. Não há escolha certa ou errada e só pode ser escolhida uma das opções. Porém Dan está disposto a conquistá-la e não facilitará as coisas para Alex – ou para ela.


Como surgiu a ideia de escrever "Mais Que Virtual"? Eu gosto da tecnologia e de como ela possibilita muitas coisas. Mais Que Virtual é considerada por muitos minha melhor história, mas se eu não consigo me lembrar exatamente como ela surgiu. Só consigo dizer que ela foi inspirada em grandes amigos e pessoas que conheci na vida.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Cerca de 3 meses, mais ou menos isso. Foi o meu recorde pessoal já que nas minhas duas histórias anteriores levaram bem mais tempo. "Entre Segredos e Verdades", meu primeiro livro levou mais de um ano e meio para escrevê-lo. Já "Periguete Apaixonada", meu segundo livro, levei cerca de um ano e três meses, mais ou menos.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Eu sou completamente apaixonada por Nora Roberts e Clarice Lispector, não foi por causa delas que eu parei e pensei "ok, vou escrever uma história", mas elas são grandes inspirações. O que me fez acreditar que eu poderia escrever foi ver cada vez mais crescer o "portfólio" nacional. Eu acho tão incrível como temos crescido no cenário nacional, nossa casa, e espero que continuemos a crescer e que as pessoas parem de acreditar que só o que "presta" é o que vem de fora. Não digo que sou A autora brasileira, mas vejo muita gente por aqui que tem um talento completamente incontestável e ainda não é valorizado. Essas pessoas me inspiram tanto quanto a Nora e a Clarice, às vezes, até mais.


Se "Mais Que Virtual" pudesse ter um trilha sonora, qual música você escolheria? Essa história, para mim, é tão diferente das outras, que nem consigo escolher uma! Meus leitores, que chamo de Guetes, costumam a pegar o link de uma música e mandar no grupo dizendo: "Essa me lembra Lilex" ou "Essa é tão Danlissa"... Acontece a história é o meu primeiro triângulo amoroso e foram criados por mim mesma os dois shippers para que pudessem escolher seu time e até hoje isso é assunto no grupo do whatsapp. Sempre que entra um novo membro, perguntam: "Danlissa ou Lilex?".

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Atualmente sou exclusivamente da escrita, foi uma decisão que tomei há pouco mais de um ano, mas pretendo voltar a estudar. Direito, talvez.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Nunca deixe de acreditar em si mesmo, sempre mantenha pensamentos positivos dentro de você e jamais se deixe abater. Pessoas ruins, infelizmente, existem, tentem se cercar das melhores possíveis e seja feliz! Ah, e não deixe de ler meus livros e me acompanhar nas redes sociais!

Kamila Cavalcante tem 20 anos e mora em Palmas - TO.


Facebook: fb/cavalcantekami
Instagram: @Kami_Cavalcante

Wattpad/Luvbook: Kami_Cavalcante

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

MATÉRIA ESPECIAL: FILMES QUE SÃO BASEADOS EM LIVROS E VOCÊ NÃO SABIA

Fala galera! Quem gosta de ler corre para os cinemas quando um best-seller é adaptado por Hollywood. Da mesma forma, muitas pessoas que não sabiam da existência de um determinado livro, corre para as livrarias depois de ver alguma produção cinematográfica. Mas, nem sempre sabemos dessa troca entre livros e filmes, por isso preparamos uma listinha de filmes que são baseados em livros e que você provavelmente não sabia!
Legalmente Loira

“Legalmente Loira” foi baseado no livro de mesmo nome da autora Amanda Brown que estudou direito na Stanford Law School onde passava seu tempo lendo cópias da revista Elle e escrevendo cartas para sua família detalhando os colegas de turma com quem ela não se relacionava, por isso a decisão de dar este nome para a personagem. Na história original, a faculdade frequentada pela personagem foi a Stanford Law School na Califórnia, mas a universidade não liberou os direitos para o uso de seu nome, sendo assim a escolha da Harvard, que permitiu mas com um porem, baniu qualquer filmagem comercial. Mesmo assim, a maioria das resenhas que li também diz que esse é um dos raros casos em que o filme é melhor que o livro. Como ele não foi publicado aqui no Brasil, a dúvida fica no ar.



