quarta-feira, 21 de junho de 2017

RESENHA DO LEITOR: A REBELDE DO DESERTO

SINOPSE: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.
Em Vila da Poeira não há futuro para Amani a não ser um casamento que ela não deseja. Cercada por uma família cruel e um destino amargo, sua única saída é um longo tiro no escuro. Literalmente. No deserto onde Amani mora todo mundo pode ter uma arma, mas nem todo mundo é uma atiradora talentosa como ela. A garota vê a chance de conseguir o dinheiro que precisa para fugir em um torneio de tiros, só que nem tudo é assim tão simples. Apesar de ser a melhor atiradora de Vila da Poeira, Amani não é a melhor do mundo e um estrangeiro está tão interessado no prêmio quanto ela. Quando toda esperança que Amani tinha de conseguir a recompensa vai por água abaixo, ela precisa de um novo plano de fuga. Afinal ela não está nem um pouco disposta a permanecer em Vila da Poeira e se tornar apenas mais uma das esposas de seu tio.
“De repente meu foco voltou. Eu e meu alvo. Nada importava além da mira. Puxei o gatilho. A primeira garrafa quebrou no mesmo instante. A segunda balançou por um momento na beirada da barra de madeira. Prendi a respiração enquanto a garrafa balançava de um lado para o outro. A segunda garrafa caiu no chão e se espatifou. A multidão rugiu e eu soltei um longo suspiro.”

Em um país que está em plena revolução, com um príncipe que tenta roubar o trono do pai, Amani está cercada por histórias de criaturas magicas que são enfraquecidas pelo ferro. Mas há muito tempo nenhuma dessas criaturas é vista em Miraji, o país natal dela. Não até a manhã seguinte ao torneio de tiro. Um buraqi, uma espécie de cavalo feito de fogo e areia, invade a cidade e segundo as lendas somente uma mulher pode capturá-lo. Um buraqi vale seu peso em ouro e depois de perder todo o dinheiro do torneio capturar a criatura é a solução mais óbvia para resolver os problemas dela. Porém segundo as leis do país de Amani, os rendimentos da captura da criatura passariam para o homem responsável por ela, ou seja, seu tio. Como Amani não está nenhum pouco disposta a perder mais essa chance de escapar da Vila da Poeira ela foge montada no lombo do animal com a ajuda do estrangeiro que conheceu no torneio da noite anterior. Como os dois têm planos diferentes e ela já foi submissa a homens por tempo demais em sua vida, a garota resolve seguir seu próprio caminho. Usando medicamentos para dor ela dopa seu companheiro de viagem, pega o animal e foge disposta a chagar a cidade de Izman para onde ela e sua mãe sempre planejaram ir. Para Amani sua vida estava apenas começando.
“Mas se conhecimento era poder, o desconhecido era a grande fraqueza dos seres imortais. Todos sabiam as histórias. Djinnis se apaixonavam por princesas e concediam todos os seus desejos. Eles eram atraídos por nós, mas também vulneráveis a nós. Éramos capazes de transformá-los em carne e osso.”
Como nas histórias nem tudo é assim tão simples, os problemas de Amani estão só começando, porque depois de fugir de sua cidade com Jin, o estrangeiro considerado um traidor pelo exército, há um prêmio por sua cabeça. Pelas forças do destino Jin e Amani são unidos novamente para juntos correrem rumo à liberdade. Amani que sempre achou que o mundo se resumia a bela cidade de Izman que sua mãe contava nas histórias descobre que a muito mais para se ver. Mas antes que ela possa se aventurar por esse vasto mundo ela precisa salvar seu povo. O exército está construindo uma arma capaz de dizimar cidades inteiras e principalmente eliminar criaturas de magia. A razão de Jin ter viajado para esse lado do mundo é impedir que essa arma seja ativada, com a ajuda de Amani ele se vê cada vez mais perto de conquistar seus objetivos.

“Onde Dassama deveria estar, só haviam ruínas. Paredes velhas e semi destruídas refletiam o sol poente, os últimos raios criando sombras entre elas estendendo-se pela areia. Então percebi que não eram sombras. Minha boca secou.
— Como a areia pode queimar? Jim perguntou bem devagar quando me aproximei.”
Com monstros que caminham nas sombras e histórias de um deserto escaldante cheio de criaturas mágicas A Rebelde do Deserto é um daqueles típicos livros que te fazem dizer, “só mais um capítulo”. Com personagens engraçados, determinados e apaixonantes, a história é de tirar o fôlego. Eu sou suspeita para falar porque adoro histórias de deserto, mas ainda assim acho valido dizer que A Rebelde do Deserto é um dos melhores livros que já li esse ano. É uma aventura deliciosa cheia de magia e mistério. Mal posso esperar para ler a continuação.


VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

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