segunda-feira, 8 de maio de 2017

ENTREVISTA COM GLAUCO J. S. FREITAS, AUTOR DE ALCATEIA

SINOPSE: "Vem Lobo! Coroa-te no sangue dos apressados!" Rituais de morte se espalham pela cidade de Curitiba e cabe ao Investigador de Homicídios, Flávio Patrezzi, impedir a propagação do horror causado pela Alcateia. A ajuda de seu consultor, Alexandre Matsui, será imprescindível para que encontrem os responsáveis por estes crimes bárbaros numa caçada que os levará aos corredores labirínticos do próprio Inferno.


Como surgiu a ideia de escrever “A Alcateia”? Eu, basicamente, escrevo desde os 15 anos, mais ou menos a mesma época em que comecei a namorar aquela que hoje é minha esposa. Nessa época eu escrevia fantasia e ficção científica - ou o que eu achava que era ficção científica - e, mais influenciado por ela, que era muito fã de terror, eu resolvi criar algo nessa linha. Não que eu considere A Alcateia uma obra de terror, oficialmente ela é uma Fantasia Sobrenatural Urbana, mas deixo livre para o leitor rotular. 

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Anos. Seis ou sete. Primeiro porque, como eu disse, eu comecei a escrevê-la ainda na adolescência - e nada de bom saiu dali. Segundo porque eu tenho um sério problema em terminar as estórias que começo: no meio do caminho eu penso em outra estória e fico ansioso para começa-la, aí acabo abandonando a que eu já estava escrevendo e não termino nada. Isso tem mudado, estou me obrigando a escrever os livros até o fim, e o primeiro a ser terminado foi A Alcateia.

O que o leitor pode esperar de “A Alcateia”? Ele se passa em Curitiba, minha cidade, então para quem mora aqui, fica fácil reconhecer os locais citados, mas isso não diminui a experiência de quem nunca esteve na cidade. Matsui, o Caçador do livro, tem uma mediunidade diferente das que comumente vemos retratadas na TV: ele não consegue simplesmente comunicar-se com eles, porém, esses espíritos usam do poder espiritual que ele carrega para materializarem-se. Na maioria das vezes, esses espíritos são violentos, agressivos, então a maneira com que Matsui lida com eles acaba sendo mais direta. Essa falta de comunicação entre o médium e os espíritos também muda a forma com que a investigação é feita: já que ele não pode apenas ir lá e "interrogá-los", os investigadores tem que buscar outras fontes de informação para desvendar o que é A Alcateia.
Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Bernard Cornwell, disparado! Acho que é o autor que eu mais li na vida, então é claro que acaba influenciando. Ele dá foco na estória que está contando e, a menos que seja relevante, ele não perde muito tempo falando sobre a aparência dos personagens ou como o personagem  estava vestido naquele momento. Outra coisa é que, lendo Cornwell, você percebe que não precisa ter um livro de 800 paginas para ser bom. As Aventuras de Sharpe, por exemplo, variam entre 250 e 350 páginas e, justamente por isso, faz você querer ler o próximo, porque logo quando você ia ficar satisfeito, o livro acaba e você é obrigado a ir pro próximo, mas aí a história mudou de novo, seu interesse é renovado e você quer saber o que vai acontecer. E aí, ele faz isso de novo, e de novo...

Se “A Alcateia” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Bom, minha primeira resenha na Amazon diz que o leitor teve vontade de ouvir Rob Zombie enquanto lia o livro. "Seja feita tua vontade". 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Ainda estou engatinhando como escritor. Meu segundo livro sai agora em julho, autopublicado como A Alcateia foi. Meu sustento por enquanto vem da Instrumentação Cirúrgica, trabalhando em dois hospitais aqui de Curitiba.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Busquem conhecimento. Não, brincadeira. Bom, se chegaram até aqui, provavelmente leram a primeira entrevista de um autor independente e iniciante até o fim, acho que não posso pedir mais nada, não é? Porém, se se sentiram minimamente interessados, mas não tem paciência para livros digitais, A Alcateia sairá ainda em maio em suas versões físicas (serão duas), uma pelo Clube de Autores e outra pela Bookess. Meu próximo livro, uma fantasia inspirada no folclore nacional, sai em julho, nessas três plataformas. Obrigado!

Glauco J. S. Freitas tem 27 anos e mora em Curitiba - PR.

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Um comentário:

  1. Excelente livro, com uma ótima estória que te prende prende começo ao fim. Parabéns ao Vitamina L por dar essa oportunidade aos novos escritores! ��

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