quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA COM RAFAEL M. PIERGIORGE, AUTOR DE MUNDOS ATRAVÉS DA NEBLINA

SINOPSE: Em um futuro não muito distante, empresas petrolíferas recuperaram estranhos objetos do fundo dos oceanos. Esses achados fizeram surgir um grande fervor na comunidade científica, porém, isso foi mascarado quando o planeta sofreu com centenas de terremotos. Nesse mesmo período, na região do Pacífico conhecida como Círculo de Fogo ocorreram inúmeras erupções vulcânicas e, por fim, teve início a grande crise econômica. A Terra foi acometida por uma doença, uma praga que se espalhou pelo globo e reduziu drasticamente as reservas alimentares, ampliando as discrepâncias entre ricos e pobres. Aos poucos, a praga sumiu sem deixar rastros e o mundo começou a caminhar de volta para o que era, contudo assombrado desde então com a possibilidade do verdadeiro apocalipse nos anos seguintes. Esses fatos fizeram surgir um período em que a humanidade passou a venerar cada vez mais o sobrenatural e a enxergar as outras crenças como terríveis inimigas. E é nesse cenário decadente, com novas religiões e profetas, que a narrativa começa. Uma história em que os mundos e as vidas se cruzam, direcionando o destino de todos para um futuro nem um pouco acolhedor.


Como surgiu a ideia de escrever “Mundos Através da Neblina”? Eu sempre gostei e fui fascinado por RPG e mitologias. Em 2010, após um período conturbado, comecei a escrever, mas sem grandes ambições. Depois de um longo tempo, percebi que algo interessante poderia surgir daquelas ideias.


Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Comecei a escrever em 2010 e finalizei em 2014. Não escrevia sempre, pois estudos e trabalho não permitiam.

O que o leitor pode esperar de “Mundos Através da Neblina”? É uma trama de fantasia, mesclada com ficção cientifica. A narrativa é rica em detalhes, violenta e fluida. Nesse livro é apresentada uma distopia, um futuro pós-apocalíptico, cuja Praga Divina dizimou milhões de humanos e alterou o mundo. A série mostra que existem seres humanos dotados de habilidades especiais (magos; viajantes dos mundos), vivendo entre nós. Ismael, um dos protagonistas, é um deles. Ao mesmo tempo em que a narrativa apresenta mais sobre o mundo e outros personagens, a jornada de Ismael em busca de poder revelará um pouco mais sobre o seu passado misterioso. O livro, por considerar vários mundos, foca em Asciron. Asciron tem suas crenças sobre deuses, na criação do universo e como os mundos estão ligados. A capa do primeiro livro apresenta Ismael afundando no abismo oceânico (primeiro capítulo de Mundos Através da Neblina). Mundos Através da Neblina é um livro diferente dos demais classificados como "fantasy". E em breve será lançado o livro 2!


Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Tenho três: Edgar Allan Poe, H.P Lovecraft e Hidetaka Miyazaki. Lovecraft alterou a minha visão sobre os deuses, pois eles podem ser realmente cruéis e poderosos. A Máscara da Morte Rubra (Edgar Allan Poe) é uma obra que mostra como "coisas comuns" podem ser assustadoras. E Miyazaki mostra um jeito diferente de narrar histórias, pois cada objeto do mundo tem um passado e isso pode ser usado para enriquecer o mundo criado pelo autor.

Se “Mundos Através da Neblina” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Existe um trecho no livro que dois personagens ouvem Lascia Ch'io Pianga de George Frideric Handel. Acho que muitas cenas poderiam funcionar com música clássica e as cenas de ação com rock ou metal.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou biólogo, trabalho em um laboratório de pesquisa e estou concluindo o doutorado. Rafael Piergiorge (escritor) é só no intervalo (risos).

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Rafael Piergiorge tem 29 anos e mora em Nova Iguaçu - RJ.

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