quinta-feira, 23 de março de 2017

RESENHA DO LEITOR: CIDADE DAS CINZAS

SINOPSE: Jace parece determinado a deixar todos ao seu redor enfurecidos. O Caçador de Sombras já é visto com desconfiança, pois seu pai, Valentin, quer dominar o mundo. Além disso, triângulos amorosos surgem, vampiros renascem e angústias adolescentes florescem em seu grupo de amigos.



Depois de sua aventura em Cidade dos Ossos (para ler a resenha que fizemos do primeiro livro da saga clique aqui), Clary volta nesse volume com um novo objetivo, acordar sua mãe. Enquanto luta para suprimir seus sentimentos por Jace, que ela descobriu ser seu irmão, ela precisa realmente se tornar uma Caçadora de Sombras. Se antes ela se contentava em ser protegida por Jace e pelos irmãos Lightwood, agora ela esta determinada a seguir seu chamado e treinar para lutar contra demônios. Na tentativa de esquecer Jace ela resolve dar uma chance a Simon que permanece ao seu lado apesar de todas as circunstancias. Simon é seu melhor amigo e a conhece como ninguém. Ele é engraçado, leal, lindo e sempre a amou, retribuir o sentimento, não deveria ser assim tão difícil. Já Jace acha que a melhor ideia para esquecer Clary é caçar cada vez mais demônios, manter a cabeça ocupada e se focar na única coisa que faz bem, matar. Agindo nas sombras Valentim, o pai de Clary e Jace, assassina seres do submundo para por em pratica o seu mais novo plano para exterminar de uma vez por todas qualquer criatura que tenha herança demoníaca.


— Essa foi a primeira vez que vi vocês agirem como irmão e irmão. – Observou. Clary não disse nada em resposta. Não havia razão para dizer a ele o quanto ela queria que Jace não fosse seu irmão. Não era possível mudar seu próprio DNA, não importava o quanto isso pudesse deixa-la feliz.

Clary e Jace se afastam cada vez mais, sabendo muito bem que o que sentem um pelo outro é errado. Ele fica mais sarcástico e agressivo do que nunca e ela fica cada vez mais fechada e guarda seus sentimentos para si mesma. Em Idris, país natal dos Caçadores de Sombras, a volta de Valentim finalmente é aceita como uma realidade. Sabendo da ameaça que ele representa não só para os Seres do Submundo, mas também para os Caçadores de Sombras a Clave, o conselho de justiça dos Caçadores de Sombras, resolve investigar a única ponta solta na jornada do vilão. O filho que ele criou por dez anos e supostamente enviou para espionar os Caçadores de Sombras de Nova York. A Clave vê Jace como uma ameaça, sua família o vê como uma cobra que foi colocada em seu ninho. Depois de perder a confiança de sua família e ser visto como um criminoso Jace perde seu rumo. Por ser visto como perigoso e de lealdade duvidosa a Clave revolve prendê-lo na Cidade dos Ossos, junto com criminosos e seres do Submundo. Enquanto isso Clary fica indignada com as acusações contra seu irmão, ela melhor do que ninguém sabe que Jace é só mais uma vitima do pai deles, assim como ela mesma. Ela se indigna, mas não há nada que ela possa fazer para impedir a justiça dos Caçadores de Sombras.


— Sempre existiram apenas dois tipos de pessoas no mundo para Valentim. Aqueles a favor do Círculo, e os que eram contra. Os últimos eram inimigos e os primeiros eram armas em seu arsenal. Eu o vi tentando transformar cada um dos amigos até a própria mulher em uma arma para causa, e você quer que eu acredite que ele não teria feito o mesmo até com o próprio filho?
— Ela balança a cabeça. — Eu o conhecia muito bem. — Pela primeira vez ela olhou para ele com mais tristeza do que raiva.
— Você é a flecha atirada diretamente no coração da Clave, Jace. Você é a fecha de Valentim sabendo disso ou não.

