segunda-feira, 10 de abril de 2017

RESENHA: O MENDIGO

SINOPSE: Quando tudo o que se precisa é uma boa conversa, a amizade que se tem com uma pessoa vai além da classe social ou cor da pele. Thomas Martins é um morador de rua, mais conhecido como mendigo por todos aqueles que por acaso o enxergam quando tiram os olhos dos próprios problemas. Edison Rocha é uma pessoa que para todos os padrões tem tudo menos aquilo necessário para que seja feliz. Quando um acontecimento faz com que esses dois se encontrem, a simplicidade de Thomas faz com que a Vida de Edison mude de uma forma que ele não esperava. Dentre tantos acontecimentos, essa história narra uma lição de vida para todos. Respeito aos mais velhos. Preconceito sem justificativa. A luta pelo que te faz feliz. E que nem sempre é o dinheiro ou os bens que se tem que definem a felicidade e sim, as pessoas que estão a sua volta e te fazem bem. Afinal, Uma amizade sincera vale muito mais do que qualquer bem material, porque a amizade e a sinceridade são duas joias preciosas e raras.

Então eu vou fazer o que eu sempre faço, diante disso. Vou levantar a cabeça e sorrir!

Fala galera! Hoje vamos falar sobre o livro O Mendigo do autor Carlos Santhyago e que foi publicado pela Editora Sekhmet. O livro conta a história de Edison, um bom homem que namora Jessica e está receoso sobre dar um passo maior no relacionamento e chamá-la para morar com ele. Ele ainda vive na correria do dia a dia e muitas vezes acaba não percebendo a beleza da vida ao seu redor. Mas tudo isso muda ao conhecer Thomas, um mendigo.


Ele olha para a esquina, já escolhendo o caminho que fará logo a seguir.
— Só não me chama de pinga, tá? Eu nem bebo. Pode me chamar de Thomas. É o meu nome.
— Posso fazer isso, Thomas. Eu sou o Edison.
— Até uma próxima, Edison, que seus caminhos sejam sempre os melhores!
Ele sai e então, todos estão na mesa novamente. As cervejas continuam a chegar, os copos continuam a encher e esvaziar e enquanto tudo isso acontece, Thomas caminha pelas ruas na sua busca incessante pela própria sobrevivência.

Apesar de viver nas ruas, Thomas é um homem inteligente, sorridente e que o ensina todas às vezes que se encontram. Eles acabam desenvolvendo uma bela amizade e Edison sempre aprende alguma lição com ele todas as vezes que se encontram e o ajuda com sua sabedoria, comentários e histórias a tomar as decisões corretas para sua vida, como por exemplo, resolver sua situação com Jéssica, o amor da sua vida.


À noite, ao passar na rua, os poucos pedestres pouco davam atenção para aquela cena: Um moço de terno e um mendigo descalço, dividindo uma marmita e conversando alegremente com sorrisos que passavam despercebidos a todos que jamais iriam se dar o tempo de entender o que acontecia ali. Mas é claro, essa era apenas mais uma noite entre muitas outras, tão fáceis de serem esquecidas por qualquer um. Mas que ficariam para sempre na memória daqueles dois, ali sentados...

Por morar nas ruas e devido sua aparência, Thomas sofre muitos preconceitos e pré-julgamentos, mas aos poucos vamos conhecendo sua história e o que houve para que ficasse nesse estado. Thomas me lembra Pollyanna, sempre vendo o lado bom das coisas, o lado bom das pessoas e procurando um aprendizado mesmo nas coisas ruins da vida. Suas palavras são sempre sábias. E ele ajuda a Edison a aprender a fazer o bem e ver o melhor nas pessoas. Uma citação de Spencer W. Kimball resume bem o que Edison aprende ao auxiliar as pessoas que mais precisam junto com Thomas: “Tornamo-nos mais completos ao servirmos — de fato, é mais fácil ‘encontrarmos’ a nós mesmos porque há tanto mais em nós a encontrar!”


Às vezes você tem bastantes coisas e acaba esquecendo-se de quem tem menos que você.

Passado algum tempo chega o dia do casamento de Edison e Jessica. A essa altura Thomas já está tão amigo de Edison que o convida para o estar lá no altar, representando seu pai falecido. O problema é que Thomas desapareceu e ninguém consegue encontra-lo. Então Edison pede ajuda para seu amigo Jonas que parte numa busca e numa corrida contra o tempo para acha-lo e trazê-lo até o dia do casamento. Agora o que aconteceu com Thomas e se Jonas o encontrará não contarei, vocês precisarão ler para descobrir! É um livro rápido de ser ler, com cerca de 96 páginas. A narrativa varia, a maioria da leitura é em 3ª pessoa, mas temos capítulos em 1ª pessoa narrada por Thomas e Jonas, que é o alívio cômico da história.


Às vezes, o melhor que podemos fazer é apenas acompanhar uma pessoa, estando junto a ela sempre que puder. Nessas horas, o melhor a se fazer é nada. Não fazer nada. As coisas se resolvem sozinhas e no fim, só fica aquela sensação de que perdemos tempo nos preocupando com algo que acabou por se resolver de uma maneira "simples".

O livro vai surpreender muitos leitores e emocionar também. Carlos Santhyago nos faz refletir, aprender a dar valor as coisas simples da vida e nos ensina a importância de sempre falar um “Eu te amo” ou um “Muito obrigado”. Ensina a desfrutar os bons momentos da vida enquanto é tempo não deixarmos coisas pequenas ou bobas atrapalharem isso. Recomendo a leitura.

Observação: Falando sobre o assunto, existe uma ONG chamada Anjos da Noite que servem refeições para moradores de rua, para conhecer mais sobre o trabalho deles, clique aqui!


Às vezes, as pessoas no caminho precisam de ajuda. E às vezes, é quem anda pelo caminho que precisa de ajuda. Para Thomas, por andar no caminho das duas maneiras.


VITAMINAS:

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