terça-feira, 25 de abril de 2017

RESENHA DO LEITOR: THE HEART OF BETRAYAL

SINOPSE: Em “The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2”, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.


No segundo volume de As Crônicas de Amor e Ódio, Lia continua sua jornada para Venda, o reino bárbaro que parece ficar do outro lado do mundo. Desde pequena Lia aprendeu que os bárbaros eram cruéis e letais, mas essa não é a primeira vez que ela estava enganada. A cidade de Venda é enorme e assustadora, o que dificultaria - e muito - uma fuga, mas lá ela encontra pessoas que oferecem um refúgio muito melhor do que ela jamais teve em sua própria casa. O livro segue a mesma dinâmica do primeiro, com belas tradições, uma magia sutil e um romance de tirar o fôlego. Nesse livro finalmente está claro a identidade de cada um dos amantes de Lia, o príncipe Jaxon Rafferty, que prefere ser chamado apenas de Rafe e Kaden, o assassino de Venda. Para Kaden a única maneira de salvar a vida de Lia era provar ao Komizar (um espécie de rei vendano) que a princesa possuía o Dom, uma magia antiga que a permite vislumbrar o futuro, mas o Komizar não se deixa convencer com tanta facilidade. Apesar de poupar a vida da princesa, ele está determinado a humilhá-la e provar para seu povo que a realeza do outro lado do mundo não tem nenhum valor.


“As lágrimas dela cavalgam com o vento. A mim ela chama, e tudo que eu posso fazer é sussurrar: Você é forte, mais forte que sua dor, mais forte que seu pesar, mais forte do que eles”.

Como Rafe decidiu entrar em Venda junto com Lia, os dois trabalham juntos para sobreviver em meio a tramas e a crueldade do Komizar. Eles decidem esconder a identidade de Rafe, alegando que ele é apenas um emissário real, que traz uma proposta de aliança entre Venda e Dalbreck. O Komizar fica tentado com a proposta, orgulhoso de si mesmo por pensar que reinos do outro lado do mundo tem visto o potencial de seu país e querem se juntar a ele. A suposta aliança garante a vida de Rafe por mais alguns dias e enquanto isso Lia tenta achar uma maneira de conseguir a mesma coisa, sobreviver. Explorar os sentimentos de Kaden parece ser o único jeito de fazer isso e ela não hesita. Deixando o seu interesse anterior pelo príncipe de lado ela se une ao assassino em uma tentativa de não só sobreviver como também escapar. Se no primeiro livro o assassino era um personagem divido entre sua escuridão e o amor que começou a nutrir por sua vítima, nesse volume com a personalidade de Kaden se juntando ao personagem do assassino é impossível não começar a torcer um pouquinho para que os sentimentos de Lia sejam verdadeiros. 


“— Não fique com raiva de mim, Lia. E lembre-se que eu sei a diferença entre um beijo de verdade vindo de você e um dado apenas por causa do Komizar. Nosso beijo na campina estabeleceu um alto nível, embora eu admita que sempre valorizei um beijo forçado.
Ele ergueu a mão e tocou o canto da boca, provocante, como se estivesse saboreando a lembrança. Por um instante vi alguém, que esquecia que era o Assassino, aquele que havia me arrastado ate ali.
— Por que você entrou no jogo?
— Talvez eu nutrisse esperanças de que não fosse apenas a menos pior de suas opções. Ele era perceptivo, mas não o bastante. Nunca é o bastante quando há sentimentos em jogo”.

Se o plano inicial do Komizar era humilhar Lia para provar a superioridade do povo de Venda, ele não poderia ter dado mais errado. Sem que nem ela mesma entenda o porquê, Lia é amada e respeitada pelos povos de Venda. Segundo eles, o fato dela estar em seu país é um sinal de que os deuses estão olhando novamente para seu país. Os povos a veem como um milagre e como um estrategista ardiloso o Komizar começa a usar a esperança que Lia representa para alimentar o seu povo. Aos poucos ela começa a ser tratada como convidada e não como prisioneira, embora a ameaça sobre a sua vida seja um terror constante. A princesa se encanta com as tradições daquela terra distante e por ter facilidade com idiomas ela rapidamente aprende a língua nativa. Seu Dom que antes parecia inexistente, se torna forte em Venda e quanto mais ela descobre sobre o passado de seu povo mais aspectos do futuro parecem visíveis. À medida que ganha a confiança dos vendanos ela explora o Sanctum e descobre catacumbas subterrâneas em que Eruditos de seu próprio reino trabalham para o Komizar. Primeiro ela fica com raiva por causa da traição de seu povo, depois ela fica confusa com a necessidade do Komizar de ter tantas pessoas lendo livros no subterrâneo até que ele revela para ela seu plano.


“Ele não precisava dizer mais. Os provedores de conhecimento. Era por isso que eles se escondiam nas cavernas e as catacumbas. Eles estavam revelando os segredos dos Antigos e fornecendo ao Komizar a receita para criar um exercito para a destruição de Morrighan”.

Com guerra parecendo cada vez mais perto e a eminente destruição do seu povo, fugir de Venda nunca foi tão importante. Mas ao mesmo tempo em que a princesa sabe que precisa voltar para casa e alertar seus pais sobre os planos do Komizar, a ideia de deixar o país com um povo tão digno e tradições tão belas faz seu coração doer. E quando a lealdade de Lia ao seu país é colocada em jogo e a vida do povo de Venda fica em risco, a garota sabe que eliminar o Komizar é a única coisa que pode ser feita, mas essa decisão pode ter consequências muito maiores do que ela pode lidar. 


“— Ela era só uma criança. Falei em um sussurro.
— Quantas vezes preciso dizer a você princesa, que não temos tais luxos, Venda não tem crianças. Estamos entendidos?
— Sim. Falei. — Acho que sim. E na virada de um segundo, a presunção se fora. Ele arregalou os olhos pasmo.
— E agora, Venda também não tem mais Komizar. Um ato rápido, um ato fácil. Apenas um golpe de uma faca”.

Apesar de ter um clichê aqui e ali, o livro tem uma maneira única de contar uma história, onde os personagens enganam a si mesmos na esperança que se uma mentira for contada muitas vezes ela acabará se tornado verdade. Lia é uma personagem forte e apaixonante, que faz o que é necessário para se manter viva e proteger aqueles que ama. Rafe é inteligente e ardiloso e seria muito fácil odiá-lo se não fosse a maneira como ele sempre coloca a segurança de Lia em primeiro lugar, apesar de duvidar constantemente das habilidades dela de proteger a si mesma. Já Kaden seria um príncipe muito melhor do que é um assassino, ao contrario de Rafe ele tem uma história e um drama próprio, que não justifica as coisas que ele fez, mas pelo menos explica o porquê. The Heart of Betrayal é um clássico em muitos aspectos, a personagem principal é do estilo que tem feito sucesso atualmente, ela sabe o que quer, é independente e durona. Apesar do que as pessoas pensam dela, Lia consegue muito bem salvar sua pele, difícil mesmo para ela é manter a boca fechada. A narrativa tem muitos pontos de vista que facilita nossa vida na hora de entender cada personagem e a reviravolta surpreendente no final, fez meu coração parar por um segundo. 


VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

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