O que ninguém esperava era que Valentim atacaria a Cidade dos Ossos, que não apenas mantêm em cativeiro os seres rebeldes do Submundo, como também guarda a Espada da Alma. O segundo Instrumento Mortal, que não é apenas uma espada, mas também obriga Caçadores de Sombras a dizerem a verdade. Depois do ataque Valentim tem dois dos Instrumentos Mortais, o Calice a Espada e com objetos tão poderosos em suas mãos ele se torna ainda mais perigoso. Seres do Submundo começam a morrer misteriosamente, completamente drenados de sangue. Uma guerra esta próxima a acontecer, ninguém pode confiar em ninguém e como se isso já não fosse problema o suficiente, Simon acaba virando um vampiro. O Mundo das Sombras nunca foi tão perigoso principalmente para um vampiro juvenil sem lealdade a nenhum clã. Clary, Jace, Isabelle, Alec e Simon buscam aliados entre o Mundo das Sombras e apesar das fadas parecerem confiáveis elas podem ter um jeito cruel de ajudar.


— E se eu lhe disser que ela pode ser libertada por um beijo?
— Você quer que Jace a beije? – disse Clary espantada.
— Apesar do charme esse beijo não vai libertar você. – os quatro se entreolharam espantados. [...]
— O beijo que vai libertar a menina, é o que ela mais deseja. – o deleite cruel no rosto dela se acentuou, as palavras pareciam esfaquear os ouvidos de Clary como agulhas.
— Por que você está fazendo isso? – quis saber Jace.
— Prefiro pensar que estou oferecendo uma benção a vocês dois. – Jace enrubesceu, mas não disse nada.
— Isso é ridículo, eles são irmãos. – disse Simon. [...]
— É só um beijo. – apesar do tom severo as mãos de Jace eram inexplicavelmente gentis. — Você pode fechar os olhos e pensar na Inglaterra se quiser. - disse ele.
— Mas eu nunca fui á Inglaterra. – retrucou ela. E em seguida ele a beijou.

Apesar da experiência dolorosa para Clary em Jace, a rainha da Corte das Fadas revelou fatos importantes, tanto Jace como Clary foram modificados por Valentim, ela possui o dom das palavras que não podem ser ditas e ele o dom do próprio Anjo. Eles não conseguem entender o significado das palavras da rainha no começo, mas Clary começa a desenhar runas que não existem em lugar nenhum e as habilidades em combate de Jace se provam ser muito maiores do que as um Caçador de Sombras normal. E é ai que eles percebem que seja qual for a mudança que Valentim fez em seus filhos ele os transformou em armas capazes de causar a sua própria destruição. Para concluir seu plano de mergulhar a Espada Mortal em sangue de Vampiros, Lobisomens, Feiticeiros e Fadas e transformá-la em uma arma capaz de controlar demônios, ele sequestra Simon e o leva para seu navio.


Na tentativa de salvar seu melhor amigo e impedir seu pai de realizar seu plano maligno, Clary pede ajuda de um exército de Caçadores de Sombras para invadir o barco do pai. No coração da guerra vidas importantes serão perdidas, segredos ficaram enterrados e o mal ficará a solta no mundo. Clary e Jace são os únicos que podem parar a guerra, mas eles serão capazes de matar o próprio pai para que isso aconteça? Quando é a família que esta em jogo, nem tudo é tão preto e branco como deveria ser. Salvar o mundo pode ser muito mais uma questão de altruísmo do que de coragem.

— Pare! – Clary tirou as mãos do ouvido. — Chega, chega!
— Demônios se alimentam de morte e loucura. – continuou Valentim.
— Você cresceu em um paraíso falsamente lindo, cercado por paredes de vidro minha filha. A sua mãe imaginou um mundo para viver e te criou nele, mas nunca te contou que ele não passava de uma ilusão. E todo esse tempo os demônios estavam esperando com armas de sangue para estilhaçar o vidro e libertá-la da mentira.
— Você quebrou as paredes, você me arrastou para isso. Ninguém além de você.
— E o vidro que te cortou, a dor que sentiu, o sangue em suas mãos? Também me culpa por isso? Não foi eu que te coloquei naquela prisão. 


Clary queria salvar sua mãe, mas depois de um tempo isso parece apenas algo menor. Ela está no meio de uma guerra e em um mundo onde o amor é visto como uma fraqueza a garota o usa como uma arma não só para proteger aqueles que ela ama, mas também para se manter viva. Com cenas hilárias, personagens contagiantes e um ritmo que não te deixa parar de ler Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas é uma historia fantástica que ganha cada vez mais leitores adeptos. Se divirta, se apaixone e fique de coração partido com o segundo livro da saga só para descobrir que vai ficar bem melhor na continuação. Ou pior. Depende do ponto de vista.


VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

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