Ela É O Cara



O livro recebe um nome diferente do filme: Noite de Reis. Uma obra de Shakespeare, onde o duque Orsino está apaixonado por Lady Olívia, que não o ama. Uma jovem mulher, Viola, chega a Illrya levada pelo mar após um naufrágio. Ela tem um irmão gêmeo idêntico, Sebastian, o qual ela acredita que morreu afogado no naufrágio. Viola se disfarça de homem, muda seu nome para Cesário, e encontra trabalho como mensageiro de Orsino. O trabalho de Viola é mandar mensagens de amor de Orsino para Lady Olívia. Olívia se apaixona por Viola (Cesário), achando que ela é um homem. Viola se apaixona por Orsino, mas não pode revelar seu amor por ele, pois Orsino acha que ela é Cesário, um homem. Assim um triângulo amoroso é formado. No filme, Viola é um das melhores jogadoras do time de futebol  feminino que não se conforma por não poder mais jogar, pois o time foi extinto do seu colégio, então ela vê como sua única chance de continuar jogando é assumir a vaga do seu irmão gêmeo no time da faculdade Tudo ia dando certo até a ex-namorada do seu irmão aparecer e Viola se apaixonar por seu colega de quarto.


Jumanji


'Jumanji' é um clássico que marcou gerações, seja em livro ou na adaptação para o cinema, de 1995. Para se distrair enquanto os pais estão na ópera, os irmãos Peter e Judy decidem brincar no parque, onde se deparam com um jogo misterioso que contém o aviso: “Leia as instruções com muita atenção”. Ao rolar os dados tem início uma fantástica aventura, com macacos, leão e até uma pessoa saindo de dentro do tabuleiro. Os irmãos Peter e Judy precisam chegar à cidade dourada de Jumanji para terminar a partida e conseguir reverter os estragos antes que seus pais voltem para casa.Um novo Jumanji está sendo preparado para os cinemas, com Kevin Hart, Jack Black e Dwayne Johnson no elenco. Para a surpresa geral, o filme será uma continuação da história de 1995, ao invés de uma refilmagem, como estava sendo tratado até agora.


As Patricinhas de Beverly Hills



Bem, o filme conta a história de Cher, uma garota rica e mimada que vive sua vida alienadamente, sobrevivendo de comprar em shoppings e conversas no telefone. Cher é venerada por todos a não ser por Josh, enteado de seu pai e o único que tem coragem para critica-la. Já no livro Cher na verdade é Emma - personagem título do livro de Jane Austen - uma garota de família rica e só existe uma grande diferença entre as duas... Logo no primeiro capítulo de Emma, ela é descrita como "Bela, rica e inteligente" e convenhamos que em questão de inteligência a Cher deixa um pouquinho a desejar. E o Josh no livro é o Sr. Knightley que também o único capaz de repreender Emma quando ela faz algo errado. Se Cher não que namorar garotos do colégio, Emma tem a ideia de nunca se casar; Se Cher faz uma "caridade" ajudando a Tai, Emma tenta fazer com que Herriet faça parte da sociedade e encontre um bom marido. As semelhanças entre o filme e o livro são infinitas.


A Garota Dinamarquesa



Na realidade essa é uma história real que conta a história  de Lily Elbe, talvez a primeira transexual da história a fazer a cirurgia de redesignação sexual, o romance é escrito por David Ebershoff e foi lançado no Brasil pela Editora Rocco primeiramente em 2002 (capa da esquerda) com o título de "A Moça De Copenhague" e em 2016 foi relançado com a capa e mesmo nome do filme. Filme esse que se inspirou na obra e que conta no elenco com o vencedor do Oscar de melhor ator em 2015 Eddie Redmayne e Alicia Vikander vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2016.
O Curioso Caso de Benjamin Button





O Curioso Caso de Benjamin Button, vencedor de três Oscars em 2009 e aclamado pela crítica e pelo público à época, é um ótimo exemplo. Pouca gente sabe, mas o longa é uma adaptação do conto de mesmo nome do autor Scott Fitzgerald, o mesmo que nos presenteou com O Grande Gatsby. Este conto foi escrito em 1921 e publicado em uma coletânea com outras histórias do autor.










