terça-feira, 11 de julho de 2017

RESENHA: NOTURNO, LIVRO QUE ORIGINOU A SÉRIE THE STRAIN

SINOPSE: Um boeing 747 vindo de Berlim chega ao aeroporto JFK, em Nova York, e, subitamente, para na pista com todas as cortinas abaixadas, luzes apagadas e o sistema de comunicação em pane. Uma equipe de emergência cerca o avião e observa, incrédula, aquele caixão branco gigante em contraste com o céu noturno. O que se vê lá dentro é uma cabine similar a um túmulo onde todos parecem mortos. O alarme se transforma em terror quando se descobre que este misterioso acontecimento é apenas o primeiro de uma invasão que se estenderá por todo o planeta, uma onda sinistra que ressuscita os medos mais ancestrais da raça humana e dá início a uma sangrenta batalha entre homens e vampiros.


Fala galera! Hoje vamos falar sobre um livro que inspirou uma série que me apaixonei: The Strain. Ao terminar a primeira temporada da série, comecei a pesquisar e descobri que ela era baseada numa série de livros chamada Trilogia da Escuridão. Lógico que corri e comprei os livros. A série no começo eu fiquei com receio de assistir achando que ficaria com medo, mas fiquei viciado depois de alguns episódios. Uma história com muita ação, suspense e aventura. Ps: Ainda não superei o final da segunda temporada e chorei demais!


Um avião pousa em um aeroporto de Nova York com todos os sistemas sem funcionamento e com os passageiros aparentemente mortos sem nenhuma evidência de um crime ou atentado. Em virtude disso, uma equipe de controle de epidemias é enviada ao local para descobrir se houve alguma ameaça biológica que causou a morte dos passageiros. Ephaim, chefe do Projeto Canário que controla epidemias, e Nora, sua assistente são chamados para verificar o que pode ter acontecido e descobrem que estão todos mortos com exceção de quatro pessoas: o Comandante Redfern, piloto, Gabriel Bolivar, astro do rock gótico, Joan Luss, advogada e Ansel, chefe de família. Um caixão cheio de terra é encontrado no meio das bagagens, mas some misteriosamente. Os corpos não estão se descompondo como deveriam e não há indicativos do que pode ter acontecido. Soma-se a esta situação o eclipse total do sol, que gera uma histeria generalizada em Nova York. Com o tempo, os sobreviventes começam a desenvolver estranhas anomalias de ordem biológica e os todos os corpos do acidente somem dos necrotérios.


Noturno é uma história de vampiros, mas aqui as criaturas são considerados como parasitas que habitam a garganta e se utilizam do corpo do hospedeiro para auxiliar em sua alimentação, como animais selvagens, sem glamour nenhum e se assemelham mais a zumbis do que vampiros propriamente dito. Principalmente porque água benta, alho, crucifixos, estacas de madeira… nada disso resolve contra os vampiros de Del Toro. Nem mesmo tiro de revólver ou de metralhadora. Para matá-los, as únicas armas são prata pura e luz UBV. Agora imagine você enfrentando um bando de vampiros armado apenas de uma adaga, ou com uma espada, ou apenas usando uma lanterna com luz UBV? Nada de clãs, disputas pelo coração da mocinha ou vampiros que brilham, aqui eles são seres sanguinários como no romance Crepúsculo que fizemos a resenha alguns dias atrás e você pode acompanhar clicando aqui.


O livro é escrito por Guillermo del Toro, diretor de grandes filmes Hellboy e o premiado O Labirinto do Fauno, em parceria com o escritor Chuck Hagan (aclamado e reconhecido por Stephen King como um dos mais promissores talentos da literatura americana moderna). Pelo que pesquisei, a ideia de del Toro era fazer um filme sobre esses seres que tanto o encantam, como não foi aprovada sua ideia, resolveu transformar em uma série de livros, que posteriormente virou uma série de sucesso que vai para sua 4ª e última temporada agora. Algumas cenas são fortes, já que Del Toro e Hogan não poupam nem mesmo as crianças. E por detrás desses monstros bebedores de sangue existe o Mestre. Sardu, o vampiro-rei. Em Noturno, Sardu é um ser vil e assustador que carrega dentro de si uma praga. E o Van Helsing é Abraham Setrakian, sobrevivente do Holocausto que passou a vida inteira estudando e caçando vampiros e que é o único que percebe que há algo mais por detrás do misterioso avião fantasma. Logo, Setrakian e Eph se unem em uma batalha com poucas chances de sobrevivência. Ninguém acredita nos dois, por mais que eventos estranhos e preocupantes passem a ocorrer por toda Manhattan e por mais que eles tentem avisar do problema. No time dos mocinhos, há, também, Vasiliy Fet, um exterminador de ratos de ascendência ucraniana.


A história tem uma narrativa bastante cinematográfica e tem um começo um pouco arrastado, mas deixa um bom gancho para uma continuação. A cena do eclipse, por exemplo, dura uns 8 capítulos, passando por vários cenários em que todos os personagens acham aquilo um “estranho presságio apocalíptico”. O avião que citei no início só sai da pista na página 136. O livro possui 43 personagens e cada pedaço do capítulo está sob o ponto de vista de um diferente. A palavra vampiro só é usada no livro quase pela metade, na página 206, quando já aconteceram várias mortes. E quando finalmente se descobre com o que se está lutando, cenas de ação são cortadas para mostrar personagens que não sabem que uma epidemia vampírica se espalhou pela cidade: e lá se vai mais um monte de dúvidas repetitivas e cansativas. Não tem alívio cômico, não tem romance, só tensão crescente. E ainda tem muitas explicações científicas e comportamentais sobre esses seres. Apesar disso, Noturno foi uma leitura envolvente, repleta de mistérios e de suspense, com elementos para se tornar uma saga inesquecível!


VITAMINAS:

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