quinta-feira, 4 de maio de 2017

RESENHA: A BREVE SEGUNDA VIDA DE BREE TANNER

SINOPSE: Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.


Fala galera! Todo mundo conhece a Saga Crepúsculo. Seja por ter lido os livros ou assistido os filmes, a história de Edward e Bella marcou uma geração. Os fãs da saga com certeza conhecessem Bree. Se você não conhece, irá conhecer na nossa resenha de hoje um pouco mais sobre esse livro e essa personagem que cativou meu coração! Bree está presente de forma secundária, quase escondida, em algumas páginas do livro “Eclipse” e em poucos minutos do filme. O livro se tornou um fenômeno mundial com sua história que já tinha vendido em 1 mês, mais de 1 milhão de exemplares. Em seu site oficial, a escritora Stephenie Meyer revelou que, inicialmente, não tinha a intenção de lançar a história de Bree Tanner como um livro à parte. “Na verdade, é mais um conto do que um romance”, explicou. “Enquanto editava ‘Eclipse’ pensava muito a respeito dos ‘recém-criados’, imaginando sua visão da história e uma coisa ligou à outra. Comecei a escrever através da perspectiva de Bree e de como era ser um novo vampiro.” Stephenie mostrou o manuscrito ao diretor de “Eclipse” David Slade e concluiu que lançar o livro às vésperas da chegada do novo filme serviria como um complemento aos fãs da saga, que veriam Bree nos cinemas.


Para quem já leu Eclipse o final da história de Bree não é nenhum spoiler, assim como também a própria sinopse do livro revela o destino da nossa querida personagem. Mas o mais legal não é saber o que acontece, mas como acontece. Nesse spin-off o interessante é a trajetória e não desfecho. O livro mostra melhor as reações e o comportamento de um vampiro recém-criado, além de abordar por outra perspectiva experiência o fato de ser um vampiro, que não necessariamente condiz com a realidade perfeita vivida pela família Cullen.


A história é narrada em primeira pessoa por Bree, que é uma garota muito jovem que passou por diversos problemas familiares, sendo abusada fisicamente pelo pai e tendo que fugir para não correr o risco de ser espancada até a morte. Bree teve experiências muito traumatizantes, até ser encontrada por Riley (o amante de Victoria, a vampira sedenta por vingança contra Bella e os Cullen). Nesse livro Riley tem um papel muito mais forte em A Breve Segunda Vida de Bree Tanner do que no livro Eclipse. Bree, que passava fome nas ruas, ficou encantada com um homem tão charmoso, estonteante e sedutor e aceitou na mesma hora quando ele lhe ofereceu comida. Depois desse encontro, Bree foi levada à Victoria (tratada nesse livro apenas por ela) e sentiu toda a dor e agonia da transformação em vampira.


Todos esses acontecimentos fazem de Bree uma personagem muito interessante. Diego, o “crush” de Bree, é um personagem bastante carismático. Assim como Bree (e provavelmente como todos os outros recém-criados, que eram escolhidos na “escória”, como a própria protagonista diz), sua origem é triste e complexa, tendo a salvação em Riley. Ao contrário da jovem vampira, Diego confia muito em Riley, sendo inclusive seu braço direito. O início do contato entre os dois foi cheio de desconfiança e cautela por parte de Bree, considerando que ele era uma pessoa de confiança de Riley. Mas depois de uma madrugada conversando e um dia juntos os dois acabam se apaixonando. 


Infelizmente o romance dos dois dura pouco devido a acontecimentos levam o casal a se separar. A maior parte do livro foca nos pensamentos de Bree tentando entender tudo o que se passa à sua volta e quais são as reais intenções de sua criadora e de Riley. Mas, o final do casal é realmente triste. Senti uma dorzinha pelo destino dos dois, que tinham tantos planos, como qualquer jovem que deseja explorar a vida e o mundo. Meu medo com relação a Diego se provou verdadeiro e sofremos com Bree ao constatar isso. Depois de ler esse livro, quis muito que a autora tivesse mudado o final de Bree em Eclipse. Existem ainda duas gangues entre eles, sendo comandadas por Raoul e por Kristie, vampiros rivais. Raoul é o típico “valentão”, sempre causando brigas e discórdia. Kristie não é muito diferente, mas é mais caracterizada por tentar sempre agradar a Riley e não questionar nada do que lhe é dito, mesmo com evidências contrárias a um palmo de seu nariz. Tem ainda Fred, um vampiro com habilidades especiais. Ele é capaz de causar enjoo àqueles que tentam olhar pra ele, podendo passar completamente despercebido. Bree, na sua tentativa de não chamar a atenção de ninguém, sempre fica próxima a ele. 


Outro ponto interessante é que, nesse livro, os vampiros de Meyer são muito mais próximos da visão de vampiro que a maioria das pessoas tem. Ao contrário dos Cullen, o grupo de Riley é sedento por sangue e vê os humanos como nada além da refeição. Eles caçam, matam e escondem os corpos de forma muito natural. O livro não é dividido em capítulos, o que foi uma sacada legal da autora, já que estamos falando de uma “breve segunda vida”. Bree é uma personagem inteligente, ela pensa no que faz não se deixa levar totalmente, por mais difícil que seja, pela sede e isso torna a personagem mais do que somente uma ameaça, vemos isso logo no inicio do livro quando ela e mais alguns recém-criados vão se alimentar em Seattle, enquanto os outros membros do grupo não se preocupam em seguir as regras de Riley Biers que basicamente consiste em serem discretos ao máximo, Bree segue as regras porque acredita que seja o melhor a se fazer.


No embate final, já em Forks e com Victória decapitada por Edward Cullen em defesa da vida de Bella Swan, Bree se rende e tem sua guarda tomada pelos Cullen. Mas outro clã vampiresco, os influentes Volturi, é que darão o veredito sobre sua vida... A importância dos Volturi e suas leis para o mundo dos vampiros, e a compaixão de Carlisle com outras criaturas recém-criadas ficam mais evidentes nesse livro. Esse livro é um pouco diferente dos outros da saga, já que tem mais violência, menos romance e um final nada feliz. "Você já sabe: a história não acaba bem para ela. Mas, pelo menos, você vai conhecer toda a trama. E vai ver que nenhum ponto de vista jamais será completamente óbvio". São pouco mais de 190 páginas num livro muito bem escrito, bem colocado, sarcástico, com pontos de vistas totalmente diferentes da história que a gente já conhece. É impossível não adorar Bree depois de saber tudo sobre ela.


VITAMINAS:


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