Zodíaco





O filme é baseado em uma série de assassinatos que ocorreram em São Francisco, no final de 1960 e começo de 1970. O assassino enviava cartas codificadas e textos que ele escrevia para o jornal The San Franscico Chronicle e exigia que os publicassem. Robert Graysmith, autor do livro, trabalhava de cartunista no Chronicle na época dos assassinatos e estudou de perto todos os casos. A adaptação para os cinemas aconteceu em 2007. “Zodíaco” foi publicado no Brasil pela Novo Conceito.


ENTREVISTA COM LARISSA SANTOS, AUTORA DE O SEGREDO

SINOPSE: Uma jovem garota marcada por uma terrível tragédia que mudou a sua vida. Lara virou uma prisioneira do passado que não consegue superar o que ocorreu e acabou por traçar a sua vida em volta das marcas que o passado deixou. Usando o meio para se beneficiar.  Ela se torna uma mulher ambiciosa que usa o seu corpo como forma de conseguir tudo o que deseja. Lara tenta manter os detalhes de sua vida em segredo e em sua rotina junto a confusões ela acaba conhecendo Niall, que sabe o seu segredo. E em seus olhos Lara, não vê julgamentos e nem desprezo ela consegue perceber algo diferente, um brilho de quem passa a se preocupar com aquela garota.




Como surgiu a ideia de escrever “O Segredo”? Gosto muito de ler e acabei conhecendo o aplicativo Wattpad. Comecei a ler diversas Fanfic e com isso acabei tendo a vontade de começar a escrever e ver até onde isso iria chegar. E bom, chegou em meu livro físico publicado “Cafajeste Perfeito” e agora estou escrevendo mais dois novos livros “O Segredo” e “Aquisição Imperfeita” que estão disponíveis no Wattpad.
Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? “O Segredo” ainda estou concluindo, mas está disponível cada capítulo no Wattpad. 
O que o leitor pode esperar de “O Segredo”? Um romance que consome não só os personagens, mas também os leitores, desejos proibidos que excitam, aquele amor que repreende e perdoa.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Não tenho um preferido. Na verdade acho incríveis os autores desconhecidos com seus diamantes escondidos no qual o mundo ainda não conseguiu conhecer. Mas todos me inspiraram.

Se “O Segredo” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Nossa, na verdade ainda não sei uma ideal. Aceito sugestões.

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Estou cursando Direito. 

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Mesmo que seja difícil ser reconhecidos pelos tesouros que escrevam, não desistam. Quando começamos já sabemos que não será fácil, mas é muito gratificante saber que 1, 2 ou 3 pessoas que você nunca imaginou que exista descobriu o seu tesouro e está lendo. Isso é ótimo. Às vezes desanima sim, claro, mas desistir é pior porque além deles eu sei que você também quer saber o final da história que você deu início. E eu quero conhecer o seu tesouro.

PARA LER "O SEGREDO" CLIQUE AQUI!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

RESENHA: A SÉTIMA CELA

SINOPSE: Martha Honeydew é a primeira adolescente a ser presa no novo sistema de justiça da Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de Jackson Paige, uma das celebridades mais queridas do país. Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias – cada dia em uma cela diferente – para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se a audiência do programa decidir pela inocência do preso, ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Martha se declara culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores não sabem. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha Honeydew é realmente a culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa custar sua própria vida.


Fala galera! Depois de observar pessoas que se intitulam fãs de subcelebridades participantes de reality shows fazerem mutirões para fazer seus ídolos permanecerem no programa, mesmo que essas pessoas apresentem no jogo (falo no jogo, porque não as conheço de verdade e sim, o que elas mostraram no programa) desvio de caráter e atitudes nem um pouco éticas (leia-se Marcos e Emilly da última edição do Big Brother Brasil) percebi que não estamos muito distantes dos questionamentos feitos pela autora Kerry Drewery no livro A Sétima Cela. A voz do povo é a voz de Deus? Nem sempre!


