quinta-feira, 6 de julho de 2017

RESENHA: ÚNICA FILHA

SINOPSE: Em 2003, uma adolescente de 16 anos desapareceu. Rebecca Winter estava curtindo suas férias de verão. Trabalhava em uma lanchonete, tinha uma queda por um rapaz mais velho e saía com sua melhor amiga. Mas coisas estranhas surgiam ao seu redor: ela encontrou sangue em sua cama, passou a ter surtos de amnésia, sentia-se vigiada. Ainda assim, nada disso preparou Rebecca Winter para o que estava prestes a acontecer. Onze anos depois, a garota desaparecida foi substituída. Para fugir da prisão, uma jovem mulher declara ser a adolescente desaparecida anos atrás. A impostora assume a vida de Rebecca Winter. Dorme em sua cama. Abraça seu pai e sua mãe. Aprende os nomes de suas melhores amigas. Brinca com seus irmãos. Mas a família e os amigos de Rebecca não são quem dizem ser. Enquanto se esquiva do detetive que investiga o desaparecimento de Rebecca, ela começa a se dar conta de que o criminoso ainda está à solta – e ela, correndo risco de vida.


Fala galera! Cá estou eu e hoje vamos falar sobre um livro de suspense com toques de A Usurpadora! Rebeca Winter era uma adolescente de 16 anos quando desapareceu. As pessoas não sabiam, mas ela se sentia vigiada, perseguida por algo ou alguém. Até que nunca mais foi vista por ninguém, apenas encontram seu celular jogado na rua que era caminho para seu trabalho no MC Donalds. Onze anos depois, para escapar da prisão, uma mulher afirma ser Rebecca. Só que ela logo verá que não foi uma fuga tão segura. A usurpadora que afirma ser Rebecca, não teve uma vida muito boa, e para escapar do transtorno que é a sua vida, ela decide se passar por ela, já que as duas são muito parecidas. Tudo para evitar ser presa e ter conforto. A impostora (o livro termina e não descobrimos seu verdadeiro nome) é extremamente observadora, manipuladora e egoísta. Mas na medida do possível, tem um coração bom.


Intercalada entre o passado, que conta a história dias antes do desaparecimento de Rebecca, com o presente, narrado pela mulher que diz ser Rebecca, o livro te deixa curioso e ansioso por respostas. E como nem tudo são flores, a impostora mal sabe onde ela vai pisar quando ela afirma ser Rebecca Winter já que precisa convencer a família e amigos que ela é realmente Bec, dar as resposta que a polícia que investiga o caso precisa e ainda fugir dos verdadeiros culpados que começam a dar indícios que voltaram. Tudo no livro nos leva a pensar duas coisas sobre Rebecca: que ela gostava de ser o centro das atenções e que ela era um pouco paranoica. A impostora tenta aprender o que pode sobre Rebecca e tenta agir como a filha amada diante dos familiares. Aos poucos, tenta fazer ligações sobre o que pode ter acontecido com Rebecca. E nós leitores nunca poderíamos imaginar o verdadeiro culpado. A revelação surpreende muito! O livro ainda tem romance, já que o rapaz que amava Bec desde a adolescência agora vai querer conquistar a impostora e ela acaba se envolvendo com ele. E quando ele descobrir a verdade?


A escrita de Anna Snoekstra é muito boa e sua escolha em dividir as narrativas é ainda melhor. A narrativa em primeira pessoa nos permite acompanhar a impostora no presente, enquanto a narrativa em terceira pessoa nos apresenta a Rebecca do passado. No início, a troca pode até trazer alguma mudança no ritmo da leitura (nos primeiros capítulos, é fácil se acostumar com uma das narrativas e difícil se reconectar com a outra logo em seguida), mas a autora logo nos deixa familiarizados, nos fazendo acompanhar o andamento corretamente. Ela nos deixa muitas pistas sobre possíveis culpados e possíveis causas para o desaparecimento de Rebecca, não sabemos se ela foi sequestrada, se fugiu ou se se matou, afinal.


A leitura é muito rápida, o suspense te acompanha até as últimas páginas e o envolvimento é certo. Afirmo sem pestanejar que foi o melhor livro que li até agora durante essa ano! Muitas teorias acompanham o leitor mesmo depois da última página do livro. Só que é indiscutível a forma como a trama envolve, provoca e atrai do início ao fim - e  até depois dele. O que aconteceu com a verdadeira Rebecca? Se você é louco por um mistério estilo A Garota do Trem, com toques de A Usurpadora, não pode perder Única Filha. E uma boa notícia: Única Filha já está sendo adaptada para os cinemas pelo tamanho sucesso que fez no exterior. A Universal Studios comprou os direitos já tem até roteirista escalada, Erin Cressida Wilson, a mesma do filme A Garota no Trem.


VITAMINAS:

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