quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA COM AMANDA APARECIDA, AUTORA DE REENCONTRO

SINOPSE: Giovanna tinha quinze anos, era feliz mesmo na situação que vivia, ingênua e sonhadora, mas seus sonhos foram deixados para trás quando um pesadelo tomou sua vida. Ao se esconder atrás de uma porta, descobriu a verdadeira origem, de que era adotada. Querendo respostas para suas cruéis perguntas, questionou Juliane sua mãe adotiva: “Quem são meus verdadeiros pais?”. Uma lágrima caiu, um coração partiu-se... Ao escutar que aqueles que deram a vida à ela, rejeitaram-na ao nascer. Afinal, quem era sua família biológica? Esse mistério conviveu com ela durante meses, mas um dia desapareceu de sua memória quando foi obrigada a não acreditar mais em ninguém. Anos irão passar e Giovanna se tornará uma mulher de sucesso em New York, porém será orgulhosa e egoísta. Tentou por muito tempo esquecer seu passado, mas acabou reencontrando suas lembranças que vieram à tona com a volta para o Brasil. E se uma bela música voltasse a ser tocada, um pingente e quatro cartas reencontrados mudassem sua vida?


Como surgiu a ideia de escrever “Reencontro”? Teve inúmeros indícios de que eu iria escrever quando fosse mais velha. Primeiro, o amor pela leitura. E segundo, todo personagem de novela que eu me "apegava" queria criar uma outra história para ele ou ela. Quando mudei de bairro e vim morar perto do centro, tive que desapegar de muita coisa do passado e escrever foi o que mantinha as minhas lembranças vivas. No entanto, quando fui para o 5°ano do Ensino Fundamental, uma amiga chamada Fernanda, insistiu que eu escrevesse um livro. E no dia 19 de maio de 2010, Reencontro teve o seu "Era uma vez...".

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Se eu disser que Reencontro está 100% completo e pronto, é mentira. Sempre tem aquele 1% de dúvida. Até porque, quem começa a escrever um livro numa certa idade, já usa as palavras e um roteiro "amadurecido". Mas o meu?! Gente, de 11 para 12 anos não sabemos muita coisa, né?! Haha. Porém, em seis anos o Reencontro teve 5 roteiros. E prometo que não irei mudar mais, só algumas coisinhas. (Risos)

O que o leitor pode esperar de “Reencontro”? Espero que ele chore muito. E peço que não fique com raiva de mim antes de hora. Sabe, alguns personagens precisam morrer. E a lista não é pequena, hahaha.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Tenho dois, Bruna Vieira me inspirou muito em fazer Reencontro e a continuação dele O Mundo de Aurora, numa estrutura de diário. E o outro Padre Fábio de Melo, a forma que ele escreve e prende o leitor me inspira sem dúvida para Renascer (Último volume da Trilogia).

Se “Reencontro” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Um Novo Adeus da banda Rosa de Saron, essa música define completamente o livro. 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Digo que as coisas que optei são extremamente ligadas. Sou fotógrafa há dois anos, pode ver que as fotografias que envolvem meus livros sou eu mesma que reproduzo. E em 2017 entrarei para a faculdade e cursarei Cinema e Audiovisual. Já pensou? Fazer um documentário sobre minhas próprias obras? (Risos) 

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Uma vez disse a minha mãe que as publicações de livros no Brasil poderão ser absurdamente caras e quase impossíveis, no entanto a única coisa que não é escassa é minha imaginação. E Reencontro tem continuação, ele é o primeiro volume de uma trilogia chamada Ethernestrova. E espero falar sobre ela em breve.


E quero dizer a vocês que em 2016 eu não consegui escrever, foi um ano muito complicado, mas saibam que em 2017 voltarei com toda força. E vocês finalmente, irão chorar muito com Reencontro. Eu vos entregarei um pedaço de mim! E por fim deixo um texto de Renascer (para deixar vocês com a pulga atrás da orelha, haha).

Ana IV, Carta -  Século XVI
“Augustine I de modo algum assentiria contemplar-me descendo da carruagem de Luvier, a ser recebida ao som do Hino pelos convidados. Em tempo algum a Majestade, assistiria logo eu, a curvar-me e no silêncio a conceber minha prece. O manto por cima fulvo e por dentro negro como meu cavalo, o Pégaso. Augustine I, não cederia ver o representante da Igreja colocar sob minha cabeça a coroa, aquele objeto tão nobre que me tornaria a mulher mais poderosa da França. A rainha Rhoncelliana. A primeira mulher a reinar no início da Idade Moderna. O rei, jamais aceitaria que eu subisse aqueles degraus para uma coroação. Não, eu não sou inimiga dele. Meramente, a Majestade abominava uma mulher no trono. Ele asseverava que somos frágeis, ineptas. Enganou-se, Augustine I! Vosso filho que seria o Rei, morrera. De forma trágica e fútil. E ousas a pronunciar que eu? Ana Rhoncellis, sejais incapazes? Não! Sob outra perspectiva, não sou rival dele. Unicamente estou aqui para provar aos meus descendentes que uma mulher é capaz de governar uma nação com justiça. Minha mãe, Serena Rhoncellis, era uma rainha consorte. Não tinha poder do Estado. Não tinha voz. Era submissa a ele. Sou a primogênita, estou sendo coroada pela Primogenitura Cognática, onde, se o monarca não ter um herdeiro homem, a sucessão passa para sua primeira filha, porém se ela vier a se casar, seu título por direito próprio, passa a ser de seu esposo. Considero que um dia terei que me casar e isso não demorará, Apolo Derrevielis, és meu noivo. A minha linhagem não fenecerá. Augustine I, era infelizmente, meu pai. Um homem bruto e cruel. Que hoje, está perecendo em um caixão debaixo da terra. E sua rainha consorte, suicidou-se há quase dez anos atrás. E minha irmã Andie, fora omitida da corte ainda aos cinco anos de idade, por ser fruto do adultério da rainha com o conde Benjamin. Seja dito de passagem, ambos eram Bhéllines. Consequentemente, desta maneira, minha inocente irmã, era da linhagem dos traidores, foi assassinada, tão nova e ainda tão pequena. No tempo em que eu ainda tinha dez anos, ingleses invadiram a França para matá-los. A cidade de Orleans fora a primeira ser atacada. Este morticínio foste lembrado como O Massacre 11 de Dezembro. Cresci solitariamente. Sem afetos e bons exemplos. Com ódio e mágoa. No entanto, senti nas raízes do coração o amor. Passei a viver com a cultura Bhellineana,  em memória de minha falecida irmã. De modo algum a Majestade, cederia o trono, o manto, o cetro e a orbe à uma mulher. De modo algum Augustine I, se conformaria com sua primogênita, sendo rainha reinante no Reino Rhoncelliano. Noiva de Apolo Derrevielis e destinada a consumar o Renascer na França. Despertando o fim da rivalidade entre Rhoncellis e Bhéllines e por conseguinte fazer deste povo, o meu aliado. E a proteção do meu legado.”

Amanda Aparecida tem 18 anos e mora em Cubatão, Baixada Santista - SP.

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