Na sociedade do livro, o sistema judicial é totalmente duvidoso e corrupto (qualquer semelhança não é mera coincidência), onde as ligações são pagas, as mensagens de texto e votos pela internet também são pagos, logo, quem tem dinheiro vota mais, ou seja manda. Esse sistema não quer saber se há provas da sua inocência e a TV manipula tudo e todos. A única coisa que importa é a audiência e toda a publicidade e dinheiro que tudo isso vai gerar. Sabe quando acusamos a Globo de só passar na edição o que eles querem? Isso também acontece aqui! Como no BBB, a gente só sabe o que a edição do programa quer que a gente saiba. Eles constroem a imagem dos participantes e decidem se irão apresentá-los como mocinhos ou vilões, e nós, o povo, vamos engolir tudo que eles nos disserem, afinal, não temos como saber o que acontece por trás das cenas. No livro ainda as pessoas podem assinar um pay per view e acompanhar a vida das pessoas que estão presas nas celas, 24h por dia, mas o que é mostrado é sempre de acordo com o que eles querem que seja mostrado.


Para diminuir os índices de criminalidade, os antigos tribunais foram extintos e agora o que vale é essa “democracia”. As pessoas tem 7 dias para votar e decidir se a pessoa é culpada ou inocente. Se a pessoa for considerada culpada é executada na cadeira elétrica na frente de todos com uma transmissão ao vivo. Martha é a primeira adolescente no corredor da morte, acusada de assassinar o herói do povo, Jackson Paige. Ele é uma celebridade adorada e amada.  Aquele cara que é considerado um exemplo de pessoa, ser humano, pai, marido, etc. Que veio de baixo e se tornou um homem extremamente rico e hoje ajuda todos os pobres e necessitados. Será mesmo? Porque uma adolescente mataria uma celebridade? E porque ela confessaria tão depressa o crime? A mídia nos mostra tudo através do programa Morte é Justiça!


Martha foi encontrada com a arma do crime na mão e após confessar o assassinato é encaminhada para a prisão onde será acompanhada 24 horas por dia pelas câmeras do Programa de TV "Morte é Justiça" e julgada pelas pessoas por um crime de repercussão nacional. O processo consiste em passar cada um dos 7 dias em uma cela diferente, até o dia da temida e esperada votação. De um lado, a mídia influencia o povo a fazer "justiça", do outro a psicóloga Eve Stanton, o senhor Cícero (ex-juiz), a senhora B. e o filho adotivo de Jackson, Isaac Paige, parecem acreditar na inocência de Martha. Todas as manhãs Martha muda de cela e a cada nova cela as torturas físicas e psicológicas são diferentes. Em uma, uma goteira pinga insistentemente fazendo um barulho irritante, na outra um gás alucinógeno, na outra um frio cortante, etc. Martha não aguenta mais, mas ela não pode voltar atrás na sua declaração, ela precisa manter uma promessa. Sim, Martha é inocente e a garota está protegendo uma pessoa. 


Quando as peças do misterioso quebra-cabeça vão se encaixando e a relação entre Martha e Isaac se torna um fator determinante para a solução do crime, as coisas começam a tomar um rumo diferente. A pergunta é: Haverá tempo suficiente para convencer as pessoas a acreditarem em uma coisa totalmente diferente do que o que elas viram com os seus próprios olhos? Nas 316 páginas do livro temos uma dura e profunda crítica à tecnologia e à influência midiática na vida das pessoas, só que numa escala muito maior do que hoje podemos conceber. Podemos acreditar em tudo que vemos na televisão? 


Os personagens são bem construídos e com personalidades bem distintas. Você consegue se identificar com eles na medida em que os fatos vão sendo esclarecidos. Gostei muito da Eve, que tem um papel muito marcante na trama. Eve nota que há algo errado na declaração de Martha e ela vai fazer de tudo para fazer com que a menina diga a verdade. Com a ajuda de algumas pessoas que também creem na inocência de Martha, Eve se arrisca para conseguir provas da inocência dela e inicia uma verdadeira luta contra o relógio para salvá-la da cadeira elétrica. A forma como a autora conduz a história consegue chamar a atenção do leitor para assuntos muito polêmicos dentro de um enredo que chega a ser eletrizante e surpreendente. Por muitas vezes o leitor fica com vontade de gritar que está tudo errado, que aquilo não deveria estar acontecendo e pior: Por que as pessoas pagam para ver isso? O leitor fica tenso a cada atualização da contagem de votos para saber se Martha vai ser declarada culpada ou inocente. A reviravolta que temos na última parte desse livro é sensacional, respondendo a todas as nossas perguntas.


