terça-feira, 31 de janeiro de 2017

RESENHA DO LEITOR: AS CRÔNICAS DO AMOR - O ESCRITOR, A CEGA E O HOMEM DE LATA

SINOPSE: Após um encontro com o Senhor do Tempo, o Homem de Lata percebe que precisa lutar com todas as forças para resgatar o elo que lhe liga a Cega. Sempre é tempo, acreditava ele, e por isso tentou de todas as formas recuperar as coisas que perdeu pelo caminho, mas algumas coisas são difíceis de se recuperar, ainda mais quando estamos a mercê do dedo invisível do tempo... É nesse contexto, que o Homem de Lata precisa tomar uma importante decisão. O que você faria para resgatar um amor que adoeceu gravemente?



Eu sempre acreditei que um livro lido por um milhão de pessoas provavelmente teria um milhão de interpretações, mas nunca isso pareceu tão claro para mim como em As Crônicas do Amor: O Escritor, A Cega e o Homem de Lata. Enquanto o lia eu pude imaginar centenas de interpretações diferentes para uma simples frase, isso sem mencionar o contexto geral do livro. Então achar uma maneira para resumir essa história não foi à coisa mais fácil, mas espero fazer jus a ela.


Como prometido no título da obra nos temos um Homem de Lata, não como o do Mágico de Oz que era realmente feito de lata, e sim um homem comum escondido atrás de uma armadura na esperança de curar feridas antigas e se salvaguardar contra novas. Como a maioria das pessoas do mundo, o Homem de Lata teve seu coração partido pelo amor e depois de dessa experiência ele se recusa a se abrir novamente para tais sentimentos. Ele se relaciona, apesar de ser incapaz de demonstrar a complexidade de seus sentimentos e por isso passa por maus bocados. O medo de sofrer novamente por uma dor antiga o faz de refém, o trancafiando em uma prisão que ele mesmo criou. Sua armadura de lata. No fundo o que falta para o Homem de Lata não é um coração de carne e sangue e sim, um coração colorido por um amor no qual ele á muito tempo deixou de acreditar.


É estranho olhar para trás e ver que cometeu vários erros, mas, de certa forma, compreendê-los. Somos os únicos a nos entendermos por inteiro e de fato.

Já à Cega não falta à visão do material e sim a capacidade de enxergar a delicadeza dos sentimentos das pessoas, que para o bem ou para o mal se manifestam de inúmeras maneiras. Como acontece na maioria das vezes a Cega e o Homem de Lata se envolvem. Um relacionamento fadado ao fracasso já que nele falta a compreensão.


Acredito que todos nós, em algum momento da vida acabamos nos perdendo. Por um segundo, um minuto, um dia, um mês... Vivemos na esperança de nos acharmos, e nos perdemos quando nos achamos. Pois, involuntariamente, sempre deixando algo pelo caminho.

Então quando o relacionamento acaba, ambos machucados pelo fim de um amor, tentam ganhar o que lhes falta. Um coração e a visão. O Homem de Lata se despe de sua armadura e de peito aberto e exposto busca entender o amor e senti-lo novamente, busca conseguir amar depois de uma decepção tão grande. A Cega procura se tornar mais sensível em relação aos sentimentos alheios e com o tempo compreende que cada um ama da maneira que pode e que não há jeito certo ou errado de amar alguém.


O amor é algo que existe dentro de nós, é inevitável, nascemos do amor e por isso todas as pessoas nascem com vocação para amar. 

No final, acho que de um jeito poético e sensível, o que a história ilustra é um típico fim de relacionamento onde duas pessoas se amam, mas por qualquer que seja a razão, não podem mais ficar juntas. A separação machuca os dois, deixa feridas que o tempo com seu dedo habilidoso e invisível, cura e por fim essas pessoas acham um novo amor. Elas aprenderam com o relacionamento passado e por isso são mais maduras nos seguintes. Assim como a Cega e o Homem de Lata eles aprendem que o importante do amor é amar, independente de como, e que no final o amor pode ter inúmeras cores, apesar de provavelmente ser amarelo da cor das estrelas que olham para nós.


O destino é cheio de truques e, no fim, ele sempre nos apresenta a algo que nós fazia entender o porquê de todas as outras coisas terem dado errado ate aqui. 

As Crônicas do Amor: O Escritor, A Cega e o Homem de Lata é um livro sensível e que trás reflexões profundas sobre relacionamentos, emoções e a vida em si. Posso dizer que aprendi com ele lições que pretendo levar para minha vida pessoal.


VITAMINAS:



SOBRE O AUTOR: Joilson Brandão é um cronista, natural de Feira de Santana - BA. Em 2012 criou Meu Coração na Caneta, um blog de crônicas que tem como lema levar uma mensagem que possa ser como uma luz ou mantra para aqueles que o leem. O projeto deu frutos: entrevistas, críticas, parcerias, premiações. Em 2014, o Meu Coração na Caneta sai do mundo virtual e se materializa com o livro As crônicas do amor: O Escritor, a Cega e o Homem de Lata. O que garantiu a Joilson Brandão, o Oscar do Sertão, na modalidade revelação literária em sua cidade. Graduando em Administração, Joilson se equilibra entre a vida acadêmica, os deveres profissionais e a iniciante carreira de escritor. Atualmente, possui cerca de 150 crônicas autorais, algumas delas ainda inéditas e mais quatro livros ainda não publicados. Entre eles uma aventura medieval e uma comedia romântica.

RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos. 

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