segunda-feira, 10 de abril de 2017

ENTREVISTA COM ANNA JULIA DANNALA, AUTORA DE MOINHO DE INVENTO

SINOPSE: Moinho de InVento é um livro de poesias otimistas e reflexões singelas sobre a vida. Seus versos sobre sonhos, medos, paixões, saudades, alegrias e esperanças foram inspirados pelo vento; a autora coloca a construção do pensamento em três fases — a lufada, a ventania e a brisa —, do repentino e passageiro ao forte e contínuo, até chegar ao ponto onde tudo se acalma. Escrito e ilustrado à mão pela própria autora, sua linguagem é leve, branda e repleta de metáforas que sustentam a ideia de que devemos nos reinventar a cada momento. Mesmo que haja ventania, tudo tende à calmaria, tudo tende à poesia, tudo tende à brisa.


Como surgiu a ideia de escrever “Moinho de InVento”? Bem, eu comecei a escrever poesias digitais com a caneta do tablet num aplicativo de notas, fui escrevendo e ilustrando e em alguns meses, quando percebi já ter várias poesias nesse estilo, me veio a ideia de juntar várias delas e escrever um livro todo feito a mão. “Isso é loucura!”, pensei. Eu queria escrever algo diferente e fora dos padrões que conhecemos, além de ter me encantando por brincar com palavras e poder desenhá-las também. Então, como gosto de desafios, pus a mão na massa. Uma das coisas que aprendi com o Moinho: aprendi a lidar com meus medos, principalmente o medo de errar. Coloquei uma meta em que eu teria que atingir pelo menos 150 poesias de uma página cada. Ao chegar a esse número comecei a passar as poesias a limpo para um caderno A4 sem pauta, e fui seguindo. Foi uma longa jornada e quando notei já havia passado todas elas a limpo e o livro estava pronto.



Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Praticamente 2 anos. Comecei em dezembro de 2014 e terminei a última página em outubro de 2016. Foi um trabalho árduo e detalhado, algumas páginas levaram mais de 3 dias para ficarem prontas. Eu reservava apenas algumas horas por dia para escrever. Foi uma das coisas mais corajosas que já fiz. Difícil, porém divertido.

O que o leitor pode esperar da obra? Usando uma linguagem leve envolta por metáforas, o Moinho sustenta a ideia de que devemos nos reinventar a cada momento. Mesmo que haja ventania, tudo tende à calmaria. Ele leva uma mensagem de otimismo e coragem. O leitor pode esperar uma obra diferente dos padrões, colorida, simples e delicada. Creio que mesmo quem não gosta de poesia vai se encantar com a leveza do Moinho e com os desenhos que além de ilustrarem completam as frases.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Gosto de tantos autores que é difícil citar apenas um. Adoro Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Olavo Bilac, Clarice Lispector, Machado de Assis, J. K. Rowlling, Rick Riordan, John Green, Kiera Cass, Júlio Verne, Cornelia Funke, Lygia Bojunga, Agatha Christie, Jojo Moyes. Mas com certeza são grandes inspirações pra mim na poesia Clarice Freire, Pedro Gabriel, Fernando Pessoa e Paulo Leminski.

Se Moinho de InVento pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Os versos “O poeta está vivo, com seus moinhos de vento / A impulsionar a grande roda da história / Mas quem tem coragem de ouvir / Amanheceu o pensamento / Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento”, da música “O Poeta Está Vivo”, do Barão Vermelho, são citadas no início e no fim do Moinho de InVento, pois representam literalmente minha ideia de que o poeta está vivo e pronto para mudar o mundo com seus moinhos de vento. Pensando numa trilha sonora eu escolheria duas músicas que falam sobre sonhos. A primeira seria a simplicidade e a beleza dos versos “Um dia eu farei um pedido a uma estrela / Acordar em um lugar onde as nuvens estão bem atrás de mim / Onde problemas derretem como balas de limão / Bem acima do topo de uma chaminé, é lá que você me encontrará” da música “Somewhere Over The Rainbow”, interpretada por Israel Kamakawiwo'ole. E também escolheria “Dom Quixote” dos Engenheiros do Hawaii, onde diz na letra “Que os dragões sejam moinhos de vento / Muito prazer... Ao seu dispor / Se for por amor às causas perdidas... / Por amor às causas perdidas”. Que nossos problemas podem parecer grandes dragões e o mundo pode nos chamar de “otários” ou de “loucos”, mas no fundo são moinhos de vento. Dom Quixote nos passa a ideia das revoluções, do amor às causa perdidas e de que sonhar é um bom caminho. 

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou estudante e estou no 3º ano do Ensino Médio, estou em fase de vestibular e ainda indecisa entre Cinema e Jornalismo.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Espero que gostem dos traços do Moinho! E não importa o que digam ou o que pensem, nunca deixem de sonhar. Os sonhadores podem mudar o mundo. Enfrentem tudo e sigam em frente, sejam leves porque somos breves e acima de tudo, sejam fortes.

Anna Julia Dannala tem 17 anos e mora em Valinhos - SP.

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