O livro tem uma múltipla narrativa, às vezes em primeira, às vezes em terceira pessoa. Em primeira por Martha, relatando seu presente, no interior das celas, seu passado e suas lembranças com sua mãe e algumas outras pessoas. E em terceira por vários personagens secundários. Martha não é uma heroína, ela não pensa a principio em ir contra o sistema, ela apenas está cansada da vida ruim que teve, onde ela perdeu sua mãe assassinada e seu melhor amigo foi alvo desse sistema de pena de morte que ela se encontra agora. Ela é órfã, pobre, sem perspectivas e sem ninguém além de sua vizinha e de alguém muito especial, que vamos conhecendo ao longo da história. O livro não é divido por capítulos e sim através de sete partes, um para cada cela, o que é diferente , mas prefiro livros divididos em pequenos. A narrativa da autora oscila muito, em alguns momentos é muito fluida e em outro muito lenta com excesso de detalhes. Nos capítulos dedicados ao programa de TV há uma grande quantidade de descrições e uma estrutura que me recordaram um roteiro, o que fez esses capítulos em especifico proporcionarem uma leitura mais lenta, às vezes até arrastada e minaram um pouco o meu entusiasmo com a trama. E isso foi a única coisa que me incomodou. Ainda assim, minha leitura de modo geral foi rápida e agradável.


O livro demora um pouquinho a pegar no tranco, mas quando pega, flui de forma agradável e eletrizante. Na metade da leitura eu já tinha desvendado quase tudo, mas a falta de surpresa não foi um problema para mim. Gostei muito da história, apesar de ainda não me sentir conectado ao casal principal. O final é empolgante, de tirar o fôlego e nos deixa ansiosos para saber o que vai acontecer no próximo volume. A autora soube inovar, colocando o leitor como um telespectador do reality show. Foi interessante ver o todo pela perspectiva de uma câmera de TV. O que parecia um caso Big Brother misturado com Suzane Von Richthofen, se tornou uma história de luta contra a discriminação entre os povos e contra a manipulação da mídia. Acredito que nossa passagem pelas sete celas apenas começou...
VITAMINAS:

ENTREVISTA COM A. WOOD, AUTOR DE LÁZARO - A MALDIÇÃO DOS MORTOS

SINOPSE: Avenida Paulista - 18h00min. Três carretas. De dentro delas, mortos-vivos são liberados, espalhando o caos pela cidade de São Paulo. Do dia para a noite, a sociedade tem suas estruturas abaladas e entra em colapso. Ao mesmo tempo, Luca, seu tio e amigos tentam a todo custo escapar do pesadelo. Mas sair da cidade não é o fim, e sim apenas o começo da era dos mortos-vivos. De onde eles vêm? Será que a maior cidade da América Latina resistirá? Do autor de “Graham - O Continente Lemúria”, “Lázaro - A Maldição dos Mortos” tem um ritmo frenético que prende o leitor da primeira à última página.



Como surgiu a ideia de escrever "Lázaro - A Maldição dos Mortos”? Sempre gostei de histórias com zumbis e, como vivo em São Paulo, ficava observando aquela multidão de pessoas todos os dias no metrô, nas ruas e em diversos lugares. Aí fiquei pensando: "E se acontecesse um surto zumbi. Acho que a cidade não teria chance nenhuma”. Então decidi escrever uma história onde um surto dos mortos-vivos começasse na maior cidade da América Latina.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Por volta de um ano.

O que o leitor pode esperar de "Lázaro - A Maldição dos Mortos"? Um livro com muita ação e um ritmo frenético com personagens e lugares "reais" misturando-se à ficção.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Eu gosto de diversos autores. Um dos meus preferidos é o André Vianco, além do Dan Brown. Todos eles me inspiram de algum modo.

Se "Lázaro - A Maldição dos Mortos" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? It's The End Of The World, da R.E.M, e algumas músicas da Pitty.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Também sou professor de inglês, revisor e editor.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Faça um autor feliz! Comente seus livros nas redes sociais. Garanto que ele vai adorar receber sua mensagem.

A. Wood tem 25 anos e mora em São Paulo - SP.

PARA LER "LÁZARO - A MALDIÇÃO DOS MORTOS" CLIQUE AQUI!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: 26 DE JANEIRO

SINOPSE: É possível deixar o passado para trás? Essa talvez seja a maior incógnita para Luiz, um rapaz assombrado por seus demônios, atormentado por uma ausência que está destruindo-o aos poucos. Em meio à melancolia, Luiz terá que fazer uma escolha: continuar vivendo no passado ou deixar-se levar por Lorena, a mulher que pode guiá-lo a uma sempiterna paixão, revelando-lhe que talvez o verdadeiro amor ainda possa existir.


