quinta-feira, 23 de março de 2017

ENTREVISTA COM MALU GHIRALDELI, AUTORA DE MAJESTADE

SINOPSE: Mariana nunca gostou muito de cavalos, mesmo vivendo em uma fazenda e tendo um pai fascinado por eles. Porém, durante uma exposição, ela acaba se encantando por um que não está à venda. Seu dono diz que o cavalo se chama Majestade e que gostaria de lhe contar uma história. A única condição é que ela acredite nele. Assim, Mariana se vê diante do que pode ser uma grande mentira ou a verdade mais fantástica. Prepare-se para conhecer o mesmo cavalo de Napoleão, de Henrique VIII, o último cavalo do Czar, a melhor montaria do Rei Arthur. Ele é perfeito. Ele é imortal. Ele é o melhor cavalo que pode existir. Só que ele não é um cavalo. Você acredita?


Como surgiu a ideia de escrever “Majestade”? Há algum tempo eu vinha querendo escrever sobre cavalos, sou completamente apaixonada por eles. Acho que foi lendo alguma nova versão de contos de fadas, eu tive uma fase em que lia aos baldes esse tipo de história, e me passou pela cabeça que ninguém falava do cavalo branco. Todo mundo recriou o universo das sereias, das princesas, dos vilões, dos dragões etc., mas ninguém falava do cavalo branco, embora ele seja essencial, faz parte do pacote "príncipe encantado" e tal. Depois uma coisa levou a outra... Lembro que a história do cavalo branco era um título provisório que eu usava para me referir ao que estava criando, mas acabou pegando e depois não consegui imaginar nada melhor do que "a história do cavalo branco", afinal era exatamente isso, a história do cavalo branco do príncipe. Então comecei a escrever a história desse cavalo e de repente me ocorreu... "espera, de onde veio o cavalo branco?". Não seria muito bacana se esse elemento dos contos de fada tivesse uma história muito mais profunda, com um significado totalmente diferente para sua existência? E se o cavalo branco do príncipe fosse o mesmo cavalo de Napoleão Bonaparte, entre outros? (dizem que ele é branco, não é? haha sei que não era, mas foi o que ganhou fama). E se ele fosse muito mais do que um cavalo? Nos contos de fada raramente as coisas são o que parecem ser...

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Uns dois anos, para mais. Tive que fazer uma boa releitura de História e principalmente mitologia celta. Escrever foi a parte mais fácil, a pesquisa deu muito mais trabalho. Tenho um caderno só com elementos da história e uma linha do tempo gigantesca haha são 1500 anos! Mas o livro começou a ficar muito grande, então fui diminuindo o conteúdo dessa linha do tempo... (e mesmo assim vai ser grande. Ele tem mais de 500 páginas de word!).

Qual a principal mensagem que o seu livro transmite? É um livro sobre nada ser o que parece e também sobre amizade e sobre conquistas, de certa forma. Mas o principal, não sei se é exatamente uma mensagem, mas o que eu mais quis compartilhar... Foi à paixão por cavalos. Simples assim. Algo como "olhe, eu sou uma apaixonada por cavalos. Venha conhecer o que criei com isso... viver no meu mundo um pouquinho, viajar e, quem sabe, se apaixonar também".

O que o leitor pode esperar da obra? Eu queria que fosse uma espécie de Mil e Uma Noites... Com um cavalo. E príncipes. Um homem que conta uma história por dia, esperando que essa moça acredite nele (o porquê, é mistério). São contos de fadas e história real: Shakeaspeare, Rapunzel, Vikings, Branca de Neve, Henrique VIII, Avalon e mais. Não nessa ordem, mas tudo junto. Como se os contos de fada estivessem dentro dos acontecimentos reais da história mundial. Mas não se preocupem que eu não esqueci que alguém contou essas histórias em primeiro lugar (Charles Perrault, Irmãos Grimm... há lugar para todo mundo e também um por que).

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Em fantasia? (na outra entrevista que dei para você não me lembro o que respondi, então vou responder meu autor favorito do momento, já que não dá para escolher um só haha). Juliet Marillier e Marion Zimmer Bradley. Principalmente em Majestade tive muita influência da escrita delas. Com certeza! Marillier foi uma das primeiras que li, em português de Portugal ainda (e aliás, me apaixonei pela escrita deles! Soa tão erudita! Tão... romântica!) porque na época os livros dela ainda não tinham vindo para o Brasil, era difícil achar pela internet, porque eu não dominava as compras internacionais ainda, e meu inglês até então não era tão bom. Eu tinha (tenho, né) uma amiga que tem parentes em Portugal, aí toda vez que ela ia pra lá eu dava dinheiro para ela me trazer um volume novo haha. E a Marillier me abriu o mundo da fantasia celta e me levou a ler a Marion, então... Eu virei essa criatura de alma meio celta haha e principalmente em Majestade senti muito a presença da influência delas.

Se “Majestade” pudesse ter uma trilha sonora, que música você escolheria? Ai! Me dá arrepios só de pensar nessa trilha sonora, vou até deixar o link, caso alguém fique curioso, mas vou escolher só duas das muitas músicas que imagino como trilha sonora. As duas que tem mais ligação. A primeira chama-se Tír Na NÓg, das Celtic Woman e ela é perfeita. Foi lançada enquanto eu escrevia Majestade e caiu como uma luva, a letra é perfeita. E esta que é bem antiga, chama-se The Blue Sea and the White Horse. É tema de um filme irlandês, e a letra (se não me engano ela canta em gaélico) fala sobre Oisín e Niamh, dois personagens célebres na mitologia irlandesa e que tem participação em Majestade.

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou psicóloga.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Espero que vocês gostem de Majestade, que se divirtam e que não me achem maluca haha. E para aqueles que também escrevem: persistam e continuem na jornada de escrever e criar, pois é uma das maiores riquezas da humanidade!

Malu Ghiraldeli tem 22 anos e mora em São Manuel, interior de SP.

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