segunda-feira, 6 de março de 2017

RESENHA DO LEITOR: O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS

SINOPSE: Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.



Mediano. É um livro bom? Não. É um livro ruim? Não. Mas é um livro que te engana. Esteticamente o livro é muito bonito, capa dura, folhas amareladas, mas o conteúdo despenca toda a beleza envolvida. A ideia que é vendida pela DarkSide de ser um livro de suspense incrível e aterrorizante passa longe de ser. É maçante, há cenas desnecessárias, personagens nada envolventes e nem heroicos.


O que mais me incomodou no todo é o fato do livro não ter uma explicação para que os monstros existissem a partir do momento que Jip, o menino que desenha, os cria. Por mais que não tenha lógica, ou sentido, deveria ter uma explicação, mas eu não encontrei. O autor cita lendas japonesas e etc, mas não deixa explícito que são essas lendas que dão vida aos desenhos. Pra mim, algumas perguntas não foram respondidas e isso tornou o livro incompleto.


Parece que o autor perdeu o foco quando começou a desenrolar os personagens, criando sub livros dentro de um só. Não entendi a traição do pai de Jip, o porquê isso foi relevante para o desenrolar da história. Não entendi a inserção do padre, cogitei que teríamos um personagem obscuro, o que não aconteceu. Os monstros que surgem por meio de Jip não são nem um pouco assustadores ou aterrorizantes.


A doença dele não é explorada de um modo que te enriqueça de conhecimento e te faça torcer por ele. Parece que foi colocada no livro pra ser um diferencial, o que não funcionou. Enfim, faltou muito pra ser um bom livro de terror. Muito. É um livro para se ler uma vez só, e pensar duas vezes antes de adquirir outro com o mesmo estilo. 

VITAMINAS:




RESENHA ESCRITA POR: TIAGU REIS 

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