Oi pessoal! Esse é o primeiro texto que escrevo sozinha para o blog. Espero que gostem! Então, hoje vamos falar sobre o livro “26 de Janeiro” de Kayo Pagotto que entrou em pré-venda dia 27 de abril pela Arwen Books. Começo falando sobre a capa: achei a capa linda! Simples, sem qualquer frescura, mas encantadora. Expressarei minhas impressões baseada nos três primeiros capítulos do livro. O livro é narrado em primeira pessoa pelo personagem principal: Luiz Fontenelle. No prólogo encontramos Luiz em um quarto, imerso em lembranças, refletindo sobre a vida e sobre a falta que sente “dela”. É um capítulo bastante descritivo e reflexivo. Vemos neste prólogo um Luiz bastante emotivo que parece estar cansado de continuar a viver a vida como ela se apresenta. Seu único parceiro e ouvinte, neste momento, é o ursinho Verde de “sua” garota. Algo muito triste aconteceu na vida de Luiz, mas ainda não está claro o que foi. Sua personalidade e sofrimento estão baseados neste acontecimento.


No capítulo seguinte temos Luiz bebendo em um bar, estressado e nervoso com a vida. Ele usa em alguns momentos uma linguagem, ou algumas palavras/termos que me remeteram a textos dos séculos XVIII e XIX. Confesso que achei um tanto estranho até entender que Luiz tinha seus motivos:

“— Taverneira? Em que século você está, Luiz? — indagou ela.
— No último século bom que este mundo teve. Em uma época em que as pessoas viviam suas vidas em plenitude. As pessoas daquele tempo sabiam o que era sentir, o que era amar, mas com a morte delas, o amor também morreu, e hoje somos apenas recipientes de uma vida vazia.”

Luiz parece ser um cara bem pessimista, um tanto quanto depressivo e que precisa ser amado. Eu tô esperando de verdade que ele encontre alguém que consiga fazer isso!


Num belo dia Luiz recebe mensagens de um número desconhecido em seu celular e começa a conversar com a pessoa: Lorena. Eles combinam de se encontrar numa praça da cidade e ficam jogando conversa fora. Uma chuva começa e eles vão para a casa de Luiz. Lorena e Luiz parecem combinar, mas será que essa amizade pode se transformar em amor? Ou, será que essa amizade pode transformar Luiz? "Uma coisa que aprendi é que nunca é tarde demais." No último capítulo disponibilizado temos a impressão de que Lorena está conseguindo mudar a vida e a visão de mundo de Luiz. Espero que ela consiga de verdade! "Naquela noite eu ainda não sabia, mas o amor dela seria minha salvação”. Lorena parece ser uma moça muito interessante e carismática. Já com Luiz não consegui me conectar muito, pois, ele mesmo se descreve: "[...] nunca havia encontrado alguém tão insosso e singular quanto eu". Acredito que essa falta de conexão na verdade seja devida ao número reduzido de capítulos lidos para escrever essas primeiras impressões para vocês.


Outra curiosidade deste livro é que ele apresenta palavras incomuns ao nosso vocabulário do dia a dia. Confesso que tive de recorrer ao dicionário algumas vezes! Não tô reclamando não. Pelo contrário, acho interessante quando a leitura, além de entreter, traz algum tipo de conhecimento intelectual. Enfim, vocês podem comprar “26 de Janeiro” no site da Arwen Books clicando aqui. Também podem conferir uma entrevista com o autor Kayo Pagotto para o blog clicando aqui. Deixo pra vocês um beijo grande!



RESENHA ESCRITA POR: TATI DE ROSSI MAZO
Tati tem 33 anos, mora em Campinas - SP, é bióloga, trabalha na pesquisa do câncer e é louca por livros (não só científicos! Rs)

ENTREVISTA COM J. M. MENEZ, AUTORA DE O CHAMADO DE SIRENA

SINOPSE: O barulho da água corrente ou o silêncio da água parada, não importa, sua única chance é ficar longe da água. Mas nem toda terra firme é segura, existe uma ilha de beleza hipnotizante. Ela vai te atrair e te trair, não confie em seus olhos, seus instintos vão tentar enganá-lo e no final você vai descobrir da pior forma possível que nada será como antes. Não importa o que aconteça, não vá para a ilha!



Como surgiu a ideia de escrever o conto “O Chamado de Sirena”? Bem, a idéia surgiu da minha vontade de criar uma história que envolvesse elementos como criaturas sobrenaturais, suspense, terror. De início não era para ser um conto, era a ideia de um livro que adaptei para um conto unindo o útil ao agradável, útil como forma de divulgar minha escrita e agradável por apresentar a história para o mundo, história que por sinal eu gosto muito! Mas eu sou suspeita para falar. Sempre recebo pedidos para ler algo meu, e eu sou muito de fazer suspense, então agora estou criando alguns contos que é só para matar essa curiosidade sobre minha forma de escrever.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Foi em média uns 25 dias, envolvendo várias revisões da minha parte para melhorar a escrita, pesquisa e demais cuidados referentes à obra. A capa por exemplo ficou pronta em um dia o que me deixou empolgada. Foi feita pelo Henrique Morais, assim como a diagramação que se tudo ocorrer bem será feita por ele também.

O que o leitor pode esperar do conto “O Chamado de Sirena”? O leitor pode esperar muito mistério, criaturas maravilhosas e perversas, uma ilha encantadora, porem fatal. O resto é surpresa, espero que agrade. O cenário é muito atrativo, pelo menos para mim que adoro natureza, grutas, cavernas. Mas não é um bom lugar para turismo, definitivamente não.



Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Olha, são tantos autores maravilhosos. Minha grande inspiração é sem dúvidas a J.K.Rowling, pelo fato de querer alcançar tantos corações quanto ela alcançou nesse meio. É difícil, é muito difícil, existe muito preconceito com autores novos e com ela também foi assim, mas ela conseguiu e isso me motiva a nunca desistir. É difícil para mim definir algo como ‘favorito”, prefiro não me limitar e amar vários intensamente, cada livro tem o seu valor do jeitinho que eles são.

Se o conto “O Chamado de Sirena” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Difícil, com certeza seria uma trilha sonora meio perturbadora. Pois tudo lá vai mexer com a cabeça dos personagens. Uma música que gosto muito é Labyrinth – Oomph! Segue um trecho que acho que se encaixa perfeitamente:
“À esquerda, à direita, à frente
Você não vai mais sair daqui
À esquerda, à direita, à frente
Você não vai mais sair daqui

A loucura te prendeu
E distorceu o seu mundo
Plantou-se em sua cabeça
Corra, criança, corra, o mais rápido que pode!” 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Eu acabei de terminar a faculdade de psicologia e pretendo atuar na área clínica, talvez em outras ligadas à profissão de psicólogo também. Eu trago muito a psicologia para dentro das minhas obras, é algo que eu amo também, e poder juntar as duas coisas é maravilhoso. Ai talvez você se pergunta, como exatamente? Há diversas formas, mas no meu caso eu utilizo mais na criação da personalidade dos personagens, tem personagens comuns e tem alguns de personalidades muito complexas, mistura ali, mistura aqui e sai um negócio muito legal.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Bem pessoal, primeiramente eu quero agradecer o convite. Fiquei realmente muito feliz, caso alguém tenha alguma dúvida pode entrar em contato comigo sem medo que eu respondo, as vezes eu demoro, as vezes o Facebook consome com as conversas, mas não desistam e saibam que não é porque eu não quero responder, todos são bem-vindos. Essa é minha primeira obra publicada para o público, as demais então em produção minuciosa, mas se tudo ocorrer bem esse ano mais delas estarão disponíveis, vamos mandar energia positiva! Ela estará disponível tanto no Wattpad, quanto na Amazon, não esqueçam de deixar seus comentários lá, a opinião de vocês é muito importante para meu crescimento como autora <3 E também caso alguém tenha interesse eu dou assistência para produção de histórias. Está com dificuldade em alguma coisa, tem uma idéia, mas não está conseguindo desenvolve-la? Da um grito para mim! (Risos).

J. M. Menez tem 23 anos e mora em Caçador - SC.

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